quinta-feira, julho 20, 2006

DA RUA - Maiakóvski


DE RUA
Maiakóvski
Barracas - entre imagem gastas,
Bandejas sangram framboesas.
Num arenque lunar se arrasta
Sobre mim uma letra acesa.
Cravo as estacas dos meus passos,
O tamborim das ruas sente.
Lentamente os bondes-cansaços
Cruzam as lanças fluorescentes.
Alçando a mão o olho arisco,
A praça oblíqua põe-se a salvo.
O céu esgazeia ao gás alvo
O olhar sem-ver do basilisco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário