

pássaro argenta
avaro pássaro raro
no lusco-fusco da tarde
alarde no coração sem cor
pássaro claro tão raro
de canto tênue, avaro,
atita luz nunca é tarde
na brisa da vaza maré
diante da tarde que tarda
vai ser pássaro argenta
no ser pássaro intenta
ser um ser que desinventa
raro pássaro argenta
de canto triste extenua
risca a lua, regorgita
na ardente tarde que gritan
o claro céu de clamantes
pássaro prata complementa
ao morrer de amor magenta
hai-kai
A verdade arde
Na tarde ardente de gente
Borboleta jade
ninguém de mim
entre o que é aquém e além de mim
não sou lá
nem sou aqui
quando penso ser, estou
quando penso estar, sou
dois seres me habitam
com distintos pareceres
em meio a tais haveres, existo.
A vida não tem sentido algum
sendo eu dois e nenhum
nem muito além
nem muito aquém
sou somente
ninguém de mim.
........................AMOR
..........................TECE
........................DORES Alberto Beuttenmüller, poeta, jornalista e crítico de arte nasceu em São Paulo, mas passou a infância no Rio de Janeiro. Em dezembro de 2003 o poeta completa 40 anos de poesia publicada: Ciranda (Editora Acquila, 1963), Hora Total (Editora LPM, 1965), Espadamormarmorte (Brasil Editora, 1970), Katatruz (Massao Ohno-Roswita Kampf, 1982). A sair: A Pele da Palavra (Editora Aquariana), em 2004, quando junto a poemas inéditos, fará seleção dos livros anteriores citados, todos esgotados. No seu percurso poético o autor obteve análises positivas — que farão parte do livro — de Benedito Nunes, Mário Chamie, Hélio Pólvora e Nelly Novaes Coelho, entre outros críticos literários
Eu usei a tradução do punho de Altavista Babel ler sua poesia e o que eu podia ler e compreender dele mim gostei d muito muito
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