Maria de Fatima Delfina de Moraes – RJ, 04/05/2006
Quando eu o vi chorar,
quis acalmar seu pranto.
Toquei-lhe a face
com dedos leves, suaves . . .
Um toque leve de seda em seus olhos
querendo tocar sua alma.
Quis entender seu pranto . . .
Havia silêncio inquieto
na imensidão do quarto.
E seu desejo foi ficar inerte
envolto em silêncio e em sabor de lágrimas . . .
Respeitei o momento,
aquietei-me a seu lado . . .
Quis me fazer presente,
numa presença simples - quieta e muda.
E já passado o pranto que o afligiu o peito,
me fiz ternura, fui acalanto,
em meu abraço mudo.
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