terça-feira, novembro 06, 2007

"Sempre fui meia maria-rapaz"

"Sempre fui meia maria-rapaz"
EDMAR FERNANDES

Entrevista com Leandra Freitas, judoca
Como é que começou a sua relação com o judo?

Foram os meus pais que me colocaram no judo, principalmente o meu pai, pois sempre foi uma pessoa que gostou imenso de desportos de contacto, mas nunca teve oportunidade de os praticar com regularidade. Então, decidiu colocar na modalidade as filhas - eu (aos nove anos) e a minha irmã mais velha.

Mas você gostava de lá estar
Não preferia estar a brincar com outras coisas?

Sempre fui meia maria-rapaz quando era muito nova. Gostava de correr com os outros miúdos e não tinha dificuldade em defender-me quando era necessário.

Agora, volvida uma década desde a sua entrada no judo, conquista o Europeu de juniores. Foi difícil?

A final acabou por não custar nada, pois consegui vencer em pouco mais de trinta segundos esse combate. Mas durante a prova, acabei por sentir algumas dificuldades. Mas já parti com o objectivo de conquistar a medalha de ouro. Estava em 1.º lugar do ranking, já tinha ganho várias provas.

Um título desta envergadura muda alguma coisa no seu quotidiano?

Pessoalmente não mudei nada. Continuo a treinar e a estudar, agora é claro que existem mais pessoas a reconhecer-me pelo facto de ter ganho um Europeu.

E tem tido dificuldade em lidar com essa fama repentina?

Bem, não têm existido grandes situações desse género. Na Madeira as pessoas conhecem-me mais, passam e dizem: "Ah, aquela é a Leandra Freitas do judo", mas aqui em Lisboa passo despercebida.

Sente responsabilidade acrescida por ter o estatuto de melhor da Europa?

Não gosto muito desse tipo de pressões (risos). Sei que tenho outro tipo de responsabilidade de agora em diante, mas lido bem com isso. Mas agora é preciso ter em conta que vou subir para o escalão de sénior e o nível é outro, o que não quer dizer que não confie nas minhas capacidades.

Quais as suas ambições?

Toda a gente deve dizer a mesma coisa. Medalhas em Europeus, Mundiais, Jogos Olímpicos. Mas sonhar nunca fez mal a ninguém (risos).
FONTE: Diário de Notícias - Lisboa - Portugal

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