
Simplesmente, Poeta
Maria de Fatima Delfina de Moraes
Hoje, estou feliz!!!
Meu coração voa, canta e agiganta
na alegria de poder sorrir
nesta manhã tão linda.
Minh'alma regozija, inquieta.
Não sou feliz ou triste, sou poeta.
Meu coração palpita – está em festa.
Não sou Deus . . .
Em meus versos canto
o encanto ou desencanto,
o mito, o rito, os ditos ou desditos
que em teu coração habitam.
Acalmo ou enfeito sonhos.
Alimento assim, almas ou corações
em paz ou em conflito.
Sou o tempo que passa ou paira mágico,
para doar ao teu coração a alegria nata.
Dou-te aquela alegria
em que estando triste
teus olhos não podem ver
mas sei que o coração poderá sentir.
Não sou feliz ou triste, sou poeta.
E sei que sempre em nós a alegria existe,
embora nossa turva visão não a admita,
não a reconheça . . .
Ah ! bem sei . . .
Ás vezes, teu coração desiste
de buscar caminhos.
Posso ser teu sol, lua, ou estrela guia.
Posso ser teu canto, teu grito, tua magia.
Posso ser teu sonho, desejo ou fantasia.
E é assim que canto, dia após dia,
e o teu coração encanto.
Não sou feliz ou triste.
Sou simplesmente, Poeta !
E passeando pelo mundo em versos,
sou poesia.
Poesia publicada na Academia Virtual Poética do Brasil, coordenada por Zelisa Camargo e dirigida por Olga Kapatti - Ciranda 005/2006, intitulada: Serão Deuses os Poetas ?
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