terça-feira, maio 30, 2006

RENDEIRA por NADIR A D´ONOFRIO


RENDEIRA
Nadir A D’Onofrio

Dedos ágeis da rendeira
Tecem a renda de bilro
Cruzam linhas e cores
Nos alfinetes o destino...
Dedos calejados
Cansativa labuta
Deixa vagar pensamentos
Mocidade e seus momentos...

À sombra da choupana
Tem o mar como cenário
Olhar triste e perdido
Desesperança surgindo...
Onde estará seu amor?
O Raimundo pescador
Exímio jangadeiro...
A noite passou
O dia clareou
A tarde findou
E ele não regressou...


20/05/2006
Santos SP 16:40

Um comentário:

  1. Domingos agradeço-lhe a gentileza, o carinho em hospedar meu texto!
    Abraços.
    Nadir

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