Alckmar Luiz dos SantosArquivo de Quase Soneto
O volupté de l’1inutile,
Ce luxe indécent de l’esprit,
Comme beauté d’arbre sans fruit
Ou comme la robe de Odile.
“Inutile”, de Jacques Durandeaux,
“Inutile”, de Jacques Durandeaux,
em Chansons et Poèmes
PRIMEIRO SONETO BARROCO
O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo todo.
Gregório de Matos
Um simples conformar-me a olhos tais
Foi firme e certo intento em não querê-la:
Recusa de ceder ao que — tão bela —
Seria morte em mim, um fim, sem mais.
E mais, ainda, a afronta desse viço
Que — tão contrário a mim — se faz arauto
Da dor com que me vejo louco e falto
Da força com que arrosta o fado imigo.
Mas, deu-se o renascer (que nem é certa
Idéia que de mim se afirme à custa),
E fez de outra fatura o meu olhar-te:
E fez de mim — ruína que antes era
— Um ínfimo infinito: imagem sua,
Ao dar-se em todo inteiro o que era parte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário