domingo, fevereiro 24, 2008

O lamento de Flávio Canto


Publicada em 23/02/2008 às 11:38
O lamento de Flávio Canto
Maura Ponce de Leon - EXTRA

Ouro no Pan de Santo Domingo e bronze na Olimpíada de Atenas-2004. Flávio Canto está acostumado com as conquistas. Mas, às vésperas da sonhada Olimpíada de Pequim, um dos maiores judocas do Brasil está tendo que se acostumar com a idéia de ir à China, no máximo, como reserva (até o fim do ano a serviço da seleção).
Flávio desembarcou ontem, no Rio, após maus resultados nos torneios do Circuito Europeu, classificatórios para Pequim. Situação diferente de Thiago Camilo, seu rival no meio-médio, que é campeão mundial e só perde a vaga se se machucar (ouça o desabafo de Flávio Canto).
- Fiquei bem chateado com o que aconteceu na Europa. Não lembro nunca de ter voltado da Europa, de etapas da Copa do Mundo, sem medalha. Mas tenho a consciência tranqüila de que, apesar de ter ido mal, fiz tudo o que pude. Não tive Natal, não tive réveillon - afirmou Flávio Canto.
O judoca, que machucou o braço no Pan do Rio, em 2007 (veja a fotogaleria da contusão do Pan) , confessa que as lesões e a idade não ajudaram.
- Nos últimos meses foram quatro lesões. Aí fica fica a dúvida: se foi pela lesão, saúde, falta de tempo adeqüado para preparação, ou por decorrência de eu não ser mais um garoto - afirma o atleta de 32 anos.
Para Pequim, Canto prefere manter os pés no chão.
- Não deu, não deu. É praticamente impossível o Thiago não se classificar. Tem gente que ainda fala: "Ah, não acabou". Cabe a mim fazer o papel: ele vai classificar, e eu vou ter que fazer a função do número dois. Estar preparado para qualquer imprevisto - diz o judoca, que ainda não foi informado pela Confederação Brasileira de Judô, se o reserva vai viajar para a China: - Em Atenas, o Thiago foi como meu reserva.
Nascido em Oxford (Inglaterra), Flávio brinca, mas sepulta as chances de tentar disputar outra Olimpíada.
- Eu até brinco que a próxima Olimpíada é na minha terra natal, em Londres. Mas acho praticamente impossível. Não tem nem espaço na minha vida para essa rotina de atleta por mais quatro anos. Hoje, tenho um monte de responsabilidade além do esporte - diz ele, que dirige a ONG Reação.

FONTE (photo include): O Globo Online - Rio de Janeiro,RJ,Brazil

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