sexta-feira, maio 19, 2006

JUDÔ BRASILEIRO SE PROJETA PARA O MUNDO por DOMINGOS DE SOUZA NOGUEIRA NETO

JUDÔ BRASILEIRO SE PROJETA PARA O MUNDO: Muitos se lembram, de quando o vôlei brasileiro, em pleno Maracanã, enfrentava em igualdade de condições a fortíssima seleção russa. Para o povo, que pensava no Brasil em termos de futebol e fórmula I, começava a surgir uma nova opção de esperança esportiva, o que terminou com o Brasil, na primeira linha do vôlei mundial, feminino e masculino.

Vendo o Desafio Internacional de Judô em Belo Horizonte, o desafio Brasil x Japão, em Maringá, torcedores – não só aficionados pelo judô – mas famílias a passeio, viveram a sensação de que o judô brasileiro faz parte do seletíssimo clube das melhores equipes do mundo.

Não se trata de um ou outro atleta notável, lutando e conquistando medalhas olímpicas (o que não é pouco), mas de ter toda a equipe de competição em condições de vencer, e, cada atleta, desta equipe homogênea, considerado entre os favoritos do grupo em que disputa.

Quem conhece o mundo desportivo, em qualquer modalidade, sabe de que se trata. Mas basta imaginar Japão, China, países do antigo bloco soviético (Rússia, Ucrânia, Geórgia, Bielo-Rússia, etc), escolas européias poderosas (França, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Portugal, Espanha, Romênia, Hungria,etc), Cuba, Canadá, Estados Unidos, rivais sul-americanos, sendo ultrapassados por nossos judocas criativos e alegres. Brasileiros, como nós, sofrendo, mas na luta.

Agradável a imagem? É melhor. Não se tratam de homens, descendentes de japoneses, treinando em equipes paulistas. Mas, apenas como exemplo, de lutadores e lutadoras do Rio Grande do Sul, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Alagoas, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Acre, Santa Catarina, inclusive do interior destes Estados. Todos os dias - neste blog - são publicadas matérias entusiasmadas, de jornais locais sobre o sucesso de atletas dos seus estados e municípios, em eventos nacionais e internacionais.

É preciso respeitar a verdade, a democracia é linda, o direito de oposição sagrado, mas este sucesso tem nome e se chama: Paulo Wanderley. E isto, é claro, abrangendo com este nome próprio os componentes da atual gestão da Federação Mineira de Judô. Duvidam?

Quem foi o Presidente da gestão que antecedeu a atual, lembram: Mamede. E em Minas Gerais: Costa. Naquela época, apesar do esforço de atletas, o judô freqüentava as páginas policiais. Ou não?

Hoje os eventos do judô nacional são transmitidos ao vivo pela rede Globo e retransmitidos para todo o mundo. Atletas de judô, como Flávio Canto, fazem propaganda de grandes empresas, e o mote, não é a força, a capacidade pessoal, mas a reverência, a humildade e o respeito que dão alma ao judô, e, todo o Brasil está assistindo.

A gestão Paulo Wanderley na presidência da CBJ lançou mão de conceitos corajosos: a) moralidade absoluta; b) descentralização pela valorização dos eventos e atletas independentemente de sua proximidade do eixo Rio-São Paulo; c) conquista de patrocínios importantes; d) democratização através do respeito ao direito de oposição; e) valorização das categorias de base; f) investimento da participação do judô brasileiro em eventos internacionais; a conquista do apois de governos federal, estaduais e municipais; g) a difusão por projetos sociais. É de se imaginar que obstáculos duros tiveram que ser transpostos neste processo.

Há algum tempo, não mais que vinte anos, quem quisesse ter um bom judogui, e não pudesse comprar um importado, tinha duas marcas pelas quais optar. Hoje temos dezenas, e logo será possível a realização no Brasil de feiras de material para a prática do judô.

É a fase áurea do judô brasileiro? Difícil dizer, somos brasileiros afinal. O basquete vive em altos e baixos, assim também a fórmula I , mas, mantidos os valores pelos quais vem pugnando a atual gestão, arriscamos a dizer que: o trajeto será ascendente; que a escola brasileira de judô adquirirá uma identidade e característica próprias; que todo o atleta que passar por uma seletiva nacional terá condições objetivas de ser campeão mundial e olímpico de judô; e que o povo brasileiro aguardará os eventos de judô e aplaudirá os seus ídolos.

Está chegando a hora, do Brasil vibrar com a característica ética e estética que o tornam o Judô o mais saudável e belo esporte do mundo! Quem viver verá!

Fonte: Judô e Poesia

Fotos do site da Federação Mineira de Judô - http://www.judomineiro.com.br/

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