
29/08/2007 - 11h30
Por falta de verba, Mundial de judô no Rio está ameaçado
Da Redação
Por falta de verba, Mundial de judô no Rio está ameaçado
Da Redação
Em São Paulo
A duas semanas da abertura do Mundial de judô, evento que está marcado para acontecer no Rio de Janeiro, a dificuldade financeira dos organizadores fez o principal dirigente do esporte no mundo, Yong Sung Park, impor prazo para Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, garantir hospedagem e alimentação de 776 judocas.
A duas semanas da abertura do Mundial de judô, evento que está marcado para acontecer no Rio de Janeiro, a dificuldade financeira dos organizadores fez o principal dirigente do esporte no mundo, Yong Sung Park, impor prazo para Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, garantir hospedagem e alimentação de 776 judocas.
O Mundial só não foi cancelado em razão de uma garantia por escrito do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), exigência feita anteontem pela FIJ (Federação Internacional de Judô) após ter recebido carta dos organizadores do evento, informou nesta quinta-feira o jornal Folha de S. Paulo.
A dificuldade financeira surgiu porque eles esperavam que a prefeitura oferecesse R$ 8 milhões para realizar o Mundial, mas só conseguiram R$ 5 milhões. Tanto CBJ quanto COB foram questionados se houve algum erro de planejamento, uma vez que às vésperas do evento, se vê dependente da verba do Rio e não conta com nenhum investidor privado.
O estafe da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) informara à federação internacional que "como conseqüência dos altos custos do Pan, o COB e a Prefeitura do Rio não conseguiram manter todos os compromissos com a CBJ a respeito da oferta de passagens aéreas e acomodação para as delegações participantes do Mundial". O presidente da FIJ, o sul-coreano Park, reagiu e mandou carta a Nuzman. Disse que a negativa de arcar com tais gastos descumpriam o acordo entre as partes e que, Nuzman, deveria se posicionar, até as 18h de anteontem, se o comitê referendava a posição da CBJ, sob pena de cancelar o evento no Rio.
Nuzman respondeu por escrito que "com assistência do COB, o comitê organizador do Mundial tomará as ações apropriadas para cobrir os custos de alimentação e hospedagem". Conforme noticiou a Folha, ele revelou ainda que não tinha idéia das dificuldades financeiras dos organizadores do evento, alegando ter ficado "realmente surpreso com o conteúdo da carta" de Paulo Wanderley Teixeira. O presidente da CBJ, porém, nega. Ele afirmou que havia falado com Nuzman sobre o assunto antes de escrever à entidade que comanda o judô mundial.
FONTE: UOL Esporte - São Paulo, SP, Brazil
FONTE: UOL Esporte - São Paulo, SP, Brazil
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