quinta-feira, maio 28, 2009

Stan Lee: o mestre dos quadrinhos



NOTÍCIAS - ESPECIAIS

Stan Lee: o mestre dos quadrinhos
Stan Lee fala ao Guia da Semana sobre Homem de Ferro, X-Men e suas outras criações
Por Fábio M. Barreto
Los Angeles

Há algumas décadas, falar com Stan Lee se limitaria a passar por uma aula sobre o mundo dos quadrinhos, as origens dos super-heróis e os grandes momentos dessa indústria. Porém, com a evolução do assunto em Hollywood e os seguidos sucessos de bilheteria, envolvendo algumas de suas criações (X-Men, Homem de Ferro, Hulk, entre outros), ele ganhou nova importância, ao poder avaliar e explicar muito do que seus "filhos" aprontam pelos cinemas, além, é claro, de suas próprias participações especiais na maioria das adaptações de seus personagens para as telonas.

Aproveitando o recente lançamento do DVD de Homem de Ferro (Paramount), Stan Lee recebeu o Guia da Semana para uma grande entrevista, envolvendo os melhores momentos de sua carreira. Confira a primeira parte desse bate-papo!

Homem de Ferro 2 ainda nem possui roteiro e já ganhou os noticiários por conta da entrada de Don Cheadle no elenco. Gostou da mudança?

Stan Lee: Terrance Howard fez um bom trabalho, mas tenho certeza de que alguém com a experiência e talento de Don Cheadle vai honrar, e muito, o filme e o personagem. Jon (Favreau) não vai deixar nada de ruim acontecer ao Homem de Ferro nesse aspecto. Então, podemos ficar tranqüilos.

O que você acha dos temas sombrios usados nas histórias de super-heróis?

Stan Lee: Certamente ninguém pode falar que temas sombrios são ruins, se você levar em consideração o sucesso do filme do Batman. É mais um caso de quando algo é bem feito. Aquilo foi feito de maneira magnífica, então não é o caso de "isso é bom" ou "isso é ruim", é o caso de "isso é bem feito". Um outro exemplo de um tema sombrio que foi bem feito: Sin City. Se você pega um tema sombrio e o trata de uma forma ruim, ou piegas, será uma bomba. E muitas vezes, acontece algo como, por exemplo, produzir um filme de faroeste que não tem sucesso e todos dizerem "ninguém quer ver faroeste". Mas daí é lançado algo como Os Imperdoáveis e todos falam "Todos adoram faroeste". Fez sucesso porque foi bem feito, e é a mesma coisa com temas sombrios.

Como você acha que conseguiu obter sucesso ao contar novas histórias para personagens famosos, sem copiar o que já foi feito, e mantendo-se fiel a eles?

Stan Lee: Eu acho que se eu der muitas informações, nossos concorrentes podem saber demais (risos). Não há segredo, eu nem sei qual seria a resposta para sua pergunta. Você apenas faz o seu melhor. Há um personagem, você o conhece, então surge uma história, ela funciona e então você aproveita a boa combinação. Aí, é preciso fazer outra (história), porque é uma série. Então, aqui está o problema: fazer uma história diferente da primeira, para as pessoas não pensarem que estão lendo sempre a mesma coisa. Mas tudo tem que se manter ligado à primeira fase. Os personagens precisam estar do mesmo jeito, o roteiro tem que ter o mesmo estilo, porque se a primeira fez sucesso, é porque é desse tipo de material que o público gosta. Então você precisa saber balancear. É difícil. Não acho que exista uma fórmula. É como nos velhos tempos, quando eu escrevia Homem-Aranha, X-Men, Hulk e Quarteto Fantástico, tinha que fazer uma nova história por mês. O problema era como criar algo novo, mas ao mesmo tempo igual ao que já havia sido lançado. É algo que você vai aprendendo com o tempo, e se tem sorte, consegue criar uma boa história. Se não tem, você bate com a cabeça na parede e nada surge.

Há muito tempo não são criados super-heróis tradicionais, com uniforme e tudo, nem na Marvel, nem na DC. Talvez o último que surgiu e fez sucesso foi o Spawn. Você saberia responder o motivo de não surgirem mais novos super-heróis nos quadrinhos como antigamente?

Stan Lee: De certa forma, Hellboy foi um novo (herói). Ele não usa um uniforme... mas ele é novo. O que acontece é que, quando falamos de cinema, se o estúdio vai investir US$ 50 ou US$ 100 milhões em um filme, eles preferem pegar algo que vai dar retorno, que já seja popular nos quadrinhos. Então, eles sabem que vão ter público. Eu não acompanho mais os quadrinhos, estou muito ocupado com a minha empresa, mas às vezes eu vejo só as capas de algumas revistas e acho que existem vários novos personagens. Existem diversos escritores, que estão sempre tentando criar algo novo, que serão o novo Batman, o novo Homem-Aranha, ou o que seja. Eles estão aparecendo, você precisa que esperar para que o público se canse dos X-Men, do Homem-Aranha, do Batman e do Super-Homem, para começar a ver coisas novas.

Você foi um dos pioneiros em criar universos divididos. Personagens aparecendo em revistas de outros personagens e agora isso está acontecendo nos filmes. Era algo que você pensava e que poderia acontecer, ou você acreditava que cada personagem viveria no seu próprio universo?

Stan Lee: É uma coisa muito natural isso acontecer. Se você tem super-heróis, personagens, que vivem no mesmo mundo, não seria divertido colocar eles na mesma aventura? O público adora isso. O problema é que em termos de Marvel, os personagens estavam espalhados por vários estúdios. Homem-Aranha está na Sony, Homem de Ferro na Paramount... A partir do momento que um estúdio só controla mais de um personagem, por que não fazer? Nos quadrinhos, isso aconteceu por acaso. Eu escrevia cada revista separadamente, aí eu percebi que todos vivem em Nova Iorque, então eles deveriam se encontrar. Foi algo muito natural.

Durante anos, adaptações de quadrinhos da Marvel sofreram pra chegar até as telas, nem sempre com o resultado final satisfatório. O que aconteceu naquela época? Com a chegada dos Estúdios Marvel, o que muda nas adaptações?

Stan Lee: Eu acho que dinheiro é a resposta. No passado, o primeiro filme que deve ter sido feito foi Capitão América, com orçamento muito baixo. Deve ter custado uns 98 centavos (risos). O diretor era competente, mas nunca tinha feito um filme grande. Eles tiveram que contratar quem estava disponível. E filmar em um espaço curto de tempo, para não gastarem muito dinheiro. Mas talvez o maior problema é que a pessoa estava fazendo o filme também não era um grande fã dos quadrinhos. Alguns anos depois, vem o Homem-aranha. E o Sam Raimi é fã de quadrinhos, grande fã do Homem-Aranha e um excelente diretor. Ele queria fazer o filme há anos e teve a sua chance, recebendo um orçamento enorme, os melhores atores, uma ótima equipe e, por causa disso, conseguiu se manter fiel aos quadrinhos. Com o tempo, os estúdios viram que se gastassem, conseguiriam ter sucesso com os filmes da Marvel. Outro exemplo é X-Men, dirigido pelo Bryan Singer. Ele não era um grande fã dos quadrinhos, mas respeitava a história. Passou meses e meses conversando comigo e com mais algumas pessoas, leu praticamente todas as edições dos X-Men publicadas e realmente compreendeu a história. E claro, o filme foi um grande sucesso.

Antigamente, todos os personagens que você criou foram para editoras. Então, elas são donas deles. Mesmo assim, você sente orgulho ao ver os filmes e ver sua criação na tela?

Stan Lee: Com os filmes antigos, como Capitão América, eu sinto um pouco de vergonha. Mas eu vejo os filmes atuais e fico extasiado. Por exemplo, o filme do Homem de Ferro me orgulha muito, porque ninguém esperava que fosse fazer tanto sucesso como fez. Todos diziam que o Homem de Ferro não era um dos grandes heróis da Marvel, mas sempre acreditei que ele fosse. Uma coisa interessante sobre o Homem de Ferro: quando lançamos a revista, recebemos muitas cartas de mulheres, mais que qualquer outro personagem daquela época. Eu ficava confuso com aquilo, mas não era um mistério tão grande. Ele (Tony Stark) é bonito, glamoroso, rico e machão. Mas também tem um coração fraco, que precisa de cuidados (risos). Era o apelo perfeito para as mulheres, mas nasceu meio que sem querer, pois não pensei nisso quando escrevi. Funcionou muito bem, de qualquer modo.

Leia as matérias anteriores do nosso correspondente:
Roland Emmerich: diretor, produtor e roteirista
Mark Wahlberg: múltiplos talentos
John Moore: desbocado e comprometido com o entretenimento.


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Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

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FONTE (fotos incluídas): Guia da Semana - São Paulo,SP,Brazil

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terça-feira, maio 26, 2009

POR AMOR - Maria de Fatima Delfina de Moraes


POR AMOR
Maria de Fatima Delfina de Moraes

Entreguei o meu corpo, a alma, o espírito, o encanto.
O meu coração frágil, entreguei em tuas mãos.
Eu quero viver a magia na passagem que faço nesta vida de lutas.

Quero escrever em minha história, um momento de paixão.

Eu quero a paixão louca que no auge do desejo,
tua sôfrega boca me consuma no beijo.

Eu te quero assim como és: tímido por fora,
insano amante no momento do encanto,
no encontro de almas apaixonadas.

Eu quero o teu amor insensato
fervilhando o meu sangue,
inflamando minhas veias,
desatinando-me inteira.

Por amor, tento suportar teus ciúmes,
fantasmas que te perseguem
e que em verdade não existem.

Por amor, farei de ti minha história, marcando-a com amor e glória.
E se eu morrer, que seja de paixão, que seja por amor.

copyright 2009
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São Paulo domina judô no masculino e feminino


São Paulo domina judô no masculino e feminino

Redação
redacao@odiariomaringa.com.br

São Paulo levou o título do judô nos Jabs no masculino e no feminino.A equipe feminina do Paraná subiu cinco vezes ao pódio, com duas medalhas de prata e três de bronze, enquanto o masculino esteve por três vezes no lugar de premiação, com uma prata e duas de bronze. As medalhas de prata do Paraná foram conquistadas pelos judocas Daniele Iwashita, no meio-leve (-62 kg) e Alessandra Carvalho, no meio-médio (-63 kg).

As três medalhas de bronze com Érica Maymi Tanaka, no ligeiro (-48 kg), Camila Helena Murakami, leve (57 kg) e no sênior por equipe. No masculino, Denis Nagahama obteve a medalha de prata no ligeiro (-55 kg), enquanto Edegar Akio Kimura, no leve (-73 kg) e a equipe sênior ficou com a medalha de ouro.

FONTE: O Diário do Norte do Paraná (Assinatura) - Maringá,PR,Brazil
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FOTO: Clínica de Judô com Camila Murakami

First woman professor of poetry at Oxford resigns


First woman professor of poetry at Oxford resigns

TEMPEST IN A TEAPOT?: Ruth Padel tipped off two reporters about stories on rival Derek Walcott, sparking an uproar. Allegations of sexism follow her resignation THE GUARDIAN, LONDON Wednesday, May 27, 2009, Page 6

Ruth Padel, the first woman elected as Oxford’s professor of poetry, has resigned following claims she tipped off journalists about allegations that her chief rival for the post, Derek Walcott, had sexually harassed students.
Padel won the vote 10 days ago, but in a statement on Monday night she said: “I genuinely believe that I did nothing intentional that led to Derek Walcott’s withdrawal from the election.”

“I wish he had not pulled out. I did not engage in a smear campaign against him, but, as a result of student concern, I naively — and, with hindsight, unwisely — passed on to two journalists, whom I believed to be covering the whole election responsibly, information that was already in the public domain,” Patel said.

She said she had acted in “good faith” and would have been “happy to lose to Derek, but I can see that people might interpret my actions otherwise. I wish to do what is best for the university and I understand that opinion there is divided. I therefore resign from the chair of poetry.”

The reaction from the literary world was one of sadness. “I think she would have worked very hard in that job, and she had excellent plans,” novelist Rose Tremain said. “In the year that Carol Ann Duffy became the [British] poet laureate, it would have been fantastic to have had the duo. It is a tragedy. But there is a moral question here — and I think it is unanswerable,” Tremain said.

“It’s a pity she has been backed into a corner. What she has done is so much more trivial than her contribution to poetry. This feels malicious and nasty. We ought to be able to look beyond the woman to the poetry,” novelist Jeanette Winterson said.

“This is a way of reducing women; it wouldn’t have happened to a man. But then Oxford is a sexist little dump,” Winterson said.

The poet Jackie Kay said: “This was the first time that we had a woman as Oxford professor of poetry — and she has had to resign over two e-mails. The old boys have closed in on her. It would not have happened to a man, and I am very sad.”

Writer Amit Chaudhuri, one of the supporters of the campaign for Arvind Krishna Mehrotra, the remaining serious contender for the poetry post, said: “I feel bad for Ruth; and I also feel the professorship has been run dry in the worst possible way. One is left with no enthusiasm about the whole thing.

“Though I have had no opportunity to speak about this to my candidate, I am not sure whether he would want to try again, but we will see,” Chaudhuri said. “When something gets involved in a publicity machine there is no saying where it will stop. It was Padel who instigated the publicity machine and it has gone completely out of control. It is very sad,” he said.

The so-called smear campaign saw up to 100 Oxford academics sent photocopied pages from a book detailing a sexual harassment claim made against Walcott by a student at Harvard University in 1982. Widely felt to be the favored candidate of the Oxford English faculty, the Nobel laureate resigned from the race on 12 May.

Commenting on Padel’s decision not to take up the post, Oxford University said: “We respect the decision that Ruth Padel has taken. This has been a difficult chapter for all concerned and a period of reflection may now be in order.”

It is understood the university will hold a fresh election — but probably not in time for a professor to be in post by October, when Christopher Ricks, the incumbent, officially steps down. This story has been viewed 134 times.

FONTE: Taipei Times - Taipei,Taiwan

Documentário e debate introduzem com brilho ao universo de Beauvoir


Documentário e debate introduzem com brilho ao universo de Beauvoir
25/05/2009 - 14:23 - Michel Fernandes, especial para o Último Segundo

SÃO PAULO – Quando ouvimos falar sobre a corrente filosófica do existencialismo, o primeiro nome que nos vem à mente é Jean-Paul Sartre. O projeto "Caminhos da Liberdade" traz à tona a figura da anima da história: Simone de Beauvoir, em documentário, palestra e debate – todas as quartas, 20h, no Teatro Sesc Anchieta – que nos introduz no apaixonante ideário dessa magnífica pensadora francesa.

O documentário "Uma Mulher Atual" ("Une Femme Actuelle", 2007), do francês Dominique Gross, exibido pela primeira vez no Brasil, abre o projeto, protagonizado pelo monólogo "Viver Sem Tempos Mortos", com Fernanda Montenegro, que, segundo a própria atriz, “tem um caráter social, cultural e educacional”. E o documentário sobre a pensadora francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) exerce primorosamente todos os objetivos propostos por Fernanda para a composição do projeto.
A idéia de base "de Caminhos da Liberdade" é demonstrar ao público que for assistir a "Viver Sem Tempos Mortos" um pouco do processo de que se valeram os artistas para compor o universo das idéias arrojadas e transformadoras da realidade da personagem-epicentro da trama, Simone de Beauvoir, interpretada por Fernanda. Além do documentário que verticaliza nosso conhecimento sobre quem era, o que pensava e o que representou o pensamento dessa mulher apaixonante, uma série de outras fontes de pesquisa estão expostas no saguão do teatro: romances como "Os Mandarins", ensaios como "A Velhice", livros de e sobre Jean-Paul Sartre, além de vídeos, fotografias e cartas, que dão uma “breve noção do material estudado para tecer o monólogo”, segundo conta Felipe Hirsch, diretor da peça.
Se você sai incólume da exibição do documentário, o que acho pouco provável, é na palestra com o professor Jorge Coli ou no posterior debate com ele, ao lado de Felipe Hirsch e Fernanda Montenegro, que a paixão inebriante pelas idéias de Simone de Beauvoir se instalam por todos os poros e nos fazem refletir e refletir sobre a ordem do universo.
Um dos pontos que mais marcam e impulsionam à reflexão é a idéia libertária como ela encarou e viveu seus relacionamentos amorosos. A esse respeito cabe a citação de uma de suas frases, que sintetiza suas idéias sobre a liberdade: “Querer-se livre é também querer livre os outros”.
Serviço - "Viver Sem Tempos Mortos"Teatro Sesc Anchieta / Sesc ConsolaçãoRua Dr. Vila Nova, 245, São PauloDe 23 de maio a 28 de junho de 2009.

Quintas e sextas-feiras, 21h; sábados, 20h; domingos, 18h.

Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (usuário matriculado, maiores de 60 anos, estudantes, professores da rede pública); R$ 7 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculados e dependentes) / Ingressos sgotados

Informações: (11) 3234-3000
Documentário "Une Femme Actuale"
De 20 de maio a 24 de junho
Todas as quartas-feiras, a partir das 20h
Duração: 52 minutos
Entrada franca

FONTE: Harvard Business Review - Brazil
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segunda-feira, maio 25, 2009

Telma Monteiro lidera armada portuguesa


Telma Monteiro lidera armada portuguesa
PARA A TAÇA DO MUNDO EM ALMADE (6 E 7 DE JUNHO)


A selecção portuguesa, composta por 16 judocas, parte para a Taça do Mundo feminina, a realizar em Almada, com o objectivo de conquistar um ou dois lugares no pódio e mais uma ou duas posições entre as finalistas. O objectivo para a competição, que se realiza a 6 e 7 de Junho no Complexo Municipal de Desportos - Cidade de Almada, foi assumido por Luís Monteiro, Director Técnico Nacional (DTN).
Na apresentação da competição, Luís Monteiro reconheceu que "o novo sistema competitivo é mais penalizador, uma vez que deixou de existir a dupla repescagem", o que faz com que os resultados possam ser "muito bons ou muito maus". Segundo o DTN, a categoria mais forte será a de -57 Kg, na qual compete Telma Monteiro, tricampeã europeia e vice-campeã mundial.
O presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), António Aleixo, manifestou-se satisfeito com a realização da competição em Portugal, mas lembrou que a organização da mesma suscitou algumas dúvidas. "Estávamos decididos em não fazer a Taça do Mundo, mas a União Europeia de Judo (UEJ) fez uma espécie de xeque-mate. Se não houvesse prova este ano não garantiam a realização de outras provas de qualificação olímpica", explicou.
António Aleixo espera um grande apoio às judocas portuguesas, "que estão a jogar em casa", e muita afluência ao Complexo Cidade de Almada, até porque as entradas são gratuitas.
Telma Monteiro, a mais cotada judoca portuguesa e líder do "ranking" mundial da sua categoria, quer vencer em casa, uma vez que reside em Almada. "Pretendo uma medalha, no mínimo, e se possível a de ouro". A judoca do Benfica garante sentir-se "muito bem" e lembra que depois de ter vencido o Europeu, há cerca de 1 mês, todas as competições em que participa "são de preparação para o Mundial".
No fim-de-semana de 30 e 31 de Maio, Telma Monteiro vai participar em Moscovo no segundo Grand Slam do ano. A prova, incluída no calendário da UEJ e da Federação internacional da modalidade, possibilita a pontuação das atletas para o "ranking" mundial, através do qual serão apuradas as 16 melhores atletas que irão participar no Masters.
A Taça do Mundo Feminina, que se realiza pela terceira vez em Portugal, vai juntar 115 atletas, entre as quais algumas campeãs mundiais e olímpicas, oriundas de 16 países.
Constituição da selecção portuguesa:

-48 Kg: Leandra Freitas
-52 Kg: Ana Sousa, Joana Ramos e Mariana Gonçalves
-57 Kg: Ana Jorge, Joana Cesário, Marta Cachola e Telma Monteiro
-63 Kg: Andreia Cavalleri, Ana Cachola, Filipa Almeida e Sandra Borges
-70 kg: Ana Azevedo e Verónica Raposo
-78 Kg: Yahima Ramirez
+78 Kg: Joana Costa
Data: Segunda-Feira, 25 Maio de 2009 - 20:53

Judô: Atletas Sogipa embarcam nesta quarta para disputa do Grand Slam de Moscou


Outros
Judô: Atletas Sogipa embarcam nesta quarta para disputa do Grand Slam de Moscou

25/05/2009 - 18:01:15 - por PC & AI Sogipa - Final Sports
A Seleção Brasileira de judô, que disputará o Grand Slam de Moscou, terá na sua delegação cinco atletas da equipe Oi/Sogipa. João Derly (-66kg), Felipe Braga (-73kg), Guilherme Luna (-81kg), Eduardo Santos (-90kg) e Taciana Rezende de Lima (-48kg) embarcarão para a capital da Rússia nesta quarta-feira, dia 25.

O clube gaúcho tem o maior número de judocas na equipe que defenderá o Brasil na competição internacional, que será realizada no próximo sábado, 30.

FONTE: Final Sports - Porto Alegre,Brazil

Viagem - Maria de Fatima Delfina de Moraes


Viagem
Maria de Fatima Delfina de Moraes

Entrega-me teu corpo por inteiro,
de coração e alma verdadeiros,
e viva este amor como um presente.

Esqueça-se em meu colo mansamente...

Confessa-me desejos, fantasias,
para viajarmos juntos no delírio,
adormecer os corpos de alegria.

Que fiquem os cabelos em desalinho...
Percamo-nos do mundo num abraço.

E na entrega, nossos corpos, corpo e alma,
somente um beijo doce nos acalma.

E ao término do delírio entre nós,
desfrutem nossos corpos deste cansaço,
fruto do amor suado e partilhado,
momento por nós vivido intensamente...

E numa conversa calma entre nós,
confessa-me também o que oprime,
o que desgasta.

Não vivamos dos corpos simplesmente,
paixão, volúpia, êxtase, tão somente.

Sejamos mais que amantes, companheiros,
além de bons amigos, confidentes.

copyright 2009
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FOTO: Lovers 3
By: Darren Henry View Full Portfolio (94 images)Tags: 3 canon 18-55mm f35-56 canon 350d rebel xt kitchener lovers

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Judoca é prata no Brasileiro e garante vaga no Sul-Americano


Judoca é prata no Brasileiro e garante vaga no Sul-Americano
Lilian Lopes conquistou vaga para disputar o torneio no Uruguai. Por equipes, homens levaram prata.
A judoca Lilian Lopes foi a única a conquistar medalha individual no Campeonato Brasileiro Sub-13, disputado em Vitória/ES no último fim de semana. O resultado lhe garantiu ainda a vaga no Sul-Americano da categoria, que acontecerá no Uruguai. No torneio masculino por equipes, compondo time com Amapá e Maranhão, os piauienses ficaram com a medalha de prata.

Liliaan venceu judocas de Rio de Janeiro, Amazonas e São Paulo, todas por Ippon, e perdeu a decisão para a atleta do Paraná. O técnico Abdias Queiroz Filho disse que ficou surpreso ao descobrir que a campeã Thais Teles Kondo é filha de piauienses. "Os pais dela ainda querem ajudar a Lilian na viagem para o Uruguai. Isso é que é judô", comemora o técnico - apesar de estarem na seleção brasileira, nessa faixa etária, a Confederação não banca as despesas.

Ainda no individual, Victor Hugo (até 52kg) terminou em quinto, enquanto Lucas Araújo (até 31kg) e Helena Costa (até 42kg) acabaram em sétimo lugar. Pedro Afonso (até 34kg) e Willian Araújo (até 38kg) não obtiveram classificação.

No torneio por equipes, os piauienses só foram derrotados na final por São Paulo. Antes, superaram Mato Grosso do Sul, Goiás, e Rio de Janeiro, sempre em disputas apertadas por 3 lutas a 2.

Fábio Lima

FONTE: Cidadeverde.com - Teresina,PI,Brazil
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Judo provides lessons for Japan-Russia diplomacy


Judo provides lessons for Japan-Russia diplomacy

Alongside the Gakushi Kaikan building in Tokyo's Kanda district, where the University of Tokyo's predecessor Kaisei Gakko once stood, is a monument to "the birthplace of the University of Tokyo." At the beginning of the Meiji period, students there keenly participated in western sports including cricket, boating events and baseball, and another monument states that the area is "the birthplace of Japanese baseball."
But one student focused on a completely different discipline. Jigoro Kano, the founder of modern judo, was a keen adherent of Tenjin Shinyoryu, a traditional school of jujutsu. He trained hard and learned the techniques of the martial art, but was no match for the giant Kanekichi Fukushima, who served as acting instructor.
One day Kano bowed deeply to Fukushima and challenged him to a bout. Fukushima laughed and accepted. They began the face-off standing 2 meters apart. Fukushima advanced toward his opponent, taking one step, and then another. The moment he grabbed Kano's collar, Kano, who had been waiting, clamped onto his opponent's hand with an underhand grip, bent his knees, and then gave Fukushima a thrust with his free hand. Fukushima tumbled to the ground head over heels. Shocked at his loss, he was unable to rise to his feet.
The encounter appears as an anecdote in Russian Prime Minister Vladimir Putin's book "Let's Learn Judo with Vladimir Putin", recounted in "Putin to Judo no Kokoro" (Putin and the Heart of Judo, edited by Yasuhiro Yamashita et al. and published by Asahi Shimbun Publications Inc.). It mentions the importance of breaking an opponent's balance as the first part of a throw, and comments, "Today, even people who have just started judo know this, but at the time this was a great discovery."
In a recent Japan-Russia summit, the Northern Territories issue that has been a point of dispute between Japan and Russia was brought to the table. After the talks, Putin, who visited Yamashita's judo-training organization, remarked, "There's a proverb saying that it's easy to love the whole world but it's hard to love your neighbor."
Can we expect progress on the Northern Territories issue? Putin says that he has learned all important things from judo, and in diplomacy he is probably scrupulous when it comes to "first breaking an opponent's balance." Japan, the originator of judo, needs to face Russia steadily so that it is not thrown. ("Yoroku," a front-page column in the Mainichi Shimbun)
Click here for the original Japanese story
(Mainichi Japan) May 25, 2009

FONTE: Mainichi Daily News - Japan
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FOTO in http://ejmas.com/
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Selecção judo à procura de medalhas


Outras Modalidades
Selecção judo à procura de medalhas
Publicado: 2009-05-25 15:48:56 Actualizado: 2009-05-25 15:48:56
Por: Miguel Henriques

A selecção portuguesa, composta por 16 judocas, parte para a Taça do Mundo feminina, a realizar em Almada, com o objectivo de conquistar um ou dois lugares no pódio e mais uma ou duas posições entre as finalistas.
O objectivo para a competição, que se realiza a 06 e 07 de Junho no Complexo Municipal de Desportos - Cidade de Almada, foi assumido hoje por Luís Monteiro, Director Técnico Nacional (DTN).
Na apresentação da competição, Luís Monteiro reconheceu que "o novo sistema competitivo é mais penalizador, uma vez que deixou de existir a dupla repescagem", o que faz com que os resultados possam ser "muito bons ou muito maus".

Segundo o DTN, a categoria mais forte será a de -57 Kg, na qual compete Telma Monteiro, tricampeã europeia e vice-campeã mundial.

O presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), António Aleixo, manifestou-se satisfeito com a realização da competição em Portugal, mas lembrou que a organização da mesma suscitou algumas dúvidas.

"Estávamos decididos em não fazer a Taça do Mundo, mas a União Europeia de Judo (UEJ) fez uma espécie de xeque-mate. Se não houvesse prova este ano não garantiam a realização de outras provas de qualificação olímpica", explicou.

António Aleixo espera um grande apoio às judocas portuguesas, "que estão a jogar em casa", e muita afluência ao Complexo Cidade de Almada, até porque as entradas são gratuitas.

Telma Monteiro, a mais cotada judoca portuguesa e líder do ranking mundial da sua categoria, quer vencer em casa, uma vez que reside em Almada, "uma medalha, no mínimo, e se possível a de ouro".

A judoca do Benfica garante sentir-se "muito bem" e lembra que depois de ter vencido o Europeu, há cerca de um mês, todas as competições em que participa "são de preparação para o Mundial".

No fim-de-semana de 30 e 31 de Maio, Telma Monteiro vai participar em Moscovo no segundo Grand Slam do ano.

A prova, incluída no calendário da UEJ e da Federação internacional da modalidade, possibilita a pontuação das atletas para o ranking mundial, através do qual serão apuradas as 16 melhores atletas que irão participar no Masters.

A Taça do Mundo Feminina, que se realiza pela terceira vez em Portugal, vai juntar 115 atletas, entre as quais algumas campeãs mundiais e olímpicas, oriundas de 16 países.

Constituição da selecção portuguesa:

-48 Kg: Leandra Freitas.
-52 Kg: Ana Sousa, Joana Ramos e Mariana Gonçalves.
-57 Kg: Ana Jorge, Joana Cesário, Marta Cachola e Telma Monteiro.
-63 Kg: Andreia Cavalleri, Ana Cachola, Filipa Almeida e Sandra Borges.
-70 kg: Ana Azevedo e Verónica Raposo.
-78 Kg: Yahima Ramirez.
+78 Kg: Joana Costa.

C/ Lusa
FONTE (foto incluída): RTP - Lisboa,Portugal
FOTO LEGENDA: Pequim 2008
Telma Monteiro é uma das grandes favoritas às medalhas
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domingo, maio 24, 2009

Ana Carrascosa: La madurez de una campeona


Ana Carrascosa: La madurez de una campeona
Redacción NOSTRESPORT.COM

El tiempo pesa como una losa en la carrera de un deportista de alto nivel. Es una auténtica lucha contra el reloj biológico. Hay que aguantar, caer y volver a levantarse. Rearmarse de paciencia y apretar los dientes para alcanzar el sueño una vez soñado. Ese al que sólo algunos aspiran. Ese que sólo unos pocos alcanzan.
Si alguien, hace poco más de un año, hubiese preguntado a la judoka valenciana Ana Carrascosa por su mejor resultado internacional, posiblemente habría recibido por respuesta: “El subcampeonato de Europa Sénior en el año 2002”. Y no es poca cosa rozar el título de campeona continental en aquel Europeo de Maribor ya lejano. Pero muchas cosas han cambiado desde esa plata lograda en Eslovenia y el mismo metal obtenido por la valenciana durante el pasado campeonato de Europa celebrado en Tbilisi, Georgia, el pasado mes de abril.
Fundamentalmente, lo que ha ocurrido en esos siete años que distan de una medalla a otra es que Ana se ha ido acercando, con mucho trabajo, a un punto de enorme madurez competitiva sobre el tatami. Un punto que ya es imparable y que le permitió hacerse con el título de campeona de Europa en la edición de 2008, en Lisboa.
La vimos llorar de impotencia y de rabia. Y muchos españoles se emocionaron ante el coraje que demostró en los Juegos de Pekín, cuando una lamentable lesión acaecida en su camino al pódium frenaba el paso a la soñada medalla olímpica. Luchó hasta el final, aun cuando su cuerpo ya no lo permitía. El diploma olímpico le supo a poco y despertó de aquel mal sueño pensando en una rápida recuperación. Pensando en Londres, pensando en 2012. El judo enseña a aprovechar lo mejor de cada circunstancia y aquella lesión de Pekín ha permitido que Ana crezca como deportista y se haga más fuerte.
El mundial espera en RotterdamEl pasado 24 de abril, la deportista del Judokan saltó a los tatamis de Tbilisi con el peso de ostentar la corona de reina del judo europeo. Ya había puesto a prueba su estado de recuperación física alzándose con la medalla de bronce en la World Cup de Sofía y el quinto puesto obtenido en el Grand Slam de París y el Grand Prix de Hamburgo. “La mañana de la competición de Georgia tuve sensaciones muy buenas desde que me levanté –asegura la valenciana-, tenía ganas de poder plasmar el buen trabajo que llevo haciendo y llegaba el momento por el que había estado entrenando cada mañana y cada tarde”.
Por la mañana, el cuadro de eliminatorias la enfrentó a la albanesa Majlinda Kelmendi y, posteriormente, a la ucraniana Olha Sulkha, de las que se deshizo sin ningún problema. En semifinales le esperaba la eslovena Petra Mareks a la que marcó waza-ari y supo aguantar perfectamente durante el resto del encuentro. “Afronté cada combate muy centrada en lo que tenía que hacer, sin presión, tan sólo con las herramientas necesarias para darlo todo y con ganas de disfrutar”.
El combate por la medalla de oro fue un larguísimo duelo entre la valenciana y la rusa Natalia Kuzyutina. Finalmente el combate se decantó del lado de la rusa, con un ippon un poco dudoso, impidiendo a la valenciana revalidar el título de campeona continental de 52 kg.“En la final –cuenta Carrascosa-, tras casi 7 minutos en los que creo que llegué a marcar un yuko, llegamos a una acción un tanto polémica, uno de los jueces de esquina lo anuló pero los otros no, y ahí queda el debate de si fue o no ippon”. Al final, alegría por la medalla de plata ganada, y tristeza por el oro perdido. las dos caras de la misma moneda. Las dos caras de distintas medallas.
Después de un merecido descanso, la del Judokan afrontará las próximas citas internacionales, el Grand Prix de Moscú y la World Cup de Madrid, con gran ilusión y sed de pódium. Al final le espera, el próximo 27 de agosto, el impresionante escenario Ahoy de Rotterdam donde tendrá cita el Campeonato del Mundo 2009, su gran reto de la temporada.

FONTE (foto incluída): Nostresport - Valencia,Spain

Haneke leva a Palma de Ouro


Festival de Cannes
Haneke leva a Palma de Ouro
24 de maio de 2009
A 62ª edição do Festival de Cannes terminou neste domingo com o anúncio dos vencedores. Das Weisse Band, do austríaco Michael Haneke ficou com a Palma de Ouro. O longa era considerado um dos favoritos a conquistar o prêmio. O drama Um Prophète, do francês Jacques Audiard, ficou com o Grande Prêmio do Júri.
Das Weisse Band retrata, em preto-e-branco, uma comunidade alemã no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O longa tem um misto de sociologia e sobriedade. No sábado, Haneke havia ganho o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci, em francês) de melhor filme da mostra oficial do Festival de Cannes.
A grande surpresa do dia ficou com o prêmio de melhor diretor para o filipino Brillante Mendoza, de Kinatay. O prêmio de melhor roteiro ficou com o filme chinês Spring Fever, que teve recepção fria da crítica. Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios, foi escolhido melhor ator, enquanto com Charlotte Gainsbourg, do polêmico Anticristo, de Lars Von Trier, levou o prêmio de melhor atriz.
Confira a lista completa dos vencedores:

Palma de Ouro
Das Weisse Band, de Michael Haneke
Grande Prêmio do Júri
Um Prophète, de Jacques Audiard
Prêmio do Júri
Fish Tank, de Andrea Arnold e Bakjwi, de Park Chan-Wook
Roteiro
Spring Fever, de Lou Ye
Direção
Brillante Mendoza (Kinatay)
Melhor atriz
Charlotte Gainsbourg (Anticristo)
Melhor ator
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)
Prêmio Câmera de Ouro, para diretor
estreante
Warwick Thornton (Samson and Delilah)
Prêmio especial do júri pelo conjunto da carreira
Alan Resnais

FONTE: veja.com - São Paulo,SP,Brazil

A Mahmoud Darwich ! A Edward Saïd !


DEUX VIES EN DECALAGE !

dimanche 24 mai 2009 par Nadia Agsous

La voix de l’Absence et de la Présence…


Dimanche, dans la nuit noire et profonde,

une voix venue de nulle part joue les actes de sa vie passée dans un huis clos intimiste. Elle soliloque. Monologue. Raconte dans une langue désarticulée une histoire. Un peu à l’image du délire livide de l’agonie.

Dans cette obscurité aveuglante, elle narre avec une terrifiante simplicité une histoire. Douloureuse ! L’histoire d’un peuple errant délogé de son foyer qui prend l’allure d’une terre. L’Alma Mater ! La Palestine ! L’histoire de milliers de maisons qui, dans une position d’éternelle attente, guettent le retour de ces clés rouillées emportées dans le cœur d’hommes et de femmes contraints au déplacement forcé. Au déclassement. Et ainsi à l’exil et à son lot de souffrances … Des êtres empêtrés dans les sables mouvants de l’errance. Des âmes devenues orphelines. De père. De mère. De pays. De terre. Et de Soi…

A proximité de la solitude de ces âmes qui errent, cette voix parle d’une légende. Une fable qui laisse jaillir de son antre des mots qui respirent la vie. La mort. L’amour. La solitude comme remède à la souffrance et à la douleur. L’Exil à défaut d’une terre à soi. L’errance comme alternative à la folie. Le rêve comme unique refuge. Le rêve… ce moment de lucidité irréelle. Cette usine à fabriquer de l’Espoir. Et de l’Espoir...

Dans le vide du silence étourdissant, cette voix parle et dit. Oh, elle est en colère ! Mais que dit-elle ?

« Alors prenez votre lot de notre sang, et partez

allez dîner, festoyer et danser, puis partez

A nous de garder les roses des martyrs

à nous de vivre comme nous le voulons... »

(« Palestine, mon pays. L’affaire du poème »)

Oh, cette parole qui porte l’espoir ! Ah, ces sourires étoilés qui tentent de s’évader de ce Cauchemar historique qui tourne et se retourne dans les bas fonds de ce lieu nocturne hors du temps devenu un non lieu.

Le poète et sa voix. Qui nous suit et nous poursuit. Malgré l’Absence ! Elle parle. Elle chante. Elle crie. Elle Elle Elle Elle…

Oh, encore … Le murmure de cette voix ! Encore … Le chuchotement de ces mots ! Encore … Le chuintement insonore de cette magie verbale ! Oh, encore … Encore … Mahmoud Darwich. Ta poésie… !

Ta poésie ! Ce verbe au pouvoir magique ! Ces métaphores à la portée transgressives, salvatrices, prémonitoires ! Cette parole sans portefaix ni oripeaux ! Des vers au sens qui dénonce et refuse les compromissions. Les lâchetés.

Cette poésie qui dit. Encore et encore

" Dépose ici et maintenant la tombe que tu portes

et donne à ta vie une autre chance de restaurer le récit.

Toutes les amours ne sont pas trépas,

ni la terre, migration chronique.

Une occasion pourrait se présenter, tu oublieras

la brûlure du miel ancien.

Tu pourrais, sans le savoir, être amoureux

d’une jeune fille qui t’aime

ou ne t’aime pas, sans savoir pourquoi

elle t’aime ou ne t’aime pas… » (« Ne t’excuse pas »)

Les mots dans une Voix. Une voix dans des mots.

Le poète : « majnoun el harf wa el kalam » (fou de la lettre et du verbe)

Et lui alors ? Ce poète ! Ce visionnaire lucide ! Ce révolutionnaire de la langue ! Ce génie du sens !
Ce magicien du verbe ! Ce « Majnoun el Harf wa el kalam » (fou de la lettre et du verbe). Ce poète ! Mais où est-il donc ?

Le poète ?

Il était là. Oui. Là. Tout près de nous. Là et pourtant loin. Là et partout. En Palestine. A Paris. A Tunis. A Beyrouth... Il était là. Vivant parmi nous et avec nous même si nous le savions « Absent ». Et malgré son Absence, nous le sentions éternellement « Présent ».

Une Présence par le verbe. Par la musique poétique. Par la poésie musicale. Une présence symbolique certes. Mais une Présence qui marque. Qui marche et court pour se perdre dans nos cœurs. Dans nos têtes. Dans nos rêves. Dans nos fantasmes. Dans nos douleurs. Dans nos souffrances. Dans Dans Dans…

Oh, la voix du poète continue sa litanie ! Elle parle ! Elle dit …
Oui. Elle dit

« Je suis de là-bas. Je suis d’ici

et je ne suis pas là-bas ni ici.

J’ai deux noms qui se rencontrent et se séparent,

deux langues, mais j’ai oublié laquelle était

celle de mes rêves.

J’ai, pour écrire, une langue au vocabulaire docile,

Anglaise
et j’en ai une autre, venue des conversations du ciel

avec Jérusalem. Son timbre est argenté, mais

elle est rétive à mon imagination ! » (« Contrepoint », (pour Edward Said).

Présence. Absence. Présence malgré l’Absence. Cette disparition programmée de la vie qui ouvre la porte sur des douleurs profondément ancrées dans l’esprit et l’essence même de sa poésie au verbe irrésistiblement charmeur qui vient chambouler et bouleverser la quiétude de nos errements. Et bousculer nos équilibres. Et nous propulser au bord du vide pour déraper vers l’inconnu, l’innommable, l’impossible, l’inimaginable et et et… Et tout droit vers l’incompréhension. Et inévitablement vers la Folie. Tout droit. Sans escale. Sans issue car … Cette voix qui se perd dans l’écho du souffle du vent qui se débat dans des élucubrations aux allures schizophréniques à la portée salutaire s’interroge encore et encore

« Suis-je un autre toi ?

Et toi, un autre moi ?

Ce n’est pas mon chemin à la terre de ma liberté,

Mon chemin à mon corps

Et moi, je ne serai pas moi à deux fois

Maintenant que mon passé a pris la place de mon lendemain,

Que je me suis scindée en deux femmes. Je ne suis ni orientale

Ni occidentale

Et je ne suis pas un olivier qui a ombragé deux versets.

Partons donc.

« Pas de solutions collectives aux obsessions personnelles. »

Il ne suffisait pas d’être ensemble

Pour être ensemble …

Il nous manquait un présent pour voir

Où nous étions. Partons tels que nous sommes,

Une femme libre

Et son vieil ami … » (« Le Lit de l’Etrangère »)

Mais que raconte-t-il donc, ce poète à la lucidité si proche du soleil et de ses infinies lumières ? Mais que dit-il ? Pourquoi raconte-t-il Notre histoire ? Lui. Moi. Toi. Eux. Lui, moi, toi et eux. Destins communs ? Destins scellés ?

On dirait du charabia habité d’un langage désarticulé au sens qui échappe à la pensée qui se réfugie dans un lieu terrifiant à l’atmosphère lugubre. Une terre barricadée de murs gigantesques qui ne s’ouvrent sur l’immensité de l’espace que pour happer les cœurs des milliers de vies humaines qui végètent dans un dedans humilié jusque dans les os et dont les rêves demeurent en suspens dans une terre fabriquée, colmatée, couturée pour enfin mourir dans un « hors lieu » qui se nourrit du terreau de l’Absence.

Ce poète. Nous le savions « Absence et Présence ». Nous le connaissions « Souffrance et Joie ». Nous l’imaginions « Eau et Feu ». Nous le voulions « Amant et Ami ». Nous le voyions tendresse et douleur. Nous Nous Nous Nous,

oh le bruit de ces « Nous » sonores qui se déploient dans tous les sens au fond de nos cœurs, ces espaces désertés et qui se noient dans une Vie qui s’égare dans le vide où viennent et reviennent tous ceux qui partent à la recherche d’un autre que Soi.

Et ce poète alors ? Ah oui, le poète. Il était là. Tout près de nous. Si loin de Nous. Dans son monde nommé Exils. Il était là mais il est parti maintenant. Il s’en allé subitement. Sans avertir. Sans nous dire adieu. Sans nous embrasser. Sans nous rassurer. Il est parti nous laissant orphelins tout en veillant à nous laisser en héritage ces quelques mots qui raconte l’histoire d’Edward, cet autre déclassé, déplacé…

« New York. Edward se réveille sur la paresse

de l’aube. Il joue un air de Mozart. Dispute

une partie de tennis sur le court de l’université.

Médite sur la migration de l’oiseau par-delà frontières et barrières.

Parcourt le New York Times. Rédige sa chronique

nerveuse. Maudit un orientaliste qui guide un général

au point vulnérable du cœur d’une Orientale.

Se douche. Choisit un costume avec l’élégance d’un coq.

Boit son café au lait et crie

à l’aube : Ne traîne pas… » (« Contrepoint (pour Edward Said »)

Et la vie poursuit son cours ! Et cette liste d’impossibilités à réaliser ! Et ce froid à réchauffer ! Et cette triste réalité à enjoliver ! Quelle lourde tâche !

Oh, Mahmoud, le doux souvenir de tes yeux !

Neuf mois après sa subite disparition, je ne peux m’empêcher de penser à Mahmoud Darwich. Assise. Allongée. Debout. Endormie. Eveillée, je pense à lui. Je lis sa poésie. Je pleure et inévitablement je ne me m’empêcher de me remémorer le jour où, pour la première fois, je l’ai rencontré. C’était en octobre 2007. La Maison de la poésie de Paris avait, dans le cadre du
Festival d’Automne organisé des soirées rendant hommage à Mahmoud Darwich.

A mon arrivée dans ce lieu, M. Darwich était assis. Il discutait avec un homme. Timide et un peu émue, je me suis approchée de lui. Lentement. Doucement. A l’image d’une petite fille qui ose à peine. Je l’ai regardé dans les yeux et me suis présentée. Sans gêne. Sans honte. Cette peur qui éprouvait un malin plaisir à prendre mon cœur en otage avait soudainement disparu :

« Je suis Algérienne. Je vis à Paris et j’écris pour un journal algérien », avais-je alors annoncé.

« L’Algérie ? avait-il répondu avec un sourire au coin des lèvres. Ya ahlan bi El Djazair », avait-il alors ajouté (bienvenue à l’Algérie).

Il me raconta brièvement ce qu’il avait vécu dans ce pays pour qui il semblait avoir une grande fascination et de la reconnaissance. Puis nous parlâmes de sa poésie.

Au premier regard, Mahmoud Darwich m’avait paru très fatigué. Je le sentais exténué. Il y avait dans le fond de ses yeux quelque chose qui ressemblait à de la tristesse. Un regard à la fois tendre et fatigué qui en l’espace d’un court, très court instant remua mes entrailles et me fit prendre conscience de l’existence de quelque chose de commun. Quelque chose que je ne pouvais nommer ni identifier. Ce n’est que plus tard dans la soirée, en l’écoutant déclamer de manière majestueuse ses poèmes dans une salle pleine à craquer qui avait instinctivement succombé aux charmes irrésistibles du silence, que je compris que son regard contenait une douleur qui semblait échapper à tout entendement humain. J’ai cru voir dans on regard l’expression d’un homme blessé. Oui. Blessé dans le plus profond de son être.

Un homme traversé par des tempêtes qui ont chamboulé son champ intérieur. Un homme qui a tutoyé les défaites, les déceptions, les blessures ; les les les les les …Oh, que de douleurs tapies dans ce cœur si fragile !

En le regardant. En lui parlant, je me suis alors perdue dans son regard qui parlait de mon Exil, de mes errances, de mon incompréhension devant tant de violence et de haine, de mes désordres nocturnes et diurnes qui cherchent inlassablement un sens à donner au sentiment de peur qui sans cesse étreint mon pauvre cœur fatigué de tant de gesticulations et de tergiversations mentales et intellectuelles.

En le regardant vivre dans cet espace du verbe et de la magie, je me suis alors perdue dans son regard profond et très doux qui venait discrètement bouleverser le mien. Je l’ai laissé faire. Non. Je ne voulais pas résister car en me laissant faire, je me suis retrouvée. Et en me retrouvant, je n’ai pas pu m’empêcher d’avoir des larmes aux yeux car en cet instant d’extase, je n’ai pu m’empêcher de penser aux miens restés en Algérie, ce pays qui ne cesse de se débattre dans des déambulations schizophréniques. Je n’ai pu également m’empêcher d’avoir une pensée pour tous et toutes les Palestinien( ne)s qui vivent à genoux, au bord de la crise cardiaque. Sans oublier bien évidemment mes ami( e)s réfugié( e)s palestinien( e)s vivant dans le camp de Chatila à Beyrouth au Liban, : Wassim. Souha. Mahmoud. Oum Mariam. Abou Hicham. ABou Wassim et bien d’autres qui vivent et continuent à vivre dans un lieu qui prend l’allure d’un univers clos chargé de détritus faisant l‘effet d‘un électrochoc. Un lieu de vie où les ruelles étroites et ombrageuses, les habitations construites en verticale et les murs chargés de dessins et d’écritures symbolisant la vie du camp et les préoccupations de tous ordres des habitants donnent au visiteur non averti, une sensation d’étouffement, de malaise et de profonde tristesse.
Mahmoud Darwich ? Un véritable gentleman. De la courtoisie, de la sobriété, le sens du respect, de l’autre, …Ses yeux étaient beaux. Son regard était doux et troublant. Et à la fin du spectacle, je n’ai pu m’empêcher de lui dire que c’était très beau. Et lui, en me regardant droit dans les yeux, il m’a dit en langue arabe :

« Qui ? Le poète ou la poésie ? »

Et n’ayant pu résister à ce charme fou qui se dégageait de ce sourire étoilé et de ces mots qui ruisselaient de sa bouche de troubadour, je lui ai répondu, les joues toutes rouges :

« Les deux ! »

« Oh, quelle audace ! », je me suis alors surprise à penser.

Et à ce moment là, j’aurai donné n’importe quoi pour me perdre dans les bras du concepteur du merveilleux poème d’amour « Rita wa El boundoukiya » ( « Rita et le fusil »), cette histoire d’amour inachevée. Ratée. Et empêchée qu’il ne cesse de chanter du fond de son monde souterrain. oh, cette Impossibilité qui ...

« Ah Rita

entre nous, mille oiseaux mille images

d’innombrables rendez-vous

criblés de balles

le nom de Rita prenait dans ma bouche un goût de fête

dans mon sang le corps de Rita était célébration de noces

deux ans durant, elle a dormi sur mon bras

nous prêtâmes serment autour du plus beau calice

et nous brûlâmes

dans le vin des lèvres

et ressuscitâmes … » (Rita et le fusil »)

Oui. Me perdre. Me perdre seulement dans les bras de cet homme qui pour moi représente un mythe. Et me réfugier dans la légèreté de l’âme des ces vers qui m’entraîne malgré moi vers cette sensation vertigineuse de liberté. L’Apesanteur !

A présent, le temps est souple. Le poète ne chante plus. Oui. Il s’est tu. Sa voix s’est arrêtée de se mouvoir. De courir. De sauter. De vibrer. De s’émouvoir. D’émouvoir. De caresser. D’embrasser. D’attrister. De rendre simple la complexité d’une histoire qui elle, continue de courir à perdre haleine dans le dédales de la grande Histoire qui semble fatiguée de tant de vicissitudes, de tours et de détours.

Le poète ? Il s’est tu une nuit certainement à cause de son cœur qui a lâché ne pouvant plus du poids ô combien pesant de ses mots, ses images, ses métaphores qui à présent voyagent à travers les espaces libérés de leurs frontières absurdes. A travers le temps qui se laisse aller à la magie de ces milliers et milliers de voix qui chantent comme elles respirent. Ces voix multiples et variées qui porteront ces messages de Paix et d’Amour et veilleront à

« inverser

la fatalité du gouffre… »

Oui. La relève !

La relève ! Oui. Mais et le poète ? Il est seul à présent. Qui lui tiendra compagnie ? Vieillira t-il donc seul, sans personne à qui parler ? Sur qui s’appuyer ? Sur qui compter ? Dormira-t-il seul dans cette immense jungle habitée par des forces obscures qui semblent le hanter et le traquer jusque dans son repos éternel ? Qui essuiera ses larmes lorsqu’elles couleront à flot ? Qui réchauffera son âme qui se meurt dans la lumière blafarde du crépuscule ? Qui lui donnera des nouvelles de sa terre natale et de cet olivier qui attend inlassablement le retour du doux soleil du printemps et le chant ancestral des oiseaux qui se voilent la vue pour pleurer ? Qui ? Qui ? Qui ?
Dis-moi qui ? Qui pansera les blessures de son cœur meurtri ? Qui apaisera ses nuits tourmentées ? Qui ? Qui ? …

La rencontre avec Edward Saïd, cet autre exilé

Oh, que de qui ? Mais ne vois-tu donc pas ? Le poète n’est pas seul. Un homme qui porte les stigmates d’une vie en décalage lui tient compagnie. Un homme dans un corps marqué par des traces de blessures d’une existence « out of place ». Ni en Palestine. Ni à New York. Cet être hors du commun qui aime à dire qu’il a « l’impression parfois d’être un flot de courants multiples – qui – comme les thèmes de nos vies, coulent tout au long des heures d’éveil et si tout se passe bien, n’ont pas besoin de s’accorder ni de s’harmoniser... » (Edward Said).

Assis, dos à dos, les deux hommes parlent. Des mots. Des mots. Des mots … Oh, cette coulée de mots qui jouent et dansent dans une conversation entrecoupée tantôt de silences. Tantôt de sanglots. Tous les deux sont Palestiniens. Errants. Inquiets. Eternellement insatisfaits. Enfermés dans leur univers intérieur, ces deux hommes que le hasard a réunis en cet endroit où règne une atmosphère d’ennui, de monotonie et de vacuité, ne peuvent trouver le repos que dans leur Moi. Absent. En escale. Dans un lieu hors du Temps.

Les deux hommes parlent et conversent au gré des éternités qui passent. Leur conversation ? Une accumulation de mots qui révèlent à la face du monde l’histoire de leur vie au temps où la mort, réduite au silence, cherchait inlassablement dans des efforts vains, à effacer les pas de ces deux existences qui ont vécu à contre-courant. Voici qu’à présent leur verbe occupe tout l’espace. Dans ses coins. Et ses moindres recoins. Oh, le bruit infernal de ces halètements et de ces bourdonnements qui poursuivent leur course sans fin et vont se nicher dans la lumière enfouie dans « l’espace blanc » de la vie ! Ce lieu où le blanc et le noir. Où l’obscurité et la lumière. Où les hommes et les femmes. Où le oui et le non, se regardent face à face dans le reflet de cette ombre de l’invisible qui ouvre sur un monde peuplé par une pluralité de regards. Reconnaissants. Soi et Moi réconciliés. Enfin ! Dans ce verbe qui dit :

Porte donc ta terre natale où que tu ailles et sois narcissique s’il le faut.

– Exil, le monde extérieur. Exil, le monde caché. Qui es-tu donc entre eux ?

– Je ne me présente pas de peur de me perdre. Et je suis ce que je suis. – Et je suis mon autre dans une dualité harmonieuse entre parole et signe.

– Si j’étais poète, j’aurais écrit :

Je suis deux en un, telles les ailes d’une hirondelle

Et si le printemps tarde à venir, je me contente de l’annoncer !

Il aime des pays et les quitte. (L’impossible est-il lointain ?) Il aime

migrer vers toute chose. Car, dans le voyag- Voici qu’une périphérie

avance, qu’un centre recule. L’Orient n’est pas totalement Orient ni

l’Occident, Occident. Et l’identité est ouverte au multiple.

· Elle n’est ni citadelle ni tranchée.

· La métaphore dormait sur l’une des rives du fleuve. N’était la pollution,

· Elle aurait enlacé l’autre rive.

· As-tu écrit ton roman ?

J’ai essayé... Tenté de retrouver mon image dans les miroirs des femmes lointaines. Mais elle se sont enfoncées dans leur nuit fortifiée. Et elles ont dit : Notre univers est indépendant du texte. Aucun homme n’écrira la femme, énigme et rêve. Aucune femme, l’homme, symbole et star. Nul amour ne ressemble à un autre, nulle nuit à une autre nuit. Laisse-nous donc énumérer les vertus des hommes et rire !

· Qu’as-tu alors fait ?

– J’ai ri de mon absurdité et mis mon roman au panier. Le penseur bride le récit du romancier et le philosophe dissèque les roses du chanteur » (Contrepoint "(pour Edward Said).

·Mais on dirait qu’ils sont sur le point de s’en aller. La discussion est donc close ?

Les voilà qu’ils se lèvent. Et avancent à petits pas hésitants. Les deux titubent. L’un essaye de soutenir l’autre. L’autre essaye de consoler l’un. Sur leur visage des traces d’une douleur commune. Une souffrance qui se laisse perdre dans cet immense espace, lieu de partage … D’une émotion. D’un regard… D’une complicité… D’une tendresse… D’une amitié… D’un rêve…D’une multitude de rêves qui s’en vont se ressourcer aux origines de l’espoir car

Dans un même lit, n’y - a t-il pas de la place pour deux, trois, quatre, cinq rêves … ?
A l’infini !

Nadia Agsous

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FONTE (foto incluída): Oulala.net - France

sábado, maio 23, 2009

Guerra ao silêncio - POR HERON MOURA | Professor de linguística da UFSC


LITERATURA
Guerra ao silêncio
Obra-prima de Mario Benedetti, A trégua tem muitos paralelos com dois dos romances de Machado de Assis
Qualquer curso de introdução à literatura vai te dizer que a literatura é o não dito. Que a figura central da modernidade é a elipse, a elisão, a subtração de palavras. Mas eu tenho dúvidas quanto a essas lições iniciais. Sempre tive. É claro que a redundância e a excrescência são defeitos de estilo. Nem tudo precisa ser dito. Mas isso se aplica ao estilo, à elegância da frase, o que vale tanto para a literatura quanto para o jornalismo. Talvez até para os ofícios de uma repartição pública. Não creio que a literatura seja uma questão de estilo. O estilo é a arte do domador, do cavaleiro. A literatura é a arte impossível de criar novos animais na nossa taxionomia imaginária.

A literatura é falar demais, é um excesso, é uma repetição exacerbada de um tema composto de palavras. O principal inimigo da literatura é a morte, e o silêncio que a circunda. Não creio que nem mesmo a ironia, tão literária, seja uma figura da supressão, uma espécie de elipse do pensamento. A meu ver, a ironia serve para exprimir dois pensamentos com uma só frase, fazendo proliferar as mensagens, e não suprimir uma parte da linguagem. A ironia é parente da metáfora, que também junta duas ideias em uma. E a metáfora é claramente uma profusão, não uma contenção. Quem quer ser objetivo e dizer pouco não usa de ironias. Cala ou diz o mínimo possível.

Um verdadeiro escritor, não. Ele não cala. Ele não diz o mínimo possível. Ele fala quando muitos outros calariam. Porque ele teme a morte embutida na linguagem.

Essa reflexão me veio à mente ao ler o romance mais famoso de Mario Benedetti, escritor uruguaio que nasceu em 1920 e que morreu domingo passado, em Montevidéu. Refiro-me ao romance A trégua, publicado em 1960, e que li na versão brasileira (L&PM, 2008, tradução de Pedro Gonzaga).

O tema do romance não parecia atraente. Funcionário do comércio prestes a se aposentar, com 49 anos, viúvo, três filhos adultos, quase um velho, pensa na vida de ócio que tem pela frente, e termina se envolvendo com uma moça de 24 anos, colega de escritório. Mais um romance sobre o tédio e sobre uma breve interrupção do tédio, pensei, ao ler a contracapa na livraria do aeroporto. Mas nunca tinha lido nada de Benedetti, que é considerado um dos grandes escritores uruguaios, e comprei o livro. Além de tudo, era curto.

Mas quantas palavras cabiam nessa estreiteza! É isso que engana na percepção inicial de que alguns escritores, como o nosso Machado de Assis, são escritores da supressão, da elipse, da conta de subtrair. Romances curtos, frases curtas. Mas a questão é que, nessa margem de estreiteza, o que se diz é muito, como um rio caudaloso entre margens estreitas. Há pouco a dizer na vida de Martín Santomé (o protagonista de A trégua), assim como a vida de Bentinho (Dom Casmurro) não foi cheia de peripécias. Um não escritor resumiria ao máximo essas vidas sem eventos, semifrustradas, tateantes. Um escritor dá voz a esses seres de papel e palavra, e a literatura nasce a partir de uma semivida. A literatura cria animais imaginários.

Há muitos paralelos entre A trégua e os romances de Machado de Assis, guardadas as proporções e as distâncias. Martín termina a vida sozinho, considera-se um projeto de vida que falhou, é irônico e cruel, não se ilude sobre si mesmo, embora possa tentar iludir aos outros. É um ser incompleto. Até a obsessão com o adultério está presente. Bentinho tem um ciúme retrospectivo de Capitu, que envenena sua vida. Martín tem ciúmes futuros de Avellaneda, a moça pela qual se apaixona.

Na famosa frase final de Memórias póstumas de Brás Cubas, o personagem confessa: “Não tive filhos. Não transmiti o legado de nossa miséria”. Martín consegue ser ainda mais miserável, pois ele teve filhos, mas se sente solitário entre eles. Não se comunica com eles. Não os conhece, embora os ame, em graus diferentes.

O problema é que Martín deixa tudo pela metade (menos no trabalho de contador, que ele odeia). Perdeu a mulher cedo, e seu casamento ficou pela metade. Tem dúvidas sobre o que teria acontecido se a mulher dele não tivesse morrido no parto do terceiro filho. O casamento teria mantido a mesma intensidade? A morte da esposa, ele pensa cruelmente, o poupou da incompletude de seu casamento.

Até a bondade de Martín é incompleta. Ele tem impulsos para o bem, mas por uma lei de equidistância se mantém a meio caminho entre ele e os outros. Termina sendo apenas gentil, mas não afetuoso. Ele se mantém equidistante até de si mesmo, entre o que é e o que sonhou para si.

Como uma vida dessas poderia gerar literatura? A literatura vem da guerra ao silêncio, embutido no ócio da aposentadoria, na morte iminente (ele se vê como um velho), na falácia de sua família.

Então Martín conta sua vida num diário, que é a matéria do romance. E conta os detalhes do dia a dia, registra o andamento de seu tédio. Há frases cruéis, que de novo me lembram Machado: “Graças a um pressentimento, posso crer em Deus e acertar, ou não crer em Deus e também acertar. Então? Talvez Deus tenha um rosto de crupiê e eu seja apenas um pobre-diabo que joga no vermelho quando sai o preto e vice-versa”. E a sua angústia ao perceber que não lembra mais do rosto de sua esposa; lembra apenas do toque em seu corpo: “Por que as palmas de minhas mãos têm uma memória mais fiel do que minha memória?”.

A literatura é a trégua do título do romance. A morte é a guerra. A morte e o silêncio. Se Martín mal se lembra de sua mulher, algo morreu, é claro, mas sua não memória persiste na linguagem que ele usa. Ele se resigna diante do esquecimento, mas não cala diante dele. Calar seria morrer de novo.

Pois bem, aí acontece Avellaneda, a Capitu dele. Na verdade, nem é uma Capitu; não é tão bela, não é tão exuberante. Mas é simpática, e o conjunto dos detalhes dela, talvez insignificantes isoladamente, como uma soma ganha vida, e o acossa.

A trégua é também essa moça, uma trégua no seu “destino escuro”. Mas eu me pergunto se o amor gerou a literatura ou se a literatura gerou esse amor. Pois o romance, que é um diário, começa antes de Martín encontrar Avellaneda; a moça aparece depois. A literatura não conta a história do amor; ela propicia o aparecimento do amor. Num autor aparentemente tão pessimista, não é essa uma crença espantosa num mundo de céticos? E me volta de novo à mente o nosso Machado. Se ele era tão pessimista, para que contar a história de seres fracassados quando a vida já passou (a narrativa no fim da vida, ou mesmo depois da vida?) Porque literatura e vida andam juntas, e essa prorrogação da vida nos dá um Brás Cubas vivo, e não morto. Sobre a morte, não há nada a dizer. A literatura abre uma clareira no silêncio. É uma trégua na guerra.

Mas se é uma prorrogação, se é uma trégua, tem um prazo limitado para durar. Desde o início, sabemos que a história vai acabar mal. E acaba da pior maneira. Avellaneda morre de maneira abrupta, estúpida. O romance se arrasta um pouco mais, com os espasmos de um cachorro atropelado, e morre também, logo depois. Mais exatamente, a moça morre no dia 23 de setembro, 10 dias depois do personagem completar 50 anos, e o registro do diário é retomado somente em 17 de janeiro e se encerra em 28 de fevereiro, pouco mais de um mês depois. O silêncio domina quando Martín se aposenta. Quando sua vida social se encerra. O que haveria a dizer agora? Há apenas o ócio. E a elipse mais completa, a literatura do não dizer total: a página em branco.

Detalhe: estava lendo as últimas páginas deste romance quando soube da morte do autor.

POR HERON MOURA Professor de linguística da UFSC

FONTE: Diário Catarinense - Florianópolis,SC,Brazil

sexta-feira, maio 22, 2009

Ketleyn Quadros inicia preparação para a Copa do Mundo de Lisboa


Ketleyn Quadros inicia preparação para a Copa do Mundo de Lisboa
por ESPN.com.br com Agência GE

A judoca Ketleyn Quadros, medalha de bronze na Olimpíada de Pequim, chega a Belo Horizonte neste domingo, para iniciar a preparação visando a Copa do Mundo de Lisboa (Portugal), que ocorrerá nos dias 6 e 7 de junho. A atleta, que está de volta ao Minas Tênis Clube, acredita que a competição portuguesa será muito difícil e esclareceu os pontos cruciais de seu treinamento.

"Estou me preparando para a competição e buscando o auge do meu preparo físico. Será uma boa disputa e quero representar bem o Brasil", afirmou Ketleyn Quadros.

Nos Jogos Olimpícos de Pequim, no ano passado, a judoca ficou famosa por ter se tornado a primeira medalhista olímpica do país em provas individuais femininas. Na categoria até 57kg, Ketleyn derrotou a australiana Maria Pekli e subiu no terceiro lugar do pódio.

FONTE: ESPN Brasil - Brazil
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José Carlos Ruy: Com quantas Capitus se faz uma literatura?


22 DE MAIO DE 2009 - 16h55
José Carlos Ruy: Com quantas Capitus se faz uma literatura?
Ou melhor, quantos Bentinhos e Capitus cabem em uma literatura? Pelo recém lançado romance de Chico Buarque, Leite Derramado, sempre cabe mais um, apresentado de forma nova, enriquecida por multiplas determinações, para usar a famosa expressão cunhada por Karl Marx.
Por José Carlos Ruy*

Eulálio e sua sonhada Matilde, o casal desencontrado, protagonista das memórias de um centenário, recoloca, em outra circunstância, antagonismo semelhante ao que atormentou a consciência do primeiro Betinho, o de Dom Casmurro (Machado de Assis, de 1899). Um registro mais recente do mesmo drama é o caso de Nina e Valdo, de Crônica da casa assassinada (Lúcio Cardoso, de 1959). São tramas em que uma leitura superficial, e corriqueira, ressalta a traição feminina como tema, sem perceber o que há de mais profundo nelas: o pavor masculino da traição da mulher. O problema, nesta variante de leitura, é masculino e não feminino.

Mas isto é apenas o enredo para expor uma problemática mais complexa: o auge e a decadência de uma mesma oligarquia. Em Machado, ele é exposto com maestria em Dom Casmurro, e faz parte da aguda análise daquela elite que compõe seus romances da maturidade. Em Lúcio Cardoso, o cenário da lancinante decadência é um pequeno município da Serra da Mantiqueira, onde os Menezes tentam manter a mesma ultrapassada hierarquia social herdada dos séculos anteriores e que agora está completamente fora da realidade.

As memórias de Eulálio d´Assumpção - com o "d´" e o "p" nobilitantes no sobrenome - não tem esse sofrimento. É como se fosse o ponto de chegada da trajetória, ladeira abaixo, daquela mesma elite. Seu avô, um figurão do Império, dono de fazendas de cacau na Bahia e de café em São Paulo, estariam à vontade nos romances de Machado de Assis. Eulálio, já sem fortuna, relata - na verdade, delira - suas memórias no leito de um hospital público, às vésperas de completar cem anos. Desfila preconceitos de classe da mesma forma que essas famílias decadentes que fazem o teatro das grandezas sociais das gerações passadas, e agora perdidas.

Não há registro de dor nas memórias de Eulálio, mas de alienação em relação à própria decadência. Alienação nítida na incapacidade de ver sua situação atual com realismo, refugiando-se num passado mítico. A memória congela o tempo, e Eulálio vê seu neto?, bisneto? tataraneto?, sem saber em que lugar genealógico colocar aquele rapaz que traz, no sobrenome, o sinal da mudança e da aristocracia perdida: Eulálio d´Assumpção Palumba, onde Palumba indica a mistura daquela elite com os plebeíssimos imigrantes que vieram para o Brasil.

O texto de Chico Buarque chega a ser cruel em relação à autoimagem da oligarquia. Um exemplo é a apresentação cheia de ironia da pretensa ausência de preconceito racial. Sua existência é transparente na referência aos pares Eulálios / Balbinos que se sucedem em três gerações da família d´Assumpção, onde evidentemente os balbinos (escravo, o primeiro; ex-escravos seus descendentes) ocupam as posições subalternas. Esse preconceito mal disfarçado - cuja negação é um mecanismo para sua reafirmação e permanência - perpassa a relação entre Matilde, "a mais moreninha das congregadas marianas que cantaram na missa do meu pai", e a sogra, as freiras do colégio aristocrático onde teria estudado, ou os amigos franceses de Eulálio.

Verbalizando, sem julgamento moral, a fantasiosa autoimagem daqueles que se colocam acima dos demais, a descrição que faz deles é ao mesmo tempo a negação explícita e crua de palavras que não correspondem aos fatos reais, mas são usadas para amenizá-los ou ocultá-los.

O realismo é visível também no cuidado com que transforma em arte a errática memória de um idoso, que é fragmentária, com repetições sucessivas a partir das quais, como num quebra cabeças, os cacos das lembranças permitem a construção de um conjunto coerente. Aqui se revela o domínio da escrita que transforma o processo mental do idoso, observado cuidadosamente pelo autor, em matéria prima para a literatura. "A memória é deveras um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas", diz Chico Buarque pela fala de Eulálio.

No futuro, talvez Chico Buarque de Holanda venha a ser reconhecido mais como escritor do que como o fantástico músico que é. Os poemas de suas canções já bastariam para colocá-lo entre os mestres da língua portuguesa. Com Leite Derramado, ele ombreia com os grandes prosadores do idioma, não só no bordado cuidadoso das palavras e das frases, mas sobretudo na arquitetura da obra.

Serviço:
Livro: Leite Derramado
Autor: Chico Buarque
Editora: Companhia das Letras, 2009
Páginas: 200

- Veja também vídeo com a leitura do 1º Capítulo por Chico Buarque.

* José Carlos Ruy é jornalista e editor do jornal A Classe Operária.


FONTE (imagem incluída): Vermelho - São Paulo,SP,Brazil

quinta-feira, maio 21, 2009

Poesia de António Ramos Rosa em debate no Pátio de Letras


22/05/2009
Poesia de António Ramos Rosa em debate no Pátio de Letras

Gastão Cruz, poeta e crítico literário distinguido recentemente com o prémio Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa 2009, fala hoje sobre a obra de António Ramos Rosa, às 21h30, no Pátio de Letras, em Faro.

Segundo o orador, "pretende-se traçar o percurso poético de António Ramos Rosa, no quadro da poesia portuguesa contemporânea, e definir o seu papel proeminente, quer como poeta, quer como ensaísta e crítico, na instauração de um novo conceito de poesia e de liberdade poética". Privilegiando o papel da palavra como elemento estruturante do discurso, a poesia de António Ramos Rosa assume-se como uma "voz inicial", em "diálogo com o universo".

Poeta e crítico literário, Gastão Cruz nasceu em Faro em 1941. Licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário e leitor de português no King's College, em Londres. Como poeta, começou por se destacar com a sua participação na Poesia 61, no início da década de 60, sendo autor de uma obra vasta e em contínuo crescimento.

Gastão Cruz colaborou com vários jornais e revistas como crítico literário, tendo traduzido autores como William Blake, Strindberg e Shakespeare. Foi ainda um dos fundadores do grupo Teatro Hoje, onde encenou várias peças.

A obra de Gastão Cruz foi distinguida com inúmeros prémios, entre os quais se contam o Prémio PEN Clube de Poesia, em 1985, e o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, atribuído ao livro Crateras (2000). Em 2002, o seu livro de poesia Rua de Portugal foi distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, e em 2005, com Repercussão, ganhou o Grande Prémio de Literatura dst. O seu livro A Moeda do Tempo (2006) conquistou o prémio literário Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa 2009.

Inserido nas comemorações dos 30 anos da UAlg, o ciclo de conferências Viajantes, Escritores e Poetas - Retratos do Algarve é organizado pelo Centro de Estudos Linguísticos e Literários (CELL) da UAlg e pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António/Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, e decorre no Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António e na Livraria Pátio de Letras, em Faro, nos meses de Março, Abril, Maio, Junho e Julho.

Com a coordenação geral de João Carvalho, docente da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UAlg e de Catarina Oliveira, do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, este evento trará às duas cidades algarvias vários especialistas das universidades do Algarve, de Lisboa e Nova de Lisboa, assim como poetas e escritores algarvios: José Joaquim Dias Marques; José Carlos Barros; Teresa Rita Lopes; João Carlos Carvalho; Isabel Dias; João David Pinto-Correia; Nuno Júdice; Gastão Cruz; João Minhoto Marques; Carina Infante do Carmo; Ana Alexandra Carvalho; Ana Catarina Ramos; Artur Gonçalves; Emanuel Guerreiro; Maria do Rosário Marinho; Vasco Barbosa Prudêncio e Pedro Ferré (Encerramento: Faro).


FONTE (foto incluída): Universia.pt - Lisboa,Portugal

TEMPESTADE DE AMOR - Maria de Fatima Delfina de Moraes


TEMPESTADE DE AMOR
Maria de Fatima Delfina de Moraes

Eu não fugi da nau na tempestade.
Súbita coragem, sequer hesitei.
Não me esquivei, segui em frente - total ausência do medo.

Os raios de teu olhar despertando-me carências no corpo.
Não era olhar de ternura, mas pleno em loucura e desejo.
Em meu sôfrego desejo de não afogar na solidão, depus as armas.

Deixei-me acorrentar, dei-te o meu corpo.
Não me acorrentastes com grilhões de ferro.

Preferistes ter-me prisioneira de ti, quando em tua investida
nada indaguei e nada pedistes.

Tuas ávidas mãos levaram meu corpo ao encontro do teu.

Ah! Ainda recordo meu corpo em tua cama...

Tuas mãos fortes e hábeis explorando-me as curvas,
sem pedir licença.

Não havia murmúrio ou gemido,
apenas silêncio de bocas seladas num beijo.

O peso do teu corpo sobre o meu.
Tuas mãos, a volúpia de teus desejos
fazendo-me escrava de tuas vontades.

Indefesa, o vi desnudar meu corpo,
e tua boca sedenta explorou-me
da boca ao colo, do colo aos seios,
e dos seios à loucura...
Em meio à loucura queria prever o que viria depois
- louca tempestade dos teus desejos...
Fiz-me entrega plena, sem receios.

Não havia medo, somente o silêncio.
Não havia cumplicidade,
somente perplexidade e gozo.

copyright 2009

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