quinta-feira, dezembro 06, 2007

BLUES DO PAI MORTE - Allen Ginsberg - Tradução: Cláudio Willer

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Allen Ginsberg
BLUES DO PAI MORTE
(Tradução literal - Cláudio Willer)

Ei, Pai Morte, estou voando pra casa / Ei, velho, você está sozinho / Ei, velho paizinho, eu sei pra onde vou // Pai Morte, não chore mais / Mamãe está lá, embaixo do chão / Irmão Morte, por favor, tome conta da casa // Velha Titia Morte, não esconda seus ossos / Velho Tio Morte, eu escuto seus ais / Oh, Irmã Morte, são doces os seus lamentos // Oh, Crianças Morte, respirem seu ar / O peito ofegante vai aliviar a morte de vocês/ A dor passou, as lágrimas levam o resto // Gênio Morte, sua arte está completa / Amante Morte, seu corpo se foi / Pai Morte, estou indo pra casa // Gênio Morte, suas palavras são verdadeiras / Professor Morte eu lhe agradeço / Por me inspirar a cantar este blues // Buda Morte, eu acordo com você / Darma Morte, sua mente é verdadeira / Sanga Morte, vamos superar isso tudo // Sofrer é [próprio d]o que nasce / Ignorância me fez esquecer / As verdades amargas não posso desdenhar // Pai Sopro, mais uma vez, adeus / Sua herança não foi ruim / Meu coração está parado, como o tempo dirá.
FONTE: poesia.net

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