segunda-feira, agosto 27, 2007

Cárcere - António Salvado

António Salvado
Cárcere
O cárcere profundo em que encontro...
O forte muro a esta mágoa preso...
A cicatriz deixada nos meus ombros...
A luz extinta a segredar promessas...
A chaga enorme que me abraça bem,
confuso encantamento sem perdão...
A corroída esperança que retenho
quando levanto num suspiro as mãos...
É destas marcas vivas que o meu ser
tenaz e loucamente se alimenta...
São estes os autênticos prazeres
que as minhas horas sofrem violentas!

Um comentário:

  1. Anônimo7:07 AM

    Gostei muito de ver este 'velho' poema de António Salvado neste blog. Tal como este poeta português tambem sou natural de Castelo Branco, Portugal.
    desde a Beira um abraço do outro lado do mar.

    ResponderExcluir