quinta-feira, novembro 11, 2010

Os novos rumos da sexualidade feminina

Escolha: Jovens buscam a felicidade e satisfação através de relacionamentos com pessoas do mesmo sexo
Publicado em 25/9/2010, às 17h19
Última atualização em 25/9/2010, às 17h19

Júlio Black

Volta Redonda

Bob Dylan, há mais de 40 anos, vaticinou: "the times they are a-changin'" (os tempos estão mudando). E é o que temos notado de forma vertiginosa nos últimos anos, com a avalanche de informações do mundo pós-moderno, que derruba barreiras comunicacionais, sociais, econômicas, transnacionais e - mesmo que ainda silenciosamente - sexuais.

Essa nova "revolução sexual" vem provocando uma mudança de comportamento ainda mais sensível entre os jovens que, além de descobrir a sexualidade de forma ainda mais precoce, aproveitam para experimentar novas experiências. E as mulheres, em particular, não têm medo de namorar ou "ficar" com outras garotas.

O começo, porém, nem sempre é fácil, como explica J. (que preferiu não se identificar), de 19 anos. Desde cedo ela olhava para as meninas de forma diferente, mas só teve coragem de "ficar" com uma há cerca de dois anos.

- Eu tinha medo muito medo de que isso fosse errado, que me julgassem por aquilo, pelo preconceito das pessoas e, principalmente, de que forma minha família iria encarar isso - disse J., que já conhecia uma amiga que se relacionava com outras jovens, e com quem teve um relacionamento que durou seis meses.

Atualmente, ela vê com naturalidade o fato de namorar homens e mulheres, às vezes simultaneamente.

- Eu gosto dos dois (homens e mulheres) de maneiras diferentes. Nós, mulheres, somos mais carinhosas, cuidadosas, sabemos nos entregar mais a uma paixão, até mesmo no sexo. Nós nos empenhamos em satisfazer não apenas a nós, mas os parceiros e parceiras. Os homens costumam ser brutos, pensando apenas no próprio prazer - criticou.

Descoberta através do coração

E foi uma paixão que fez Laís, que preferiu não revelar a idade, descobrir o desejo por outras meninas.

- Descobri esse desejo aos 15 anos, quando me apaixonei por minha melhor amiga. Eu nunca tinha me preocupado em gostar de alguém, era a mesma época em que comecei a "ficar" com meninos, então tentei fugir disso - explicou, confessando que não era fácil. - Essa minha amiga já era lésbica, mas agia como "se não quisesse ser" e fazia de tudo para que eu não fosse. A gente chegou a brigar porque ela sabia dos meus sentimentos, e eu falava que não. Jurei para mim mesma que não ficaria com nenhuma menina só para "provar" que não gostava.

O relacionamento com a amiga pode não ter ido adiante, mas não demorou para Laís conhecer outras jovens - entre elas a atual namorada, com quem está há um ano e meio. O grande problema, geralmente, é a reação da família.

- Todos sabem na minha família, mas ninguém comenta. É como se fosse um assunto fantasma. Quando contei, minha mãe me mandou para a psicóloga, o que acabou sendo ótimo. Tanto eu quanto ela (a psicóloga) sabíamos que não ia mudar nada. Ir até lá me aliviava. Um dia, minha mãe foi comigo à consulta e deixei claro que não ia mudar, que era assim, e depois disso ela não me ignorou mais, só prefere não tocar no assunto - comentou Laís, que revelou que a reação da família da namorada foi mais complicada, com ela chegando a fugir de casa em uma oportunidade.

- Eu acho que as pessoas mais velhas têm mais dificuldade para aceitar isso. E nossas famílias são do interior, se preocupam com o que os outros vão pensar - acredita.

J. confirma que, para as famílias, é muito complicado entender a situação.

- Sofri um pouco no início, mas minha família me respeita do jeito que sou. Sei que é complicado para um pai que sempre sonhou com o futuro da filha quando ela chega e fala "essa é minha namorada". É um choque - confessou.

Preconceito ainda presente

Apesar de todas as mudanças, J. sabe que o número de pessoas que não entende (ou aceita) a sua opção de namorar homens e mulheres é enorme.

- Acho que a cabeça das pessoas ainda é muito pequena para algumas coisas. Fico chocada quando tem um casal de namoradinhos se esfregando e estou com minha namorada do lado, e olham mais pra gente do que para eles, que estão quase tirando as roupas ali. Isso é horrível, o preconceito em si fecha a mente das pessoas. Amor é amor de qualquer forma - definiu, lembrando de um caso que a deixou marcada e indignada.

- Eu e uma amiga fomos alugar um apartamento para dividir, e costumávamos "ficar" na época. Quando a dona do imóvel viu que éramos lésbicas, ela não quis mais alugar. Hoje eu não ligo mais para isso, quando me olham diferente e me xingam, sou bem decidida quanto ao que quero e sei que esse é o preço que se paga para ser feliz - definiu.

Sem espaço para modismos

Da mesma que acredita existir uma mudança na mentalidade dos jovens, J. também observa que muitas meninas partem para esse "novo mundo" apenas pelo modismo.

- Acho q a cabeça das pessoas está mudando, sim, mas existem algumas influenciadas por "modinhas". Mas tem gente que realmente gosta, que realmente gosta de ficar com uma garota - disse a jovem, que já passou por essa situação. - Já aconteceu algumas vezes de me procurarem para "ficar", e eu não quis por saber que aquilo era só para se mostrar. Não gosto desse tipo de coisa, eu já sofri preconceito, sei como é triste. Essa cambada só acha legal porque vê como a última moda - criticou.

Mudança como sinal da quebra de tradições

A psicóloga Viviane Andrade Pereira acredita que esse novo posicionamento no comportamento sexual dos jovens - e das mulheres em particular - é reflexo das mudanças vividas nos últimos 50 anos.

- A psicologia não explica isso (a mudança), más é evidente que vivemos uma era de mudanças, de quebra de tradições na escola, na igreja e na família, entre outros. Essas tradições não caíram por terra em definitivo, mas se parecem com mortos-vivos. Os relacionamentos, hoje, se baseiam na questão da liberdade, vemos muitos casamentos terminando também. A própria homossexualidade feminina é uma questão de se aproveitar essa liberdade. Não sei se havia tanto antes, mas hoje é mais aberto. Isso tem muito a ver com a busca da felicidade imediata - acredita.

Segundo a psicóloga, a identidade sexual costuma ser definida aos três anos de idade, mas a curiosidade vem dando o tom dos comportamentos, atualmente.

- Hoje você pode ser tudo: alienado, politizado. É um movimento de experimentação, uma forma de se conhecer mais, uma porta que se abre, ainda mais pela questão das relações afetivas. Muitas reclamam dos homens que não as entendem, que não assumem o relacionamento. Elas buscam alguém que as entendam - explicou.

Para Viviane, o homossexualismo feminino é mais aceito pela sociedade que o masculino, que não veria problemas em duas mulheres se relacionarem e depois entrarem em um envolvimento heterossexual.

- Apesar de ser normal a atração pelo mesmo sexo entre os seres humanos, ainda existe a visão de que a mulher, se experimentar, não deixa de ser mulher. Mesmo assim, muitos pacientes ainda se sentem assustados por se sentirem atraídos pelo mesmo sexo. São questões que perpassam os dois universos - explicou.

Segundo Viviane, a internet proporciona que cada um seja o que gostaria de ser no mundo real, em todos os tipos de relacionamento, promovendo o encontro de interesses em comum. Para os jovens, então, que costumam ficar conectados por horas a fio, essa "moda" seria ainda mais assimilável.

- Na adolescência estamos sempre nos identificando, copiando modelos - explicou.

FONTE: Diário do Vale
http://diariodovale.uol.com.br/
EM: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,28727,Os-novos-rumos-da-sexualidade-feminina.html

Editoras brasileiras investem em leitura rock and roll

Os Rolling Stones e suas histórias escandalosas

publicado em 25/09/2010 às 16h48:

Recentemente, foram lançados seis livros importantes do gênero no país

Do R7

As editoras brasileiras estão investindo cada vez mais em personagens do rock and roll. Recentemente, foram lançados livros sobre The Doors, Johnny Cash, Elvis, Mick Jagger, Bob Dylan e Lou Reed.


E até mesmo a auto-biografia do mestre do metal, Ozzy Osbourne (Eu Sou Ozzy, da editora Benvira), é um sucesso de vendas no país.

No momento, chegaram quatro biografias e duas publicações envolvendo letras de canções nas livrarias.

Johnny Cash – Uma Biografia, da Editora 8Inverso, conta a história do cantor de country rock por meio dos quadrinhos. O livro dá uma boa resumida na vida de Cash desde a infância até os seus últimos dias, passando pelos momentos mais sombrios. Da mesma forma, acontece com o Rei Elvis Presley. A eterna personificação do estilo se transformou na HQ divertida Elvis, que vale mais pelos belos desenhos.

A editora Larousse publicou Mick Jagger e os Rolling Stones, obra escrita por Willi Winkler. Aqui, o escritor relata curiosidades e momentos marcantes da banda britânica e seu vocalista bocudo. Se você é um stonemaníaco, é bom ler as aventuras de um grupo que ainda é sinônimo de rock.

Também vale um destaque o recente livro sobre a banda liderada pelo finado vocalista Jim Morrison. The Doors por The Doors, da editora Agir, é escrito pelo importante jornalista Ben Fong-Torres (Revista Rolling Stone). Além disso, pela primeira vez, os membros ainda vivos do The Doors, abrem seus arquivos e contam a história da banda. Com depoimentos reveladores, entrevistas antológicas e textos do tecladista Ray Manzareck, esta biografia é essencial para os fãs.

Já na área das letras temos uma dupla importante. Dois dos principais mestres do gênero ganharam edições bacanas lançadas por aqui pela editora Companhia das Letras.

Atravessar o Fogo seleciona 310 letras do compositor e poeta Lou Reed. Um dos avôs do punk, Reed é conhecido por suas canções ácidas, que muitas vezes falam do submundo de Nova York. Genial. Do outro lado, Like a Rolling Stone - Bob Dylan na Encruzilhada, estuda a fundo um dos principais hits do cantor. Neste livro, o jornalista Greil Marcus consegue nos levar ao dia 15 de junho de 1965, quando Dylan entrou no Studio A, da gravadora Columbia Records, para registrar Like a Rolling Stone, música que melhor iria lhe representar enquanto ícone da contracultura.

Confira também

Livro sobre o Ozzy
Livro sobre James Brown
Quadrinos do rock

Veja mais notícias do R7

FONTE: R7

http://entretenimento.r7.com/

Caçadas a Lobato

09/11/2010 - 08:54 - Atualizado em 09/11/2010 - 08:57

O criador do Sítio do Picapau Amarelo pode ser banido das escolas por racismo. Se a moda pega, toda a literatura vai para a lista – desculpe – negra

Prova da evolução da humanidade está no surgimento de leitores que oferecem visões inéditas sobre as obras literárias do passado. A partir dos anos 70, professores e militantes civis americanos começaram o movimento do politicamente correto – e passaram a perseguir obras do passado que não se coadunavam com sua visão boa sobre o mundo. Nos Estados Unidos, a primeira vítima foi Mark Twain, cujo romance juvenil As aventuras de Huckleberry Finn (1884) foi condenado ao banimento das escolas, por conter passagens racistas. Isso porque Huck, o menino branco que protagoniza as peripécias ao longo do imenso rio Mississippi, trata os negros com uma palavra, “nigger”, que hoje soa ofensiva, mas que no século XIX era termo corrente. Os acusadores de Huck desconsideraram a contextualização histórica e acharam por bem e mais confortável tirar o livro do currículo. Não um livro qualquer, mas um dos romances infanto-juvenis representativos do gênero, uma história que traz lições de fraternidade e igualdade racial. Mas a autoridade dos jovens sábios dita que isso não interessa. Twain traz conteúdo racista – e ponto final. Corte a cabeça de Huck!

No Brasil, onde a “intelligentsia” imita - para não incorrer no “macaqueia”, que almas mais sensíveis podem considerar racista - tudo o que os americanos fazem, o alvo (não confundir com “branco”) é justamente o escritor que traduziu Huckleberry Finn para o português, nos anos 30: José Bento Monteiro Lobato (1882-1948), o fundador da literatura infanto-juvenil brasileira. Lobato se inspirou no ambiente sulista e rural de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, de Mark Twain, para criar, a partir de 1920, as histórias e os personagens do Sítio do Picapau Amarelo: Dona Benta, Tia Nastácia, Narizinho, Pedrinho, Emília, o Visconde de Sabugosa...

Naquele tempo, a sociedade brasileira ainda estava marcada por trezentos anos de escravidão, e a maneira de tratar os descendentes dos escravos hoje soa horrível, mas é preciso entender que não continha uma maldade em si. Eram formas do tempo, que hoje seriam obviamente imperdoáveis. Os livros de Lobato têm sido adotados nas escolas brasileiras desde que começaram a ser publicados, e até agora nenhum leitor havia reclamado do conteúdo das histórias. Pois agora estão querendo cassar as Caçadas de Pedrinho, romance de Lobato lançado 1924 que dá continuidade às aventuras de Narizinho e amigos. Um intelectual luminar que se autodenomina “mestrando” da Universidade de Brasília lavrou uma denúncia junto à Secretaria de Política da Promoção da Igualdade Racial. Nosso sábio acusa o livro de incitar o preconceito contra os negros. Isso porque, em algumas passagens, a cor da pele de Tia Nastácia é tratada de forma pejorativa e até ridicularizada, como o trecho mencionado na brilhante reportagem de Celso Masson, Humberto Maia Junior e Rodrigo Turrer em Época: “Tia Nastácia trepou na árvore que nem macaca de carvão” ou a frase de Dona Benta: “Não vai escapar ninguém – nem Tia Nastácia, que tem carne preta.”

Convenhamos os parágrafos soam abjetos, se descolados do contexto. E aí reside o problema. Tais sequências deveriam ser colocadas em perspectiva com notas de rodapé e atividades de leitura. A questão poderia ser discutida em sala de aula. O professor poderia explicar aos alunos que, nos anos 1920, os afrodescendentes eram tratados desse modo, vício histórico de uma sociedade escravocrata que ainda mantinha os privilégios das oligarquias na República Velha, antes da industrialização e da conscientização da população brasileira em relação aos seus direitos fundamentais. O professor poderia continuar, afirmando que é preciso entender que esse tipo de emprego pejorativo não tira a mensagem humanista e progressista de Monteiro Lobato, ou Mark Twain, ambos ativos na luta contra a opressão dos descendentes de africanos que amargaram a escravidão e suas consequências deletérias para o imaginário social. Não por outro motivo, Lobato traduziu Twain. É inacreditável que Twain tenha sido retirado da estante básica do estudante americano, como me parece uma afronta à inteligência das crianças censurar Monteiro Lobato.

Será que vamos começar a assistir à caça retroativa às bruxas? Não vou ficar parado na praça pública aplaudindo o linchamento público de autores fundamentais na formação do humanismo. Os novos intelectuais praticam sem saber um ato imbecil, porque não só não sabem ler, como não fazem questão disso. São preguiçosos. Desejam a fama instantânea da controvérsia pueril. Tomar como ofensa o que foi escrito sem intenção de ferir, descontextualizar para polemizar, eis os recursos surrados da retórica mais primitiva. A atitude malpensada ajuda apenas a desmoralizar a agenda igualitária fomentada pelo governo e pelas ONGs. Atacar um inocente bem-intencionado e ainda por cima morto e sem condições de se defender é ultrajante. Promover uma caçada a Lobato significa desmoralizar o que a literatura brasileira tem de mais característica. Logo Monteiro Lobato, o polemista incontinente, homem que não fugia ao debate de ideias. Ele denunciou as injustiças nas comunidades rurais cometidas contra os ex-escravos, ele desmascarou os privilégios das oligarquias e atacou a Semana de Arte Moderna de 1922 como um revolucionário antielitista.

Assim, denominar esse autor de “racista” é estender a sentença à literatura brasileira como um todo, infantil e adulta. Se a moda pega, não sei o que será de nossos mestres do passado. Antevejo uma plêiade de mestrandos a brandir tacapes e lanças contra as peças de José de Alencar, como a comédia O demônio familiar (1857). Ali, o escravo Pedro justifica seu mau-humor diante da sinhazinha Carlotinha: “

“CARLOTINHA - Por quê? Por causa de Henriqueta?

PEDRO - Sim. Pedro fez história de negro, enganou senhor. Mas hoje mesmo tudo fica direito.”

Não escaparão alguns contos de Machado de Assis, um afrodescendente que, para muitos, gostava de se disfarçar de europeu. Vislumbro um comando de caça a livros incorretos como O mulato (1881), de Aluísio Azevedo – que, em seu tempo, foi abolicionista. Seu livro O cortiço (1890) será banido, porque personagens como a mulher do português João Romão, a negra Bertoleza, é descrita assim: “crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português”. Os jovens mestrandos caçadores podem sugerir uma pequena alteração na sentença de Azevedo para que o livro continue a ser aplicado nos vestibulares: “Bertoleza, afrodescendente de seus trinta anos, escrava oprimida de um deficiente visual de terceira idade residente em Juiz de Fora e companheira de um cidadão de origem portuguesa”. Não quero nem pensar no que esses professores podem fazer com o romance naturalista O bom-crioulo (1895), de Adolfo Caminha; em termos politicamente corretos, poderíamos resumi-lo assim: conta a história de Amaro, um “afrodescendente” homossexual que sofre perseguição (bullying) na Marinha Brasileira. Não me espantaria se nossos heroicos guerreiros do Correto investirem contra o romance inacabado de Lima Barreto, Clara dos Anjos (1922). O livro por si só é um libelo contra o racismo, mas contém trechos como esse, sobre o abuso que Clara, jovem trabalhadora “afrodescendente”, sofre do “eurodescendente” Cassi: “Agora, é que percebia quem era o tal Cassi. O que os outros diziam dele era a pura verdade. A inocência dela, a sua simplicidade de vida, a sua boa fé, e o seu ardor juvenil tinham-na completamente cegado. Era mesmo o que diziam... Por que a escolhera? Porque era pobre e, além de pobre, mulata.”

Na música popular nem se fala: “Nega fulô”, de Dorival Caymmi, “Negra do cabelo duro”, de David Nasser, “Mulato bamba”, de Noel Rosa, “Negro Dito”, de Itamar Assumpção. Lista infinita.

No que concerne à cultura brasileira, não vai sobrar nada, e assim é mais fácil. No lugar dessas obras que devem ser eliminadas, nada melhor que colocar outras peças literárias, com vocabulário adequado e atitude inofensiva. Como ironizou um pensador em ÉPOCA, só falta transformarem a Emília em uma espécie de Barbie. Clara dos Anjos em uma boneca inofensiva afrodescendente para o público afrodescendente. Não acredito que esta possa ser a nova índole brasileira. A discussão de raça é ela própria racista. Nossa sociedade plural, de mistura étnica, com seu criptorracismo envergonhado, parece estar bem mais avançada que a de outros lugares, como os Estados Unidos, onde o debate racista persiste. Meu temor é que esses educadores da nova geração tentem converter o país em um campo de batalha cultural, dividir a sociedade, infundir o rancor, criar listas... negras (desculpe o termo, caso alguém o considere incorreto). É preciso colocar o assunto em discussão imediatamente. E defender, perdoe-me mais uma vez, brancos de alma negra como Monteiro Lobato.

(Luís Antônio Giron escreve às terças-feiras)

FONTE: http://revistaepoca.globo.com/
em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI186138-15230,00.html

FOTO: commons.wikimedia.org

terça-feira, novembro 09, 2010

imagens ao léu ... XXII

T.S. Eliot - Os homens ocos

"A penny for the Old Guy"

(Um pêni para o Velho Guy)

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

II

Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

III

Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

IV

Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.

V

Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino

Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.

 (tradução: Ivan Junqueira)

domingo, novembro 07, 2010

Uma visão de vida

Cláudio Emerenciano [ Professor da UFRN ]


Os mistérios, desafios e enigmas da vida estão dentro e em redor de nós. Impõe-se a cada um desvendá-los e superá-los. Busca quase tão infindável quanto a de Ulisses, na Odisséia, tentando retornar ao seu reino de Ítaca. Tão paciente, perseverante e indômita quanto à resistência de sua esposa, Penélope, que ludibriou seus pretendentes com um ardil: tecia um tapete de dia e o desfiava de noite. Inabalavelmente convicta de que o marido, um dia, retornaria. Assim se passaram dez anos... A contemplação de cada amanhecer a renovava em esperanças. A percepção de um sentido no entardecer a impregnava de paz e serenidade. A beleza sem fim, indescritível, insuperável, universal, possui um conteúdo eterno: o amor e a simplicidade. André Malraux, em seu clássico "A condição humana", identifica na capacidade de sofrer, perdoar, esquecer, partilhar, amar, renunciar e sonhar uma espécie de catapulta invisível, imaterial, que lança a humanidade no infinito. É a via de convergência do homem com Deus. Segundo o padre Teilhard de Chardin, é a identificação do "lugar do homem no universo". Antevisão precursora do católico inglês Gilbert Keith Chesterton, em seus monumentais "Ortodoxia" e "O homem eterno": odes à fé, ao amor, à inteligência e aos sentimentos.

Há uma fonte de todas as esperanças e de todos os laços. É a paz interior, do espírito, da consciência, que incorpora o homem à harmonia universal. Esse é um território transcendental, espiritual, puro, exuberante, renovador, através do qual o ser humano concebe e explora sonhos, ideais, ilusões, fantasias, desejos, vontades e aspirações. Tudo isso é um canto à vida em todas as suas dimensões. Os homens simples, dos campos e das cidades, em todas as regiões do mundo, estreitam permanentemente seus vínculos com a vida, a terra e a natureza. Possuem, dizia André Gide, o dom intransferível de apreender, captar e entender vozes do silêncio, que ecoam da madrugada ao crepúsculo (em "Sinfonia Pastoral"). Esse é o "homem naturalmente bom" na visão de Rousseau. É o homem salvo, liberto e redimido por Jesus em "Paraíso Perdido" de John Milton, para quem a liberdade, fundada no exercício do livre arbítrio, exorciza o medo, o desespero, a angústia e o desalento. Nada tem sentido se o homem não misturar sua alma e seu espírito. Amalgamar os sentimentos e a razão. Ser livre para discernir, pensar e querer. Sonhar e avançar. Mudar e humanizar o mundo...

Há uma cultura da liberdade, que fortalece no homem a resistência ao medo, à insegurança, ao temor e às suas contradições. Evidencia-se em cada um, na seqüência interminável de passos adiante, contínuos, ampliando sua capacidade de exercer sua liberdade sem tibieza nem vacilações. Eis os fundamentos da civilização da paz. Coexistem com a democracia. São inseparáveis e interdependentes. As instituições decorrem desses elos. Nos dias de hoje, aqui e ali, tentam garrotear as pessoas pela disseminação do medo. Há um descompromisso com os valores de uma verdadeira democracia, alicerçada no pluralismo de idéias e num humanismo que consagre o direito de cada homem procurar e desfrutar a felicidade. Há uma tentativa planetária de subtrair às novas gerações a consciência da liberdade. No mínimo deturpá-la; subvertê-la ao sabor de radicalismos, histerias e intolerância, que militam em favor de novas formas de autoritarismo. Seria como se o mundo revivesse o terror de "Os deuses têm sede" de Anatole France e "Um conto de duas cidades" de Charles Dickens, que imergiram nas atrocidades e pânico da Revolução Francesa. Ou a selvageria em "Dr. Jivago" de Boris Pasternak e "O arquipélago Gulag" de Alexander Solzhenitsyn, ambos aureolados com o Nobel da literatura. Os maus submetem os bons ao convertê-los à cultura da insegurança sem fim. Mas, em todos os tempos, o bem prevalece. Pois um dia...

FONTE: Tribuna do Norte - Natal

http://tribunadonorte.com.br/

Judoka's Elmont vieren weer feest op NK

ROTTERDAM ¿ Guillaume en Dex Elmont vierden zaterdag tijdens de Nederlandse kampioenschappen judo weer een familiefeestje. Beide broers verlieten het Topsportcentrum Rotterdam met een gouden medaille. Samen zijn ze nu in het bezit van vijftien nationale titels.

Guillaume jubileerde met een tiende kampioenschap. Hij evenaarde het record van Dennis van der Geest, die zich in eigen land tussen 1995 en 2004 de beste in zijn gewichtsklasse mocht noemen. Elco van der Geest, inmiddels uitkomend voor België, was in het verleden driemaal Nederlands beste.

Dex vierde zijn eerste lustrum na een moeizame zege in de finale van de klasse tot 73 kilogram op Sam van 't Westende, die pas in de extra tijd voor de nummer twee van de wereld capituleerde. De oudste van de broertjes Elmont klopte Benji Nortan in een gevecht om goud.

Eerzuchtig als ze zijn, waren de broers Elmont in Rotterdam wel weer van de partij. ,,En ik kom volgend jaar ook terug voor mijn elfde'', beloofde Guillaume. Henk Grol bedankte voor de eer. De vice-wereldkampioen (-100 kg) laadt zich liever op voor de echte grote wedstrijden. De Nederlandse titel zegt hem niet zo veel. Voor een gouden medaille op de Olympische Spelen in Londen moet wel alles wijken.

Berend Roorda hoorde je niet klagen over de afwezigheid van Grol. Hij verraste in de finale de ervaren Danny Meeuwsen uit Nijmegen. Jeroen Mooren, stadgenoot van Meeuwsen, won zoals verwacht voor de vierde keer de titel in de klasse tot 60 kilogram. De nummer drie van de laatste EK besliste de eindstrijd in de slotfase van de reguliere speeltijd. Hij legde tegenstander Marciano Lantinga met de rug op de tatami.

Grim Vuijsters (+100 kg) ontbrak wegens een ernstige nekblessure in Topsportcentrum Rotterdam. De Brabander moest de titel laten aan zwaargewicht Luuk Verbij. Wytze de Jong (-66 kg) en Glenn Bolleboom (-90 kg) zijn eveneens voor een jaar lang Nederlands beste judoka in hun gewichtsklasse. (ANP)

06/11/10 19u39
 
FONTE: AD.nl

http://www.ad.nl/

Judoka Bolleboom Nederlands kampioen

7 november 2010

Bij het Nederlands Kampioenschap judo in het Rotterdamse Topsportcentrum. Is Glenn Bolleboom van het Sportinstituut De Korte uit Hoogvliet Nederlands kampioen geworden.

In de halve finale was Bolleboom al te sterk voor Mark Oosterman. In de finale van de gewichtsklasse tot 90 kilogram versloeg Bolleboom de huidig Nederlands kampioen Marvin Huisman. De Judoka werkte in de finale de favoriet met een ippon naar de grond.

FONTE: RTV Rijnmond

http://www.rtvrijnmond.nl/

sábado, novembro 06, 2010

Rachel Trezise named an Ambassador for the Dylan Thomas Prize

Blue Door author Rachel Trezise has been invited to become an ambassador for The Dylan Thomas Prize, the world’s largest literary prize for young writers. Having won the inaugural prize in 2006 for her short story collection Fresh Apples, Rachel will be joining fellow ambassadors Michael Sheen, Catherine Zeta Jones and The Rt. Hon Lord Neil Kinnock to promote the prize. The Dylan Thomas Prize was founded in 2006 and is aimed at encouraging raw creative talent worldwide for writers under 30. At £30,000, it is one of the largest literary awards in the world.

Following her award in 2006, Rachel went on to write Dial M for Merthyr, a rockumentary following an emerging band from the Valleys, Midasuno, and their quest for fame. Having achieved critical praise with her first novel In and Out of the Goldfish Bowl, Rachel turned her hand once again to fiction. In 2009, Blue Door bought her second novel, Sixteen Shades of Crazy, a razor-sharp dissection of small-town life and drug culture, doing for the Valleys what Trainspotting did for Edinburgh. The novel centres around three women, Ellie, Sian and Rhiannon, the party-loving wives and girlfriends of aspiring punk band The Boobs. Within the trappings of small-town life they are desperate for new thrills. When a seductive stranger arrives in town, their lives are changed forever. Already hailed as ‘an outstanding young writer’ by The Times, the future looks very bright for Rachel Trezise.

Sixteen Shades of Crazy is available in trade paperback priced £12.99.

FONTE: http://www.harpercollins.co.uk/

Swiech sorgte für Dramatik

Judo-Oberliga, Kampftag der SV 08/29 Friedrichsfeld in Godesberg

Voerde. Judo-Oberligist SV 08/29 Friedrichsfeld überraschte am Kampftag in Bad Godesberg nicht und brachte nach dem 3:3 gegen Bochum und der 2:4-Niederlage gegen die Gastgeber nur einen Punkt mit nach Voerde.

Trainer Walter Trapp setzte im Kampf gegen Bochum in der Klasse bis 81 kg den wieder genesenen Ruben Wojnowski eine, der Stammkämpfer Hendrik Lohmann (beruflich verhindert) ersetzten musste. Wojnowski erfüllte das Vertrauen und konnte mit unbändigem Einsatz gegen Dustin Fiedler ein Unentschieden erzielen.

Jeffrey Kramer (-73 kg) setzte Chistian Tröster permanent unter Druck, so das er nach Punkten gewann. Für eine kleine Überraschung sorgte Tim Gerpheide (-66 kg) als er Patrick Zwart mit Armhebel besiegte, gegen den er in der letzten Saison noch klar unterlen wear. Auf 3:0 erhöhte Hubert Swiech (-66 kg), der den Bochumer Jan Bobeth schnell mit Haltegriff besiegte.

Doch dann war die Friedrichsfelder Souveränität vorbei. Timo Engelhardt (-90 kg) verlor gegen den starken Bochumer Sven Karpinski mit Ippon. Da die + 100 kg-Klasse nicht besetzt wurde, kam es auf Jörn Lohmann (-100 kg) an. Er konnte dem erfahrenen Bochumer Nikolai Shirotsky aber nichts entgegensetzen. So glichen die Bochumer noch zum 3:3 aus.

Der Aufstiegsfavorit und Ausrichter JC Godesberg war in allen Gewichtsklassen stark besetzt. Wojnowski konnte im ersten Kampf gegen den international erfahrenen Godesberger Trainer Florin Petrehele nichts ausrichten. Kramer tat sich zwar ungewöhnlich schwer gegen Marc Reinmuth, doch mit Glück und Geschick sorgte er für den Ausgleich. Gerpheide erhöhte auf 2:1, da sein Gegner Andrey Baum wegen verbotener Technik disqualifiziert wurde. Einen äußerst dramatischen Kampf lieferte sich dann Swiech mit dem Fünften der deutschen U17-Meisterschaft Dimitri Sokolowski. Beide Kämpfer gingen volles Risiko. Swiech gelang zwei Minuten vor Kampfende mit einer Fußtechnik eine Wazari-Wertung, die so mancher Zuschauer auch schon als Ippon sah. Doch es ging weiter und Dimitri Sokolowski zog das Kampftempo an und erzielte doch noch den entscheidenden Wurf zum 2:2. Bis 90 kg fand Lohmann kein Mittel gegen Alex Forot. Engelhardt hängte sich bis 100 kg gegen Andrey Forot voll rein, doch beide Kontrahenten konnte keinen entscheidenden Vorteil erzielen, sodass der Kampf unentschieden endete. Die Klasse + 100 kg blieb für Friedrichsfeld wieder unbesetzt, was dann zum 2:4-Endstand führte.

Vor dem abschließenden fünften Kampftag Ende Oktober in Leverkusen gegen Leverkusen II und Dortmund steht Friedrichsfeld auf Platz fünf. Diese Platzierung hätten die Verantwortlichen der SV 08/29 vor Saisonbeginn sofort unterschrieben.

FONTE: Derwesten.de

http://www.derwesten.de/

Angra no tatame amanhã

ANGRA DOS REIS

Será realizada amanhã, às 8h30min, no Colégio Naval, a II Copa Angra dos Reis de Judô e a 5ª Etapa do Circuito Sul Fluminense. A competição conta com o apoio da prefeitura, através da Secretaria de Esporte e Lazer, e da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro. A expectativa é que cerca de 350 atletas, masculino e feminino, de diversas categorias (chupetinha a sênior) e de toda parte do estado participem.

O evento é válido para o ranking da federação na definição dos melhores judocas do interior do estado. Representantes do 5º Núcleo Regional de Judô do Vale do Paraíba, que faz parte da federação, farão a arbitragem. Atletas de Angra terão ampla participação no evento, com destaque para o Judô Clube Messias e o Colégio Naval.

A iniciativa da competição é do professor de judô Messias Manoel da Silva, o mestre Messias, do Judô Clube Messias, que há quase 30 anos forma atletas em Angra dos Reis. Mestre Messias é o representante da federação no município.

FONTE: A Voz da Cidade

http://www.avozdacidade.com/

Eric Sieland und Alexander Lindner sind Landesmeister

Die Halberstädter Judo-Riege kehrte mit zwei Landesmeistertiteln aus Havelberg zurück. Foto: Florian Bortfeldt
Judo: Landesmeisterschaft der U 14 in Havelberg

Halberstadt (fbo). Am letzten Wochenende trafen sich die Judokas der Altersklasse U14 zur alljährlichen Landesmeisterschaft in Havelberg. 170 Judokas aus ganz Sachsen-Anhalt stellten sich ihren Gegnern, um sich für die Mitteldeutsche Meisterschaft an diesem Wochenende in Halberstadt zu qualifizieren. Mit sechs Kämpfern reisten die Germanen an die Havel.

In der Gewichtsklasse bis 37 kg ging Kevin Jäger an den Start. Dieser gewann den ersten Kampf, verlor aber den zweiten. In der Hoffnungsrunde konnte er den nächsten Kampf dann für sich entscheiden und erreichte damit den dritten Platz.

Paul Schulz startete in der Klasse bis 46 kg. Auch er gewann zwei Kämpfe, verlor den dritten und mit dem Sieg im vierten Kampf hatte auch er Platz drei sicher. Bis 60 kg ging es für Alexander Lindner um ein Weiterkommen. Alex gewann alle Kämpfe souverän und wurde Landesmeister. In der Klasse bis 55 kg startete Martin Schmidt mit einem Freilos. Er gewann die folgenden Kämpfe und musste sich nur im Finale geschlagen geben, freute sich über Silber. Paul Blenke und Eric Sieland starteten in der Schwergewichtsklasse über 60 kg. Paul hatte ein schweres Los mit seinem Gegner von 94 kg Kampfgewicht und musste nach dem verlorenen Kampf in die Hoffnungsrunde. Dort gewann er die nächsten zwei Kämpfe, verlor aber den letzten und hatte damit Platz fünf erreicht. Eric Sieland stand nach langer Verletzungspause dieses Jahr erstmals wieder bei einem Turnier auf der Matte. Er gewann alle Kämpfe souverän und holte sich den Meistertitel.

Die Trainer Holger Henschel und Mario Cych zeigten sich mit dem Ergebnis zufrieden, denn damit hatten sich alle Sportler für die Mitteldeutsche Meisterschaft qualifiziert.

Im Anschluss an dass Turnier fanden noch die Landesmeisterschaften der Mannschaften (Altersklasse U17) statt. Felix Schlamm und Maximilian Cych gingen als Gaststarter für den JC Halle mit an den Start. Die Mannschaft erreichte den zweiten Platz und qualifizierte sich damit für die Mitteldeutsche Meisterschaft am 13. November in Schönebeck.

Heute findet ab 10 Uhr die Mitteldeutsche Meisterschaft der U14 im Sportland Halberstadt (Gebrüder-Rehse-Straße) statt. Alle Interessierten sind herzlich eingeladen.

FONTE: Volksstimme

http://www.volksstimme.de/

Ryszard Kapuscinski. O melhor repórter do mundo ou uma fraude?

Kapu dizia que o jornalista devia usar cinco sentidos: ver, ouvir, sentir, partilhar e pensar
James Keyser/getty images
Publicado em 06 de Novembro de 2010 .

Dois livros, duas versões. "Kapuscinski Non-Fiction" acusou-o de ficcionar as suas histórias. Agora uma biografia vem defendê-lo

Garcia Márquez considerou-o o maior jornalista do século xx. Atravessou 27 golpes de estado e revoluções, elevou a reportagem ao nível de obra literária, foi candidato ao Nobel e vencedor do prémio Príncipe das Astúrias. Era "o correspondente de guerra", "o repórter completo". Para outros tantos, simplesmente "o mestre", ou "Kapu". Pode a morte ter arrancado o mestre do seu pedestal?

Ainda o mundo recebia a notícia da morte de Ryszard Kapuscinski, em 2007, quando surge o primeiro abalo. Afinal o autor de "Ébano" e de "Viagens com Heródoto", o jornalista que se tinha transformado numa referência era afinal, um espião dos serviços secretos comunistas. Kapu só terá conseguido atravessar fronteiras e ser correspondente da agência polaca PAP durante décadas porque assinou um acordo em que se comprometia a enviar informações dos países por onde passava.

Em Março deste ano, o segundo abalo. "Kapuscinski Non-Fiction", escrito pelo amigo e jornalista polaco Artur Domoslawski (chega às livrarias espanholas na próxima semana), acusou-o de ficcionar as suas reportagens, inventar encontros e acontecimentos, alimentar uma lenda, ter amantes e, mais uma vez, ser um espião comunista.

Agora "Kapuscinski. Una biografía literaria" (na edição espanhola, que chegou às bancas esta semana), escrito pelos estudiosos da sua obra Beata Nowacka e Zygmunt Ziatek, quer repor a reputação do jornalista. Na biografia que incluiu análises das reportagens de Kapu, os polacos também respondem às acusações de Domoslawski: defendem a opção de Kapuscinski pela "criação literária" e justificam algumas imprecisões dos relatos do repórter.

Jornalismo ou Literatura? Domoslawski atacou os textos de Kapucinski: muitos "rompem as fronteiras entre o jornalismo e a ficção" e estão mais próximos da literatura que do jornalismo. Na biografia, Nowacka e Ziatek vêm defender "o direito do escritor" de, ao optar pela reportagem narrativa, "descrever as suas aventuras com imaginação e criatividade e de acordo com as leis da memória".

Imprecisões? Kapucinski fala de vários momentos em que terá escapado a pelotões de fuzilamento, mas Domoslawki só conseguiu confirmar um: nas outras ocasiões, o repórter era "a única testemunha do que lhe tinha acontecido". Domoslawski nota ainda que encontros com figuras como Patrice Lumumba e Che Guevara terão mesmo sido inventados. Quando Kapu se deslocou pela primeira vez a África já o líder congolês tinha sido assassinado e quando foi questionado pelo biógrafo de Che sobre o encontro descrito nas costas das edições inglesas dos seus livros, Kapu admitiu que essa referência tinha sido um erro dos seus editores. O facto de nunca ter desmentido a história leva o amigo jornalista a descrevê-lo como alguém que gostava de alimentar "a lenda" e de ser visto como "um tipo duro: um repórter que não teme a guerra".

Em "Kapuscinski. Una biografia literária", Nowacka e Ziatek justificam algumas imprecisões pela distância temporal entre o momento da acção e o momento da escrita: entre 1962 e 1972, Kapucinski escreveu notícias de agência; só a meio dos anos 70 transportou as suas experiências para reportagens.

Espião? Domoslawski começou a investigação com uma pergunta-chave na cabeça - "Como fez carreira de grande repórter dentro de um regime não democrático?" - e concluiu que isso só seria possível se tivesse caído nas boas graças do regime comunista. O nome "Ryszard Kapucinski" consta dos ficheiros da antiga polícia secreta. Ao lado acrescenta-se que durante anos "não contribuiu com nenhuma informação interessante". A viúva do repórter, Alicjia Kapuscinski - que recorreu ao Tribunal de Varsóvia para tentar impedir a publicação de "Kapuscinski Non-Fiction" -, garantiu numa entrevista que Kapu nunca foi um espião. O contrato com o regime foi simplesmente "o preço que teve de pagar" para, debaixo de um governo comunista, se "tornar o repórter que foi".

FONTE: i Informação

http://www.ionline.pt/

Autores da literatura infantil e ABL manifestam repúdio a veto do CNE a livro de Monteiro Lobato

18:46
05/11/2010


Paulo Virgílio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Seis escritores brasileiros dedicados à literatura infantojuvenil manifestaram hoje (5), em nota, seu desagrado e desacordo ao veto do Conselho Nacional de Educação (CNE) ao livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. A nota é assinada pelos escritores Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, Lygia Bojunga, Pedro Bandeira e Bartolomeu Campos de Queirós.

Sob o título Lobato, Leitura e Censura, os autores lembram que as criações de Monteiro Lobato “têm formado, ao longo dos anos, gerações e gerações dos melhores escritores deste país que, a partir da leitura de suas obras, viram despertar sua vocação e sentiram-se destinados, cada um a seu modo, a repetir seu destino”.

Afirmam ainda que “a maravilhosa obra de Monteiro Lobato faz parte do patrimônio cultural de todos nós – crianças, adultos, alunos, professores – brasileiros de todos os credos e raças. Nenhum de nós, nem os mais vividos, têm conhecimento de que os livros de Lobato nos tenham tornado pessoas desagregadas, intolerantes ou racistas. Pelo contrário: com ele aprendemos a amar imensamente este país e a alimentar esperança em seu futuro”.

Também a Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual é membro uma das signatárias da nota, a escritora Ana Maria Machado, se posicionou contrária à tentativa de censura ao livro Caçadas de Pedrinho. Em reunião plenária na tarde de ontem (4), os acadêmicos manifestaram repúdio “contra qualquer forma de veto ou censura à criação artística” e apoiaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, que foi contrário à determinação do CNE.

De acordo com a decisão dos acadêmicos, em nota divulgada hoje pela assessoria de imprensa da ABL, “cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Um bom leitor sabe que Tia Anastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Picapau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afrodescendentes no Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica”.

Na nota, a ABL sugere que, em vez de proibirem as crianças de conhecer a obra, os responsáveis pela educação fariam melhor se estimulassem os alunos a uma leitura mais aprofundada. Para os acadêmicos, é necessário aos professores e formuladores de política educacional ler a obra infantil de Lobato e se familiarizar com ela. “Então saberiam que esses livros são motivo de orgulho para uma cultura, e que muitos poucos personagens de livros infantis pelo mundo afora são dotados da irreverência de Emília e de sua independência de pensamento”.

A nota conclui com a afirmação de que “a obra de Monteiro Lobato, em sua integridade, faz parte do patrimônio cultural brasileiro” e com um apelo ao ministro da Educação no sentido de “que se respeite o direito de todo o cidadão a esse legado e que vete a entrada em vigor dessa recomendação”.

Edição: Aécio Amado

FONTE: Agência Brasil

Agência Brasil


FOTO: tvpeloespectador.blogspot.com

quinta-feira, novembro 04, 2010

A que há de vir - Vinícius de Moraes (1913-1980)

Aquela que dormirá comigo todas as luas
É a desejada de minha alma.
Ela me dará o amor do seu coração
E me dará o amor da sua carne.
Ela abandonará pai, mãe, filho, esposo
E virá a mim com os peitos e virá a mim com os lábios
Ela é a querida da minha alma
Que me fará longos carinhos nos olhos
Que me beijará longos beijos nos ouvidos
Que rirá no meu pranto e rirá no meu riso.
Ela só verá minhas alegrias e minhas tristezas
Temerá minha cólera e se aninhará no meu sossego
Ela abandonará filho e esposo
Abandonará o mundo e o prazer do mundo
Abandonará Deus e a Igreja de Deus
E virá a mim me olhando de olhos claros
Se oferecendo à minha posse
Rasgando o véu da nudez sem falso pudor
Cheia de uma pureza luminosa.
Ela é a amada sempre nova do meu coração
Ela ficará me olhando calada
Que ela só crerá em mim
Far-me-á a razão suprema das coisas.
Ela é a amada da minha alma triste
É a que dará o peito casto
Onde os meus lábios pousados viverão a vida do seu coração
Ela é a minha poesia e a minha mocidade
É a mulher que se guardou para o amado de sua alma
Que ela sentia vir porque ia ser dela e ela dele.
Ela é o amor vivendo de si mesmo.
É a que dormirá comigo todas as luas
E a quem eu protegerei contra os males do mundo.
Ela é a anunciada da minha poesia
Que eu sinto vindo a mim com os lábios e com os peitos
E que será minha, só minha, como a força é do forte e a poesia é do poeta.

FONTE: POEMBLOG
http://leaoramos.blogspot.com/

FOTO: Leaving autumn

By: Svetlana Korolyova
View Full Portfolio (424 images)

Gabriela Mistral

Gabriela Mistral (1889-1957) was born in the small northern-Chilean town of Vicuña. She rose from near-povery to acheive a significant international reputation not only as a poet, but also as an educator, a diplomat and a journalist. In 1945 she became the first Latin American to win the Nobel Prize for Literature.

La Bailarina

La bailarina ahora está danzando
la danza del perder cuanto tenía.
Deja caer todo lo que ella había,
padres y hermanos, huertos y campiñas,
el rumor de su río, los caminos,
el cuento de su hogar, su propio rostro
y su nombre, y los juegos de su infancia
como quien deja todo lo que tuvo
caer de cuello, de seno y de alma.

En el filo del día y el solsticio
baila riendo su cabal despojo.
Lo que avientan sus brazos es el mundo
que ama y detesta, que sonríe y mata,
la tierra puesta a vendimia de sangre
la noche de los hartos que no duermen
y la dentera del que no ha posada.

Sin nombre, raza ni credo, desnuda
de todo y de sí misma, da su entrega,
hermosa y pura, de pies voladores.
Sacudida como árbol y en el centro
de la tornada, vuelta testimonio.

No está danzando el vuelo de albatroses
salpicados de sal y juegos de olas;
tampoco el alzamiento y la derrota
de los cañaverales fustigados.
Tampoco el viento agitador de velas,
ni la sonrisa de las altas hierbas.

El nombre no le den de su bautismo.
Se soltò de su casta y de su carne
sumiò la canturía de su sangre
y la balada de su adolescencia.

Sin saberlo le echamos nuestras vidas
como una roja veste envenenada
y baila así mordida de serpientes
que alácritas y libres la repechan,
y la dejan caer en estandarte
vencido o en guirnalda hecha pedazos.

Sonámbula, mudada en lo que odia,
sigue danzando sin saberse ajena
sus muecas aventando y recogiendo
jadeadora de nuestro jadeo,
cortando el aire que no la refresca
única y torbellino, vil y pura.

Somos nosotros su jadeado pecho,
su palidez exangüe, el loco grito
tirado hacia el poniente y el levante
la roja calentura de sus venas,
el olvido del Dios de sus infancias.

FOTO: luiseaguilera.cl

terça-feira, novembro 02, 2010

Jacques-Marie Émile Lacan

Jacques-Marie Émile Lacan (Paris, 13 de abril de 1901 — Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista francês.

Formado em Medicina, passou da neurologia à psiquiatria, tendo sido aluno de Gatian de Clérambault. Teve contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, afirmando que os pós-freudianos haviam se desviado, propõe um retorno a Freud. Para isso, utiliza-se da lingüística de Saussure (e posteriormente de Jakobson e Benveniste) e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se importante figura do Estruturalismo. Posteriormente encaminha-se para a Lógica e para a Topologia. Seu ensino é primordialmente oral, dando-se através de seminários e conferências. Em 1966 foi publicada uma coletânea de 34 artigos e conferências, os Écrits (Escritos). A partir de 1973 inicia-se a publicação de seus 26 seminários, sob o título Le Séminaire (O Seminário).

FOTO: minhaanalista.com.br

Yahaira Aguirre, bronce en Taskent

EFE - 26/09/2010

Redacción deportes, 26 sep (EFE).- La española Yahaira Aguirre ha conseguido la medalla de bronce en la prueba de la Copa del Mundo de judo de Taskent.

Aguirre, que compite en la categoría de -63 kilos, culminó una buena competición en la que ganó a la uzbeka Ugiloy Nuralieva y a la surcoreana Da-Woon Joung antes de caer ante la japonesa Ikumi Tanimoto, a la postre campeona.

Luego, en la repesca pudo con la también española Isabel Puche y logró el podio.

En la capital uzbeka, la española Aida Sarmiento, en -48 años, ganó a la ucraniana Olha Sukha y luego perdió con la mongol Bat-Erdene Baljnnyam.

Mientras tanto, en la prueba masculina de Alma Ata, Adrián Nacimiento fue séptimo en -81 kilos tras perder con el surcoreano Jae-Bum Kim y en la repesca con el ruso Arsen Pshmakhov. Tan solo pudo en su primer combate con Alimbek Jussupov, de Kirguizistán. EFE jap

FONTE: El Confidencial

http://www.elconfidencial.com/
 
FOTO: deportes.orange.es

Querida abóbora - NATÉRCIA PONTES

ERA UMA ABÓBORA tão bonita, que a senhora Guga parou perplexa. Nem regateou o preço com o feirante parrudo, meteu-a no saco e levou-a para casa, no colo, como se fosse um bebê. Estendeu a toalha de festas na mesa e nela depositou com carinho e admiração a abóbora mais bonita já vista.

Uma semana passou e a abóbora continuava sobre a mesa de jantar. O tom laranja começava a esmaecer e alguns pontos cinzas surgiam na superfície. A senhora Guga lustrou a abóbora com um paninho úmido, olhou-a com ternura e seguiu impassível a sua rotina tevê, cozinha, banheiro e cama. Outra semana passou e os pontos cinzas pretejavam profundos, rajadas de vermelhos enrugavam a casca antes lisa, que murchava como o rosto triste da senhora Guga. Viam-se algumas moscas minúsculas sobrevoando a abóbora.

A senhora Guga espantava os insetos com um leque e acariciava a abóbora, como quem diz: Não se preocupe, querida, está tudo bem.

Outra semana passou e um fedor tomava a casa da senhora Guga. Era uma espécie de cheiro de lixo misturado com cheiro de animal morto.

Ela não ligou muito, mas comprou um perfume de lavanda para a casa, que mascarou superficialmente o odor.

Outra semana passou e um chorume sangrava da abóbora. A senhora Guga limpava ao redor do fruto e espantava as moscas com afinco e dedicação. Apesar de tanto investimento, o bolor tomava conta de grande parte da abóbora e a toalha que a guarnecia agora estava toda sarapintada de restos putrefatos.

Outra semana passou e a abóbora figurava murcha sobre a mesa de jantar quando o filho ocupado da senhora Guga veio visitá-la.

"Mamãe, o que é isso? Por que a senhora não joga essa abóbora podre fora? Mamãe, isso pode trazer doenças. Mamãe, a senhora está louca? Mamãe, vou tomar providências imediatamente!" A senhora Guga consentiu calada. Sentia-se culpada, mas não sabia o porquê. Seu filho ocupado fez uma ligação e depois de algumas frases peremptórias desligou o telefone. Duas horas depois, quando o oficial de polícia apareceu -balançando o cassetete e fazendo cara de poucos amigos- e recolheu os restos da abóbora podre em um saco preto, a senhora Guga apertou bem os olhos e não entendeu bem onde estava.
 
FONTE: CONTEÚDO LIVRE
 
FOTO: flickr.com

segunda-feira, novembro 01, 2010

ITBP's Kalpana creates history with a bronze medal in Judo World Cup

Kalpana Devi of Indo-Tibetan Border Police (ITBP) has created history by winning bronze medal in the World Cup (women) Judo-2010 by defeating Nazaraova Shokhida of Uzbekistan in Tashkent.

The sporting event was a world ranking and Olympic qualifying event, held between Sept. 25th to 26.

With her win, Kalpana Devi became the first Indian woman judoka to win a medal in World Cup, said an official release of the Indo Tibetan Border Police (ITBP) on Sunday.

The latest win is bound to give Kalpana a high jump in her world judo ranking that positioned her on 93rd position on September 15, 2010.

With her win Kalpna has made her strong stake for coming Olympic games in London.

She was the only woman judoka who qualified for this Women Judo World Cup from India.

There were a total of 103 judokas competing in this event. Only 17 countries from all over world could qualify for this championship.

Among the competing countries were sporting heavyweights like USA, Russia, Japan, Israel, South Korea, Spain, Ukraine, Vietnam etc.

She won Gold medal in Commonwealth Judo Championship at Singapore earlier this year.(ANI)

FONTE: Sify

http://sify.com/
 
FOTO: nepalsportsphoto.com

Judoca alagoana ganha ouro no Pan-Americano

A atleta do Sesi/AL é uma das promessas do judô brasileiro

A judoca alagoana Laís Oliveira Lessa, atleta patrocinada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi/AL), ajudou a manter a tradição de bons resultados do Brasil no Campeonato Pan-Americano Sub 17 e Sub 20. A Competição foi disputada em Orlando, nos Estados Unidos, entre os dias 3 e 5 de setembro.

Ela trouxe a medalha de ouro na categoria até 40 kg, Sub 17. Como única atleta inscrita na competição, Laís Lessa foi declarada campeã do Pan. “Gostaria de ser campeã lutando, mas o que fica é o resultado e a medalha, que será muito importante na minha carreira, pois estou apenas no primeiro ano de Seleção Sub 17”, disse a judoca, em entrevista ao portal da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

A atleta do Sesi/AL é uma das promessas do judô brasileiro e vem garantindo, com muito esforço e dedicação, participação no processo de formação de novos talentos para os Jogos Olímpicos de 2016, a serem disputados no Rio de Janeiro (RJ). Em fevereiro deste ano, foi campeã da seletiva nacional para o Pan-Americano nos EUA e em março viajou com outros judocas para uma temporada de preparação na Europa.


“O único jeito de se ter um judô renovado e com atletas prontos para assumir posições na Seleção principal é dando a eles experiência internacional”, declarou o coordenador de categorias de base da CBJ, Luiz Romariz.

Hegemonia

Para a Confederação Brasileira de Judô, as principais metas em Orlando foram alcançadas: manter a tradição do judô brasileiro e mostrar a força do país no continente. No torneio Sub 17, os judocas da equipe brasileira conquistaram 15 medalhas, sendo 13 de ouro e duas de prata.

Na categoria Sub 20, os atletas do Brasil subiram ao pódio outras 15 vezes, sendo 11 medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Com 30 medalhas no total e o primeiro lugar no quadro geral de medalhas do evento, o país mantém a hegemonia continental do judô brasileiro desde o ano de 2002.


 
Fonte:Ascom/FIEA

As pedras no caminho

Zohar Shavit
No ano de 2006, a pesquisadora israelense Zohar Shavit começou uma conferência sobre literatura infantil e juvenil na Universidade do Minho, em Portugal, contando uma anedota:

Dois senhores respeitáveis estavam em uma festa. Apresentados por um amigo em comum, começaram uma conversa trivial:

- E então, qual a sua profissão?

- Sou escritor de literatura infantil.

- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de escrever livrinhos para crianças, meus netos adoram as minhas historinhas. Qualquer dia eu escrevo um, é só arrumar um tempinho.

- E você, qual é a sua profissão?

- Sou neurocirurgião.

- Ah, que interessante! Eu sempre tive vontade de abrir cabeças. Qualquer dia eu opero um cérebro, é só arrumar um tempinho.

Neste diálogo, baseado em fatos reais, está contida a maior pedra no caminho da literatura infantil e juvenil: a falsa noção de que não é necessário nenhum conhecimento teórico ou técnico para escrever, ilustrar, editar, selecionar e julgar livros para crianças e jovens. Os critérios de análise e escrita são sempre baseados no gosto pessoal, no senso comum, na função pedagógica e principalmente na noção de utilidade do texto para as crianças. Parece que é fácil. Mas não é bem assim.

O primeiro erro de abordagem está na definição de gênero. Nem todo texto escrito para crianças e jovens pode ser considerado literatura. Existem os livros didáticos, informativos, com a clara função de ensinar um conteúdo – às vezes disfarçados com um pouco de purpurina literária que não convence – mas que não são literatura de forma alguma.

Na teoria literária existe um conceito chamado literariedade, um conjunto de indicações para ajudar a definir o que é ou não literário em um texto. Essas características estão na riqueza e profundidade dos personagens, elaboração de um enredo com conflitos, antagonismos, clímax, ritmo, estrutura, reinvenção de linguagem, novidades e surpresas nas relações entre palavras, verossimilhança, ficcionalidade... Isso para citar apenas alguns dos elementos que são reconhecíveis em um texto literário de qualidade.

Julgar um texto destinado a crianças e jovens, portanto, é uma tarefa tão complexa quanto à crítica de um texto para adultos (sabendo que nem sempre é possível construir fronteira tão rígidas entre os dois). Mas, para o senso comum, parece que não é necessário conhecer nada de teoria ou técnica para fazer esse julgamento.

Na minha vivência como escritora de literatura infantil e juvenil convivo com pais, professores e leitores, colecionando uma série de exemplos desses erros generalizados de análise. Já vi, por exemplo, o caso de textos mal escritos, chatos de ler, longos, detestados pelos alunos, mas empurrados pelos adultos por conter importantes lições sobre um tema qualquer. Os alunos odeiam aquele negócio que chamam de literatura, mas que não passa de uma lição chata e que tenta enganar os leitores entediados.

A culpa não é dos professores, mas de sua formação. A maioria deles passa por cursos de pedagogia onde, no máximo, cursam uma única disciplina dedicada aos livros infantis, tratando-os como um instrumento pedagógico a mais, sempre focando em como “usar” em sala de aula – quase como se usa um jogo, uma massa de modelar, um estojo de lápis de cor.

Falta a educação do sentimento. Falta a leitura em busca da emoção, do sorriso e da lágrima. A literatura, como toda arte, é um caminho para entender melhor a vida.

Sendo assim, por que negar aos jovens o direito à leitura de textos que tratem de temas como a morte, as perdas, os momentos difíceis da vida? Por que privá-los da experiência do encantamento e da emoção? Isso é literatura, essa leitura emocionada, que modifica a vida, que mostra outras formas de vivenciar a própria realidade.

Julgar um livro destinado a crianças e jovens sem conhecimento das características principais de um bom texto literário não chega a ser fatal como abrir um cérebro sem conhecimento de medicina. Mas acarreta o perigo, isso sim, de destruir o potencial leitor de uma criança. Isso multiplicado por dezenas, centenas, milhares, é uma grande catástrofe.

SOCORRO ACIOLI
Especial para o Caderno 3

FONTE: Diário do Nordeste

http://diariodonordeste.globo.com/
 
FOTO: tau.ac.il

The Listeners - Walter de la Mare

"Is there anybody there?" said the Traveller,

Knocking on the moonlit door;
And his horse in the silence champed the grass
Of the forest's ferny floor;
And a bird flew up out of the turret,
Above the Traveller's head:
And he smote upon the door again a second time;
"Is there anybody there?" he said.
But no one descended to the Traveller;
No head from the leaf-fringed sill
Leaned over and looked into his grey eyes,
Where he stood perplexed and still.
But only a host of phantom listeners
That dwelt in the lone house then
Stood listening in the quiet of the moonlight
To that voice from the world of men:
Stood thronging the faint moonbeams on the dark stair,
That goes down to the empty hall,
Hearkening in an air stirred and shaken
By the lonely Traveller's call.
And he felt in his heart their strangeness,
Their stillness answering his cry,
While his horse moved, cropping the dark turf,
'Neath the starred and leafy sky;
For he suddenly smote on the door, even
Louder, and lifted his head:--
"Tell them I came, and no one answered,
That I kept my word," he said.
Never the least stir made the listeners,
Though every word he spake
Fell echoing through the shadowiness of the still house
From the one man left awake:
Ay, they heard his foot upon the stirrup,
And the sound of iron on stone,
And how the silence surged softly backward,
When the plunging hoofs were gone.

FONTE: http://www.poemhunter.com/
IMAGEM: julielarios.blogspot.com

Hoje na História - 1957: Estreia a West Side Story de Leonard Bernstein

East Side Story era o título original do musical inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare, concebido pelo coreógrafo Jerome Robbins, escrito pelo dramaturgo Arthur Laurents e composto pelo regente e compositor Leonard Bernstein em 1949. Uma história de dois amantes com destinos pouco venturosos – um judeu e outro católico – no East Side do baixo Manhattan. O espetáculo, na sua forma original, jamais chegou a ser produzido e a ideia foi colocada de lado nos seis anos que se seguiram. Foi mais do que uma simples mudança de cenário, porém, que ajudou a montar e levantar o musical em meados dos anos 1950.

A nova montagem contou com a colaboração de um jovem e relativamente desconhecido libretista chamado Stephen Sondheim. O enredo ficou por conta de Arthur Laurents e a incrível coreografia a cargo de Jerome Robbins. Tudo isto ajudou a fazer de West Side Story uma obra genial e duradoura, mas foi a força e a beleza das canções de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim que fizeram com que a estréia na Broadway em 26 de setembro de 1957 fosse um estrondoso sucesso.

Leia mais:

Bruce Springsteen já não canta que nasceu nos Estados Unidos
Janelle Monáe discute guerras frias e quentes do pop atual com "Cold War"
As maravilhas banais da família de Jimi Hendrix
Christina Aguilera, do Clube do Mickey ao Clube Militar
Novo CD do LCD Soundsystem ataca fãs e heróis do espaço pop

A nova concepção de West Side Story como uma história de amor que ultrapassava a divisão existente entre duas gangs nas mesmas ruas, uma de latinos e outra de brancos, rapidamente surgiu uma vez que os elementos criativos do projeto anterior foram trazidos para o projeto de 1955. Com o suporte do produtor Carol Crawford, os planos e os ensaios prosseguiram durante dois anos. Contudo, na primavera de 1957, sem que os patrocínios financeiros estivessem prontos para se comprometer com um musical controverso em que já o primeiro ato terminaria com os dois principais personagens mortos como resultado da violência das gangues, Crawford anunciou que ele estava pulando fora do projeto. West Side Story parecia estar morta.

O que salvou o espetáculo foi o relacionamento entre Stephen Sondheim e o produtor da Broadway Hal Prince, de quem Sondheim se socorreu com as más notícias. Prince e seu sócio Bobby Griffith deram um jeito para uma pronta visita a Nova York para se encontrar com o time de West Side Story. Lá foram ganhos pela força da música que Bernstein tocou em seu apartamento no centro da cidade. “Já em meio da audição,” relembrou Prince mais tarde, “eu já estava cantando junto as canções. No final de tudo Bobby e eu nos entreolhamos, e eu disse, sem hesitar, “Vamos em frente!”.

Com o patrocínio de Prince e Griffith, West Side Story intensificou os ensaios para a premiere marcada para 26 de setembro de 1957. Foi um estrondoso sucesso, E deu início a uma das mais longas carreiras na história dos musicais nos palcos da Broadway.

Siga o Opera Mundi no Twitter

FONTE: Opera Mundi

http://operamundi.uol.com.br/
FOTO: loho10002.com

Nadine Gordimer

Nadine Gordimer’s works were a thorn in the side of the apartheid government, and although a number of them were banned she chose to stay on in Johannesburg. Ironically, 'July’s People', about a violent black revolution in SA, was considered racist and faced censorship by education authorities in the post-apartheid dispensation.

A long-time major figure in the world of books, Nadine Gordimer was the first South African to win the Nobel Prize for Literature. Nadine Gordimer's works were a dagger in the side of the apartheid government - which banned a number of them under political censorship laws.

Co-winner of the Booker Prize in 1974 for her novel The Conservationist, which told of a white industrialist perpetuating apartheid through nature conservation, she won the ultimate literature accolade, the Nobel Prize, in 1991.

The judges noted her 'magnificent epic writing' had been of 'very great benefit to humanity'.

Other achievements were the Commonwealth Literary Award in 1961, the James Tait Memorial Prize for A Guest of Honour (1972), the Central News Agency Literary Award (4 times) and the Grand Aigle d'Or in France in 1975.

Gordimer was born of Jewish parents in the East Rand town of Springs, her father having come from Lithuania and her mother from London. Her mother was an anti-apartheid activist, and Gordimer later joined the African National Congress when it was still illegal.

Shunning exile and living in Johannesburg, Nadine Gordimer's literature often explores the difficulties and heartache of love across the colour line.

The New Yorker published her A Watcher of the Dead in 1951, and as she felt the short story was the literary form of the age, she wrote them for journals throughout her career.

Her first novel, The Lying Days, appeared in 1953, and in the 1960s and 70s she periodically taught at universities in the United States.

The Late Bourgeois World was banned in 1976, as was The World of Strangers and Burger's Daughter (1979). July's People is about a revolution in which whites are hunted down, and a couple take refuge in their domestic's home. The Pickup (2002) deals with displacement and alienation, and her 2005 novel Get a Life tells of a dying activist.

FONTE: http://www.southafrica.net/
FOTO: word.world-citizenship.org

Catrinas, altares, caveiras e seres do além invadem as ilhas de CU

29/10/2010

Na Mega Oferenda 2010 da UNAM se exhiben ao redor de 83 altares, nos que destacam personagens políticos e sociais como Carlos Monsiváis e Octavio Paz
 
Sob um ambiente festivo colmado de humor, sarcasmo, folclor e irreverência, ontem à noite a catrina aportou à Mega Oferenda 2010 Pelos séculos e os séculos, que se instalou em Cuidai Universitária (CU).

Ao ocultar-se o sol, centos de veladoras alumiavam a zona das Ilhas de CU, onde se exhiben ao redor de 83 altares, nos que destacam lemas políticos e sociais.

Enfeitadas com flores de cempasúchil, papel picado e calaveritas de açúcar, chocolate ou amaranto, tudo com cheiro a copal, a Mega Oferenda 2010 mantém viva uma das tradições ancestrais da cultura nacional.

Na esplanada central, a música tradicional mexicana e os disfarces alusivos à morte enfeitam e simbolizam as manifestações afetivas para a morte, como homenagem e celebração aos personagens falecidos que marcaram a história do país.

Evocados com uma foto, Octavio Paz (1914–1998), Rosário Castelhanos (1925-1974), Xavier Villaurrutia (1903-1950) e Carlos Monsiváis (1938-2010), entre outras figuras da cultura mexicana, são os protagonistas deste festejo.

Miguel Hidalgo (1753–1811), José María Morelos (1765-1815), Agustín de Iturbide (1783-1824) e Dona Josefa Ortiz de Domínguez (1774-1829), também são recordados e escenificados na “Alhóndiga de Granaditas” representada neste lugar.

Com uma estatura três metros aproximadamente, vestida de cor alaranjada, com tranças e sobrero, a catrina percorria a mega oferenda acompanhada de vários jovens que aproveitaram para tomar-se uma foto com o personagem mais popular desta celebração.

Famílias inteiras, apaixonadas das festas tradicionais de México apreciam os altares que permanecerão no área verde do Campus Central da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), até o próximo 2 de novembro.

Estudantes deste recinto universitário realizaram um performance no que as "Catrinas" interactúan com o público, tomaram-se fotos e posaram como se fosse uma das passarelas mais coincididas no mundo da moda.

Na mega oferenda 2010 se podem ler alguns versos, os quais, igual que os disfarces, fazem culto à morte.

Desta forma, a comunidade da UNAM e de outras instituições educativas exaltaram sua criatividade e imaginação, a fim de conservar as tradições mexicanas, reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.

Este Festival Universitário de Dia de Mortos 2010 foi oficialmente inaugurado com uma procissão realizada pela comunidade universitária, ato no que participaram centos de estudantes que carregavam sobre seus ombros caveiras.

Ademais, ofereceu-se um concerto de rock no palco do Foro Mitlán, onde se congregaram centos de estudantes para desfrutar desta grande celebração.

Cabe assinalar que a partir de hoje se poderá desfrutar neste foro de concertos de rock, música tradicional mexicana, latinoamericana e celta, bem como de obras de teatro, poesia, dança folklórica e contemporânea.

Os altares foram colocados por alunos, mestres e trabalhadores da Máxima casa de estudos, bem como por planteles educativos privados, que em conjunto dão vida ao XIII Festival Universitário de Dia de Mortos 2010

. Cabe assinalar que nesta ocasião, o festival está dedicado ao Bicentenario da Independência e Centenário da Revolução mexicanas, bem como à celebração pelos 100 anos da UNAM.

Fonte: Con información de Milenio
http://noticias.universia.net.mx/