
"A consciência dos homens daqui é o medo dos homens de lá"
Orlando Silva Júnior*
Orlando Silva Júnior*
Orlando Silva assumiu, nesta terça-feira (4), com apenas 34 anos, o Ministério do Esporte. A solenidade de Transmissão do Cargo de Agnelo Queiroz para o seu auxiliar mais próximo e colega de partido – ambos são do PCdoB – foi marcada por homenagens e agradecimentos. A primeira homenagem veio do O presidente Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, entregou placa de agradecimento, dedicando "ao grande empenho das ações do Ministério que estão na história do esporte brasileiro desde hoje", afirmou.
Outra placa de agradecimento veio do Comitê Organizador dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007 (CO-RIO). O subsecretário Estadual de Esportes para os XV Jogos Pan-americanos, Bernard Rajzman, destacou "a atuação sempre marcante do Ministério do Esporte em relação ao Pan 2007. Sem as ações do Ministério neste ano, dificilmente teríamos confiança na magnitude que hoje esperamos para os jogos de 2007", afirmou.
O ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, que retorna à Câmara dos Deputados para cumprir seu terceiro mandato como deputado federal, disse, no evento, que grandes avanços foram conquistados desde a criação do Ministério do Esporte, apesar da estrutura ainda ser pequena mediante à demanda do país.
Ele agradeceu as homenagens e demonstrou confiança de que todos seus trabalhos serão continuados pelo sucessor. "Esse é um momento muito especial e eu tenho a convicção de que o ministro Orlando Silva estará envolvido e participante no desenvolvimento de todos os programas que traçamos no Ministério", afirmou Agnelo, enfatizando a importância do uso do esporte como ferramenta fundamental para o desenvolvimento do país.
Em resposta a Agnelo, Orlando Silva destacou, em seu discurso, o compromisso com a área desportiva e com a cidadania. "O foco do Ministério do Esporte e do governo Lula está em dar abertura ao sentimento e à voz dos que gritam em silêncio. Este primeiro momento da minha gestão é de homenagem, agradecimento e compromisso e o meu primeiro compromisso é com o esporte brasileiro. Eu me comprometo em desenvolver todos os nossos projetos e a dar continuidade à toda luta desenvolvida no Ministério do Esporte".
Outra placa de agradecimento veio do Comitê Organizador dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007 (CO-RIO). O subsecretário Estadual de Esportes para os XV Jogos Pan-americanos, Bernard Rajzman, destacou "a atuação sempre marcante do Ministério do Esporte em relação ao Pan 2007. Sem as ações do Ministério neste ano, dificilmente teríamos confiança na magnitude que hoje esperamos para os jogos de 2007", afirmou.
O ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, que retorna à Câmara dos Deputados para cumprir seu terceiro mandato como deputado federal, disse, no evento, que grandes avanços foram conquistados desde a criação do Ministério do Esporte, apesar da estrutura ainda ser pequena mediante à demanda do país.
Ele agradeceu as homenagens e demonstrou confiança de que todos seus trabalhos serão continuados pelo sucessor. "Esse é um momento muito especial e eu tenho a convicção de que o ministro Orlando Silva estará envolvido e participante no desenvolvimento de todos os programas que traçamos no Ministério", afirmou Agnelo, enfatizando a importância do uso do esporte como ferramenta fundamental para o desenvolvimento do país.
Em resposta a Agnelo, Orlando Silva destacou, em seu discurso, o compromisso com a área desportiva e com a cidadania. "O foco do Ministério do Esporte e do governo Lula está em dar abertura ao sentimento e à voz dos que gritam em silêncio. Este primeiro momento da minha gestão é de homenagem, agradecimento e compromisso e o meu primeiro compromisso é com o esporte brasileiro. Eu me comprometo em desenvolver todos os nossos projetos e a dar continuidade à toda luta desenvolvida no Ministério do Esporte".
O ministro falou também sobre a sua expectativa quanto à Lei de Incentivo ao Esporte e mostrou a importância de se ajustar o esporte à educação para a inclusão social do povo brasileiro.
A transmissão de cargo do ministro do Esporte contou com a presença de convidados ilustres como o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Vital Severino Neto, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rebelo, o presidente do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), Jorge Steinhilber, além de deputados e artistas como MV Bill e Celso Athaide - produtores do documentário Meninos do Tráfico. Conferência do Esporte.
A Conferência Nacional do Esporte mereceu destaque nas palavras dos dirigentes do Ministério do Esporte. Segundo Agnelo, o Brasil tem hoje uma Política Nacional de Esporte graças à mobilização durante a primeira edição do evento, realizada em 2004. "Tenho certeza de que a Política Nacional será consolidada pela 2ª Conferência do Esporte e se tornará uma ferramenta de inclusão social", disse.
O novo ministro do Esporte destacou a importância do processo de Conferência Nacional do Esporte na missão de estruturar o setor no país. "Este é um momento de compromisso com o esporte brasileiro e sabemos que a demanda é imensa. Por isso, temos o desafio de consolidar uma política por meio de um Sistema Nacional de Esporte, que está sendo discutido neste momento na II Conferência do Esporte", afirmou o ministro, referindo-se aos encontros que acontecem desde janeiro por todo o Brasil.
A Conferência Nacional do Esporte foi instituída pelo presidente Lula em 2004 e em sua primeira edição mobilizou 83 mil pessoas em todo o país. Marcada para acontecer em maio deste ano, em Brasília, a 2ª Conferência do Esporte tem como tema "Construindo o Sistema Nacional de Esporte e Lazer" e deve reunir cerca de 876 delegados de todos os estados, além de representantes de entidades e convidados.Jovem novo ministro.
Orlando Silva de Jesus Júnior, o novo e um dos ministros mais jovens da história do país – tem 34 anos -, é natural de Salvador (BA). Foi Presidente da UNE entre 1995 e 1997. É membro da Direção Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), desde 1997. Foi secretário Nacional de Esporte Educacional em 2003 até novembro desse mesmo ano, quando se tornou Secretário-Executivo do Ministério do Esporte.
Fonte: Ministério do Esporte
A transmissão de cargo do ministro do Esporte contou com a presença de convidados ilustres como o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Vital Severino Neto, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rebelo, o presidente do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), Jorge Steinhilber, além de deputados e artistas como MV Bill e Celso Athaide - produtores do documentário Meninos do Tráfico. Conferência do Esporte.
A Conferência Nacional do Esporte mereceu destaque nas palavras dos dirigentes do Ministério do Esporte. Segundo Agnelo, o Brasil tem hoje uma Política Nacional de Esporte graças à mobilização durante a primeira edição do evento, realizada em 2004. "Tenho certeza de que a Política Nacional será consolidada pela 2ª Conferência do Esporte e se tornará uma ferramenta de inclusão social", disse.
O novo ministro do Esporte destacou a importância do processo de Conferência Nacional do Esporte na missão de estruturar o setor no país. "Este é um momento de compromisso com o esporte brasileiro e sabemos que a demanda é imensa. Por isso, temos o desafio de consolidar uma política por meio de um Sistema Nacional de Esporte, que está sendo discutido neste momento na II Conferência do Esporte", afirmou o ministro, referindo-se aos encontros que acontecem desde janeiro por todo o Brasil.
A Conferência Nacional do Esporte foi instituída pelo presidente Lula em 2004 e em sua primeira edição mobilizou 83 mil pessoas em todo o país. Marcada para acontecer em maio deste ano, em Brasília, a 2ª Conferência do Esporte tem como tema "Construindo o Sistema Nacional de Esporte e Lazer" e deve reunir cerca de 876 delegados de todos os estados, além de representantes de entidades e convidados.Jovem novo ministro.
Orlando Silva de Jesus Júnior, o novo e um dos ministros mais jovens da história do país – tem 34 anos -, é natural de Salvador (BA). Foi Presidente da UNE entre 1995 e 1997. É membro da Direção Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), desde 1997. Foi secretário Nacional de Esporte Educacional em 2003 até novembro desse mesmo ano, quando se tornou Secretário-Executivo do Ministério do Esporte.
Fonte: Ministério do Esporte
Entrevista para a Folha de São Paulo:
Folha - O ministro Agnelo Queiroz foi alvo de críticas por sua proximidade com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e com cartolas do futebol. Como era o relacionamento deles?
Orlando Silva Júnior - A impressão que eu tenho é que o Ministério do Esporte mantém uma relação institucional com o COB, com os clubes, com a CBF, com as entidades que administram o esporte. Nossa perspectiva é manter a relação institucional.
Folha - O que muda com sua gestão à frente do Esporte?
Silva Júnior - Diferenças de estilo, visões ou diferenças de ponto de vista talvez sejam melhor apuradas ao final de minha gestão.
Folha - O Brasil é um dos países em que mais se investe verba pública no esporte. O esporte não precisa andar com as próprias pernas?
Silva Júnior - Pensando amplamente, não apenas no alto rendimento, acredito que ainda se investe pouco no esporte brasileiro. Se investíssemos mais no esporte, gastaríamos menos com saúde, qualificaríamos mais as atividades de educação, teríamos um ambiente social mais pacificado."Todo incentivo é transitório. A lei terá de vigorar o tempo necessário para alterar a cultura do empresariado Acredito que o esporte brasileiro precisa de mais fontes de financiamento. Daí a criação da lei de incentivo para o esporte [anunciada por Lula], para atrairmos o capital privado e deixarmos de ter só recursos públicos [no esporte."
Folha - Mas com o incentivo fiscal a conta não acaba de novo sendo paga pelo governo?
Silva Júnior - Nenhum setor da vida brasileira se desenvolveu sem incentivo fiscal. Veja a implantação da indústria automobilística, petroquímica, metalúrgica. A cultura é outro exemplo. Se o setor privado investir no esporte, perceber o retorno, sobretudo em imagem, acredito que possamos ter uma presença permanente da área privada. Trata-se de um incentivo, e todo incentivo é transitório. É para o investidor experimentar, compreender as vantagens que pode ter. [A lei de incentivo] terá de vigorar o tempo necessário para alterar a cultura do empresariado até eles perceberem o retorno. Ao longo do tempo, o Estado pode, paulatinamente, reduzir sua renúncia fiscal até ficar claro para o privado que isso dá retorno.
Folha - Qual será a contrapartida das empresas? Elas arcarão com o investimento?
Silva Júnior - Essa é a idéia, mas tem que ser uma renúncia que atraia as empresas. Não adianta exigir uma contrapartida que, na prática, fará da lei uma letra morta.
Folha - Foi dito que o incentivo fiscal visa o Pan. É realista achar que seu efeito em um ano fará tanta diferença?
Silva Júnior - A lei de incentivo terá uma repercussão grande desde seu início. Nossa experiência com o Bolsa-Atleta, que é um programa que ajuda atletas que não têm patrocínio, revelou que há atletas de altíssimo nível que poderiam se desenvolver mais. Como você já tem um contingente de atletas em fase bastante desenvolvida, mas com pouco suporte financeiro, imediatamente você tem o impacto da lei de incentivo.
Folha - Mas o senhor acha que algumas medalhas no Pan serão decididas por causa da lei?
Silva Júnior - Pode ser uma ajuda a mais. É evidente que a formação de um atleta pode levar até dez anos. Agora, se você tem um suporte material, se ele participa de mais competições internacionais, repercute em seu rendimento.
Folha - A Timemania também tem de ter prazo de validade?
Silva Júnior - É diferente, porque a Timemania não é incentivo, é loteria que usa um patrimônio dos clubes, seus símbolos. É uma fonte de receita permanente. Depois do prazo de 180 meses para o pagamento da dívida, os recursos gerados se transformam em receita nova para os clubes.
Folha - Além da Timemania, quais suas outras preocupações para com o futebol?
Silva Júnior - A receita dos clubes é um problema estratégico. É preciso desenvolver mecanismos para que os clubes ampliem as fontes de rendimentos. Nossa agenda valoriza a criação de receitas para os times para que eles tenham capacidade de investimento maior. A TV é uma fonte estratégica, mas os estádios estão vazios. "O Pan não virou uma dor de cabeça. Nós, do governo federal, temos cumprido à risca o nosso cronograma O trabalho de segurança [com a Comissão Interministerial para a Paz no Esporte], que colabora com o conforto dos torcedores, servirá para aumentar a receita dos clubes. Há o problema da pirataria. Precisamos de uma cultura que valorize os produtos dos clubes."
Folha - Por que o Pan virou uma dor de cabeça?
Silva Júnior - [Silêncio].
Folha - Por que o Pan virou uma dor de cabeça?
Silva Júnior - O Pan não virou uma dor de cabeça. O Pan será uma grande realização do esporte brasileiro. Será uma edição histórica, e confio que o Rio estará pronto em tempo hábil para os eventos-testes e que a competição seja de alto nível. Nós, do governo federal, temos cumprido à risca o cronograma, temos assumido novas tarefas e as honrado porque entendemos que os Jogos Pan-Americanos não são só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.
Folha - É curioso que o senhor diga isso. O prefeito do Rio, Cesar Maia, vem repetindo que "o Lula precisa entender que o Pan é do Brasil todo, e não só do Rio".
Silva Júnior - O presidente Lula tem dado máxima atenção aos Jogos. Há um projeto de segurança pública vinculado ao Pan que deixará legado importante ao Rio. As tarefas vinculadas à Vila do Pan se viabilizaram por financiamento da Caixa [Econômica Federal] por recomendação do presidente. O investimento que o Esporte vai fazer diretamente está viabilizado por recomendação do presidente. O presidente não está interessado em polêmicas pela imprensa com governos ou prefeituras.
Folha - Por que Maia reclama?
Silva Júnior - Tem que perguntar a ele. O governo tem suas responsabilidades, não se preocupa com as reclamações alheias.
Folha - O que o senhor achou do aumento da fatia do governo federal no orçamento do Pan?
Silva Júnior - [Silêncio]. Por ser um fato inédito, talvez o planejamento inicial tenha pecado, inclusive no lado orçamentário.
Folha - O senhor diria que o Rio emitiu um cheque que agora tem de ser pago pelo governo federal?
Silva Júnior - A responsabilidade solidária que o governo federal tem com o Pan foi assumida pela gestão anterior. Foi um compromisso internacional bancado e honrado por esse governo.
Folha - Por que o Co-Rio não obtém dinheiro para bancar o Pan com a iniciativa privada?
Silva Júnior - Pergunte a eles.
Folha - O senhor apóia a disputa da Copa do Mundo no Brasil?
Silva Júnior - O Lula falou entusiasticamente da importância de o Brasil voltar a abrigar uma Copa. É uma boa oportunidade para que a gente possa ter estádios mais modernos.
Folha - O senhor acha que os estádios têm condições de receber as partidas do Mundial?
Silva Júnior - Não é questão de achar. A Fifa estabelece critérios. Os estádios brasileiros não estão adequados ao padrão da Fifa. Suponho que a maioria dos locais que vão abrigar jogos da Copa no Brasil terão de ser construídos.
Folha - Quem pagará a conta pela modernização dos estádios?
Silva Júnior - O ministério vai participar do projeto para receber a Copa, juntamente com outros órgãos governamentais e também com o setor privado. Uma Copa do Mundo mobiliza as pessoas. Mas seria importante se tivéssemos a participação da iniciativa privada no financiamento dos estádios. Comunista diz que está surpreso com indicação.
Eduardo Ohata
Folha de São Paulo
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