domingo, julho 09, 2006

ANTINOME - Chico Cesar


Chico Cesar - Antinome

à noite aguda
ouvi um deus me acuda
como se aqui fosse a croácia
e era um assalto na farmácia
alguém necessitava
gaze e merthiolate
ob e chá mate


chamo-te pelo antinome, pai
quando o invisível
some e se esvai
em vinho que não bebo
em pão que não comerei jamais


no dia longo
sol nascendo e sol se pondo
como se aqui fosse o saara
é ceará e mais deus não dera
oásis quase nem
ninguém sequer espera
resseca gente-fera


a noite morre
ouço um quem me socorre
como se grozni aqui fora
e era alguém que ia embora
e o outro que ficava
implorava companhia
perdão, misericórdia

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