António Salvado Cárcere
O cárcere profundo em que encontro...
O forte muro a esta mágoa preso...
A cicatriz deixada nos meus ombros...
A luz extinta a segredar promessas...
A chaga enorme que me abraça bem,
A chaga enorme que me abraça bem,
confuso encantamento sem perdão...
A corroída esperança que retenho
quando levanto num suspiro as mãos...
É destas marcas vivas que o meu ser
É destas marcas vivas que o meu ser
tenaz e loucamente se alimenta...
São estes os autênticos prazeres
que as minhas horas sofrem violentas!
Gostei muito de ver este 'velho' poema de António Salvado neste blog. Tal como este poeta português tambem sou natural de Castelo Branco, Portugal.
ResponderExcluirdesde a Beira um abraço do outro lado do mar.