Afonso de FreitasInexplicável
Para que o pássaro alegre
se a gaiola é o símbolo da agonia?
Para que o gato manso e tranqüilo
se não posso entender
a grandeza profunda do seu meigo olhar
nem a grandeza de sua paz macia?
Para que o amanhecer
se meu sono é de plena inconsciência?
Daí a grande dúvida: se existir é uma coisa
ou se outra coisa é a existência.
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