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24/3/2008
O dia em que eles alçam vôo e os pais entristecem
Síndrome do ninho vazio é problema mais comum em famílias tradicionais
Deise Machado
O dia em que eles alçam vôo e os pais entristecem
Síndrome do ninho vazio é problema mais comum em famílias tradicionais
Deise Machado
Da Agência BOM DIA
Quando o assunto é síndrome do ninho vazio devem atirar a primeira pedra os pais que nunca disseram a famosa frase “filho a gente não cria para a gente, cria para o mundo”. Repetida à exaustão, ela virou clichê, embora a realidade mostre que, em boa parte dos casos, a prática é bem diversa do discurso.
Quando o assunto é síndrome do ninho vazio devem atirar a primeira pedra os pais que nunca disseram a famosa frase “filho a gente não cria para a gente, cria para o mundo”. Repetida à exaustão, ela virou clichê, embora a realidade mostre que, em boa parte dos casos, a prática é bem diversa do discurso.
Coordenadora do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Paulista (Unip), doutora pela PUC-Campinas, especialista em família, Ione Xavier prefere falar em sinais e não em sintomas, no caso da síndrome que, diz, obedece à dinâmica de cada família. Ressalta, porém, que nunca se trata de ocorrência de última hora: por trás dos sinais, há sempre uma longa história.
Ela lembra que a família contemporânea procura lidar com papéis já não tão rígidos e que as famílias tradicionais são as mais suscetíveis. A mãe que, por exemplo, apostou todas suas fichas nos filhos, corre mais risco de cobrir-se de luto quando eles vão embora.
Ana Minata, 48, e Sandra Elba Marcello, 47, sabem bem o que isso significa. Amigas de longa data, elas já trocaram muitas figurinhas sobre o assunto. Ana deixou de trabalhar logo que casou. Sandra, assim que soube que os filhos tinham sido feitos reféns durante um assalto. “Nunca voltei nem para limpar as gavetas”, resume.
Ambas revelam ter perdido referenciais com a partida dos filhos adolescentes. Recordam períodos de muita tristeza, sensação de abandono, saudade de cuidar, alimentar, levar e buscar... Mesmo agora, passados uns anos, dizem não ter superado a transformação. “Não estou preparada para ser dispensada”, diz Sandra.
Apesar disso, ela resolveu fazer ginástica e emagrecer. Já Ana revela que, ao lado do companheiro, tem descoberto “novas alegrias”. “Jogamos golfe, ‘muvucamos’, bebemos chope e rimos das bobagens da semana”, conta.
FONTE: Bom Dia Bauru - Brazil
http://www.bomdiabauru.com.br/
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