terça-feira, agosto 07, 2007

FUGITIVA DO MEDO - Maria de Fatima Delfina de Moraes


FUGITIVA DO MEDO
Maria de Fatima Delfina de Moraes

Cansada do cárcere, revolto-me.
Entre a fúria e angústia
pela coragem esquecida num canto da alma
liberto-me dos grilhões que me acorrentam.

Peito aberto, sigo em frente . . .
Sou águia desperta.

Vou ao encontro do teu corpo.

O medo do que eu possa encontrar
ao me permitir estar em teus braços
já não pode ser mais forte que o desejo.

E de espírito livre, confesso:
Quero sim, o teu abraço!
Quero o sabor do teu beijo!

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