mother of pigeons by bianca van der werfview portfolio (193 images)
Pombos e poesia para lembrar Torga Trezentos pombos subirão esta manhã aos céus de Coimbra, atravessando o Mondego em homenagem a Torga, com poemas que serão lidos por alguns jovens alunos.
A largada de pombos-correio irá decorrer no largo da Portagem, às 09H30 desta manhã, junto ao memorial em homenagem a Miguel Torga, próximo do local onde funcionou o consultório do médico Adolfo Rocha, nascido há 100 anos e que cedo adoptou aquele pseudónimo.
A iniciativa é promovida pela Federação Portuguesa de Columbofilia, pela Escola EB 2-3 Manuel da Silva Gaio e pelo historiador Paulino Mota Tavares, com a colaboração do declamador Machado Lopes, Grupo Columbófilo de Coimbra e Secção Columbófila do Santa Clara Futebol Clube, que dispobilizam a maior parte dos pombos-correio.
“Torga é um símbolo para os jovens e para a sociedade portuguesa”, declarou o médico José Tereso, sublinhando que o autor de “Os Bichos”, além de criador literário, era “um defensor da natureza, dos animais, da paz e da amizade”.
Os pombos são “um símbolo da paz e da amizade”, acrescentou o presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia. “O pombo é o animal mais fiel à família, é a ave mais veloz, mais resistente e com maior sentido de orientação”, disse.
Luís Marques, professor de Educação Visual e Tecnológica e responsável pelo pombal da Escola Silva Gaio, na margem esquerda do Mondego, revelou que dos 15 pombos-correio do estabelecimento apenas 12 irão participar na homenagem, já que dois são muito jovens (borrachos), transportando poemas de Miguel Torga entre o largo da Portagem e o estabelecimento de ensino.
As mensagens poéticas serão depois lidas por alunos do Grupo de Teatro da escola, orientados pelos professores de Português do 9º ano.
“Pombas vadias bandeavam--se voluptuosamente nos fios da rede eléctrica ou catavam–se pousadas nos candeeiros da iluminação. (…) Coimbra mais uma vez, com a sua luz mediúmnica, a sua graça lírica e a sua provinciana prosápia doutoral, que a Torre da Universidade simbolizava, a pairar altiva no céu lavado”, refere Torga, em “A Criação do Mundo (Sexto Dia)”, ao observar a cidade a partir da janela do seu consultório.
Hoje, a homenagem ao escritor, falecido em 1995, irá começar com uma concentração junto ao memorial em sua homanagem, às 09H30, na margem direita do Rio Mondego.
FONTE: As Beiras Online - Coimbra,Coimbra,Portugal
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