Carlos Roberto LacerdaPlenilúnio
A espada
rasga as oscilações do azul
e ilumina
o jardim zen de Ryoan-ji
de onde a lucidez
corrige meu olho e o faz
sentir-se
Atento
à fúria de Bodhidharma
responde
o veludo das pedras
às arestas da íris
Tão plena
quanto a morte: a luz
nessa lâmina
e quando não penso
A insônia
se esvai
no que é ver-se mas
o vazio
não dorme
[Extraído do livro Astérion, Uberaba - MG, 1983]
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