Viriato Clemente da Cruz
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa Viriato Francisco Clemente da Cruz (Kikuvo (Porto Amboim), 1928 - Pequim (China), 13 de Junho de 1973). Foi considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana, nas décadas de 40 e 50, e considerado pelo povo angolano como um dos principais líderes da libertação de Angola.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa Viriato Francisco Clemente da Cruz (Kikuvo (Porto Amboim), 1928 - Pequim (China), 13 de Junho de 1973). Foi considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana, nas décadas de 40 e 50, e considerado pelo povo angolano como um dos principais líderes da libertação de Angola.
Actividade Política
Fez os estudos liceais em Luanda, saiu de Angola por volta de 1957 para se dirigir a Paris onde encontra-se com Mário Pinto de Andrade, tendo desenvolvido uma intensa actividade política e cultural.
Na década de 60 tornou-se Secretário-Geral do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, partido esse que ajudou a fundar, juntamente com Agostinho Neto.
[editar] Exilado na China
Vai para Pequim, na década de setenta, onde os dirigentes chineses o receberam de braços abertos, pois tinha demonstrado uma enorme capacidade na criação do MPLA, primeiro em Conackry e, depois, no Congo Belga (neste foi detido e sofreu torturas, por defender ideias contrárias às estabelecidas). Os chineses entendiam que Viriato da Cruz poderia facilitar a penetração ideológica do socialismo maoísta no continente africano.
O que não sabiam era que estavam profundamente enganados; daí nasceu um grave mal-entendido com consequências trágicas para Viriato e para a sua família.
Elabora um relatório onde afirma que os paises Africanos, mesmo os mais desenvolvidos, não estão preparados para uma revolução socialista. Demonstra então grande firmeza ao recusar-se a mudar o relatório. Esse aspectos do seu carácter já lhe tinha valido graves dissabores na sua curta vida política quando da crise de 1962-63, no seio do MPLA. O relatório pessimista elaborado por Viriato ia contra a doutrina maoísta da iminência da revolução mundial.
Os chineses começaram a ver que Viriato se distanciava cada vez mais das teses maoístas e mantiveram-no como refém. Ele não entendia porque não o expulsavam. Mas os Chineses temiam a inteligência superior de Viriato e as consequências negativas que ele poderia causar à causa maoísta se saísse da China.
[editar] Últimos anos de vida
Os últimos anos de vida de Viriato foram de um dramatismo extremo. A falta de alimentos, a fome, fragilizaram-no. Acabou por falecer a 13 de Junho de 1973. No entanto, derradeira humilhação foi a maneira abjecta como foi levado para o cemitério dos estrangeiros entaipado entre quatro tábuas, transportado num camião militar.
[editar] Principais obras
Poemas (1961). Entre os seus textos poéticos, destacam-se Namoro, Sô Santo e Makézu.
[editar] Ver também
Lista de pessoas que participaram na guerra colonial portuguesa
[editar] Bibliografia Biográfia e Poemas
Biografia e Poemas
Casa de Angola
Sanzal Angola
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Viriato_Clemente_da_Cruz"
Fez os estudos liceais em Luanda, saiu de Angola por volta de 1957 para se dirigir a Paris onde encontra-se com Mário Pinto de Andrade, tendo desenvolvido uma intensa actividade política e cultural.
Na década de 60 tornou-se Secretário-Geral do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, partido esse que ajudou a fundar, juntamente com Agostinho Neto.
[editar] Exilado na China
Vai para Pequim, na década de setenta, onde os dirigentes chineses o receberam de braços abertos, pois tinha demonstrado uma enorme capacidade na criação do MPLA, primeiro em Conackry e, depois, no Congo Belga (neste foi detido e sofreu torturas, por defender ideias contrárias às estabelecidas). Os chineses entendiam que Viriato da Cruz poderia facilitar a penetração ideológica do socialismo maoísta no continente africano.
O que não sabiam era que estavam profundamente enganados; daí nasceu um grave mal-entendido com consequências trágicas para Viriato e para a sua família.
Elabora um relatório onde afirma que os paises Africanos, mesmo os mais desenvolvidos, não estão preparados para uma revolução socialista. Demonstra então grande firmeza ao recusar-se a mudar o relatório. Esse aspectos do seu carácter já lhe tinha valido graves dissabores na sua curta vida política quando da crise de 1962-63, no seio do MPLA. O relatório pessimista elaborado por Viriato ia contra a doutrina maoísta da iminência da revolução mundial.
Os chineses começaram a ver que Viriato se distanciava cada vez mais das teses maoístas e mantiveram-no como refém. Ele não entendia porque não o expulsavam. Mas os Chineses temiam a inteligência superior de Viriato e as consequências negativas que ele poderia causar à causa maoísta se saísse da China.
[editar] Últimos anos de vida
Os últimos anos de vida de Viriato foram de um dramatismo extremo. A falta de alimentos, a fome, fragilizaram-no. Acabou por falecer a 13 de Junho de 1973. No entanto, derradeira humilhação foi a maneira abjecta como foi levado para o cemitério dos estrangeiros entaipado entre quatro tábuas, transportado num camião militar.
[editar] Principais obras
Poemas (1961). Entre os seus textos poéticos, destacam-se Namoro, Sô Santo e Makézu.
[editar] Ver também
Lista de pessoas que participaram na guerra colonial portuguesa
[editar] Bibliografia Biográfia e Poemas
Biografia e Poemas
Casa de Angola
Sanzal Angola
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Viriato_Clemente_da_Cruz"
FONTE: http://pt.wikipedia.org/
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