
ANA CACHOLA E OS JOGOS OLÍMPICOS DE PEQUIM
QUERO ATINGIR OS MÍNIMOS
Ana Cachola é a única judoca portuguesa com direito à Bolsa de Preparação Olímpica Pequim 2008. A atleta aposta tudo para estar no seu melhor nível e conseguir estar presente na maior competição mundial.
Miguel Rocha
Ana Cachola, da categoria de -63kg, do Judo Clube do Algarve, confidencia, a O NORTE DESPORTIVO, que entrou para o judo “através de uma amiga que praticava natação” Com 19 anos, a judoca algarvia já tem um vasto currículo, onde se destacam os títulos de campeã da Europa de Sub-23 em 2004, de juniores em 2005 e ainda uma medalha de bronze nesta última categoria. Nas competições internas, Ana Cachola já arrecadou nove campeonatos nacionais.Neste momento está integrada no Projecto Olímpico Esperanças 2012 e há cerca de três semanas sentiu uma “alegria imensa”, pois tornou-se na única judoca portuguesa beneficiária do programa de Bolsas de Preparação Olímpicas Pequim 2008, depois da Federação Portuguesa de Judo propor o seu nome e de outro atleta ao Comité Olímpico.
“A escolha foi realizada mediante o currículo que cada um tinha e as possibilidades para conseguir os mínimos para os Jogos Olímpicos de Pequim”, refere a jovem judoca.
Estas bolsas da Solidariedade Olímpica são concedidas a atletas de nível internacional de desportos olímpicos individuais que não tenham possibilidades de beneficiar de adequadas condições de treino ou de participação em provas internacionais, seja por falta de meios técnicos ou por constrangimentos financeiros.
A bolsa da Solidariedade Olímpica garante ao beneficiário treino e treinador especializado, condições de treino, assistência médica e monitorização científica regulares, apoio logístico e patrocínio financeiro à participação em provas de qualificação olímpica.
“Este subsídio pode ajudar a Federação para o financiamento de deslocações que possam surgir, de modo a que eu possa melhorar o meu nível competitivo”, menciona Ana Cachola.
“A grande finalidade para o futuro próximo é atingir os mínimos de qualificação”, afirma a atleta algarvia, pois o apoio é considerado condicional até a desportista conseguir essa meta e assim que esta é alcançada torna-se efectivo até aos Jogos Olímpicos de Pequim em Agosto de 2008. “Encontrava a motivação que precisava para as provas nos meus pais e no meu clube, porque eram estes que pagavam tudo o que eu necessitava, já que nunca pratiquei judo pelo dinheiro, mas por prazer”, conclui Ana Cachola.
FONTE: O Norte desportivo - Perafita, Portugal -
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