terça-feira, agosto 14, 2007

QUASE UM CORPO - André Luiz Pinto


André Luiz Pinto
Quase um corpo
Quase um corpo,
armadilha de seu
gesto impossível.
Se a boca revela
raríssimas flores,
o rosto conserva
o passível desejo na
fronha das nuvens,
nesse dia incomum
depois de tantos
crimes, notícias de
jornal, resumindo
com a boca imunda
os tempos de guerra
os dias felizes sem
você, café, qualquer
vício nessa cabeça
de homem, raposa.

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