Condição feminina em livro de poesiaSónia Bettencourt
Ditadura da beleza feminina versada em livro de poesia
Humberta Augusto Depois de ter lançado no Porto a sua mais recente obra, Sónia Bettencourt prepara-se para a apresentação pública nas ilhas de “As Três Faces de Eva".
O livro de poesia trata sobre o complexo universo feminino e vai ser dado a conhecer no dia 24 de Novembro em Angra do Heroísmo.
“As Três Faces de Eva”, editado pela Corpos Editora, é o nome do mais recente trabalho literário de Sónia Bettencourt que já teve lançamento oficial na cidade do Porto no passado mês Outubro e que prepara igual apresentação em Angra.Trata-se da segunda publicação da obra da escritora terceirense, também sob forma de poesia. Depois de “Pena e Pluma”, editada em 2003, com direito a reedições no Brasil, a obra “As Três Faces de Eva” vai ser lançada no próximo dia 24 de Novembro, no Havana Club, em Angra do Heroísmo, com apresentação de Sandra Bessa.
Humberta Augusto Depois de ter lançado no Porto a sua mais recente obra, Sónia Bettencourt prepara-se para a apresentação pública nas ilhas de “As Três Faces de Eva".
O livro de poesia trata sobre o complexo universo feminino e vai ser dado a conhecer no dia 24 de Novembro em Angra do Heroísmo.
“As Três Faces de Eva”, editado pela Corpos Editora, é o nome do mais recente trabalho literário de Sónia Bettencourt que já teve lançamento oficial na cidade do Porto no passado mês Outubro e que prepara igual apresentação em Angra.Trata-se da segunda publicação da obra da escritora terceirense, também sob forma de poesia. Depois de “Pena e Pluma”, editada em 2003, com direito a reedições no Brasil, a obra “As Três Faces de Eva” vai ser lançada no próximo dia 24 de Novembro, no Havana Club, em Angra do Heroísmo, com apresentação de Sandra Bessa.
Tripartido em personagens homónimas interpretadas por Joanne Woodward no filme ("The Three Faces of Eve", de 1957), o livro faz uma alusão a três mulheres: “Eva Preta, Eva Branca e Jane” – mulheres que traçam a realidade contemporânea da condição feminina: “a impressão que se tem é de que o universo da mulher está a ser regido por uma ditadura da beleza”, explica a autora.
Para Sónia Bettencourt, o livro versa sobre o paradigma da “beleza” e da “inteligência”: “afinal é a mulher que tem esta dupla face: prisioneira de muitos preconceitos, por um lado e fêmea maldita, por outro”, refere.
“A temática da mulher com estas suas vertentes femininas extremas pareceu-me importante de falar e mostrar principalmente à própria mulher. É um modo de ela se ver e observar a si própria. Daí que o espelho seja um objecto perfeito para figurar no livro. E, por acaso ou não, a editora escolheu a imagem de uma mulher a mirar-se ao espelho para figurar o convite para o lançamento do livro”.
Foram três as personagens escolhidas para a transposição do pensamento da autora: Eva Preta, Eva Branca e Jane, ou seja, explicou, a mulher enclausurada pela pressão da beleza, a mulher frágil e a mulher livre.
Sónia Bettencourt não assume certezas, mas a mulher que advoga é a do ser humano “com inúmeras responsabilidades” e sustentadora de vários papéis:“a mulher é o pilar de uma casa. Uma mulher feliz é igual a uma casa feliz”.
Poesia parasempre
O segundo livro de Sónia Bettencourt continua no seu registo de eleição: o poético. “Quem escreve poesia nunca deixará de escrevê-la”, aponta. “Acredito que escrever, e escrever poesia, sobretudo, não é um acto de vontade, mas uma vocação. Não é o poeta que escolhe a poesia, mas a poesia que escolhe o poeta”.
Poesia parasempre
O segundo livro de Sónia Bettencourt continua no seu registo de eleição: o poético. “Quem escreve poesia nunca deixará de escrevê-la”, aponta. “Acredito que escrever, e escrever poesia, sobretudo, não é um acto de vontade, mas uma vocação. Não é o poeta que escolhe a poesia, mas a poesia que escolhe o poeta”.
A autora afirma ir mesmo mais longe ao acreditar “que os versos já estão todos escritos, o poeta tem é que descobri-los e passá-los para o papel. Afirmo com toda a certeza, em tom de arremate, que a poesia não é o caminho para quem procura prestígio ou nome, pois poucos são os que lêem e escrevem”. A autora diz ter procurado inspiração e impulso para a escrita do seu segundo livro através da sua vivência, mas sobretudo pelo “sentir” de outras obras literárias.“
Dediquei-me a outros géneros de leitura e aprendizagem”, explicou, exemplificando com nomes como Judite Teixeira, Isabel de Sá, Gilka Machado, Hilda Hilst, Clarice Lispector. Nestas autoras Sónia Bettencourt afirma ter sido sugestionado para escrever sobre “o caminho errado por que segue a mulher da nossa actual sociedade e assuntos complexos que estão de certa forma sempre na ordem do dia, como o aborto, o tráfico de mulheres, a mutilação genital, por exemplo”.
A escritora recusa contudo qualquer classificação feminista da obra. Lançamentonacional
O lançamento do livro no Porto foi uma questão de logística da Corpos Editora que acabou por se traduzir numa “mais-valia” para a autora.Este modelo de lançamento de livros de novos autores acabou por permitir, disse, a “troca de ideias, experiências, de conhecimentos”.
O lançamento do livro no Porto foi uma questão de logística da Corpos Editora que acabou por se traduzir numa “mais-valia” para a autora.Este modelo de lançamento de livros de novos autores acabou por permitir, disse, a “troca de ideias, experiências, de conhecimentos”.
“Aconteceu que muitos dos autores lá presentes trocarem livros entre si e combinarem encontrar-se dias depois neste ou naquele evento literário que vai acontecendo um pouco por todo o lado”. No seu caso, confessa, as limitações da geografia insular não estiveram do seu lado “não podia marcar presença em lado algum, por residir longe, a duas horas de distância de avião”. “Mas não foi nem é por isso que deixo de contribuir com o meu trabalho, com certas publicações que me solicitam, muito menos me impede de criar e realizar o que quer que seja”. Aliás, as próximas realizações de Sónia Bettencourt, adianta-nos, querem ser no campo da imaginação e da literatura infantil.
Para mais breve, conta, estará um livro de mini-ficções, sem esquecer, adianta “um guião para cinema que está na gaveta há sete anos mais ou menos”.
FONTE: A União - Angra do Heroísmo-Ilha Terceira,Açores,Portugal
FONTE: A União - Angra do Heroísmo-Ilha Terceira,Açores,Portugal
Nenhum comentário:
Postar um comentário