
Piauí soma três medalhas nas Olimpíadas Escolares
Dois pódios no Judô, um deles com Marília Ramos, e um no Atletismo podem ter sido os últimos do Estado na competição deste ano.
Duas medalhas no Judô e uma no Atletismo. E pode ficar por aí. Na segunda fase das Olimpíadas Escolares (15 a 17 anos), que acontece até o final desta semana em João Pessoa/PB, o Piauí deve passar longe do número de medalhas da primeira fase (12 a 14 anos), disputada em outubro em Poços de Caldas/MG, onde foram conquistadas nove medalhas. Nesta terça-feira (13), estréiam vôlei e handebol, ambos sem gerar muita expectativa. Futsal e Natação decepcionaram.
A única novidade foi o bronze de Francineide Araújo, do Liceu Piauiense. Ela correu os 100 metros rasos no último domingo em 12s53, contra 12s52 da medalhista de prata, Bruna Farias, de Alagoas. O ouro de Sarah Menezes na sexta-feira e o bronze de Marília Ramos no sábado, ambos no judô, completam o quadro de medalhas do Piauí no torneio.
A decepção ficou por conta do judô. Com nomes como Francinaldo Segundo, Stanley Torres e Werton Bastos Júnior, o estado amargou a última posição geral no masculino. Além das duas medalhas, de toda a delegação, nenhum judoca piauiense chegou ao quinto lugar, ou seja, não disputou medalha. Desempenho incomum, mas explicado pelo técnico Expedito Falcão, que já retornou ao Piauí após acompanhar a delegação.
"O nível estava muito forte. São Paulo e Rio de Janeiro mandaram suas equipes principais, a competição tornou-se muito igual", disse Expedito, ressaltando que os piauienses foram derrotados logo nos primeiros combates para campeões pan-americano e sul-americano da categoria. Ainda assim, o técnico admite que faltou um pouco mais de treinamento aos atletas, que se depararam com um nível acima do esperado.
O forte desempenho entre os atletas mais novos e a queda de rendimento entre os mais velhos podem, além dos resultados obtidos nos Jogos deste ano, podem denotar duas coisas: 1) O quadro de medalhas do Piauí depende do Judô; 2) Por algum motivo, o talento natural dos atletas entre 12 e 14 anos não tem continuidade com o avançar dos anos. Desinteresse do atleta ou falta de apoio e incentivo? Algo que precisa ser discutido.
Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com
FONTE: Cidadeverde.com - Teresina,PI,Brazil
http://www.cidadeverde.com/
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