Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Filosofia: Canadiano Hacking recebe prémio da Coroa Norueguesa


Filosofia: Canadiano Hacking recebe prémio da Coroa Norueguesa
Oslo, 26 Nov (Lusa) - O filósofo canadiano Ian Hacking recebeu quarta-feira um prémio de 4,5 milhões de coroas norueguesas (mais de 500 mil euros) pela sua investigação sobre filosofia da ciência.
Lusa
0:27 Quinta-feira, 26 de Nov de 2009
Oslo, 26 Nov (Lusa) - O filósofo canadiano Ian Hacking recebeu quarta-feira um prémio de 4,5 milhões de coroas norueguesas (mais de 500 mil euros) pela sua investigação sobre filosofia da ciência.
O filósofo de 73 anos foi nomeado em Agosto pela sua investigação sobre o impacto da história e da cultura na formulação do pensamento científico.
Hacking recebeu o prémio da Coroa Norueguesa, em Bergen, no Sudoeste do país.

FONTE: Visão

Respostas do cérebro à dor física mais rápidas do que à dor mental


Respostas do cérebro à dor física mais rápidas do que à dor mental

As respostas do cérebro à dor física surgem e desaparecem mais rapidamente do que as respostas à dor mental, segundo um trabalho do neurocientista português António Damásio, apresentado quarta-feira em Viseu, avança a agência Lusa.

António Damásio, que está radicado nos Estados Unidos da América, enviou para Viseu um trabalho sobre "Emoções e sentimentos" para ser lido nas V Conferências Internacionais de Filosofia e Epistemologia do Instituto Piaget, que terminaram quarta-feira.

"As respostas à dor física não só surgem mais rápido, como se dissipam mais rápido. As respostas à dor mental demoram mais tempo a estabelecer-se, mas também demoram mais tempo a dissipar", refere o professor da Universidade do Sul da Califórnia no seu texto, que foi sintetizado por Edmund T. Rolls, do Centro de Neurociência Computacional de Oxford.

António Damásio explica que, por exemplo, "a compaixão pela dor física evoca respostas mais rápidas na região do córtex insular (do cérebro) do que a compaixão pela dor mental".

Esta foi uma das hipóteses que viu confirmada num estudo que desenvolveu com Hanna Damásio e Mary Helen Immordino-Yang, no qual diz terem tido um "vislumbre" do que se passa no cérebro quando uma pessoa sente admiração e a compaixão.

António Damásio considera que a admiração e a compaixão são duas das mais notáveis "emoções sociais", um grupo de emoções onde inclui também o embaraço, a vergonha, a culpa, o desprezo, o ciúme e o orgulho.

"Estas emoções são realmente provocadas em situações sociais e certamente desempenham papéis fundamentais na vida dos grupos sociais", refere, dizendo ser importante, neste âmbito, perceber se admiração e compaixão são diferentes e as regiões do cérebro com elas relacionadas.

Outra das conclusões a que chegaram (e que não previam) é que "a região do PMC (postero-medial córtex) que estava mais activa em situações de admiração por perícias e compaixão por dor física, era perfeitamente distinta da parte do PMC mais relacionada com a admiração por actos virtuosos e a compaixão por dor mental".

António Damásio, para quem a emoção é "um programa de acções", é autor de obras como "O erro de Descartes" e "Ao encontro de Espinosa".

O português foi um dos autores estudados durante três dias nas V Conferências Internacionais de Filosofia e Epistemologia do Instituto Piaget, a par do ensaísta George Steiner (que se deslocou a Viseu), do filósofo Espinosa e do escritor Miguel Torga.
2009-11-26 09:28

FONTE: RCM Pharma

Comissão de Anistia julga processo do educador Paulo Freire


Comissão de Anistia julga processo do educador Paulo Freire

BRASÍLIA - A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça julga nesta quinta-feira, em Brasília, o processo do educador pernambucano Paulo Freire, morto em 1997. O julgamento, às 8h30m, integra o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, promovido pelo Ministério da Educação.
Freire foi aposentado compulsoriamente pelo primeiro ato institucional, ficando afastado da Universidade Federal de Pernambuco, onde era professor de história e filosofia. Foi ainda exonerado do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco e preso por 70 dias em Olinda (PE), de onde partiu para o exílio no Chile.
O processo tem como representante a viúva do educador, Ana Maria Araújo Freire, que estará presente na sessão. O requerimento foi protocolado na Comissão de Anistia em 19 de abril de 2007.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa do evento.

FONTE: O Globo

Uma forma diferente de pensar a filosofia


Quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Uma forma diferente de pensar a filosofia

O que atores Hollywoodianos têm a ver com filosofia? Nas palestras do francês Ollivier Pourriol, os personagens interpretados por essas estrelas em filmes como Clube da Luta, Colateral e Matrix ajudam a compreender filosofia.
Pourriol, 37 anos, largou as salas de aula tradicionais e há quatro anos faz palestras buscando no cinema a ilustração das ideias dos grandes pensadores. É assim que o personagem de Tom Hanks em Forrest Gump, com sua corrida para lugar nenhum, nos ajuda a compreender a diferença, segundo René Descartes, entre a capacidade de entendimento, que é finita, e a vontade, que é ilimitada.
Essa e outras cenas estão registradas no livro Cinefilô - As Mais Belas Questões da Filosofia no Cinema. Pourriol é um apaixonado por filmes, livros e filosofia, mas sem radicalismos. "Eu não pratico filosofia por curiosidade, mas para viver melhor", explica.
Confira entrevista com Ollivier Pourriol no site Planeta Sustentável:

Postado por Cândida Hansen às 11h49
(Horário de Brasília)
FONTE (foto incluída): Zero Hora

Corpo e identidade


COLÓQUIO INTERNACIONAL FRANÇA-BRASIL
Corpo e identidade


26/11/2009
O professor francês David Le Breton realizou ontem, no auditório Luiz Gonzaga da UFC, palestra sobre o corpo na sociedade contemporânea

Por muito tempo o corpo foi negado ou, mesmo, excluído, da história humana. Porém, em virtude das transformações decorrentes da maneira do homem lidar consigo mesmo e com o mundo, o corpo se tornou um objeto de estudo da Sociologia dedicado à compreensão do homem como fenômeno social e cultural, motivo simbólico, objeto de representações e imaginários.

Produto do contexto social e cultural em que nos encontramos, o corpo é a ponte pela qual a relação com o outro é construída: expressão de sentimentos, jogos sutis de sedução, produção de aparências, entre outros.

Corpo a corpo

Em entrevista ao Caderno 3, o estudioso da sociologia do corpo, o professor Dr. David Le Breton, da Universidade de Strasbourg, comentou sobre o assunto e algumas de suas principais questões na atualidade.

O pesquisador que participou, ontem, da conferência "Antropologia do corpo e mundos contemporâneos", do "Colóquio Internacional França-Brasil: Olhares cruzados sobre imaginários e práticas culturais", do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e o Laboratório de Estudos da Oralidade da UFC; falou sobre as relações do corpo com a arte, o transexualismo e a busca desenfreada por um modelo ideal de corporeidade, que vem sendo difundido pela mídia.

Segundo Le Breton, em todas as sociedades humanas o corpo é considerado objeto de ritualização, um revelador das tensões do mundo e um instrumento que se serve a construção da identidade do ser humano.

"O corpo é a marca do indivíduo, a fronteira, o limite que, de alguma forma, o distingue dos outros. O corpo, lugar do contato privilegiado com o mundo, está sob a luz dos holofotes. Problemática coerente e até inevitável numa sociedade de tipo individualista que entra numa zona turbulenta de confusão das referências", explica.

Transmutações

Para o professor, a raiz das ideias que se tem formulado hoje sobre o corpo, são resultantes do final da década de 1960. Período caracterizado pelo surgimento de um novo imaginário do corpo, oriundo da crise da legitimidade, provocada por fatores como a revolução sexual, o feminismo e o body-art.

"A crise da legitimidade torna a relação com o mundo incerta, o ator procura, tateando suas marcas, empenhar-se por produzir um sentimento de identidade mais favorável. Hesita de certa forma o encarceramento físico do qual é objeto", diz.

Le Breton acredita que o corpo está a serviço da identidade, antes éramos prisioneiros do corpo e hoje não. "Se antes o mundo era dividido entre homens e mulheres, na atualidade há inúmeros tipos de sexo. Exemplo disso, são os transexuais. Vivenciamos o fim de uma metafísica do corpo e do sexo. O corpo virou matéria-prima, proposta, para a construção de uma identidade".

O pesquisador também alerta, que por trás desse conceito de "corpo livre", há uma padronização e um controle do sujeito. "Estamos inseridos no paradoxo de uma liberdade controlada. O momento é de experimentação ou invenção, as possibilidades de se atuar no corpo são muitas: tatuagens, cirurgias plásticas, fisiculturismo, piercings. Mas, ao mesmo tempo em que buscamos mudar, criar uma aparência própria, caimos numa estereotipação". Breton explica que a mídia favorece um modelo ideal de corpo, onde as mulheres, principalmente, tem que ser loiras, delgadas e jovens. "Esse é o padrão americano de corpo, almejado por milhares de mulheres no mundo todo. Um caso curioso, por muito tempo nas Ilhas Fiji, ao leste da Austrália, não existia televisão e o modelo de beleza era o de corpos volumosos. Quando a TV chegou, por intermédio dos Estados Unidos, na região, houve uma verdadeira crise de valores. As mulheres queriam a todo custo ficar magras. Isso gerou diversos casos de anorexia e bulimia. Muitos etnógrafos foram para lá estudar o caso".

Arte e corpo

Outra questão interessante ressaltada pelo professor, trata-se da forma como o corpo vem sendo pensado e (re)construído nas artes contemporâneas. Segundo ele, alguns artistas utilizam seu corpo como matéria-prima para seus trabalhos. É o caso da francesa Orlan.

A artista usa o corpo como superfície de criação estética, com o intuito de testar os limites da expressividade. Para tal tem se submetido a intervenções cirúrgicas de forma a que este seja explorado das mais diferentes formas É uma abordagem artística singular.

Estudos do Corpo

Visão de Le Breton

Doutor em Antropologia e professor na Universidade de Estrasburgo II, David Le Breton se tornou referência no estudo sobre a corporeidade. Dentre suas obras publicadas no Brasil ressalta o livro a "Sociologia do corpo", publicado pela editora Vozes, em 2006. Nele o pesquisador francês argumenta que o fenômeno de existência corporal está introduzido no nosso contexto social e cultural, ou seja, a linguagem corporal está inserida no canal pelo qual as relações sociais são elaboradas e experimentadas. Para o professor, a Antropologia social e a Sociologia possuem inúmeras possibilidades de pesquisas, dentre elas, as investigativas. Elas podem ajudar nos estudos sobre as representações que construímos acerca do corpo e até mesmo na compreensão de certas culturas. Em muitos de seus trabalhos , Breton se preocupa com as investigações sobre a corporeidade, como é o caso dos simbolismos, as expressões e percepções construídas na dinâmica social. Seu último livro traduzido no Brasil foi o "Condutas de risco: dos jogos de morte ao jogo de viver", pela editora Autores Associados.

ANA CECÍLIA SOARES
REPÓRTER


FONTE (foto incluída): Diário do Nordeste (Assinatura)

animê x cartoon vaquinha by guto naveira


tela com 50cm x 90cm acrilico sobre tela formato cartoon e animê
A princesa veio de outra dimensção ao mundo da vaquinha e seus cartoons tentando passar energia clara e positiva com suas cores vibrantes e alegres.
Guto Naveira

Trasladação de Albert Camus para o Panteão objecto de debate


Trasladação de Albert Camus para o Panteão objecto de debate
Internacional 2009-11-25 18:52
O projecto do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de trasladar para o Panteão os restos mortais de Albert Camus suscitou reacções hostis de intelectuais e políticos que temem uma "recuperação" da imagem do autor, Prémio Nobel da Literatura em 1957.
Há uma semana, Sarkozy defendeu a trasladação, considerando que "seria um símbolo extraordinário(...) fazer entrar Albert Camus no Panteão", meio século após a sua morte num acidente de viação.Nesse sentido, segundo o jornal Le Monde, o presidente francês já em tempos entrara em contacto com os membros da família de Camus para obter o seu acordo.
Em finais de 2007, por exemplo, esteve reunido com a filha do romancista, Catherine Camus, Antoine Gallimard e uma dezena de escritores franceses e argelinos, num almoço organizado pela sua assessora Catherine Pégard, antiga jornalista do Point.
Lusa / AO online

FONTE: Acorianooriental

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Mauricio de Sousa faz 50 anos de carreira


Mauricio de Sousa faz 50 anos de carreira

23 de novembro de 2009 • 07h43 • atualizado às 07h44

Kamille Viola
Rio de Janeiro
Há 50 anos, Mauricio de Sousa fazia sua primeira tirinha, com Franjinha e Bidu. Eles deram origem à Turminha da Mônica, personagem mais famosa do quadrinista, que acumula números impressionantes: cerca de 1 bilhão de revistas publicadas (em 126 países e em 50 idiomas diferentes) e mais de 200 personagens criados.
Aos 74 anos, Mauricio não para. Seu lançamento mais recente é a Máquina de Quadrinhos, em que os leitores criam HQs a partir de imagens prontas dos personagens, cenários, objetos e balões da Turma da Mônica. "Só no primeiro mês, recebemos 58 mil histórias, tivemos 62 países acessando o site e 3 milhões de visitas".
Outros projetos são a Escolinha do Chico Bento, série educativa para TV com os personagens em bonecos. Também há desenhos animados sendo desenvolvidos: Turma da Mônica, Penadinho, Astronauta e Chico Bento, que também deve ganhar versão jovem, com a ecologia como foco.
Em homenagem ao meio século de carreira, foram lançados Bidu - 50 Anos (Ed. Panini, 160 págs., R$ 39,90), com histórias dos anos 60 até hoje, incluindo um mangá, e MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas (Panini, 192 págs., R$ 55), com personagens dele desenhados por 50 artistas.
Motivos para comemorar não faltam. Mas, para ele, seu maior legado foi ter ensinado "milhões de brasileiros" a ler. "Teve uma moça que foi dar parabéns à professora da filha de 4 anos porque ela estava lendo e ganhou parabéns, porque a professora também não tinha ensinado", conta.
Mauricio diz que está preparando os filhos (são 10) para substituí-lo. "Para me dar liberdade para outras atividades, como a criação de produtos. Algo como, por exemplo, um novo combustível não poluente feito da casca de mexerica", exemplifica. Apesar disso, ele continua dando a última palavra. "Me ligam às 3h da manhã para perguntar de um desenho que acabaram de fazer."
Personagem gay
O sucesso nunca foi motivo para acomodação: está causando polêmica com um personagem que insinua ser gay, Caio, da sexta edição da revista Tina. O namorado de Tina tem uma crise de ciúmes dela com Caio, que diz ser comprometido e aponta para um rapaz.
"A revista Tina é uma publicação produzida para um público adulto jovem", explica Mauricio. "Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem. A história deve ser lida e interpretada pelo leitor".
Ano passado, lançou a Turma da Mônica Jovem, em formato de mangá, que alcançou enorme sucesso: o número quatro, em que Mônica beija Cebola, se tornou o gibi mais vendido do mundo, com mais de 400 mil exemplares vendidos.

FONTE (foto incluída): Terra Brasil

Asterix e Obelix ganham álbum em comemoração aos 50 anos


GAULESES IRREDUTÍVEIS »

Asterix e Obelix ganham álbum em comemoração aos 50 anos
Pedro Brandt
Publicação: 22/11/2009 14:38

Atualização: 22/11/2009 15:48
Ao contrário do imperador romano Júlio César, Asterix nunca almejou a conquista global. Ainda assim, cinco décadas depois do surgimento do personagem, o baixinho gaulês e seu companheiro de aventuras, o grandalhão Obelix, são — junto com Tintim — o maior fenômeno de popularidade das histórias em quadrinhos franco-belgas(1). Ao longo de 50 anos, foram mais de 30 álbuns (publicados em dezenas de idiomas e países), oito animações em longa-metragem, três filmes com atores, um parque de diversões temático (localizado a 30 km de Paris), camisetas, brinquedos e diversos outros produtos.

O cinquentenário ganhou homenagem em quadrinhos: O aniversário de Asterix e Obelix — O livro de ouro, título que a editora Record colocou este mês nas lojas. Ao longo de 50 páginas, o leitor é levado a revisitar cenários e passagens marcantes da série, reencontrar coadjuvantes e, claro, outros habitantes da aldeia gaulesa, como o cãozinho Ideafix, o druida Panoraix, o chefe da tribo Abracurcix, o bardo insuportável Chatotorix e tantos outros.

Mas O livro de ouro não é exatamente uma retrospectiva. O roteiro trabalha em cima de divagações dos personagens de como Asterix e cia. seriam se transformados em astros do cinema e da música, capas de revistas de celebridade e obras de arte em museu (neste caso, são apresentadas algumas paródias feitas em cima de quadros famosos).

Por Tutatis!

Em outubro de 1959, chegava às bancas de jornais da França o número um da revista Pilote. Na mesma edição, o desenhista Albert Uderzo e o roteirista René Goscinny (idealizadores da publicação) estreavam suas novas criações: um guerreiro baixinho e narigudo, de capacete emplumado chamado Asterix e seu inseparável amigo Obelix, um rotundo e desastrado carregador de pedras. Não demorou muito para os valentes heróis conquistarem a simpatia dos leitores a alçarem voos mais altos.

Durante 18 anos, a receita do sucesso das histórias de Asterix foi a parceria entre Goscinny e Uderzo. Vivíssimo, o traço do desenhista salta aos olhos na construção de cenários, na narrativa e no uso de recursos gráficos. O escritor criava roteiros aventurescos repletos de tiradas cômicas envolvendo eventos históricos e fazendo graça — mas sem cair no preconceito — das idiossincrasias, costumes e estereótipos (sempre com alusões a eventos contemporâneos) dos países visitados pelos heróis gauleses. Obelix imortalizou frases como “por Tutatis!” ou “esses romanos são loucos!”.

Asterix e Obelix (e, claro, o fiel Ideafix) nunca recusam uma boa aventura ou o pedido de ajuda de um amigo, seja compatriota ou estrangeiro, o que justifica suas constantes viagens. Todas as histórias se passam no ano 50 antes de Cristo, quando a Gália (região que deu origem a França) está ocupada por tropas romanas. A resistência é representada pela aldeia liderada por Abracurcix. Lá, os guerreiros vivem tranquilos, caçando javalis e festejando. Em combate, contam com uma vantagem: a poção mágica preparada por Panoraix. Ela confere força sobreumana a quem a bebe (Obelix caiu em um caldeirão da mistura quando criança, daí sua força).

Criador de outros personagens de destaque, como Lucky Luke e Pequeno Nicolau, René Goscinny morreu aos 51 anos, em 5 de novembro de 1977. Depois de 24 títulos (lançados a partir de 1961), o futuro da série Asterix era incerto. Mas Uderzo decidiu ficar responsável pelos roteiros e deu continuidade à obra criada com o amigo. Sozinho, o desenhista já assinou dez álbuns.

Mas, consenso entre os leitores, muito da graça das histórias se perdeu com a morte do roteirista original. E em O aniversário de Asterix e Obelix — O livro de ouro não é diferente. O título é protocolar cartão de feliz aniversário, sem o humor nem o vigor de obras anteriores. Mais bem sucedido é o álbum Asterix e seus amigos, lançado ano passado em homenagem aos 80 anos de Uderzo e com a participação de vários autores contribuindo com versões para os personagens criados pela dupla.

Perto de se aposentar das HQs (o que vinha planejando há anos), Albert Uderzo recentemente anunciou à imprensa europeia seus substitutos na continuação de Asterix: Régis Grébent e os irmãos Frédéric e Thierry Mébarki. Fica a dúvida se o trabalho da nova equipe estará mais próximo do feito por Goscinny ou Uderzo. Independentemente disso, a qualidade e o alcance do legado da dupla está aí para quem quiser ler.

1- Loucos por HQsNações vizinhas, França e Bélgica compartilham o amor pelas histórias em quadrinhos (em francês, bande dessinée, ou BD — chamada de banda desenhada em Portugal) e formam o principal polo de produção e consumo de HQs da Europa.

Asterix em números

# No Brasil, os títulos da série Asterix somam quase 3 milhões de exemplares vendidos.

# No mundo, são 325 milhões de exemplares em 107 idiomas.

# A Record pública Asterix desde 1983 e colocou no mercado 42 títulos da série: 34 álbuns em quadrinhos e 8 livros ilustrados.

# No Brasil, o álbum O grande fosso (1980) é o campeão de vendas, com 130 mil exemplares vendidos.

FONTE (foto incluída): Correio Braziliense

7 vidas de um quadrinista


Segunda-feira, 23/11/2009

7 vidas de um quadrinista


Em 2004, o roteirista de quadrinhos André Diniz resolveu tirar suas dúvidas sobre a terapia de vidas passadas submetendo-se, ele mesmo ao tratamento. 7 Vidas (Conrad, 2009, 128 págs.) é o relato quase literal das sessões que o levaram a descobrir detalhes sobre suas encarnações passadas e como elas influenciam no momento atual. É também um relato sobre a vida do escritor, num momento decisivo, de mudança física e psicológica (com a ida para Petrópolis e a perda de uma gravidez por parte da esposa).

Para desenhar a história, André chamou Antonio Eder, um companheiro das antigas, com os quais fez várias histórias curtas e o álbum Chalaça, lançado também pela Conrad.

André Diniz é um dos mais importantes roteiristas de quadrinhos surgidos no século XXI. Seu álbum de estréia, Fawcett, sobre o explorador americano que se perdeu nas selvas do Mato Grosso e influenciou a criação do Indiana Jones, com desenhos de Flávio Colin, rendeu-lhe o prêmio Ângelo Agostini. Antonio Eder é um desenhista já veterano, com um currículo invejável, incluindo a premiada graphic novel Manticore.

A dupla mostra uma interação poucas vezes vista em uma história em quadrinhos. O desenhista Antonio Eder tem um desenho simples, mas extremamente expressivo. É dos poucos que conseguem, com poucos traços, passar uma ideia, uma expressão. Esse traço enxuto casa perfeitamente com o roteiro realista e espontâneo de Diniz, que chega ao ponto de contar até mesmo detalhes irrelevantes das sessões, como que para dizer: "isto é um relato, não uma ficção".

Aliás, a espontaneidade e realismo do roteiro é a maior qualidade e o maior defeito da história. Exemplo disso é a questão da perna. André Diniz conta que a perna direita ficava tensa durante as sessões de terapia. Mais tarde, sabemos que essa perna é o ponto fraco do escritor em várias vidas. Há sempre algum tipo de incidente envolvendo-a. Num roteiro fictício, o mistério da perna seria solucionado lá na frente, talvez na última página, pois serve como elemento de suspense. André Diniz soluciona o mistério da perna muito antes do final, seguindo a ordem cronológica das sessões e dos acontecimentos de sua vida.

Com isso, se a história perde em estrutura narrativa, ganha em honestidade. 7 Vidas é um relato sem artifícios narrativos, mas totalmente honesto. E não resvala em nenhum dos dois procedimentos comuns quando se fala do assunto: no terror ou na literatura de autoajuda ou espiritualista. Na verdade, não é necessário nem mesmo acreditar em reencarnação para ler e gostar de 7 Vidas.

O tema reencarnação é pouco explorado nos quadrinhos, apesar de suas incríveis possibilidades narrativas. No Brasil, o próprio André Diniz havia feito uma HQ chama A curva, com desenho próprio, que ficou incompleta. Nela, uma mulher morre e, influenciada por um espírito vingativo, passa a perseguir o esposo.

A história em quadrinhos parecia uma versão romanceada de livros espíritas, como Nosso lar, mostrando detalhes da vida após a morte, inclusive com incursões ao umbral. Mas, competente, Diniz, teve o cuidado de não se deixar levar pelo discurso doutrinário. As ideias básicas do espiritismo kardecistas estavam ali apenas como elementos narrativos ou ambientação, sem o objetivo de convencer o leitor a acreditar nisto ou naquilo.

7 Vidas tem essa mesma qualidade. Os autores são honestos e evitam a todo custo um discurso de autoajuda ou de misticismo de botique.

Curiosamente, a difusão do kardecismo no Brasil parece ter tornado a relação com o tema mais simples e menos traumática. É curioso comparar, por exemplo, 7 Vidas com A experiência religiosa de Philip K. Dick, HQ curta de Robert Crumb, o mais aclamado nome do quadrinho underground norte-americano.

Em 1974, o escritor de ficção-científica Philip K. Dick passou por uma experiência que marcou sua vida profundamente. Ele sofria com dor após uma extração dentária e, quando abriu a porta para pegar o remédio, deparou-se com uma mulher com um pingente na forma de peixe dourado. Isso desencadeou a lembrança de uma vida anterior, em que ele morava em Roma e era cristão num período em que os praticantes dessa religião eram perseguidos. Era como se outra personalidade tivesse entrado em sua mente. Ele não conseguia, por exemplo, dirigir, pois o cristão da época romana que se introduzira em sua mente não tinha essa habilidade. Crumb transformou a experiência do escritor em uma inspirada história em quadrinhos, mas com um foco totalmente diferente de 7 Vidas.

O racionalismo cartesiano norte-americano mesmo expresso por um quadrinista underground, como Crumb, fez com que a história fosse densa e angustiante.

Enquanto André Diniz parece lidar com naturalidade com os fatos que lhe são apresentados sobre suas vidas passadas, Dick, mostrado por Crumb, espanta-se com eles e se angustia na tentativa de racionalizá-los.

André Diniz faz um relato quase poético pela simplicidade e sinceridade e isso parece dizer muito sobre a forma como os brasileiros lidam com fenômenos como a mediunidade e a reencarnação. Curiosamente, essa versão simples e sincera de 7 vidas passadas parece estar agradando. O álbum já está na segunda edição.
FONTE (foto incluída): Digestivo cultural

Viagem a um mundo branco com Alice e coelho dentro


Portugal

Viagem a um mundo branco com Alice e coelho dentro

Lisboa - No novo romance do escritor Possidónio Cachapa, "O Mundo Branco do Rapaz-Coelho", há uma Alice e um coelho que contrastam com as personagens criadas por Lewis Carroll no clássico "Alice no País das Maravilhas".

"É uma viagem muito especial (...) este livro tão poderoso, tão vibrante e tão preocupante", disse hoje a escritora e jornalista Helena Vasconcelos na sessão de apresentação da obra editada pela Quetzal, na Fnac Colombo.
Interrogando-se sobre o "estranho fascínio" de Possidónio Cachapa pela figura de Alice e dos seus companheiros de aventuras, Helena Vasconcelos classificou o quarto romance do autor como "uma nova charada e um novo desafio que certamente teria a aprovação de Carroll, logo à primeira leitura".
Porquê? "Por uma razão essencial: a narrativa constrói-se como um puzzle e cada capítulo constitui uma ou mais peças que o leitor tem de ir observando e registando com atenção, para que tudo se encaixe - ou não - no final", argumentou.
Só que aqui, "o tempo passou, o mundo mudou e Alice não envelheceu nada bem. Apenas o coelho rapaz - porque é rapaz e é coelho - está mais ou menos na mesma, isto é, louco", observou a escritora.
Contrastando com a Alice de Carroll, "uma menina mentalmente sã" que "chora, se zanga, ri, tem medo, mete o nariz onde não deve, mas continua", a Alice de Cachapa "tem uma atitude de sonâmbula, é uma espécie de zombie", o que significa que se a primeira "tem aventuras no país das maravilhas, esta tem aventuras no país dos pesadelos mais horríficos".
"Do século XIX e da confortável e optimista sociedade vitoriana - que, evidentemente, escondia coisas terríveis, como a pedofilia, o assassínio, a prostituição e a pobreza mais abjecta por detrás de janelas e portas bem fechadas - passamos aqui para um tempo presente/futuro de pesadelo, em que as alterações climáticas criam um universo de neves e frio eternos, uma sociedade em que os pais são todos violentos, os presidentes da câmara são todos corruptos e em que um assassino em série se torna o anti-herói natural desta saga de dor, alienação e desesperança", sublinhou a ensaísta.
Possidónio Cachapa falou em seguida e começou por dizer que Helena Vasconcelos estava "completamente enganada", embora "da melhor maneira", em relação às referências apontadas, porque ele é "bestialmente ignorante" e apenas escreve "os livros que gostaria de ler".
Assim que acaba de escrevê-los, já não é com ele - "Eles que se façam à vida", lançou - é com os leitores.
"Este é um livro que veio não sei de onde e vai não sei para onde também", disse o autor.
"De todas as histórias que eu escrevi, esta é aquela de que mais me assusta falar, porque não estou a vê-la, acrescentou, explicando aos leitores que encheram o auditório da Fnac Colombo ao fim da tarde que não controla o processo de escrita, nem as suas personagens, e que estas, às vezes, vivem coisas que o perturbam e o obrigam a uma pausa, por serem "muito violentas".
Para Cachapa, "este livro é muito estranho", mas o autor declarou "não estar nada preocupado com isso".
"Este livro já não é meu, está escrito. O trabalho dos leitores é lê-lo, interpretá-lo e apropriar-se dele (...). Eu faço o que posso. Às vezes, corre bem", rematou.


FONTE: AngolaPress


'Alice', que pertenceu à musa de Lewis Carroll, vai a leilão


Literatura
'Alice', que pertenceu à musa de Lewis Carroll, vai a leilão
Plantão Publicada em 24/11/2009 às 13h43m

O Globo com Reuters

LOS ANGELES - Um exemplar do livro "Through the looking glass, and what Alice found there" ("Alice através do espelho") que pertenceu à menina inglesa que serviu de inspiração a Lewis Carroll para escrever sua primeira parte, "Alice no país das maravilhas", será oferecido em leilão em dezembro, anunciou na segunda-feira e empresa responsável pelo leilão.

Em seu leilão de 16 de dezembro, a Profiles in History também vai oferecer um exemplar de "The tale of Peter Rabbit" ("As aventuras de Pedro, o coelho") que pertenceu a sua autora, Beatrix Potter. Os livros vêm da coleção do ex-jogador profissional de futebol americano Pat McInally, disse a casa de leilões.

O exemplar de "Alice através do espelho" que pertenceu a Alice Liddell antes de integrar a coleção de McInally tem valor de venda estimado em US$ 150 mil.

Em 1862, quando tinha 10 anos de idade, Alice Liddell fez um piquenique com seu vizinho, o matemático de Oxford Charles Dodgson, que escrevia sob o pseudônimo literário de Lewis Carroll. Este contou a ela uma história que mais tarde se tornaria o clássico da literatura infantil "Alice no país das maravilhas".

A Profiles in History anunciou que a expectativa é que o exemplar de"As aventuras de Pedro, o coelho" que foi da própria Beatrix Potter seja vendido por até US$ 120 mil.

O leilão, que é voltado à literatura infantil, também inclui um exemplar da primeira edição de "O mágico de Oz" e cópias autografadas de uma edição limitada de "Ursinho Puff" e "Ursinho Puff constrói uma casa", de A. A. Milne.

De acordo com a Profiles in History, a expectativa é que o leilão gere vendas de US$ 1 milhão.

FONTE (imagem incluída): O Globo

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Humanidade vive "um dos períodos mais selvagens da História"


Humanidade vive "um dos períodos mais selvagens da História"
George Steiner recorda que os dois grandes produtores de dinheiro são a droga e a pornografia

Data: 23-11-2009
George Steiner, considerado um dos mais importantes pensadores actuais, lamentou hoje que se viva "um dos períodos mais selvagens da História", em que os dois grandes produtores de dinheiro são a droga e a pornografia.

O ensaísta participou nas V Conferências Internacionais de Filosofia e Epistemologia do Instituto Piaget, em Viseu, que durante três dias se dedicam a reflexões sobre a condição humana.

O professor da Universidade de Cambridge, de origem judaica, considerado um "humanista pessimista", afirmou que o holocausto mudou "o significado da condição humana" e que "perderam-se certos ideais do progresso humano".

"A condição humana tornou-se, hoje em dia, profundamente problemática. Vivemos num dos períodos mais selvagens da História", frisou. George Steiner exemplificou que "há hoje mais crianças escravizadas, morrendo de doenças e de fome do que alguma vez houve" e que a tortura não existe apenas na Baía de Guantánamo mas também, por exemplo, "nos procedimentos de controlo" das forças policiais francesas.

Steiner lamentou também que as duas indústrias mais produtivas sejam as drogas e a pornografia, nomeadamente a infantil, e considerou que "a obsessão com a pedofilia é o reverso da tortura das crianças".

Isto porque, na sua opinião, por um lado a sociedade está muito preocupada em levar ao exagero os gestos que são indício de pedofilia, mas, por outro, elas são escravizadas sexualmente.

O crítico e ensaísta afirmou também que "muitos intelectuais estão fascinados pela violência e pela crueldade".Considerou que a violência e o conhecimento vivem paredes-meias e deu até o exemplo de que, nos campos de concentração, num mesmo dia em primeiro escutava-se Schubert e depois se torturavam e matavam pessoas.

As V Conferências Internacionais de Filosofia e Epistemologia do Instituto Piaget, que contam com a participação de três dezenas de oradores, partem das obras e pensamentos de George Steiner, do neurocientista António Damásio, do filósofo Espinosa e do escritor Miguel Torga.

As conferências contam com participantes de Espanha, Inglaterra, França, Irão, EUA e Portugal e encerram as comemorações do 30º aniversário do Instituto Piaget em Portugal.
Lusa

FONTE: Diário de Notícias - Funchal


Le Drôle de Noël de Scrooge

Le Drôle de Noël de Scrooge
(Figaroscope) 24/11/2009 Mise à jour : 17:05
Scrooge, vieillard acariâtre et avare, déteste les hommes et Noël en particulier. L'apparition du spectre de son associé et la confrontation avec d'autres fantômes du passé vont le transformer…
Critique
L'adaptation d'Un chant de Noël de Dickens par Zemeckis, qui le métamorphose en conte très macabre, traité avec lourdeur, sans poésie et à grand renfort d'effets spéciaux et de motion, capture. Décevant et trop terrifiant pour les enfants de moins de dix ans.
FONTE: Le Figaro

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Joe Bennett faz workshop de quadrinhos em São Paulo


Joe Bennett faz workshop de quadrinhos em São Paulo
Desenhista depois ganha exposição de originais na Impacto
12/11/2009
O desenhista de quadrinhos brasileiro Joe Bennett - ou Bené Nascimento, deste lado do Equador - vai fazer um workshop especial no próximo dia 28/11, sábado, na Impacto Quadrinhos, em São Paulo.

Será uma aula sobre processo de trabalho e como atuar no mercado dos EUA, para o qual Bennett já desenhou Capitão América, Batman, Gavião Negro e outros personagens.
O workshop custa R$ 75,00 e vai das 14 às 17h do sábado. Os participantes devem trazer apenas papel e lápis. Após o workshop, a Impacto abre uma exposição dos trabalhos de Bennett, incluindo originais e páginas não publicadas, com entrada gratuita.
A Impacto Quadrinhos fica na Rua Gen. Góis Monteiro, 521.
Mais informações no site oficial.
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FONTE (imagem incluída): http://www.omelete.com.br/

No TCA, Tom Wolfe fala sobre crise política e revolução sexual


salvador 17.11.2009 - 22h23
No TCA, Tom Wolfe fala sobre crise política e revolução sexual

Redação CORREIO Fotos: Robson Mendes
Em palestra na noite desta terça-feira (17), no Teatro Castro Alves, em Salvador, o jornalista e escritor americano Tom Wolfe disse que se sentiu muito feliz por saber que 'o Brasil não se ferrou tanto na crise quanto os Estados Unidos', alfinetou.

Tom Wolfe fala sobre política brasileira e revolução sexual no TCA
O escritor passeou sobre vários temas, mas as críticas aos Estados Unidos foram o ponto alto de sua palestra no TCA. Segundo ele, o que se vê nos EUA hoje é gente falando o tempo todo do 'fim do jornalimo, o fim da propaganda, o fim das editoras, da tv e do próprio país'.
Jornalista e escritor americano falou para 250 pessoas
Sobre a sexualidade, afirmou que 'o que se chamava de revolução sexual no anos 60 e 70 é pouco perto do que está acontecendo hoje'. Wolfe ainda arriscou uma frase em português: 'Os EUA estão no fim da indústria do café como conhecemos', tentando criar um parelalo entre crise nos Estados Unidos e o fim do ciclo do café, no Brasil.
Cerca de 250 pessoas assistiram a palestra, realizada pelo programa 'Fronteiras do Pensamento' da Braskem. Tom Wolfe nasceu em 1931 e é considerado um dos pais do 'new journalism', estilo de reportagem que marcou as décadas de 1960 e 70 nos Estados Unidos. Assim como Wolfe, outros jornalistas, como Truman Capote e Gay Talese, também fizeram parte do movimento.
Tom Wolfe é autor de 'A Fogueira das Vaidades', 'Radical Chic & O Novo Jornalismo' e 'Eu sou Charlotte Simons'.
FONTE (foto incluída): Correio da Bahia

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Filme do dia: «Bright Star»


Filme do dia: «Bright Star»
A vida e amores do poeta John Keats estão no centro do novo filme de Jane Campion, a realizadora neo-zelandesa que maravilhou o mundo com «O Piano».

Londres 1818: começo de um caso amoroso entre o poeta inglês John Keats, na altura com 23 anos, e Fanny Brawe, uma estudante expansiva sua vizinha. Irremediavelmente e intensamente envolvidos um com o outro, o jovem par amoroso embrenhou-se em sensações novas e muito poderosas, «Tenho a impressão de que me estou a dissolver», escreveu Keats a Fanny. Juntos navegaram por ondas de obsessão romântica, que se tornaram mais profundas à medida que os seus problemas aumentaram. Apenas a doença de Keats provou ser intransponível.
Os três últimos anos de vida do poeta britânico John Keats são vertidos para cinema em «Bright Star», o mais recente filme de Jane Campion, que já não assinava uma película desde «In the Cut - Atracção Perigosa», em 2003. A cineasta oscarizada por «O Piano» apresentou este filme pela primeira vez na Competição Oficial do último Festival de Cannes.

FONTE (foto incluída): http://cinema.sapo.pt/