segunda-feira, janeiro 05, 2009

Garantida no Pan, Danielli Yuri começa a sonhar mais alto


Segunda-feira, 14 de maio de 2007
Garantida no Pan, Danielli Yuri começa a sonhar mais alto

Por Glenda Carqueijo


São Paulo, 14 (AE) - A judoca Danielli Yuri atravessou o mundo atrás do sonho de defender o Brasil na categoria meio-médio nos Jogos Pan-Americanos do Rio. Há quatro anos, deixou os pais e irmãos em Hamamatsu, no Japão, onde viveu por oito anos, para treinar em São Caetano do Sul e, assim, ficar mais perto da seleção brasileira.

Aos 23 anos, a garota conseguiu seu objetivo e vai defender o Brasil nos Jogos no Rio, depois de desbancar na seletiva a veterana Vânia Ishii, dona de um ouro e uma prata na história do Pan. Sua persistência e bom desempenho nas competições que serviram de observação para comissão técnica foram fundamentais para sua convocação.

Mas a ‘ficha’ de Danielli só caiu quando ouviu seu nome na lista do Pan. "Foi a semana mais longa da minha vida. Não dormi direito. Sabia que o nome da Vânia (Ishii) pesava para caramba, ela está na seleção há dez anos. Não vou mentir. Estava desesperançosa. Abria a internet e só via foto da Vânia, textos sobre ela.

Mas no fundo sabia que tinha feito um ótimo trabalho", contou a judoca.Natural de Registro, interior de São Paulo, Danielli foi morar no Japão quando tinha 11 anos. Lá, estudou e treinou judô na escola até os 19. Não tinha experiência em competições internacionais de peso até voltar ao Brasil - o máximo que fez foi disputar torneios internacionais na cidade de Osaka.

"Mas só tinha japonês e alguns coreanos. Assim não vale", lembrou, rindo. Ao ouvir seu nome na lista de convocados para o Pan, Danielli caiu no choro. A primeira atitude que teve foi ligar para os seus pais no Japão. "Eles não poderão vir para o Pan. A passagem é cara. Vão deixar para ir a Pequim. É mais perto do Japão", brincou Danielli, sem, no entanto, perder a confiança. "Olimpíada não é mais um sonho, mas um objetivo.

Pequim virou minha meta."Agora, em sua preparação para o Pan, ela vai intensificar os treinos com lutadoras canhotas, para surpreender sua principal adversária no Rio, a cubana Driulis Gonzales. "Tenho dificuldade em lutar com canhotas. Preciso treinar mais esse lado.

O difícil é que temos pouco material humano. Além disso, quero ganhar força (massa muscular)", avisou Danielli. De volta ao Brasil em 2003, ela não teve tempo hábil de mostrar sua cara e disputar a Olimpíada de Atenas/2004. Adotou a cidade de São Caetano para treinar, onde divide um apartamento com mais seis judocas. Após um dia puxado de treinos, Danielli ainda tem pique para as aulas à noite, na faculdade de Educação Física.

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