
A ANSIEDADE – PARTE 4.
Diante dos acontecimentos da última semana, do panorama inquietante do país, da grande falta de valores, miséria, violência e indecência na política, penso como muitos, que vislumbro uma única reação possível e urgente: apostar nos princípios e valores que pautam nossas vidas pessoal e profissional, hoje suplantados por atitudes e práticas distorcidas.
Nós não compactuamos com essa realidade. Precisamos e devemos mudar. É isso que quero "vender" hoje aqui: Um artigo que anda escasso no cotidiano brasileiro, valores fundamentais que nos fazem muita falta, pois dão sustentação à verdadeira democracia.
Como vivemos em um país imenso e temos muitos "Brasis", precisamos ter um mínimo de valores comuns, como ética, decência, veracidade, honestidade, justiça, para estabilizar nosso presente e construir um futuro digno para todos. Quais os valores da sociedade em que vivemos? Como se distinguem???
Parece que já não sabemos diferenciar valor de contra valor na sociedade permissiva e passiva de hoje. O aviltamento dos padrões éticos, a falta de legitimidade das instituições e sua crescente deterioração e a falta de punição aos que legitimam os contra valores minam e paralisam nossa capacidade de reação.
Será que estamos todos anestesiados???. Mas se quisermos e queremos, com certeza viver em um país sério e justo, precisamos nos impor e restaurar nossos valores. Liberdade, justiça, honestidade, ética, respeito, transparência, dignidade, bem estar social. São valores.
Injustiça, desonestidade, deslealdade, oportunismo, corrupção, esperteza. São contra valores. Quem vai ganhar esta batalha??? A crise política brasileira dos últimos meses é a maior prova de que vivemos em uma carência enorme de valores.
Essa sensação de insegurança, do cada um por si, do digamos pânico generalizado elevando os sentimentos e os pensamentos há um grau crescente de irracionalidade não só individual, mas também no grupo, só nos levará ao chamado em psicologia de "Desamparo Aprendido", ou seja, por mais que façamos ou nos comportemos tudo será um caos e só resultará em mais dor e sofrimentos, o que apenas acentua perigosamente o risco de soluções mais e mais destrutivas.
Além destes fatos recentes evidenciam que perdemos o bom senso e a noção de justiça e de ética; os escândalos, a corrupção, o mal uso de verbas e os comportamentos de muitos homens públicos geram ainda mais incertezas; delegacias e penitenciárias estão cheias de homens e mulheres que cumprem penas em péssimas condições, menos Fernandinho Beira Mar e Marcos Camacho o (Marcola) é claro... Como também as arrogantes medidas do STF, na pessoa do ex-ministro Jobim... A rotina de escândalos, que culminou com a descoberta do mensalão, caixa econômica, ambulâncias, bingos, etc, etc e etc, que escancarou as inúmeras negociatas entre governos, partidos, empresas públicas e privadas.
Deputados e senadores, eleitos por nós, nossos representantes no Parlamento, trocaram sua dignidade e a confiança dos eleitores pela mercantilização da sua posição política, favores, apadrinhamentos, cargos e agora até aulas de dança. Tudo com o fim de garantir a permanência no poder.
O que mais espanta é que não se constrangem ao assumir a compra de votos e o caixa 2. Até declaram que poderiam ter resolvido as dívidas passadas ou fazer caixa para campanhas futuras com os fornecedores do Ministério onde atuavam, mas preferiram procurar o tesoureiro do partido.
Diante da profusão de atos ilícitos, já aceitamos barbaridades como fatos banais. Estamos mesmo anestesiados!!! Agora não é uma pergunta, é uma afirmação: Estamos sim, anestesiados.
Outras questões: De onde vieram os milhões do mensalão que circularam por gabinetes, malas e cuecas país afora??? Da sonegação, do contrabando, da pirataria, do abuso de poder, da conivência, do desvio, da impunidade, do "deixa pra lá". Da ausência de valores!!!
Enquanto combatemos as práticas irregulares que afrontam as leis no país como a naturalidade com que convivemos com a pirata ria mostra nossa flexibilidade em relação ao crime. Falta seriedade no combate ao mercado informal e aos vícios criminosos que interferem na economia.
Falta ética na concorrência, eficiência no gerenciamento das contas públicas, no controle de gastos, na administração de receitas e despesas. Essas práticas não combinam com os avanços democráticos que conquistamos. Democracia implica em leis funcionais, sem formalismos jurídicos nem jogo de faz de conta, sem o já conhecido "jeitinho brasileiro".
Não podemos mais compactuar com a tese de que "sempre foi assim" do rouba mais faz, lembra??? Não podemos minimizar a gravidade dos fatos e das acusações. Para onde vão os recordes da arrecadação federal??? O Estado criado para gerir e servir recolhe milhões em impostos e não devolve nada à população.
Não podemos mais permitir os pequenos delitos que geram os grandes delitos. Quando não exigimos nota fiscal, nos tornamos cúmplices da ilegalidade que se instaurou no país. E se sonegamos, não podemos exigir saúde, educação, trabalho, produção, segurança, direitos básicos do cidadão.
O que resta para os milhões de jovens brasileiros que acompanham diariamente os escândalos da política pela mídia??? Que valores nossos representantes no Parlamento transmitem a esses jovens ainda em formação, estudantes ou recém chegados ao mercado de trabalho??? Que valores passam à população do país??? E como ficam e ficarão as crianças, futuras gerações??? (se é que existirão!!!).
BOA SEMANA
VINICIUS D´OTTAVIANO
Diante dos acontecimentos da última semana, do panorama inquietante do país, da grande falta de valores, miséria, violência e indecência na política, penso como muitos, que vislumbro uma única reação possível e urgente: apostar nos princípios e valores que pautam nossas vidas pessoal e profissional, hoje suplantados por atitudes e práticas distorcidas.
Nós não compactuamos com essa realidade. Precisamos e devemos mudar. É isso que quero "vender" hoje aqui: Um artigo que anda escasso no cotidiano brasileiro, valores fundamentais que nos fazem muita falta, pois dão sustentação à verdadeira democracia.
Como vivemos em um país imenso e temos muitos "Brasis", precisamos ter um mínimo de valores comuns, como ética, decência, veracidade, honestidade, justiça, para estabilizar nosso presente e construir um futuro digno para todos. Quais os valores da sociedade em que vivemos? Como se distinguem???
Parece que já não sabemos diferenciar valor de contra valor na sociedade permissiva e passiva de hoje. O aviltamento dos padrões éticos, a falta de legitimidade das instituições e sua crescente deterioração e a falta de punição aos que legitimam os contra valores minam e paralisam nossa capacidade de reação.
Será que estamos todos anestesiados???. Mas se quisermos e queremos, com certeza viver em um país sério e justo, precisamos nos impor e restaurar nossos valores. Liberdade, justiça, honestidade, ética, respeito, transparência, dignidade, bem estar social. São valores.
Injustiça, desonestidade, deslealdade, oportunismo, corrupção, esperteza. São contra valores. Quem vai ganhar esta batalha??? A crise política brasileira dos últimos meses é a maior prova de que vivemos em uma carência enorme de valores.
Essa sensação de insegurança, do cada um por si, do digamos pânico generalizado elevando os sentimentos e os pensamentos há um grau crescente de irracionalidade não só individual, mas também no grupo, só nos levará ao chamado em psicologia de "Desamparo Aprendido", ou seja, por mais que façamos ou nos comportemos tudo será um caos e só resultará em mais dor e sofrimentos, o que apenas acentua perigosamente o risco de soluções mais e mais destrutivas.
Além destes fatos recentes evidenciam que perdemos o bom senso e a noção de justiça e de ética; os escândalos, a corrupção, o mal uso de verbas e os comportamentos de muitos homens públicos geram ainda mais incertezas; delegacias e penitenciárias estão cheias de homens e mulheres que cumprem penas em péssimas condições, menos Fernandinho Beira Mar e Marcos Camacho o (Marcola) é claro... Como também as arrogantes medidas do STF, na pessoa do ex-ministro Jobim... A rotina de escândalos, que culminou com a descoberta do mensalão, caixa econômica, ambulâncias, bingos, etc, etc e etc, que escancarou as inúmeras negociatas entre governos, partidos, empresas públicas e privadas.
Deputados e senadores, eleitos por nós, nossos representantes no Parlamento, trocaram sua dignidade e a confiança dos eleitores pela mercantilização da sua posição política, favores, apadrinhamentos, cargos e agora até aulas de dança. Tudo com o fim de garantir a permanência no poder.
O que mais espanta é que não se constrangem ao assumir a compra de votos e o caixa 2. Até declaram que poderiam ter resolvido as dívidas passadas ou fazer caixa para campanhas futuras com os fornecedores do Ministério onde atuavam, mas preferiram procurar o tesoureiro do partido.
Diante da profusão de atos ilícitos, já aceitamos barbaridades como fatos banais. Estamos mesmo anestesiados!!! Agora não é uma pergunta, é uma afirmação: Estamos sim, anestesiados.
Outras questões: De onde vieram os milhões do mensalão que circularam por gabinetes, malas e cuecas país afora??? Da sonegação, do contrabando, da pirataria, do abuso de poder, da conivência, do desvio, da impunidade, do "deixa pra lá". Da ausência de valores!!!
Enquanto combatemos as práticas irregulares que afrontam as leis no país como a naturalidade com que convivemos com a pirata ria mostra nossa flexibilidade em relação ao crime. Falta seriedade no combate ao mercado informal e aos vícios criminosos que interferem na economia.
Falta ética na concorrência, eficiência no gerenciamento das contas públicas, no controle de gastos, na administração de receitas e despesas. Essas práticas não combinam com os avanços democráticos que conquistamos. Democracia implica em leis funcionais, sem formalismos jurídicos nem jogo de faz de conta, sem o já conhecido "jeitinho brasileiro".
Não podemos mais compactuar com a tese de que "sempre foi assim" do rouba mais faz, lembra??? Não podemos minimizar a gravidade dos fatos e das acusações. Para onde vão os recordes da arrecadação federal??? O Estado criado para gerir e servir recolhe milhões em impostos e não devolve nada à população.
Não podemos mais permitir os pequenos delitos que geram os grandes delitos. Quando não exigimos nota fiscal, nos tornamos cúmplices da ilegalidade que se instaurou no país. E se sonegamos, não podemos exigir saúde, educação, trabalho, produção, segurança, direitos básicos do cidadão.
O que resta para os milhões de jovens brasileiros que acompanham diariamente os escândalos da política pela mídia??? Que valores nossos representantes no Parlamento transmitem a esses jovens ainda em formação, estudantes ou recém chegados ao mercado de trabalho??? Que valores passam à população do país??? E como ficam e ficarão as crianças, futuras gerações??? (se é que existirão!!!).
BOA SEMANA
VINICIUS D´OTTAVIANO
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