Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Alguns contos inéditos de Nelson Rodrigues


Alguns contos inéditos de Nelson Rodrigues

Há material de sobra, pois Nelson produziu quase dois mil desses contos ao longo dos dez anos em que a coluna circulou no jornal Última Hora, onde ele escrevia sobre casamento, sexo, adultério, morte etc

Luiz Zanin Oricchio

Da Reportagem

A vida como ela é. Esse era o título de uma famosa coluna de Nelson Rodrigues, mantida entre 1951 e 1961 no jornal "Última Hora". Coluna diária, seis vezes por semana, na qual Nelson improvisava em torno de poucos temas, o casamento, o sexo, a morte - em especial o adultério, presente em quase todos os textos. Algumas coletâneas já foram lançadas com seletas dessas crônicas cariocas. Há material de sobra, pois Nelson produziu quase dois mil desses contos ao longo dos dez anos em que a coluna circulou. Sai agora mais uma delas - "Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela É" (Agir, 264 págs., R$ 44,90) -, composta por textos até agora inéditos sob a forma de livro. Entre as 39 crônicas, duas são de Suzana Flag, pseudônimo usado quando escrevia folhetins.

A própria história da coluna é curiosa. Nelson foi convidado a criá-la pelo dono do jornal, Samuel Wainer. A ideia de Wainer era recolher fatos da vida real, pinçados do noticiário policial, e valorizá-los com um toque ficcional. Nelson começou a fazer assim mesmo. Mas, logo em seguida, liberou-se das assim chamadas amarras da realidade e deu asas à imaginação, fértil, como se sabe. Passou a inventar as histórias e, quando o diretor do jornal deu por isso, já era tarde. A coluna passara a ser o maior sucesso da imprensa carioca e Nelson conquistara um precioso espaço de experimentação para suas ideias. Podia, com comodidade, medir o pulso de sua repercussão pública através de um meio de divulgação de massa, como era o jornal de então.

O modus operandi do escritor é descrito por seu biógrafo Ruy Castro (em O Anjo Pornográfico) como sendo de uma regularidade de relógio suíço. Nelson era dos primeiros a chegar à redação, com seu terno mal ajambrado, gravata solta, suspensórios e camiseta regata por baixo da camisa. Sentava-se à máquina e acendia o primeiro dos vários cigarros que fumaria ao longo do trabalho. Batia nas teclas, levantava-se, ia tomar cafezinho, passeava entre as mesas, conversava com os colegas sobre assuntos que nada tinham a ver com o que escrevia, futebol em especial. Voltava ao texto, como se nada tivesse acontecido. Às vezes gritava pedindo auxílio: "Me deem um nome bom para um corno!" "Gusmão", alguém sugeria. "Ótimo", aprovava. E, desse modo, duas horas depois, em plena balbúrdia da redação, nascia mais um conto de "A Vida Como Ela É"... Assim, com reticências e tudo e 130 linhas de texto.

Na redação da "Última Hora", situada na Avenida Presidente Vargas, surgia mais um pequeno capítulo dessa extensa (e intensa) reflexão sobre a mentalidade da classe média e pequena burguesia carioca. Variações em torno de poucos temas, como já disse, mesmo porque, um dia, em momento de autoavaliação, Nelson concluiu que sua obra não passava de uma longa meditação sobre o amor e a morte. Na coluna do jornal, sua lente apurava o foco ainda mais. Valendo-se da crônica policial, que ele próprio praticara, mas também do que ouvia falar, casos contados pelas esquinas, e saídos de sua imaginação febril, Nelson construía, à sua maneira, esse tratado multifacetado do comportamento amoroso de uma época. Seus personagens, como descreve o biógrafo, em geral viviam na zona norte, trabalhavam no centro e prevaricavam em Copacabana.

O primeiro texto é justamente aquele que dá título à coletânea - "Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela É". Nele, Nelson explica as circunstâncias em que foi convidado por Wainer a criar a coluna. A ideia geral ia ao encontro de toda uma concepção mental do jornalista sobre seu ofício. Wainer queria dar ao fato policial "uma categoria, digamos assim, poética, dramática". Desse modo, um atropelamento, um suicídio, um adultério, seriam mais que "fatos", objetivamente falando. Aliás, para Nelson, a objetividade não passava de uma forma entre outras da idiotia. Interessava-lhe, mais que o fato, o sentido do fato. O sentido trágico, dramático, cômico do que acontecia. Aquilo que faria do fato e, em especial, do fato policial, uma manifestação privilegiada do humano.

"O fato de polícia, seja qual for, representa o grande manancial poético de cada dia", acreditava. À sua maneira, ele ironizava a doutrina da objetividade, introduzida no jornalismo brasileiro naqueles anos e copiada de forma acrítica da matriz norte-americana. Dizia que se as mortes de Anna Karenina e Emma Bovary fossem descritas por um jornalista brasileiro, sairiam assim: "Por motivos ignorados, pôs termo aos seus dias Anna Karenina, branca, casada, de tantos anos, residente à rua tal... Quanto a Emma Bovary, teria ‘ingerido’ violento tóxico, sendo o cadáver remetido ao Instituto Médico Legal, etc., etc." Nelson Rodrigues queria para suas adúlteras e suicidas a dignidade de personagens saídos da pena de um Tolstoi ou de um Flaubert, não a fria objetividade do jargão jornalístico.

Se Nelson buscava o sentido trágico do fato, o fazia em nome do dramaturgo que já era. Escrevendo para um veículo popular, ele se desculpava perante o leitor de que suas colunas seriam invariavelmente tristes porque se debruçavam sobre o sofrimento humano. Sobre a dor dos outros. Mesmo que essa dor e sofrimento viessem justamente da busca pelo prazer. Nelson, como grande moralista que era, não podia deixar de viver atento a essa contradição. Mais o ser humano buscava o prazer do sexo e a realização no amor, mais exposto estava à degradação e ao sofrimento. Era tudo isso que exprimia essa coluna em aparência monotemática, mas de riqueza extraordinária em suas variações.

Não faltaram críticas ao tom desses textos, desabridos, crus, atentos ao detalhe sórdido. Com eles, Nelson solidificou sua fama de "tarado", obcecado pelo sexo, depravado e corruptor da juventude. Ele se defendia com simplicidade dizendo que a virtude não pode vir da ignorância e sim do conhecimento do pecado e do livre-arbítrio para cometê-lo ou não. Sabia do preconceito, mas ainda se espantava quando o reconheciam na rua e lhe diziam: "Seu Nelson, o senhor vai me desculpar, mas não deixo a minha noiva ler a sua coluna." Não raro, esse tipo de observação servia como ponto de partida para um novo texto sobre a vida como ela era, e não como deveria ser.

FONTE: Diário de Cuiabá - Cuiabá,MT,Brazil

Medy Loekito: Silent poetry lonely poetry


Medy Loekito: Silent poetry lonely poetry
Oyos Saroso H.N. , The Jakarta Post , Bandarlampung Fri, 10/30/2009 10:29 AM People

Most writers just want to write. But Medy Loekito wants to do more — she wants to make other writers write too.
Medy Loekito, now 47, has long since made a name for herself as one of Indonesia’s leading women poets. She’s also known as the “mother of young writers”, for her dedication to nurturing the careers of the nation’s emerging talents, through the Indonesian Literary Community (KSI).
Medy is also known as the “mother poet of the cyber community” and founder of the Multimedia Literature Foundation, which has launched a literature site that aims to publish literary works to donate to schools and street children.
Actually KSI is just about young writers; there are also many prominent writers involved,” she says.
Among these are Ahmadun Yosi Herfanda, Bambang Widiatmoko, Endang Supriyadi, Slamet Raharjo Rais, Diah Hadaning and the late poet Azwina Aziz Miraza.
When KSI was created in 1996, the original idea was to gather together the literary community in Indonesia, which at the time of the New Order government was scattered and poorly managed.
The literary community activists, spread from Aceh to Papua, tended to be young writers who found it difficult to break through the hegemony of Jakarta, the center of literature in Indonesia.
At that time young writers found it very difficult to penetrate the Taman Ismail Marzuki [TIM, the Jakarta arts center]. Just having a discussion on the patio of TIM was difficult,” Medy says.
Now the past dozen years have proved that there are many young Indonesian writers who are producing works of quality.”
Medy, a mother of two who is also active in the Indonesian Handicraft Workers’ Association, says that organizations such as KSI are important for building young people’s confidence.
We pick up and walk together to face the rain. We provide houses for their shelter,” she says. “Our organization also teaches its members to respect each other and we encourage mutual support.
“Why is this important? Because, as I see it, some Indonesian writers put themselves on a throne. If young writers follow this style then our literature will be full of battles. There will be no mutual support and there will be no mutual respect and love.”
Medy says she did not set out to be a writer.
I entered the literary world by accident. In 1976, when I was a teenager I was a pen friend to Kardy Syaid, the writer who is now famous as a movie maker and writer, and who lives far away in North Sumatra,” says Medy, who was born and raised in Surabaya, East Java.
He was constantly writing to me and sending me his work which was published in newspapers or magazines. He always assured me that I could also be an author.
This encouraged the teenage Medy to start writing poetry.
One day I wrote a poem and it was published in a newspaper. I tried again and my work was again published in the newspaper,” she says. “After writing several poems, I tried to write a short story that was also published by the newspaper. Well, after that my trials were over because my ideas helped me explore my abilities.”
Medy Loekito is also one of the very few ethnic Chinese in Indonesia who has persevered in the world of literature.
Unlike many other ethnic Chinese citizens in Indonesia who often push their children to enter the business world, Medy’s parents encouraged their daughter to persevere with writing. Medy’s father closely followed her early career.
My father always checked with the newspaper sellers,” she added. “That was because I was never told whether my work would be published, and besides, it’s a bit hard to buy a variety of newspapers every day.”
Despite her background, Medy says she has never felt discrimination in the literary world.
Maybe a lot of people don’t know that I’m Chinese. I certainly enjoy having good friends among writers from various ethnic groups in Indonesia. However, in daily life discrimination against ethnic Chinese is still there.”
Medy, who also works as executive secretary for a Japanese company, is now recognized as one of Indonesia’s leading female poets. Her work has been published in nearly every newspaper and literary magazine in Indonesia, as well as in dozens of books, both her own collections and in more than 20 local and international poetry anthologies. Her solo works include In Solitude
(1993) and Jakarta, the Twilight Days (1998).
She has been noticed internationally too, and her name appears in the International Who’s Who in Poetry and Poets Encyclopaedia (1999).
Her poetry is characterized by its brevity, described by Indonesia’s poet president Sutardji Calzoum Bachri as haiku.
My poetry is silent poetry. It’s lonely poetry. My poems are short, they really have no relationship with other influences … That’s more because my Indonesian isn’t good,” she says.
When I was young the friends I played with often didn’t understand what I was saying because I speak a mixture of various languages, Chinese, Javanese and Malay. My Indonesian is still an incredible mess.”
She nevertheless speaks out clearly against things she disagrees with, and is vocal in her opposition to “vulgarity in sex” in Indonesian literature, when the issue of erotic literature written by Indonesian women comes to the fore.
Medy admits her opposition has subjected her to a lot of criticism and opposition from some famous writers.
But I’m not afraid, because talking is a human right,” she says. “Besides, I believe my opinion is correct. The way I see it, there is a difference between literary work and pornography.”

FONTE (foto incluída): Jakarta Post
http://www.thejakartapost.com/
FOTO (legenda): Medy Loekito: Courtesy of Family of Medy Loekito

Terça-feira, Novembro 03, 2009

"Não procurem os hematomas, tenho a pele bastante dura" -- José Saramago


"Não procurem os hematomas, tenho a pele bastante dura" -- José Saramago
De Ana Nunes Cordeiro (LUSA) – há 3 dias
Lisboa, 30 Out (Lusa) - O escritor José Saramago, muito criticado por afirmar que a Bíblia é "um manual de maus costumes", iniciou hoje, em Lisboa, a apresentação do seu novo romance, "Caim", dizendo: "Não procurem os hematomas, tenho a pele bastante dura".

Recebido ao fim da tarde com sala cheia, no grande auditório da Culturgest, de pé e com palmas, o Prémio Nobel da Literatura 1998 sublinhou ser essa a única referência que faria sobre "a suposta polémica que surgiu no dia em que foi lançado o livro (em Penafiel, a 18 de Outubro), centrado na figura bíblica de Caim, que assassina o irmão, Abel.

Tal polémica, segundo o escritor, foi desencadeada "a mando da Igreja Católica e com a execução dos seus homens de mão, ou jornalistas de mão, ou outros que se guiam por interesses pessoais ou rancores pessoais", mas não afastou os leitores, "que não se deixaram intimidar pelo arraial".
FONTE (foto incluída): LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

EL POETA DEL PUEBLO


Vivir
01/11/2009
Literatura / En el centenario del nacimiento de Miguel Hernández

El Instituto Castellano y Leonés de la Lengua homenajeará en febrero al oriolano. Institutos de Alicante representarán la obra de teatro que los presos políticos del penal de Burgos tributaron a su memoria en 1960 bajo la dirección de Marcos Ana

R. Pérez Barredo / Burgos

Era un pequeño pastor de las orillas de Orihuela y un poeta del pueblo, escribió de él su amigo Pablo Neruda, quien tanto le quería, quien nunca olvidó su rostro moreno de sol y campo, su palabra llana que describía el alma como nadie, su verbo claro y dolorido, su voz como predestinada al sufrimiento y la desdicha. El próximo año se cumple el centenario del nacimiento del autor de poemas tan memorables como las Nanas de la cebolla o la Elegía a Ramón Sijé, y se están preparando numerosas actividades que se desarrollarán en España y en varios países del mundo. Burgos no estará ajena a esa conmemoración, ya que el Instituto Castellano y Leonés de la Lengua desarrollará en febrero unas jornadas en su sede del Palacio de la Isla que se centrarán en la vida y obra del poeta oriolano, así como la experiencia que éste tuvo en la región cuando trabajó como voluntario en las Misiones Pedagógicas que puso en marcha la República y que representa uno de los capítulos menos conocidos de su biografía.
Otro de los proyectos tiene una estrecha vinculación con Burgos. Se trata de una iniciativa con una enorme carga de memoria y emoción. Y es que todos los institutos de Alicante van a acoger la lectura dramatizada de Sino sangriento. Homenaje a voz ahogada para Miguel Hernández, obra del también poeta Marcos Ana, a la sazón el preso político que más años pasó entre rejas durante el franquismo: la friolera de 23, de los que padeció 16 en el penal de Burgos. Precisamente entre sus muros escribió el poeta salmantino ese homenaje, que llegó a ser representado por los reclusos en un acto que el propio Ana ha calificado siempre como el más apasionado, arriesgado y generoso que se ha hecho jamás. Se hizo en el año 1960, coincidiendo con el 50 aniversario del nacimiento del autor de El rayo que no cesa.
Increíble representación
En Decidme cómo es un árbol, su libro de memorias, Marcos Ana evoca de esta manera aquella increíble puesta en escena: «Preparamos el texto que iban a declamar cinco narradores. Un pequeño coro ponía música de fondo, con unas flautas hechas con la caña de una escoba, cerradas en los extremos con papel de fumar sujetos con una goma, lo que producía una melodía indefinible, pero hermosa, como si en ella se dieran cita el agua y los metales. Y una noche, cuando cerraron la galería, sobre un escenario improvisado, acotado por sábanas y mantas, celebramos el acto más impensable en las condiciones de una cárcel franquista. Desde las ventanas que daban al patio unos presos vigilaban para evitar ser sorprendidos».
Marcos Ana narra cómo el estremecimiento embargaba a los cinco relatores (dos visibles y tres ocultos). «Iban desgranando el texto con la voz ahogada por la emoción, ante unos cientos de presos que sentados en el suelo apretaban su corazón, mientras en el silencio terrible de la cárcel se escuchaban los pasos de los guardianes y el ¡alerta! circular de los centinelas. Recuerdo aún con emoción, cuando se abrían las cortinas, en un silencio casi religioso escuchar, sobre el fondo de la marcha fúnebre, una voz triste que se iba acercando, alertando de la tragedia, repitiendo sin cesar y elevando su volumen: ¡Miguel ha muerto!, ¡Miguel ha muerto!, ¡Miguel ha muerto!, a la que se iban agregando otras voces, en un eco estremecido según se iba extendiendo y aproximando la noticia».
En Castilla y León
En las citadas jornadas que organizará el año que viene el Instituto de la Lengua, se analizará la peripecia de Miguel Hernández por tierras castellanoleonesas, donde coincidió, entre otros, con buena parte de los futuros integrantes del equipo de Hora de España, una de las revista más importantes de los años 30, como María Zambrano, Arturo Serrano Plaja, Antonio Sánchez Barbudo, Rafael Dieste o Ramón Gaya). El poeta de Orihuela desarrolló sus actividades de voluntario de la Misiones Pedagógicas entre febrero y mayo de 1935 por tierras de Castilla y León, experiencia que le dejó honda impronta. Se trata de reconstruir esa etapa de su vida, casi por completo ignorada, analizando las repercusiones en su obra a partir de un material hemerográfico esencialmente inédito o hasta ahora inadvertidas. El ponente principal de este capítulo será el escritor José Luis Puerto.
Otro de los asuntos que se abordará en estas jornadas es el que hace mención a las referencias y los procedimientos musicales en su obra: nombres musicales; esquemas métricos musicales en el estilo hernandiano; otros procedimientos estilísticos musicales; obras musicales e instrumentos mencionados en la poesía de Miguel Hernández; la música de la naturaleza en la poesía hernandiana; el tema de la música como metáfora de la creación artística; anécdotas musicales en la poesía de Miguel Hernández; el flamenco y el poeta; relaciones con los músicos; colaboraciones musicales del poeta y musicalizaciones de su obra; obras escritas por el autor para la música; letras flamencas; dos himnos futbolísticos y sus relaciones con la música popular de la cultura de masas; himnos y coplas hernandianos en el Cancionero de la Guerra Civil y en el contexto de los cantos de lucha de la propaganda musical republicana; catálogos y repertorios de obras musicales creadas sobre textos de Miguel Hérnandez; homenajes musicales al poeta; análisis de obras musicales con texto hernandiano y relaciones música y poesía y visión de los músicos de la poesía hernandiana. En este apartado, el ponente principal será Eladio Mateos, del Grupo de Investigación de Teoría Literaria en la Universidad de Granada.
Un tercer bloque está relacionado con la tauromaquia: Desde los poemas tempranos hasta la guerra de 1936-1939. Miguel Hernández y José María de Cossío. El toro y la tauromaquia en el teatro hernandiano; Singularidad del tema del toro en Miguel Hernández respecto a otros poetas y dramaturgos del siglo XX; Influjos e intertextualidades en el tratamiento por Hernández en el tema taurino y táurico. El responsable de este apartado será José María Balcells, de la Universidad de León. Otros ponentes serán Antonio Hernández y Rebeca Hernández.
Finalmente, las jornadas concluirán con ‘Pasión y muerte: Miguel Hernández y Florentino Hernández Girbal. Se darán a conocer algunas cartas y se hará una extensa referencia al homenaje teatral anteriormente citado, en el que participará el propio Marcos Ana, Eladio Mateos y el historiador Isaac Rilova. La conferencia de clausura será impartida por Jorge Urrutia, de la Universidad Carlos III de Madrid y a la sazón editor de las Obras Completas del autor oriolano.
En el recuerdo
Regresamos a Neruda para recordar a Hernández: «Aquellos días y siglos/ en que a Miguel Hernández,/ los carceleros/ dieron tormento y agonía,/ la tierra echó de menos/ sus pasos de pastor sobre los montes/ y el guerrillero muerto,/ al caer, victorioso,/ escuchó de la tierra/ levantarse un rumor, un latido,/ como si se entreabrieran las estrellas/ de un jazmín silencioso:/ era la poesía de Miguel./ Desde la tierra hablaba,/ desde la tierra/ hablará para siempre,/ es la voz de su pueblo,/ él fue entre los soldados/ como una torre ardiente (...)/ Nadie, Miguel, te ha olvidado./ Aquí te llevamos todos/ en mitad del pecho».
FONTE (foto incluída): Diario de Burgos

Esperanza Medina se alza con el premio de poesía «Nené Losada Rico»


Esperanza Medina se alza con el premio de poesía «Nené Losada Rico»


T. C. La escritora avilesina Esperanza Medina, colaboradora de LA NUEVA ESPAÑA, se ha alzado con el prestigioso galardón de poesía «Nené Losada Rico», en su modalidad de castellano, con el poemario «No recuerdo un invierno tan frío como éste». El título del libro es un verso de Ángel González, al que la escritora rinde homenaje en sus poesías.
«En los poemas cuento las cosas que nos puede suponer un invierno frío», explicó ayer Medina. La escritora se mostró «encantada» con el premio, que otorga anualmente la asociación de mujeres Valdés Siglo XXI. «Me ha hecho mucha ilusión», aseguró. La entrega de premios se celebrará el próximo viernes en Luarca.


FONTE: La Nueva España

Lluís Calvo gana el disputado Premi Octubre de poesía



Lluís Calvo gana el disputado Premi Octubre de poesía
01/11/2009


Lluís Calvo, Vicent Sanchis, Manuel Molins y Rafa Gomar han sido los ganadores de poesía, ensayo, teatro y narrativa, respectivamente, de la 38ª edición de los Premis Octubre que se entregaron anoche en Valencia. Un total de 75 originales se han presentado en esta edición: 39 optaban al Premi Vicent Andrés Estellés de poesía, dotado con 5.000 euros; 14 al Andrómina de narrativa (12.000 euros), 18 al Octubre de teatro (5.000 euros) y 13 al Joan Fuster de ensayo (6.000 euros). En la imagen, los premiados, ayer, con Eliseu Climent, organizador de los galardones.


FONTE (foto incluída): El País (España)

01-11-2009 / 12:50 h
(Castilla La Mancha) CULTURA-ESPECTACULOS,LITERATURA-LIBROS
La sevillana María Sanz gana XIII Premio Nacional Poesía "Nicolás del Hierro"
Piedrabuena (Ciudad Real), 1 nov (EFE).- La sevillana María Sanz, autora de más de treinta libros, recibió anoche en Piedrabuena (Ciudad Real) el Premio Nacional de Poesía "Nicolás del Hierro", dotado con 2.000 euros en metálico y la edición del poemario premiado.
María Sanz se hizo merecedora de la XIII edición de este premio, que le fue entregado por el poeta que le da nombre, Nicolás del Hierro, y el alcalde del Ayuntamiento de Piedrabuena, José Luis Cabezas, por su obra "Los cielos tardíos", elegida entre los casi cien poemarios que se han presentado a concurso.
El jurado del premio estuvo formado por los poetas José Luis Morales Robledo, Miguel Galanes y Francisco Caro Sierra.

La autora de "Los cielos tardíos" ha explicado a Efe que el poemario es un recorrido por el amor, visto desde la perspectiva de una persona ya madura, pues "no es lo mismo mirar al amor a los 20 años que a los 50, el cielo se ve entonces de forma diferente".

María Sanz ha confesado sentirse "muy satisfecha" por recibir este premio que lleva el nombre de un poeta vivo, algo que, según ha resaltado, "no suele ser lo habitual y pone de manifiesto la sensibilidad de un pueblo por reconocer a sus poetas".

Por su parte, el alcalde de Piedrabuena, tras felicitar a la galardonada, resaltó la trayectoria de este premio que han ganado importantes poetas y que se ha convertido en uno de los más importantes que se convocan en Castilla-La Mancha.

Entre los galardonados con el Premio "Nicolás del Hierro" figuran los poetas Pilar de Vicente-Gella, José Javier Aleixandre, José Luis Zerón, Javier Díaz, Manuel Pérez-Casaux, Miguel López Crespi, Jesús Riosalido, María Antonia Ricas y Vicente Martín Martín.

Los versos de María Sanz se han recogido en volúmenes recopilatorios tales como "Pétalo impar (Antología 1981-1991)" (Col. Adonais, Madrid 1991), "Un resplandor cercano (Antología sevillana)" (Fundación Aparejadores, Sevilla 2002) y "Luna de Capricornio" (antología 1981-2006) (Edit. Aguaclara, 2007).

En 1981 publicó su primer libro y desde esa fecha han visto la luz una treintena de títulos, siendo los más recientes Domus aurea (Edit. Aguaclara, 1999), Tu lumbre ajena (Edit. Hiperión, 2001), Dos lentas soledades (Huerga y Fierro Editores, 2002), Tempo de vuelo sostenido (Ediciones Libros del Oeste, 2004), Mínimo sol de invierno (Ateneo Jovellanos, 2006), Voz mediante (Edit. Point de Lunettes, 2006), Lance sonoro (Publicaciones Gobierno de Aragón, 2007), Regazo e intemperie (Colec. Provincia, León, 2007) y Hypnos en la ventana (Algaida Editores, 2009). EFE 1010494

FONTE: ABC.es

Festival de Poesía Latinoamericana Latina en Berlín

El evento se podrá disfrutar hasta el próximo 6 de Diciembre


Nueve jóvenes poetas procedentes de Argentina, Bolivia, Chile, Cuba, México y Uruguay, presentarán sus obras literarias


BERLÍN, ALEMANIA.- Berlín acoge esta semana, una vez más, el festival rodante de poesía latinoamericana, Latinale, que organiza el Instituto Cervantes de la capital alemana, en colaboración con el Instituto Iberoamericano, y que este año recibirá a los mexicanos Hernán Bravo Varela y Liza Casullo.


Hasta el próximo 6 de noviembre, nueve jóvenes poetas procedentes de Argentina, Bolivia, Chile, Cuba, México y Uruguay, presentarán sus obras literarias a través de lecturas, performances, discusiones literarias y talleres de traducción.


Estos jóvenes poetas serán los encargados de presentar las nuevas tendencias dentro de la lírica latinoamericana en la capital alemana, a la vez que podrán aprovechar para entrar en contacto con jóvenes escritores alemanes.


Un Poeta Mexicano


Para el poeta originario de la Ciudad de México, Hernán Bravo Varela, "hay formas muy diferentes de entender y de escribir poesía a lo ancho y largo de Latinoamérica", declaró en entrevista.


"Hay desde búsquedas que tienen que ver con lo estrictamente coloquial o anecdótico, hasta una forma más intelectual de entender la poesía. También hay una manera de entender la poesía como un ejercicio de magia mayor", explicó el poeta mexicano.


Para Bravo, en la poesía mexicana hay líneas muy diferentes, una "poesía minimalista con poetas como Luigi Amara, o una poesía que combina el terreno telúrico de Pablo Neruda, encarnada en una poeta como María Rivera, o juegos con el lenguaje y la cultura populares, combinándolos con la poesía de trovadores provenzales".


En la edición de este año del festival, los organizadores han querido dar importancia al desarrollo de la traducción en el campo de la poesía. En su papel de traductor, Bravo Varela no cree que se pierda nada dentro de la poesía al plasmarla en otro idioma.


Al contrario, dijo, gana. "Gana en el momento en que hay alguien que le dota de un nuevo sentido y que procura extender a su propia lengua lo que estaba en la lengua original", explicó.


"Todo los términos posibles que se le dan a la traducción, como por ejemplo, mudanzas, tienen que ver con la recreación del poema a la lengua de llegada", puntualizó Bravo Varela.


"El poema nunca será igual. Sin embargo, el poema original agradece también ese cambio, esa fractura. Los poemas también son objetos pulidos por el tiempo y pasan por ese cambio absolutamente evidente que es la traducción.


Todos como traductores o poetas traducidos sabemos de ese riesgo, pero es un riesgo absolutamente fértil y generoso con los poemas originales".


A la hora de leer obras traducidas, como pueden ser las obras de Shakespeare o Virgilio, hay que entender que hay una "mediación importantísima", destacó el poeta mexicano.


Bravo Varela destacó que es importante en el papel de traductor "estar atento a lo que el poema quiere decirnos, pero al mismo tiempo permitir nuestra sugerencia personal".


"No hay que rehuir de la personalidad del traductor, siempre habrá una impronta personal que dejará huella en el poema o en el cuento traducido. Hay que asumirla naturalmente y no pensar que la lengua está hecha para neutralidades".


"Ningún poema ni ningún cuento que leemos en su idioma original tiene la voluntad de ser neutral, siempre quiere transgredir o convertir a una lengua en un aparato nuevo de ideas, por tanto, la traducción tendría que ser un fiel reflejo de eso", explicó.


Respecto a este encuentro, Bravo Varela declaró que "este tipo de intercambios van a favorecer la idea de mudanza. Encontraremos centros o núcleos de atención que no se habían explorado antes. Cuanto menos seguros estemos, como alguien que como yo está por primera vez en Berlín, más probable es que nos encontraremos ante una sorpresa".


"Creo que ese mismo punto de vista lo deberíamos tener a la hora de escribir. Salir a la aventura y encontrarnos de pronto ante las sorpresas que nos depara nuestro no saber", concluyó el poeta y traductor mexicano.


Entre las publicaciones de Hernán Bravo Varela destacan los libros de poemas "Oficios de ciega pertenencia", con los que recibió el Premio Nacional de Poesía Joven de México en 1999, así como el volumen de ensayo, "Los orillados", finalista del Premio Nacional de Ensayo Literario Joven de México en 2007.


Junto con Ernesto Lumbreras realizó la muestra crítica "El manantial latente. Poesía mexicana desde el ahora" (2002) y algunos de sus poemas han sido traducidos al inglés, francés y alemán. Además, escribió la letra de la banda sonora de la película "Frida" (2002), ganadora del Oscar en 2003.


CRÉDITOS: NTX / IAMR

Nov-02 13:54 hrs
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FONTE (imagem incluída): El Informador

Luis García Montero sostiene que la poesía en España "goza de muy buena salud"




Luis García Montero sostiene que la poesía en España "goza de muy buena salud"
Por Agencia EFE – hace 20 horas
Ávila, 2 nov (EFE).- El poeta y ensayista granadino Luis García Montero (1958) ha sostenido hoy en Ávila que la novela "goza de muy buena salud en España", en comparación con la que se hace en otros países de Europa y al nivel de la que existe en México o Colombia.
García Montero ha realizado estas declaraciones a los periodistas minutos antes de protagonizar la tercera charla de un nuevo ciclo de los "Lunes literarios", organizados por la Obra Social de Caja de Ávila.
"Defensa de la poesía" ha sido el título de una charla en la que ha elogiado al poeta que es capaz de estar días, semanas o meses "buscando la palabra precisa", ya que en su opinión es una señal de que "quiere hacerse dueño de sus propias opiniones" y buscar el "matiz" que le aleje de "cualquier dogmatismo".
En este contexto, ha reivindicado una "poesía individual" en un tiempo con "poderosísimos medios de control de las conciencias".
Sobre el momento que vive la poesía en España, el escritor andaluz ha asegurado que este género "goza de muy buena salud", en comparación con países del entorno europeo como Italia, Francia o Alemania.
Desde su punto de vista, hay que estar "orgullosos" de que en España existan "buenas editoriales, muy buenos libros y un número de lectores respetable", que sin llegar a la cantidad de las novelas permite "editar libros que lleguen a la gente y no huelan a cerrado".
Además, ha relacionado la tradición poética española con el hecho de que los libros de poesía hablen "de cosas que interesan e importan al ser humano" y "con el lenguaje de la gente".
Para Luis García Montero, la poesía "ha sido siempre, por tradición, el género más alto de la literatura española", situándose a un "nivel muy alto", a la altura de la poesía que se hace en países de habla española como México o Colombia.
Al respecto, ha atribuido la "buena salud" de la poesía española al papel que han desempeñado poetas como Jaime Gil de Biedma, Francisco Brines o Ángel González, de quien García Montero ha realizado una biografía novelada bajo el título "Mañana no será lo que Dios quiera", premiada por el Gremio de Libreros de Madrid.
El poeta granadino se ha referido a González como un "referente moral" y "uno de los grandes poetas del siglo XX", junto a Gil de Biedma o Brines.
Tras la intervención de Luis García Montero, el próximo lunes será el turno del malagueño Juan Madrid y del barcelonés Daniel Vázquez Sallés, que hablarán de "La novela policiaca" y "El detective que hay en mí", respectivamente.

Pedro Mañas Romero gana el II Premio de poesía para niños Ciudad de Orihuela


Pedro Mañas Romero gana el II Premio de poesía para niños Ciudad de Orihuela
Escrito por Babar el Lunes, 2 Noviembre, 2009

Un total de 154 trabajos se presentaron a este premio que convoca Faktoría K en colaboración con el Ayuntamiento de Orihuela (Alicante). Pedro Mañas, un joven y prometedor autor que lleva un par de años en racha, se alzó con el premio, dotado con 7.000 euros, por su obra Ciudad laberinto, que será publicada coincidiendo con el Día Mundial de la Poesía, el próximo 21 de marzo de 2010.
Pedro Mañas (Madrid, 1981) es licenciado en Filología Inglesa por la Universidad Autónoma de Madrid. Además del trabajo como autor, destaca su faceta teatral, realizando montajes para público infantil y adulto con su compañía ‘La cama sin hacer’, fundada en 2006. En los últimos años ha ganado diversos certámenes literarios: el Premio de Narrativa Breve (2004) de la Universidad Autónoma de Madrid, el XXVI Concurso de Narrativa Infantil Vila d’Ibi (2007) de la editorial Anaya, el XII Premio de Literatura Infantil ‘Leer es Vivir’ (2008) de la editorial Everest y el III Premio de Poesía Infantil ‘El Príncipe Preguntón’ (2009) de la Diputación de Granada y la editorial Hiperión.
El jurado estuvo formado por el primer teniente alcalde del Ayuntamiento de Orihuela, Antonio Rodríguez Barberá; el escritor y editor Emilio Pascual, Premio Nacional de Literatura Infantil y Juvenil; la directora de la Biblioteca Pública Municipal de Cocentaina (Valencia), Dolors Insa; la directora del Colegio Público Virgen del Belén, de La Aparecida-Orihuela, Ana María Cayuelas; Beatriz Osés, ganadora de la primera edición de este certamen con la obra El secreto del oso hormiguero; y Xosé Ballesteros, en representación de Faktoría K de Libros.
Los miembros del jurado acordaron por unanimidad que Ciudad laberinto sea la ganadora por la “buena construcción” de este poemario. Se trata de “un dibujo de la ciudad, con la suficiente cercanía -no exenta de distanciamiento- para que el lector reconozca el ámbito urbano, que se presenta con plasticidad y humor”, según las conclusiones. También lo definen como un trabajo “muy creativo, con toques saludablemente críticos, que tiene imaginación y realismo, y consigue que todas las piezas encajen en una atmósfera sensorial de gran originalidad”.
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FONTE (foto incluída): Revista Babar

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

"I piatti della poesia", mostra a Milano


L.P., 21 ottobre 2009

Nel capoluogo lombardo esposte alcune opere dell´artista algherese Roberta Filippelli in occasione del centenario di una storica


"I piatti della poesia", mostra a Milano


MILANO - La storica pasticceria milanese Taveggia inaugura giovedì 5 novembre alle ore 19 le celebrazioni del suo centenario con la mostra d’arte contemporanea “La Favola del cibo: i piatti della poesia” curata da Milli Gandini.


Dal titolo della mostra si intuisce un chiaro riferimento all’ideatore di Milano-poesia dei piatti della poesia e dell’inimitabile prestigiosa rivista La Gola: l’indimenticabile Gianni Sassi. Quel Sassi che ha sempre esaltato i locali di grande professionalità e personalità rivelandone l’arte che va ben oltre all’esercizio commerciale.


Tra gli artisti invitati ad esibire le proprie opere l’algherese Roberta Filippelli, oltre agli storici amici e collaboratori di Sassi: Nanni Balestrini, Walter Marchetti, Ben Patterson (appartenenti al movimento Fluxus) Ermanno Krumm e i più giovani Michelangelo Jr, Loriana Castano, Valeria Magli, la ballerina dei poeti, infine l’immancabile fotografo Fabrizio Garghetti. Tutti comunque hanno un modus operandi fluido e inafferrabile, si spostano tra scrittura, figurazione, cibo e performance con divertimento, rabbia e sfrontatezza. La mostra sarà visitabile fino al 27 di novembre.


Nella foto: una delle opere di Roberta Filippelli


FONTE (foto incluída): Alguer.it

Alegre: «Não se perdoa a Saramago ser Nobel e não ser religioso»


Alegre: «Não se perdoa a Saramago ser Nobel e não ser religioso»
Por Redacção

«O Deus da Bíblia não é de fiar, é vingativo e má pessoa». Isto disse José Saramago, já a polémica sobre as suas considerações negativas ao livro sagrado do catolicismo ia alta. Manuel Alegre está ao lado do Nobel da Literatura português, que continua a ser «um grande escritor».

«Ele escreveu um livro, mas não vejo ninguém discutir o livro. Só vejo discutir as opiniões que com todo o direito ele expressou sobre a Bíblia», disse o poeta, à TSF. Alegre está sobretudo contra os preconceitos – Saramago não deve ser criticado por dizer o que pensa.

«Isto é uma história portuguesa cheia de preconceitos e fantasmas. Em primeiro lugar é preciso ler o livro de José Saramago. Ele é um grande escritor, mas parece que não se perdoa a Saramago ser um grande escritor da língua portuguesa, ser um Prémio Nobel e não ser um homem religioso», atirou.

«As pessoas podem não estar de acordo com aquilo que ele diz, mas como é que se pode pôr em causa a seriedade de um homem que diz aquilo que pensa?» – questionou. Alegre entende a polémica como «um preconceito» e justifica-a com «resquícios de dogmatismo».

«Não lhe podem negar o direito de escrever um livro e também não se pode crucificar o Saramago por exprimir as suas opiniões e menos ainda por ser um grande escritor, e menos ainda por ser um Prémio Nobel. E ao Saramago não se perdoa ser um português que se atreveu a ganhar o Nobel da Literatura e que diz que não acredita em Deus», concluiu.
08:36 - 22-10-2009
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FONTE (foto incluída): A Bola

Atletas da capital vencem jogos panamericanos na Colômbia


Atletas da capital vencem jogos panamericanos na Colômbia

Os atletas Bruno Duarte Mello, 17 anos Victória Santos Almeida, 16 anos do CAIRA (Centro Arco Iris de Reabilitação Alternativa), vencedores do Grand Prix de Judô, realizado no mês de maio em Niterói/RJ, conquistaram a medalha de Prata nos Jogos Parapanamericanos Juvenil em Bogotá - Colombia, na modalidade de Judô para deficientes visuais.

Com treinamentos intensivos e dedicação ao esporte paraolímpico, os atletas Campo-Grandenses superaram os obstáculos e com o apoio da equipe técnica e da Funesp (Fundação Municipal de Esporte), parceira fundamental para o crescimento do Paradesporto no Município de Campo Grande.

Para o diretor presidente da Funesp, Carlos Alberto de Assis este foi mais um resultado esperado Prefeitura de Campo Grande. "Nós promovemos as competições escolares com objetivo inscrever os atletas vencedores nas competições nacional e internacional", comentou Carlos Alberto.

Fonte: PMCG
Cadastrada em: 2009/10/23

Pelo colaborador:Portal MSportalms@portalms.com.br

Judoca piauiense Sarah Menezes desembarca com medalha de bicampeã


27/10/2009 15:07h
Judoca piauiense Sarah Menezes desembarca com medalha de bicampeã
Sarah Menezes é a única bicampeã mundial de Judô do Brasil.
do GP1

A piauiense Sarah Menezes chegou a Teresina, nesta terça-feira (27), com a medalha conquistada no Campeonato Mundial de Judô, em Paris, onde sagrou-se bicampeã na modalidade Juvenil (categoria de atletas abaixo dos 21 anos). É uma conquista exclusiva da jovem, que desde os 9 anos participa de competições no Brasil e no Exterior, sendo a única piauiense a participar de uma Olimpíada.
Sarah Menezes é a única bicampeã mundial de Judô do Brasil. Ao desembarcar no Aeroporto Petrônio Portela, em Teresina, deu muitas entrevistas e foi recepcionada pelo pessoal do judô que acredita no seu desempenho de campeã desde os primeiros anos. Trata-se de uma conquista que tem muito a ver com o Piauí, porque desde o início o governador Wellington Dias acredita nas suas conquistas.
Hoje, o bicampeonato representa muito mais que a conquista apenas pessoal: aos jornalistas ela disse que é uma piauiense que está participando dos eventos mais importantes do mundo na categoria Judô e que tem trazido vitórias importantes para o esporte do Estado. Ela fez questão de destacar esse apoio citando essa participação de órgãos da administração como a Fundação Estadual de Esportes do Piauí (Fundespi).
Os parentes e amigos prepararam carros e faixas, para uma grande festa para a judoca piauiense, faixas com a frase "Sarah Menezes hoje bicampeã mundial, amanhã campeã Olímpica. Este é o Piauí que vai à luta e vence" e traziam fotos da atleta já com a medalha conquistada no mundial júnior, em Paris, na última quinta-feira (22).
O presidente da Fundespi, Vicente Sobrinho, deixou claro que a participação do Estado no apoio a Sarah Menezes representa a preocupação do governador Wellington Dias na formação do atleta piauiense em todas as modalidades.

FONTE (foto incluída): http://www.gp1.com.br/

Museu parisiense começa festa pelos 50 anos de Asterix e Obelix


Museu parisiense começa festa pelos 50 anos de Asterix e Obelix
De Agencia EFE – Há 20 horas
Paris, 27 out (EFE).- Asterix e Obelix invadiram o museu de Cluny, em Paris, em uma exposição que é o ato inicial de uma série de festividades com os quais a França comemora os 50 anos dessas estrelas dos quadrinhos.
A "frigidarium" (sala fria) das Termas Galo-Romanas do Museu Nacional da Idade Média, nome oficial do museu de Cluny, recebe até o dia 3 de janeiro trinta ilustrações não coloridas de Albert Uderzo e alguns textos datilografados pelo próprio René Goscinny que serviram para a concepção da saga de Asterix.
Apresentados "simultaneamente pela primeira vez", segundo a diretora do museu, Elisabeth Taburet-Delahaye, a mostra reúne desenhos novos e antigos que permitem "descobrir o processo de criação e o nascimento destas páginas".
Os primeiros esboços dos desenhos de Asterix e de Obelix, assim como um caderno manuscrito com os possíveis nomes dos protagonistas, se misturam aos livros sobre a história de Roma que Goscinny e Uderzo utilizaram para elaborar sua mais famosa criação.
Uma coleção de fotografias da dupla comprova a excelente relação de amizade existente entre os pais de Asterix e Obelix, que sobreviveram à morte do roteirista, em 1977.
Além dos documentos exclusivos, está em exibição a máquina de escrever Keyston Royal de Goscinny, assim como o primeiro número do semanário dedicado à história em quadrinhos, "Pilote", de 29 de outubro de 1959.
A homenagem ultrapassa as paredes do museu medieval e chega ao seu jardim, que acolhe 12 réplicas de grandes obras da arte ocidental protagonizadas por Asterix e Obelix.
Paris continuará os festejos com "Os franceses invadem Lutèce", uma celebração ao ar livre idealizada pelo cenógrafo francês Yvan Hinnemann que durante os próximos dias se desenvolverá em oito pontos da capital francesa como a Torre Eiffel, o Hôtel de Ville e a Praça da Concórdia.
Entretanto, o melhor presente para os milhões de leitores da famosa epopeia francesa chegou na terça-feira passada: a publicação do 34º álbum da saga, "Anniversaire d'Astérix et Obélix: le Livre d'Or" ("O Aniversário de Asterix e Obelix - O Livro de Ouro", em tradução livre), lançado em 15 países e em mais de cem idiomas.
Em meio século de vida, mais de 325 milhões de livros de Asterix e Obelix divertiram fãs de todo o mundo em 107 idiomas e dialetos.
Os oito filmes inspirados na saga, cinco deles de animação, serão exibidos em Paris no mês de novembro.
Na terça-feira passada, o compositor francês Frédéric Chalin que apresentou o concerto "Le Tour de Gaule Musicale d'Asterix", inspirado nos quadrinhos de Goscinny e Uderzo.
Além disso, os correios da França lançaram dois selos comemorativos do cinquentenário de Asterix e Obelix.
FONTE (imagem incluída): EFE

Terça-feira, Outubro 27, 2009

O Sumiço de Belchior


CULTURA
O Sumiço de Belchior
THEÓFILO SILVA

Quando Tímon desapareceu de Atenas deixando poucos vestígios, abandonando a vida respeitável e confortável que levava, poucos souberam o motivo. Tímon fora à falência, consumindo todo o seu patrimônio em banquetes e presentes para os amigos. Não encontrando nenhum apoio, se afasta de tudo e de todos e vai morar numa cabana bem longe da cidade. Logo, as notícias sobre suas desgraças ganham o mundo.
Não pude deixar de lembrar de Tímon, protagonista da peça Tímon de Atenas, de Shakespeare, depois que acompanhei, pela Imprensa, as notícias do sumiço do cantor e compositor cearense, Belchior. Belchior consagrou-se, nos anos 70, como um dos grandes compositores brasileiros. Juntamente com outros cearenses, que ficaram conhecidos como “pessoal do ceará”, sendo os mais notáveis, Ednardo e Fagner – curiosamente nenhum deles utiliza sobrenome – inscreveram o talento nordestino na Música Popular Brasileira, a “elitizada” MPB.
Num período em que Chico Buarque de Holanda era chamado de unanimidade nacional, com suas veneradas músicas de protesto, e Caetano Veloso e Gilberto Gil estavam consagrados após a Tropicália, aparece um cearense dizendo que é: “apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo interior”. Naquele momento surge um compositor falando de sua terra com uma pitada de literatura clássica, com álbuns denominados A Divina Comédia Humana e, mais tarde, com O Elogio da Loucura, conquistando o Brasil. Belchior, naquele final dos anos setenta, chegou a ser festejado, e com razão, como o maior compositor do país.
Ele e Fagner foram os primeiros compositores nordestinos a “estourarem” nacionalmente com músicas de MPB. Gil e Caetano são baianos, e a Bahia quando se trata de música ultrapassa o conceito de região.
Permanecer no topo e criar a vida toda é algo impossível pra qualquer artista. O único da geração de Belchior, a turma que passou dos sessenta anos, que continua criando e em grande atividade é Caetano Veloso. A criação é quase como um parto.
Poucos sabem, mas Belchior já havia “sumido” trinta anos antes, logo depois de se tornar um “superstar”, e reaparecendo irreconhecível com uma longa barba e um repertório completamente mudado. Mas Belchior, diferente de quase todos os “sumidos”, segundo me disse ele em 2002, nunca deixou de ler - como fazia desde os quinzes anos - um livro por semana. Sua vida é impregnada de literatura. Hoje, Belchior está traduzindo e ilustrando A Divina Comédia, de Dante.
As especulações tolas e fúteis de grande parte da Imprensa, de que Belchior estava montando um golpe publicitário, porque estaria esquecido, para depois surgir dando entrevistas em programas de auditório, denota burrice. Belchior está noutro patamar.
Tímon estava brigado com o mundo, Belchior não, ele quer viver sua alucinação, longe de gente comum, dos frutos da aldeia global de que ele se recusa a participar. Ele segue o conselho de Apemanto a Tímon: “A melhor situação, sem contentamento, é mais desgraçada e miserável do que a mais baixa situação com contentamento”. Os gregos, que sabiam de tudo, já tinham afirmado: “uma vida que não é reexaminada não merece ser vivida”. Belchior está louco de razão, ele está reexaminando a sua. Os broncos não sabem o que é isso. Deixemo-lo em paz.
Theófilo Silva é Presidente Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.

FONTE (imagem incluída): O Globo - Rio de Janeiro,RJ,Brazil
http://oglobo.globo.com/

Radicada no Japão, paulista leva bronze no Mundial júnior de judô, em Paris


24/10/09 - 14h39 - Atualizado em 26/10/09 - 15h31
Radicada no Japão, paulista leva bronze no Mundial júnior de judô, em Paris

Depois do ouro de Sarah Menezes, Mariana Silva sobe ao pódio

GLOBOESPORTE.COM
Paris

Dois dias depois de Sarah Menezes conquistar o inédito bicampeonato (-48kg), o Brasil faturou mais uma medalha no Campeonato Mundial júnior, em Paris. Paulista radicada em Tóquio há cinco anos, Mariana Silva (-63kg) levou o bronze com uma vitória por yuko sobre a ucraniana Tetiana Levytska. Nas semifinais, foi superada pela japonesa Sayuri Yamamoto, por ippon.
Neste domingo (25) o Brasil encerra a participação no Mundial Júnior com Mayra Aguiar (-78kg), Jonas Inocencio (-100kg) e Roberto Silva (+100kg).
Mariana venceu na estreia Renalda Gedutyte, da Lituânia, por ippon. Nas oitavas, passou pela russa Tatiana Kazenyuk com um yuko (duas punições) e, na fase seguinte, conseguiu um ippon em Vlora Bedeti, da Eslovênia.

- É uma medalha importante para a minha carreira. Tenho muito o que melhorar e sei que, se tivesse colocado o meu judô em prática na semifinal, poderia até ter saído daqui com outro resultado - diz Mariana Silva.

Nascida em São Paulo, Mariana mora há cinco anos no Japão. Estuda e treina no principal centro do esporte e ficará por lá até a formatura na faculdade de Educação Física, em 2011. Mariana chegou à seleção brasileira em março, quando venceu a seletiva nacional sub-23, em Salvador (BA). Antes do bronze no Mundial, Mariana foi ouro nos Jogos da Lusofonia, em Portugal.

- Quando subi no pódio, lembrei de muita gente que me ajudou a conquistar esta medalha. Lembrei dos meus pais, amigos e todos que treinam diariamente comigo no Japão - conta.
FONTE (imagem incluída): globoesporte.com

A mercadoria do fetiche


Estilo
A mercadoria do fetiche
Vem aí Dita Von Teese, a stripper americana que é cultuadacomo ícone e frequenta, a convite, os melhores ambientesda Europa e dos Estados Unidos – com e sem roupa

Suzana Villaverde

Para uma mulher que ganha a vida tirando a roupa, é impressionante o sucesso dos figurinos da americana Dita Von Teese. O nome, evidentemente, é artístico. E, dizem os especialistas, o que ela faz também. Pele branquíssima, maquiagem elaborada, voz baixa e roupas copiadas por toda uma tribo de garotas que sonham ser divas ao estilo anos 40, Dita vive na primeira fila de desfiles de moda e em festas de celebridades. Quem não é do ramo demora para entender exatamente o que ela faz. Aos 37 anos, cachê, em média, de 75.000 dólares por quinze minutos de show, Dita é a mais renomada stripper da atualidade. Mas não daquelas que fazem acrobacias em volta do poste e mostram tudo, tudinho. Dita se denomina artista do teatro burlesco, sendo que burlesco, no caso, não tem nada a ver com aquelas encenações tipo commedia dell’arte. É um espetáculo parecido com o vaudeville, que surgiu na Europa e nos Estados Unidos na virada para o século XX, mas concentrado no que interessa a seu público: mulheres belíssimas fazendo cena enquanto se despem. "O burlesco americano surgiu da necessidade de atrair público para os teatros e da avidez dos homens por entretenimento. As dançarinas começaram a ganhar destaque e o strip-tease virou a atração principal", explica o diretor teatral Cláudio Botelho, que em março estreia no Rio de Janeiro o espetáculo Gypsy, sobre a vida de Gypsy Rose Lee, linda e engraçada stripper dos anos 40 e uma das inspiradoras de Dita. "É difícil para as pessoas entender que o strip-tease já foi uma forma respeitada de entretenimento", defende a própria sobre o gênero que a consagrou. "Eu faço a mesma coisa que as strippers, só que em um nível grandioso." Botem grandioso nisso: Dita tem contratos com uma grande empresa de sutiãs, outra de cosméticos e uma terceira do ramo das bebidas, que patrocina sua apresentação nesta semana numa casa noturna de São Paulo. Sim, ela fará a performance dentro da taça gigante de martíni.
Dita é uma falsa morena que conseguiu superar a origem sem glamour, o trabalho num ramo de entretenimento no qual a aspiração máxima costuma ser o estrelato pornô e até um casamento com o horripilante gótico-metaleiro Marilyn Manson. Pouca gente se interessaria por olhar, que dirá pagar para ver, uma loirinha sem graça chamada Heather Renée Sweet, filha de manicure e operário, vestida com o uniforme quase obrigatório no gelado estado de Michigan: jeans, um casaco de náilon bem grosso e zero de maquiagem. Mas ela era tudo, menos comum. Começou trabalhando numa loja de roupas íntimas ("Fui a melhor vendedora de lingerie do mundo") e depois entrou no ramo do erotismo comercial. Inventou o nome, homenagem a uma diva do passado, Dita Parlo, e o sobrenome vagamente alemão, mas que rima com strip-tease e tem uma carga evidentemente fetichista. Em lugar do estilo chicote e roupa de couro, adotou um figurino que evoca a era de ouro de Hollywood e suas vamps destruidoras de corações e reputações. "Eu via as mulheres dos anos 40 no cinema e pensava: nada é de verdade. Percebi que podia fazer igual. Adoro essa beleza artificial, inventada", diz. E insiste: "Sou totalmente fabricada". Em termos concretos, ela admite os cabelos tingidos de preto, o implante nos seios, a pinta tatuada abaixo do olho e os espartilhos que reduzem a cintura de já exíguos 58 para inacreditáveis 40 centímetros.
Além dos atributos evidentes, Dita tem um senso de estilo apurado e, acreditem, ótima cabeça para negócios. A feminilidade hiperestilizada da qual virou ícone é disputada por estrelas tanto do mundo da moda quanto do cinema. A desinibição própria da categoria ajuda um bocado. "Meses atrás fui o presente de aniversário da Sofia e do Roman para o pai deles, Francis Ford Coppola. Fiquei pelada na sala da casa para uma plateia na qual estavam George Lucas, Steven Spielberg, todos os maiores cineastas. Foi meio assustador, mas só recebi elogios", conta. Dita diz que não pensa em mudar para o cinema, mas já teve aulas de interpretação com a mesma pessoa que orientou beldades oscarizadas como Charlize Theron e Halle Berry. Ela própria foi parodiada por Cameron Diaz, no filme As Panteras, justamente pela performance mais famosa, a da taça gigante. "Consegui montar esse espetáculo todo em três meses, um recorde", diz ela, que em média demora de um a três anos planejando cada show – e cuida de tudo sozinha: trilha sonora de época, iluminação (de preferência luz rosa e indireta), cabelo, maquiagem e coreografia. "Todo mundo acha que é só chegar lá e tirar a roupa, mas até a roupa não é qualquer uma, são fantasias que pesam muito", diz Dita, que já passou alguns apuros no palco. Em 2004, seu cabelo pegou fogo durante uma performance com castiçais em Los Angeles. Nada daquilo que os mal-intencionados estão pensando, mas que redundou em quase desastre. "Tive de cortar o cabelo bem curto", anota.
Vamp que é vamp tem de segurar o modelão, e Dita segura. Está sempre de salto alto, com roupas elaboradas e maquiada até na aula de pilates. "A última vez que usei jeans e camiseta foi no Dia das Bruxas do ano passado", brinca. "Peguei emprestados de amigas. Pus peruca loira, um bronzeado falso e fiquei a típica garota americana." Seu estilo é mundialmente copiado por uma tribo de mulheres que sonham ser Dita, desde garotas que fantasiam com o poder de sedução das grandes divas até colegas de profissão. "Ela é sensual, mas tem um glamour que não a deixa vulgar. É assim que uma dançarina burlesca deve ser", diz Karina Raquel de Campos, 36, que desde 2006 se apresenta em São Paulo como Fascinatrix. Perto dos 40 anos, Dita começa a pensar em parar. "Todo ano me pergunto: será que ainda posso fazer isso? Mas sempre que falo em deixar o palco todo mundo é contra." Segue-se um leve suspiro, quase uma deixa para os aplausos.
Fotos Jean Baptiste Lacroix/Wire Image/ Getty Images, Corri/Petrinka/Olycom/Sipa Press, Benaroch/Sipa Press, Mike Ruiz/Contour by Getty Images e Chris Polk/Filmmagic/ Getty Images


FONTE (foto incluída): Abril

Intelectuais criticam criminalização do MST pela mídia


Intelectuais criticam criminalização do MST pela mídia
24 de outubro de 2009 • 05h18 • atualizado às 05h23

Um grupo de 71 intelectuais do Brasil e do Exterior condenou a "criminalização" do Movimento dos trabalhadores Sem Terra (MST) feita pela mídia, em comunicado divulgado nessa sexta-feira, segundo informa a edição deste sábado do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o comunicado, a cobertura da mídia, no episódio da invasão e destruição de pés de laranja de uma fazenda no interior de São Paulo, foi taxativa ao classificar o ato como vandalismo.
Entre os nomes que assinam o documento estão: o crítico literário Antonio Candido, o economista Plínio de Arruda Sampaio, o sociólogo Paulo Arantes, o escritor Luis Fernando Veríssimo e o filósofo Paulo Arantes, o sociológo português Boaventura de Souza Santos e o escritor uruguaio Eduardo Galeano, segundo afirma o jornal.
De acordo com os intelectuais, as redes de TV omitiram a informação de que as terras da Cutrale (dona da fazenda invadida) são públicas e diz que o objetivo da criminalização é barrar a revisão dos índices de produtividade conforme o governo federal teria prometido.
A CPI Mista, que investigará repasses de recursos ao MST, foi criticada no documento, sob o argumento de bloquear a reforma agrária.


FONTE: Terra Brasil

Brasileira leva bronze no Campeonato Mundial júnior de judô

Brasileira leva bronze no Campeonato Mundial júnior de judô
O Brasil conquistou sua terceira medalha no Campeonato Mundial júnior de judô, que está sendo realizado em Paris. Neste domingo, a judoca Mayra Aguiar ficou com o bronze na categoria até 78 kg. Na disputa pela medalha, ela derrotou a ucraniana Ivana Makukha por ippon.
É o terceiro pódio conquistado pela judoca em mundiais da categoria júnior. Em 2006, na República Dominicana, Mayra também foi bronze e, em 2008, na Tailândia, foi prata.
Antes de Mayra Aguiar, o Brasil já tinha conquistado medalhas no Mundial de Paris com Mariana Silva, que ficou com o bronze na categoria até 63 kg, e Sarah Menezes, ouro na categoria até 48 kg.
O Campeonato Mundial júnior de judô serviu de teste para algumas mudanças na regra da modalidade. A principal delas diz respeito aos ataques nas pernas com as mãos, conhecidas no judô como "catadas de pernas". Caso aprovada, esta regra começará a valer em 2010.
Para o coordenador técnico internacional das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô, Luiz Romariz, o resultado comprova a força do estilo do judô brasileiro. "Para o Brasil vai favorecer muito. A nossa escola é uma escola técnica. Agora é retomar o judô tradicional. O Brasil já está na frente de muitos países. Agora é aproveitar e impor o nosso estilo neste cenário", declarou.
Folha Online
25/10/2009 19:36h
Leia mais sobre:Esporte
FONTE: TV Canal 13

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal


Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal
Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica
POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO
Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.

A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”. Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO

“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.

Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folcloreEm 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu. Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro. Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.

O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”. Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.

VIVA VOZ

Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos

FONTE (foto incluída): O Dia Online
http://odia.terra.com.br/
FOTO - CRÉDITO E LEGENDA: A professora Maria Cristina mostra desenhos feitos por alunos após a leitura: mães evangélicas se rebelaram. Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Balé e batuque


Balé e batuque
A Cia Vidança Estreia hoje, no Theatro José de Alencar, o espetáculo Ruas de Sonhos
27 Out 2009 - 01h04min

Estreia nesta terça-feira, às 20 horas, no Theatro José de Alencar, o espetáculo Ruas de Sonhos da Cia. Vidança, que traz no seu corpo de baile cerca de 180 jovens que trarão no palco representações artísticas que vão do balé clássico ao batuque da percussão popular. A Escola de Artes e Ofícios Vidança é uma escola de pesquisa, criação e ensino da dança que, ao longo de 29 anos vem trabalhando os dons artísticos de meninos e meninas da periferia, com idades que variam de 7 a 24 anos, residentes da Barra do Ceará. Todo o espetáculo é cuidadosamente feito por eles que, além de ensaiar diariamente, produzem ainda os figurinos, o cenário e os instrumentos. O espetáculo é dividido em três grandes momentos: Paquita, A Alma Afoita de Maria Amélia e Tambatuque.

Paquita é um balé de repertório que estreou no Teatro Royal de Música, em 1° de abril de 1846. A história, que se passa na Espanha na época em que o país enfrentava a invasão napoleônica, conta a história de Paquita, moça que foi raptada ainda na infância por ciganos que mataram seus pais e a criaram. Conhece Lucien, filho de um general francês que logo se apaixona por ela. O moço, porém, já é comprometido com a filha de um governador espanhol, compromisso feito por razões políticas que não agrada a nenhum dos dois envolvidos e nem muito menos ao pai da moça, que não deseja ver sua filha casada com um francês. Paquita, porém não aceita as investidas de Lucien por ser de um nível social inferior ao do rapaz. Na história ainda aparece Inigo, um cigano apaixonado por Paquita que, não contente de ver a amada suspirando por outro homem, trama com o governador para matar Lucien. Paquita, ciente da cilada que estão armando para o amado, alerta-o. O clímax acontece quando os apaixonados descobrem que Paquita é nobre, prima de Lucien e os dois enfim podem se casar.

A segunda parte do espetáculo será reservada para a dança contemporânea. A Alma Afoita de Maria Amélia foi montado em 2008, pelas coreógrafas Anália Timbó e Maria Paula Costa Rego (PE). O trabalho chama para uma reflexão profunda sobre desejo e dança, paixão e obstinação. Foi Maria Amélia quem trouxe a dança moderna para Fortaleza na década de 50.

O grupo de Percussão Tambatuque do Vidança é quem faz as honras no terceiro ato e entram no palco tamborilando as matrizes da cultura brasileira, trazendo um resultado de dedicação e arte. O grupo, formado em 2001, também fabrica os próprios instrumentos. Em uma breve entrevista por telefone, Anália Timbó, no meio do corre-corre, entre uma ordem e outra ``Traz o saco de fuxico para cá, leva o saco de fuxico para lá``, nos falou um pouco sobre a expectativa do grupo para este espetáculo. ``Na verdade é o sonho, é o desejo de ver tudo isso concretizado. Trabalhamos muito durante o ano todo, desde a montagem, os ensaios, a costura, enfim é poder ver o que foi feito ao longo do ano no palco, em cena``, adianta a coreógrafa. Ela conta ainda que a escolha de Paquita foi feita pelo próprio grupo que, constituído basicamente de meninas, cerca de 70%, viram na personagem uma semelhança com a realidade. ``Elas escolheram o tema e se identificaram, o abandono, as dificuldades. Paquita sofre, mas nunca para de dançar e no final de tudo ainda encontra seu príncipe encantado e vivem felizes para sempre``.

SERVIÇO

Ruas de Sonhos - Estreia do novo espetáculo da Cia Vidança. Hoje (27) e amanhã (28), 5 e 6/11 com a participação do 1°bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Francisco Timbó.

Horário: dia 27 e 05 às 20 horas; às 18h e 20h. Local: Theatro José de Alencar Preço: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).

FONTE (foto incluída): O Povo

Terça-feira, Outubro 20, 2009

As oferendas líricas de Tagore


As oferendas líricas de Tagore
Postado em 16 de outubro de 2009 por Vasco

Minhas dívidas são grandes, minhas falhas são enormes e a minha vergonha é secreta e pesada. Todavia, quando venho pedir um benefício, tremo de medo de que a minha súplica seja atendida.
Rabindranath Tagore
[Tagore, Rabindranath. Gitanjali (oferenda lírica). Tradução de Ivo Storniolo. 2ª. ed. São Paulo: Paulus, 1991, poema 28.]
Na semana passada postei neste blog um texto sobre Rabindranath Tagore. Na ocasião citei alguns comentários do poeta a respeito de Cristo. Hoje, conforme prometido naquela ocasião, volto a Tagore para comentar o livro que é considerado por muitos críticos e estudiosos sua obra-prima, e que o tornaria conhecido no Ocidente ao ser traduzido, pelo próprio autor, para o inglês. Refiro-me a Gitanjali (pronuncia-se guitánjali), cujo título foi traduzido como “Oferenda lírica”.
Gitanjali é, todo ele, um grandioso canto de amor a Deus. Nele, Tagore revela toda a força da sua mística e da sua incansável busca de Deus. Este Deus que é tanto mais ansiado e procurado quanto mais se esconde. Por isso, Tagore o denomina Senhor do silêncio. Eis aí a pedra de toque do poema tagoriano. Em Tagore, Deus é uma figura paradoxal, porque, simultaneamente, se revela e se esconde. É algo assim como se Ele aparecesse sempre na semiobscuridade, num lusco-fusco em que só se dá a conhecer parcialmente. No poema 19, reclama Tagore, como num lamento:
“Se não falas, vou encher o meu coração com o teu silêncio, esperando, como a noite em sua vigília estrelada, com a cabeça pacientemente As oferendas líricas de Tagore
Postado em 16 de outubro de 2009 por Vasco
Minhas dívidas são grandes, minhas falhas são enormes e a minha vergonha é secreta e pesada. Todavia, quando venho pedir um benefício, tremo de medo de que a minha súplica seja atendida.
Rabindranath Tagore
[Tagore, Rabindranath. Gitanjali (oferenda lírica). Tradução de Ivo Storniolo. 2ª. ed. São Paulo: Paulus, 1991, poema 28.]

Na semana passada postei neste blog um texto sobre Rabindranath Tagore. Na ocasião citei alguns comentários do poeta a respeito de Cristo. Hoje, conforme prometido naquela ocasião, volto a Tagore para comentar o livro que é considerado por muitos críticos e estudiosos sua obra-prima, e que o tornaria conhecido no Ocidente ao ser traduzido, pelo próprio autor, para o inglês. Refiro-me a Gitanjali (pronuncia-se guitánjali), cujo título foi traduzido como “Oferenda lírica”.

Gitanjali é, todo ele, um grandioso canto de amor a Deus. Nele, Tagore revela toda a força da sua mística e da sua incansável busca de Deus. Este Deus que é tanto mais ansiado e procurado quanto mais se esconde. Por isso, Tagore o denomina Senhor do silêncio. Eis aí a pedra de toque do poema tagoriano. Em Tagore, Deus é uma figura paradoxal, porque, simultaneamente, se revela e se esconde. É algo assim como se Ele aparecesse sempre na semiobscuridade, num lusco-fusco em que só se dá a conhecer parcialmente. No poema 19, reclama Tagore, como num lamento:

“Se não falas, vou encher o meu coração com o teu silêncio, esperando, como a noite em sua vigília estrelada, com a cabeça pacientemente

inclinada”. E, no poema 39, suplica: “Quando o trabalho tumultuoso espalhar por toda parte o seu ruído, isolando-me do além, vem a mim, Senhor do silêncio, com a tua paz e serenidade”.

Para quem conhece a poesia de São João da Cruz, é impossível passar despercebida a semelhança entre os versos do místico espanhol no Cântico Espiritual e aqueles do poeta bengalense expressos no poema 41. Indaga Tagore no início do poema:

“Onde estás, meu amor? Por que te escondes na sombra, por trás de todos? Eles te empurram e passam por ti na estrada poeirenta, pensando que não és ninguém. E eu fico aqui, esperando por horas intermináveis, com as minhas oferendas para ti; os passantes chegam, tomam as minhas flores uma por uma, e a minha cesta já está quase vazia”.

O Doutor Místico, por sua vez, exclama, em tom indagativo: “1. Onde é que te escondeste,/ Amado, e me deixaste com gemido?/ Como o cervo fugiste,/ Havendo-me ferido;/ Saí, por ti clamando, e eras já ido./ 2. Pastores que subirdes/ Além, pelas malhadas, ao Outeiro,/ Se, porventura, virdes/ Aquele a quem mais quero,/ Dizei-lhe que adoeço, peno e morro./ 3. Buscando meus amores,/ Irei por estes montes e ribeiras;/ Não colherei as flores,/ Nem temerei as feras,/ E passarei os fortes e fronteiras” (São João da Cruz. Cântico Espiritual. Em: Obras Completas. Petrópolis, RJ: Vozes, 1984, p. 30).

A propósito do Gitanjali, escreveu Ivo Storniolo no prólogo para a tradução da editora Paulus: “Poderíamos ler este livro em apenas uma hora. Nós o consumiríamos, mas talvez não iríamos perceber o que ele tem a nos dizer, nem a escola de vida que nele se esconde: redescoberta da natureza, percepção do tempo, mistério das relações, demitização das ilusões, anseio pelo absoluto, alegria de descobrir-se amado por tudo e, por trás de tudo, amado por Deus.
“Gitanjali”, conclui Storniolo, “não é um romance, mas livro de vida. É para ser lido pouco a pouco, conferindo a cada momento a percepção poética e mística do autor com a experiência que temos da nossa vida. Ele começa comparando-se com um instrumento nas mãos de Deus (Gitanjali, 1). Ao terminar, ele exclama: “Ó meu Deus, permite que todos os meus sentidos se dilatem, e eu farei este mundo roçar os teus pés, numa derradeira saudação a ti” (Gitanjali, 103). Oxalá cada um de nós possa dizer o mesmo, não mais com as palavras de Tagore, mas com a própria vida” (p. VIII/IX).

Para concluir, quero fazer aqui uma revelação. Enquanto transcrevia os trechos em que comparo Tagore e São João da Cruz, por duas vezes tive que interromper o texto. A primeira, para pegar lenço de papel; a segunda, para lavar o rosto. Em ambas as ocasiões, os meus olhos ficaram tão marejados, que não conseguia distinguir as letras do teclado. É assim que me acontece algumas vezes em que volto aos escritos destes dois grandes expoentes da mística. Embriagados pela busca do Divino, eles cantam. Quanto a mim, um reles e insignificante mortal, silencio e choro à leitura de seus extasiantes versos.



FONTE: de Vasco

Grass comemora aniversário com tambor e leitura na Feira de Frankfurt


Grass comemora aniversário com tambor e leitura na Feira de Frankfurt
De Agencia EFE – há 3 dias
Frankfurt (Alemanha), 16 out (EFE).- O Prêmio Nobel de Literatura Günter Grass comemorou nesta sexta-feira seu aniversário na Feira do Livro de Frankfurt e lembrou os 50 anos de seu romance mais famoso, "O tambor", em um espetáculo com direito a presença do percussionista Günter Baby Sommer.
Grass leu fragmentos da obra