quinta-feira, abril 03, 2008

Jacques Lacan

Jacques Lacan

"Desire is the central point or crux of the entire economy we deal with in analysis. If we fail to take it into account, we are necessarily led to adopt as our only guide what is symbolized by the term 'reality,' a reality existing in a social context."
"An interpretation whose effects one understands is not a psychoanalytic interpretation."
"The analyst asks neither that the subject get better nor that he become normal; the analyst requires nothing, imposes nothing. He is there so that the subject may gain access to the truth of his desire, his own desire, and not so that he may respond to the Other's demand."
"All speech is demand. Every demand [is] a request for love."
Links:
FONTE (photo include): Jacques Lacan

Versos Íntimos - Augusto dos Anjos


Augusto dos Anjos
Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morre prematuramente seu primeiro filho. Em fins de 1913 mudou-se para Leopoldina MG, onde assumiu a direção do grupo escolar e continuou a dar aulas particulares. Seu único livro, "Eu", foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros. Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor.

Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").

A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.

O poema acima foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", organizado por Ítalo Moriconi para a Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 61.

FONTE (image include): Augusto dos Anjos - Versos Íntimos - http://www.releituras.com/

Judô altaflorestense conquista 14 medalhas e 8 atletas são convocados para o Brasileiro


02/04/2008 - 15:11
Judô altaflorestense conquista 14 medalhas e 8 atletas são convocados para o Brasileiro

A equipe de judô de Alta Floresta participou da 1ª etapa do Campeonato Estadual de judô realizado na cidade de Dom Aquino (1066 km de Alta Floresta) no ultimo final de semana, 29 e 30/03/08.
A delegação composta de 22 atletas teve uma participação brilhante. Ao todo, 14 medalhas foram conquistadas, sendo 5 ouro, 5 de prata e 4 de bronze.
Esta foi a primeira competição oficial que uma equipe de judô do município de Alta Floresta participa, e além das medalhas, a equipe ainda teve 8 atletas convocados para a seleção matogrossense da modalidade que participa do Campeonato Brasileiro no estado de Goiás nos dias 16 e 17 de abril.
Atletas já de destaque no judô altaflorestense como Douglas e Roni se juntam a Fabiano, Anderson Tramontim, Ricardo, Alan, Rodrigo e Flavio Olievira, esperança de medalha altaflorestense.
Segundo o técnico Alexandre Rezende, “Flávio foi um dos destaques da delegação altaflorestense e muitos que apóiam o judô no estado cresceram o olho em cima do garoto”.
Além de Flavio, Ricardo Bonfim, Joyce Amorim e Jacqueline Amorim foram outros destaques da equipe altaflorestense.
Alexandre disse ainda que outra conquista foi quanto as medalhas conseguidas junto as atletas do sexo feminino, das 4 atletas que foram, todas trouxeram medalhas, 2 ouro, 1 prata e 1 bronze.
A próxima etapa do estadual acontece nos dias 16 á 18 de maio na cidade de Campo Verde, e Alta Floresta já esta confirmada. A expectativa agora se volta para a realização de uma etapa da modalidade no próximo ano em Alta Floresta.
As atividades do judô são realizadas no Complexo Esportivo Edson Santos gratuitamente, nem mesmo o técnico Alexandre recebe benefícios para desempenhar suas funções, por enquanto, é por amor a modalidade.
Alexandre é proprietário da Racco Cosméticos que com a ajuda de outras varias empresas, propicia a cerca de 70 crianças mais esta opção de lazer. A ida da delegação de Alta Floresta a Dom Aquino, contou com o apoio de varias empresas do município.
Nilson J. Freitas
Da Redação
FONTE: O Diário - Alta Floresta - Alta Floresta,MT,Brazil

Judo athletes have Olympian dreams

Michele Lawson photo

Judo athletes have Olympian dreams
Author: Michele Lawson
Date: Apr 03, 2008

At what point (if ever) does the love for a sport become a quest for Olympic gold?
Aliesha MacDonald was first introduced to judo when she was six. Now, at 14, she’s still showing up regularly at the dojo.
“My dad got me into it,” she recalls. “And after a month, he asked me if I wanted to continue, and then after a year, I kept on committing until it was just a regular thing.”
In addition to the two training sessions a week she shares with her home-dojo classmates at Barrie’s All Round Health and Fitness on Hurst Drive, the blue belt seeks out additional opportunities to get involved.
“Sometimes I go to Orillia to train, so I get a variety of people to train with,” she says. “I do it as often as I can – sometimes I do judo five days a week.”
At some point during the past seven years, her commitment turned to passion.
“I’ve always dreamed of going into the Olympics,” she says. “I would like to get invited to try out for the national team and train for the Olympics.”
Judo, largely due to the worldwide adherence to standard regulations, is the only martial art included in the Olympics.
But to compete at that elite level, it’s all a matter of accumulating points to qualify for the next level.
“I go to any tournament I can – especially some of the national qualifiers,” says MacDonald, who is well on her way.
She recently placed third in her division at the Ontario Winter Games in Wasaga Beach. Before that, at the Hatashita International in Mississauga last November, she fought (and beat) older and more experienced girls to place second in Ontario in her division.
“That was one of the biggest tournaments and I’m really happy I placed this high,” she says. “I’m really proud of myself.”
Sensei Bill Shoup, who opened the judo school and health club in 1995, encourages his students to get involved in the tournaments he hosts at All Round Health & Fitness, and those further afield. He says it promotes both athletic and personal growth.
“Dreams are what make us strive to do better,” he says. “Making the national team is an attainable goal. The Olympics is a much larger dream to reach, but like I tell my students: the journey is the true goal, it's not whether you win or lose.”
MacDonald is one of eight girls studying the martial art at the Barrie club. She may be the only one with Olympic aspirations, but she’s not the only one with a competitive nature.
Orange belt Kassandra O’Brien, 14, has been coming out for classes since the club did a presentation at her school three years ago.
“I tried a bunch of martial-arts classes, but Judo is just the best,” she enthuses. “It’s the best form of self-defence because it’s not aggressive, it’s completely self-defence. It’s about controlling a situation.”
Although the idea of competing in the Olympics appeals to O’Brien on some level, the route isn’t for her.
“I tend to just do it for the fun and activity – although I am competitive in tournaments,” she says.
“It’s one of the best things about judo – you can do it as a friendly sport or you can do it as a competition.”
Although she took second place at a recent tournament held at All Round Health and Fitness, she says her proudest tournament moments came from participating in a Huntsville Shiai (tournament) where not one medal was brought home.
“We were completely outweighed and shorter by a huge amount,” she recalls. “I don’t think any of us won our fights, but as a team we worked hard and got it for best sportsmanship.”
Although Shoup, who has been studying judo for 32 years, encourages his students to try tournament activity, competition isn’t a mandatory element of club participation.
“Martial arts in general is important for fitness, for confidence and respect,” says Shoup, who runs the only judo club in the city. “Judo in particular, is great for the self-defence, the social aspect, to learn how to fall, expend excess energy and anger in a positive way, and maybe even to make it to the Olympics. There are so many benefits.”
“I like the fact that I’m good at it,” acknowledges O’Brien. “And I like the friendships.”
The friendships can extend worldwide, says Shoup, who has travelled extensively and always finds a home away from home in any judo dojo he visits. Not only is martial arts training the same everywhere, but the judo community in general invites visitors. Travellers can often find themselves offered a meal, if not also a place to stay.
Shoup has trained and competed at the world-class level, but he is now more interested in passing on what he has learned and ensuring his students are having fun doing it.
“There wouldn’t be any judo in Barrie without him,” says O’Brien. “He’s a great teacher – he pretty much commits himself completely and works really hard to keep the club going.”
Both she and MacDonald credit Shoup and their sport for increased self-confidence.
“Before I went to judo, I was completely self-conscious,” says O’Brien. “Judo teaches you respect, discipline and keeps you fit and healthy.”
And then there’s the self-defence aspect.
“I can get out of a situation as quickly and painlessly as possible,” adds MacDonald. “If a grown man attacks me, I know how to choke him in five seconds flat.”
“I feel safer walking around,” agrees O’Brien. “I have a way of protecting myself.”
This might not be the first thought if you happen to come across a quieter O’Brien while she’s writing poems or scribbling in her journal. But the teenager isn’t passive.
“I want to be a lawyer,” the grade-eight student acknowledges. “I like debating and contradicting rules.”
For her part, MacDonald intends to study to be a chiropractor while training for the top spot in the judo world. She is no stranger to multi-tasking. In addition to her busy judo regime, she manages to maintain a “very-high average” while holding down a part-time job, babysitting for neighbours and participating in soccer, wrestling, snowboarding and cycling.
She also manages to fit time in to read, go to mall, log into Facebook, have sleepovers with friends and spend time with her family.
“We are the family who sits in front of the TV eating junk food, and then we play soccer as a family or build snowmen,” she says. “We work as hard as we play.”
Both girls give thanks to their supportive families as well as their dojo.
“I am very proud of what they have achieved,” says Shoup of his young charges. “Not in wins or losses, but in the effort and spirit they have brought to the club. They both enjoy doing judo so much and put so much work into the sport, I have seen a lot of growth in both of them.”

FONTE (photo include): Barrie Advance - Barrie,ON,Canada
http://www.barrieadvance.com/

1º Seminário de Capacitação Técnica da FGJ conta com os campeões Derly, Camilo e Mayra

Outros
1º Seminário de Capacitação Técnica da FGJ conta com os campeões Derly, Camilo e Mayra
03/04/2008 - 16:40:47 - por FS - AI FGJ

A Federação Gaúcha de Judô realizará no próximo dia 12 de abril, a partir das 9h, o 1º Seminário Estadual de Capacitação Técnica, na Sogipa. O evento é destinado aos faixas roxa, marrom e preta filiados, mas também há vagas disponíveis para judocas que não são do Estado. Os atletas olímpicos do Rio Grande do Sul – João Derly, Tiago Camilo e Mayra Aguiar – estarão presentes nas exposições técnicas-práticas.

É uma grande oportunidade para professores e competidores aprimorarem seu judô com dois campeões mundiais e uma das boas revelações do esporte brasileiro dos últimos tempos. O investimento é de R$ 40,00 para filiados e de R$ 70,00 para não-filiados na FGJ. Estão abertas 100 vagas, sendo que 90 são para os filiados. As inscrições são feitas na Federação.
Maiores informações pelo e-mail judors@judors.com.br ou pelo telefone 51-3233.4311.

A organização do Seminário Estadual de Capacitação Técnica é da Federação Gaúcha de Judô, a coordenação é do Professor Antônio Carlos Pereira, o Kiko, faixa preta rodu-dan, técnico dos atletas olímpicos e diretor-técnico da FGJ e o apoio é da Sogipa.

FONTE: Final Sports - Porto Alegre,Brazil

VII COPA MATSUMI DE JUDÔ 2008

[ Esportes]
03/04/2008 13:21
Por: Henrique Fernandes / henriquefernandes@zape.com.br

VII COPA MATSUMI DE JUDÔ 2008
ORGANIZAÇÃO ESPERA REUNIR MAIS DE 500 COMPETIDORES NO PALESTRA

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP – A VII Copa Matsumi de Judô 2008 será realizada no próximo sábado (05/04), a partir das 9 horas, no ginásio de esportes do Palestra Esporte Clube, em Rio Preto, estendendo-se por todo o dia. O torneio, já em sua sétima edição é reconhecido como um dos mais importantes do Estado na preparação de atletas para os campeonatos regionais e estaduais.

Judocas de Minas Gerais, Brasília, Mato Grosso do Sul e de todo o Estado de São Paulo participaram da Copa Matsumi no ano passado que contou com 580 atletas. “Esperamos o mesmo número de atletas devido ao alto nível da competição. Toda a região participa”, conta o sensei Roberto Fuscaldo, organizador do evento.

No ano passado, a equipe de judocas do Rio Preto Automóvel Clube faturou o primeiro lugar na classificação geral da Copa. O ginásio de esportes do Palestra, que fica na rua General Glicério, nº 2.500, terá seus portões abertos ao público durante todo o sábado.

Desde crianças sem nenhuma experiência até adultos participam do torneio, no masculino e feminino. “Temos uma categoria festival, onde atletas sem nenhuma experiência competem para interagir, iniciar no esporte. Por outro lado, temos competidores de alto nível, campeões estaduais, brasileiros”, conta Fuscaldo, faixa preta 6 º Dan, proprietário, junto com os irmãos Márcio e Antônio César (Bréia) da Associação Matsumi, academia com 48 anos de atividade em Rio Preto.

O torneio, supervisionado pela 6ª Delegacia da Federação Paulista de Judô, se difere de outros do Estado pela premiação. Os três melhores colocados de cada categoria e as três primeiras delegações melhores colocadas recebem medalhas personalizadas da Copa Matsumi. Foram investidos mais de R$ 3 mil na confecção das medalhas.

FONTE: Última Hora - Campo Grande,MS,Brazil

Etapa Brasileira da Copa do Mundo de Judô pode bater recorde de participantes

Presidente da CBJ Professor Paulo Wanderley e
Presidente da FMJ Professor Geraldo Brandão
em evento internacional de judô no Estado de Minas Gerais
Outros
Etapa Brasileira da Copa do Mundo de Judô pode bater recorde de participantes
03/04/2008 - 16:01:10 - por FS - AI CBJ

Faltam 30 dias para a segunda edição da etapa brasileira da Copa do Mundo de Judô, a Brazil Judo World Cup. Mais uma vez o evento acontecerá em Belo Horizonte, em Minas Gerais. A expectativa do comitê organizador do evento é ter a participação de 25 países, 11 a mais que em 2007.

A Copa do Mundo de Belo Horizonte em 2007 foi o mais profissional evento já realizado até então pelo Judô Pan Americano, e serviu como termômetro para o Campeonato Mundial. Foi ainda um grande sucesso de público e mídia.

“Nossa expectativa é superar o número de países participantes. Trabalhamos para chegar à 25 nações no campeonato. A Copa do Mundo de Belo Horizonte tem a importância de consolidar a posição do judô brasileiro como excelência em organização de eventos, já que os resultados dos nossos atletas falam por sim”, diz o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley Teixeira.

A seleção brasileira promete brilhar novamente na Brazil Judo World Cup. Neste ano, o país competirá com quatro equipes completas: Sênior, Sênior B, Sub-23 e Júnior. Ou seja: as 14 feras convocadas para os Jogos Olímpicos de Pequim estão confirmadas.

“Temos tudo para realizar um grande evento. O brilhante desempenho da seleção brasileira faz com que haja interesse dos países em estar aqui conosco competindo. Sem dúvidas será uma grande oportunidade para que a nossa torcida esteja próxima dos atletas num ano olímpico”, explica Ney Wilson, coordenador técnico internacional da CBJ.

Para Maurício Santos, diretor executivo da Brazil Judo World Cup, o prestígio internacional do Brasil e a estrutura fazem do evento um dos destaques no calendário do judô nas Américas.

“A Brasil Judo World Cup é hoje o maior evento do judô nacional e a CBJ aplica nesta etapa no Brasil alguns dos conceitos mais modernos de marketing esportivo, transmissão de tv e entretenimento. Isso tudo sem esquecer das principais estrelas do espetáculo, os atletas, que recebem tratamento especial e as melhores condições de hospedagem, alimentação, competição e treinamento. É hoje a única etapa de World Cup realizada nas Américas e acontece em uma das arenas mais modernas do mundo”, diz Mauricio Santos.

Porém, num grande evento são necessárias parcerias que viabilizem o sucesso. Repetindo 2007, a prefeitura de Belo Horizonte e o Governo do Estado de Minas Gerais darão total apoio à II Brazil Judo World Cup.

“Minas Gerais e cada um de seus 853 municípios, especialmente Belo Horizonte, sentem-se honrados com a escolha da capital mineira como sede da II Brazil Judo World Cup. Este torneio representa a oportunidade de os mineiros terem a honra de hospedar atletas de nível internacional e de os judocas do Estado conviverem com a perfeição técnica de atletas de alto nível. Competente na organização de competições e experiente na sua condução e divulgação, a Confederação Brasileira de Judô nos dá certeza de um evento de sucesso”, diz Gustavo Corrêa, Secretário de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais.

Para o presidente da Belotur, Fernando Lana, a etapa brasileira da Copa do Mundo de Judô é também oportunidade de projetar Belo Horizonte internacionalmente.

“No ano passado o Brasil foi sede pela primeira vez uma etapa da Copa do Mundo de Judô. E a experiência que tivemos aqui em Belo Horizonte foi extremamente positiva. Trata-se de um evento que, além de trazer turistas para a cidade, projeta a capital mineira nacional e internacionalmente”, afirma Fernando Lana.
FONTE: Final Sports - Porto Alegre,Brazil

Los poetas malditos

The girl, the mime and fighting dog.
Eugeny Kozhevnikov
**********************************************
INTRODUCCIÓN

Hay cuatro poetas que ejercieron una revolución en la poesía francesa, ellos son: Baudelaire, Rimbaud, Verlaine y Mallarmé. Poetas que se segregaron de la sociedad, huyeron de los honores, de los puestos oficiales y adquirieron aspectos de marginados sociales, conocieron la miseria, las enfermedades y el abandono.

Reaccionaron contra los poetas románticos, estos eran la voz de la sociedad, sentían y pensaban en nombre de la comunidad. A partir de Baudelaire no se tratará del poeta sufriendo por todos, sino que será el propio sufrimiento encarnado en la poesía.

Con ellos comienzan a surgir un puñado de poetas que comenzaban a reunirse en los cafés junto a artistas de la bohemia. Estos genios generaron elaboradas reflexiones sobre el fenómeno poético, influenciados enormemente por Edgar Allan Poe.

El dogmatismo del siglo XVIII y que se prolonga hasta el siglo XIX, se ve sustituido por una juventud escéptica, agnóstica , que ha perdido la fe en los programas y serán reveladores de los males del siglo.

Baudelaire (1821-1867) Se encargó de tomar los principios estéticos de Gautier, para lograr una mayor profundidad. Sus temas fueron el arte, la mujer, la ciudad, la bohemia, la muerte y el hastío, entre otros; temas que molestaban y le valió la censura y el procesamiento por parte de la legislación burguesa.

Sus escritos técnicos se interesaban por la belleza más que por el arte. Belleza como efecto del arte, herencia que toma de Poe, en donde la poesía debería ser el acceso a la belleza. Si para los románticos la belleza era tomada de la naturaleza y de los mitos como símbolos de una armonía perdida, para Baudelaire el paisaje mítico de donde provenía la fuente de inspiración era la ciudad, sus habitantes anónimos, sus miserias humanas, sus placeres, sus sueños etc.

Al respecto Baudelaire dice: “Yo encontré la definición de lo bello, de mi belleza; es algo ardiente y triste , algo un poco vago, que aleja margen a la conjetura. Voy a aplicar mis ideas a un objeto sensible, por ejemplo el objeto más interesante de la sociedad, a un rostro de mujer...”.

Ha sabido intuir las relaciones entre el amor y el mal, quedando plasmado en “Las flores del mal”, obra que le costó ser condenado por ultraje a la moral pública y a las buenas costumbres, pero lo cierto es que este libro marcó un hito en la poesía moderna.

Sería el comienzo del fin, “Las flores del mal” comenzará a ser escrita en pleno estado depresivo, producto de la sífilis, luego vendría el opio, la miseria, la hemiplejía y la muerte en agosto de 1861. Si hay algo curioso es que el 31 de mayo de 1949 la Sala Criminal del Tribunal de Casación rehabilitó la persona de Charles Baudelaire, anulando el fallo de 1857.

“Afana nuestras almas, nuestros cuerpos socavan La mezquindad, la culpa, la estulticia, el error y, como los mendigos alimentan sus piojos, nuestros remordimientos, compacientes nutrimos” (Extracto de “Al Lector”. Las Flores del Mal).

Verlaine (1844-1896) Su lengua es sencilla, ingenua y conmovedora, su poesía fue comparada con la música porque ha sabido jugar con los recursos de la misma. En donde todo está ahí intocable, perfecto, indecible.

Si bien fue influenciado por Baudelaire, progresivamente tomará características propias. Sostenía que sus poesías vacilaban entre el sonido y el sentido, pudiendo captar que de la lengua Francesa se podía extraer musicalidad.

A diferencia de Baudelaire, se separá aún más de la tradición romántica, descubriendo que las sensaciones y los sentimientos se transmiten mejor suscitándolos que expresándolos. Su deseo de ser libre es una ilusión tenaz y junto a tanta rebeldía, la poesía de Verlaine expresará espontaneidad.

En 1871 se produce el encuentro con Rimbaud, hecho que cambia el destino del poeta y de su poesía. Encuentro que provoca un enamoramiento ciego hacia Rimbaud, abandonando su vida matrimonial, para comenzar una tumultuosa aventura junto a Rimbaud.

Las peleas y reconciliaciones serían innumerables hasta que un disparo del arma de Verlaine hiere a Rimbaud, para finalizar en la cárcel. Esos años de prisión le sirven como desintoxicación física y moral.

Siendo en este periodo místico-cristiano, en donde nacen “Romanzas sin palabra” (1874) y “Sensatez” (1881), reflejando su búsqueda de Paz. Luego en la libertad volvería la vida bohemia, el alcoholismo, la miseria, que lo obligarían a internarse reiteradamente. Pero es en ese momento cuando logra la más genial de su obra: “Amar” (1888), “Paralelamente” (1889), “Liturgias íntimas” (1892) y “Elegías” (1893). Finalmente en 1896 muere.

Rimbaud (1884- 1891) Fue un genio; a los 20 años ya había escrito toda su obra y a los 37 años había terminado su vida. Siendo uno de los poetas más grandes de su tiempo. Sin embargo durante mucho tiempo su poesía permanecía ignorada, él mismo se despreocupaba de que sus poemas fueran difundidos.

Serán los surrealistas los encargados de resucitar sus poesías y junto con ellas el mito Rimbaud, el del adolescente furioso y enloquecido, que quiere cambiar la vida. Rimbaud pensaba que el hombre se había vuelto manso y mediocre, incapaz de entusiasmo de goce auténtico.

En 1871 Rimbaud descubre lo que considera la verdadera naturaleza poética: el poeta no debe ser un artista, sino un vidente y a partir de entonces pone todo el empeño en evadirse de lo real y en la penetración del universo inexplorado de las sensaciones. Dirá: “El poeta se vuelve vidente por un logro inmenso y razonado desequilibrio de todos los sentidos. Todas las formas de amor, de sufrimiento, de locura; él mismo busca, agota en sí todos los venenos....”. (Carta a P. Demeny).

En 1873 escribe “Iluminaciones”, pero es publicada por Verlaine en 1886 y también escribe “Temporada en el infierno” (1873). Dos años después deja de escribir y comienza una serie de viajes para Europa y África, dedicándose a la aventura y al tráfico.

En 1891 será repatriado en forma urgente a raíz de una grave enfermedad; muere en Marsella en noviembre de ese año.

“Una noche, senté a la belleza en mis rodillas, y la encontré amarga. Y la injurié. Tomé las armas contra la justicia. Hui ! Oh brujas! Oh miseria, Oh rencor, a vosotros fue confiado mi tesoro!...”. Extracto una temporada en el infierno Mallarmé (1842- 1898) En contraste con Rimbaud, Mallarmé era obstinada y rigurosa con una veta estudiosa, monótona y sedentaria.

La lectura de “Las Flores del Mal”, define su gusto por la poesía y lo aleja de las románticos. Sus obras y proyectos más ambiciosos son de su primera época, escritos como: “Herodías”, “La Siesta de un fauno”, “Igitur”. Intenta alcanzar una inaccesible perfección mediante el rechazo de lo real.

Necesita desterrar la idea de que la auténtica poesía puede ser leída por todos. En su opinion hay que devolverle su dignidad y preservarla de la admiración fácil y trivial. La intención de explicar el mundo y la pureza ideal, la realiza a través de dificultosos medios.

El poeta recibe, según Mallarmé infinidad de palabras y de imágenes que le dictan, espontáneamente, ya sea la inspiración o el mundo exterior. Hay que combinarlas entre sí y hacer surgir sus analogías que permitirán el descubrimiento de los recíprocos significados. De esta superposición de imágenes surgirán sus poesías.

El simbolismo de Mallarmé permitirá el intercambio de lenguajes entre los entes, es así que “La egloga” de Mallarmé inspira a Debussy su preludio de igual nombre, y en esta música se inspirará Nijinsky para revolucionar al ballet, en 1912.

El altísimo ejemplo poético y la tensa exigencia teórica de los poetas mencionados, tardaron algunos años en ser plenamente comprendidas y asimiladas y siendo sus frutos una nueva oleada de grandes poetas, varias de ellos recibieron el Premio Nobel, fueron figuras conocidas y respetadas. Finalmente la herencia fue recibida por la poesía moderna.

Paiol Literário recebe o sergipano Antonio Carlos Viana

Artes e Espetáculos
pauta@pron.com.br
Paiol Literário recebe o sergipano Antonio Carlos Viana
Nume Comunicação [03/04/2008]
Na terça-feira, dia 8 de abril, o Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n.º, Prado Velho) recebe a segunda edição da terceira temporada do projeto Paiol Literário. O convidado deste mês é o escritor sergipano Antonio Carlos Viana. A entrada é um livro adulto ou infanto-juvenil em bom estado. O material reunido ao final do ano será doado a instituições de apoio à leitura. Mediado pelo escritor e jornalista José Castello, o bate-papo começa às 20 horas.
O Paiol Literário é realizado pelo jornal Rascunho, em parceria com o Sesi Paraná e com a Fundação Cultural de Curitiba ― com o incentivo do Fundo Municipal de Cultura. Desde 2006, o projeto já trouxe a Curitiba, para uma conversa com o público, 18 grandes personalidades da literatura nacional.
Antonio Carlos Viana nasceu em Aracaju (SE), em 1946. É mestre em Teoria Literária pela PUCRS e doutor em Literatura Comparada pela Universidade de Nice (França). É tradutor e professor universitário aposentado. É autor de O Meio do Mundo e Outros Contos, Aberto Está o Inferno, Brincar de Manja e Em Pleno Castigo, entre outros. Sua obra recebeu os seguintes prêmios: Esso de Literatura (contos), em 1971; Prêmio da União Brasileira de Escritores (RJ), em 1974; Tobias Barreto da Prefeitura Municipal de Aracaju, em 1975; Prêmio Nacional de Contos Cidade de Belo Horizonte, em 1991; e Prêmio Nacional de Contos da Associação Gaúcha de Escritores, em 1991.
Os leitores do Rascunho que moram em outras cidades ou não puderem comparecer aos debates não ficarão de fora. As conversas entre os escritores e o público são sempre reproduzidas nas edições do jornal literário seguintes à do mês em que forem realizadas, e na página do Rascunho na internet (http://www.rascunho.com.br/). Além disso, a TV Paulo Freire — destinada às escolas estaduais do Paraná — grava os encontros e os transmite em sala de aula para os professores da rede pública nos mais diversos municípios do estado.

FONTE: Paraná-Online (Assinatura) - Curitiba,PR,Brazil

Algérie - Judo - Tournoi international


Algérie - Judo - Tournoi international
Une vingtaine de pays au Tournoi international de judo d’Oran, en Algérie

APA – Alger (Algérie) - Des sélections nationales d’une vingtaine de pays sont annoncées pour prendre part au Tournoi international de judo de la ville d’Oran, prévu jeudi et vendredi, a appris APA auprès de la Fédération algérienne de judo (FAJ).
Classé « catégorie A » par la Fédération internationale de judo (FIJ), ce rendez-vous international sera l’occasion pour les athlètes (seniors hommes et dames) d’affiner leur forme et d’évaluer leur niveau de préparation, en prévision des prochains Championnats d’Afrique (15 - 18 mai Agadir, Maroc), dernière ligne droite avant les Jeux olympiques de Pékin 2008.
Un stage technique clôturera le Tournoi d’Oran et sera destiné aux athlètes participants.
Outre l’Algérie, pays hôte, les pays ayant confirmé jusque là leur participation sont : le Sénégal, l’Afrique du Sud, la RD Congo, la Tunisie, le Maroc, la Libye, le Qatar, l’Arabie Saoudite, la Syrie, l’Egypte et une sélection africaine composée de judokas de six pays, ainsi que l’équipe nationale algérienne et une sélection régionale.
L’équipe algérienne a participé, rappelle-t-on, vendredi et samedi derniers, au Tournoi international de Tunis qualificatif aux Jeux olympiques de Pékin, car permettant aux judokas de gagner des points supplémentaires pour prétendre à un billet pour les JO 2008.
Les judokas algériens ont remporté au total 13 médailles (02 or, 04 argent, et 07 bronze), se classant à la deuxième place du Tournoi, derrière la Tunisie.
Avant le rendez-vous de Tunis, les judokas algériens avaient participé au Tournoi international de Casablanca (Maroc), disputé les 22 et 23 mars. Ils avaient remporté quatre médailles d’or, deux d’argent et quatre de bronze.

AEK/mbt/APA
03-04-2008

FONTE: Agence de Presse Africaine - Dakar,Senegal

Pronóstican buena actuación de judo cubano en Olimpiada

Pronóstican buena actuación de judo cubano en Olimpiada
La Habana, 3 abr (PL) La judoca cubana Estela Rodríguez, doble medallista de plata en Juegos Olímpicos, pronóstico una buena actuación de sus compatriotas en la Olimpiada de Beijing, prevista del 8 al 24 de agosto.
La antillana calificó de bastante satisfactoria la preparación de la selección nacional de cara a la cita estival y manifestó su confianza en las figuras más jóvenes para poder conquistar medallas en la capital china, pese a su inexperiencia en lides olímpicas.
Al opinar sobre las judocas más experimentadas, Driulis González, ganadora de cuatro medallas olímpicas, incluida el título de Atlanta-1996, Yurisel Laborde y Yanet Bermoy, subrayó que tienen las mayores opciones del plantel para poder subir al podio.
Rodríguez subrayó que japonesas y chinas constituirán las rivales más difíles para las caribeñas en Beijing por su alto nivel, en especial estas últimas debido a su condición de sede.
"Las muchachas tienen que prepararse muy fuerte para poder derrotar a las chinas", enfatizó.
También valoró de excelente el trabajo del judo cubano para garantizar su futuro y auguró nuevos triunfos en el ámbito internacional.
acl/am
FONTE: Prensa Latina - La Habana,Cuba
http://www.prensalatina.com.mx/

Esse punhado de ossos - Ivan Junqueira


Esse punhado de ossos
Ivan Junqueira
A Moacyr Felix
Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas de todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ai, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos choram.

Ivan Junqueira nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 3 de novembro de 1934 e aqui realizou seus primeiros estudos, ingressando em seguida nas faculdades de Medicina e de Filosofia da Universidade do Brasil, cujos cursos, porém, não chegou a concluir. Iniciou-se no jornalismo em 1963 como redator da Tribuna da Imprensa, tendo atuado depois no Correio da Manhã, Jornal do Brasil e O Globo, nos quais foi redator e sub-editor até 1987. Assessor de imprensa e depois diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro entre 1970 e 1977, tornou-se mais tarde supervisor editorial da Editora Expressão e Cultura e diretor do Núcleo Editorial da UERJ, além de colaborador da Enciclopédia Barsa, Encyclopaedia Britannica, Enciclopédia Deita Larousse, Enciclopédia do Século XAÇ Enciclopédia Mirador Internacional e Dicionário Brasileiro de Política, este último editado pelo CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas. Foi também assessor de Rubem Fonseca na Fundação Rio. Como critico literário e ensaísta, tem colaborado em todos os grandes jornais e revistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, bem como em publicações especializadas nacionais e estrangeiras, entre elas Colóquio Letras, Revista do Brasil, Senhor, Leitura e Iberomania. Em 1984 foi escolhido como a "Personalidade Intelectual do Ano" pela UBE. Assessor da Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen) de 1987 a 1990, no ano seguinte transferiu-se para a Fundação Nacional de Arte (Funarte), onde foi editor da revista Piracema e chefe da Divisão de Texto da Coordenação de Edições, tendo se aposentado do serviço público em 1997. Foi ainda editor adjunto e depois editor executivo da revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional. Conferencista, realizou palestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Manaus, São Luis, Brasília, Recife, Porto Alegre, Florianópolis, Petrópolis, Buenos Aires, Santiago do Chile e Lisboa, onde, em 1994, abriu o Projeto Camões, patrocinado pelo Instituto Camões e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, ocasião em que ministrou, na Biblioteca Nacional da capital portuguesa, o curso "A rainha arcaica: urna interpretação mítico-metafórica", além de realizar recitais de poesia na Casa de Fernando Pessoa e no Palácio da Fronteira. No ano seguinte voltou a participar do Projeto Camões, tendo proferido conferências em Coimbra, Porto, Vila Real, Lisboa e Ponte de Sor. De 1995 a 1997 tomou parte no Projeto Ponte Poética Rio-São Paulo, de que constavam leituras comentadas de poemas de sua autoria e palestras. Ainda em 1995 recebeu da UFRJ, por unanimidade de votos, o diploma de "notório saber", tendo ali participado também do ciclo de palestras "Os Poetas". É membro titular do Pen Club do Brasil e, em 1994, conquistou o Prêmio José Sarney de poesia inédita. De 1996 a 1997 participou, como poeta e ensaísta, das "Rodas de Leitura", do CCBB, organizando ainda, naquele último ano, com Moacyr Félix e Leonardo Fróes, as "Quintas de Poesia", sob patrocínio da Funarte. Em 1998 foi curador do Programa de Co-Edições da Fundação Biblioteca Nacional, que possibilitou a publicação de 35 títulos de autores das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Ainda em 1998 recebeu a Medalha Cruz e Sousa, da municipalidade de Florianópolis e, no ano seguinte, a Medalha Paul Ciaudel, da UBE. Sua poesia já foi traduzida para o espanhol, alemão, francês, inglês, italiano, dinamarquês, russo e chinês. Em 30 de março de 2000 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na vaga de João Cabral de Melo Neto (cadeira nº 37).


Obras publicadas:

  • Os mortos (poesia, 1964), menção honrosa do Concurso Jorge de Lima
  • Quatro quartetos, de T. 5. Eliot (tradução, 1967)
  • Três meditações na corda lírica (poesia, 1977)
  • A Rainha Arcaica (poesia, 1980), Prêmio Nacional de Poesia do Instituto Nacional do Livro (1981)
  • T. S. Eliot. Poesia (tradução, introdução e notas, 1981)
  • Testamento de Pasárgada (antologia critica da poesia de Manuel Bandeira, 1981)
  • Dias idos e vividos (antologia critica da prosa de não-ficção de José Lins do Rego, 1981)
  • Cinco movimentos (poesia, 1982), musicados por Denise Emmer no CD Cinco movimentos & um soneto (1997)
  • Como a água que corre, de Marguerite Yourcenar (tradução, 1982)
  • À sombra de Orfeu (ensaios, 1984), Prêmio Assis Chateaubriand, da Academia Brasileira de Letras (1985);
  • Prólogos. Com um prólogo dos prólogos, de Jorge Luis Borges (tradução, 1985)
  • As flores do mal, de Charles Baudelaire (tradução, introdução e notas, 1985)
  • O grifo (poesia, 1987; tradução dinamarquesa, Griffen, 1994), menção honrosa do Prêmio Jabuti (1988)
  • O encantador de serpentes (ensaios, 1987), Prêmio Nacional de Ensaísmo do Instituto Nacional do Livro (1998)
  • Albertina desaparecida, de Marcel Proust (tradução, 1998)
  • Ensaios, de T. S. Eliot (tradução, 1988), menção honrosa do Prêmio Jabuti (1989)
  • De poesia e poetas, de T. S. Eliot (tradução, 1991)
  • Poemas reunidos 1934-1953, de Dylan Thomas (tradução, introdução e notas, 1991), Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991) e Prêmio da Biblioteca Nacional (1992)
  • Prosa dispersa (ensaios, 1991)- Doze tipos, de G. K. Chesterton (tradução, 1993)
  • O signo e a sibila (ensaios. 1993)
  • A sagração dos ossos (poesia, 1994), Prêmio Jabuti (1995), da Câmara Brasileira do Livro, e Prêmio Luisa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1995)
  • Os melhores poemas de Dante Milano (antologia, introdução e biografia, 1998)
  • O fio de Dédalo (ensaios, 1998), e - Poemas reunidos (1999).

Suas traduções dos poemas de Baudelaire e Leopardi constam das edições das obras reunidas desses dois autores, publicadas, respectivamente, em 1995 e 1996 pela Nova Aguilar. Traduziu ainda, para o teatro: - A tempestade, de William Shakespeare (com Tite de Lemos), e - Os justos, de Albert Camus (com Yan Michalski). Tem no prelo Baudelaire, Eliot, Dylan Thomas: três visões da modernidade (ensaios). (fonte: Academia Brasileira de Letras).

O poema acima, publicado em "Poemas Reunidos", Record - Rio de Janeiro, 1999, foi extraído do livro "Os cem melhores poemas brasileiros do século", Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 317, seleção de Ítalo Moriconi.

FONTE: Ivan Junqueira - Esse punhado de ossos - http://www.releituras.com/

A Literatura Brasileira FAGUNDES VARELA (1841 - 1875)


A Literatura Brasileira
FAGUNDES VARELA (1841 - 1875)

Luís Nicolau Fagundes Varela nasceu em Rio Claro, Rio de Janeiro, em 1841. Iniciou o curso de Direito em São Paulo, transferindo-se, posteriormente, para Recife. Voltou para o sul sem concluir o curso. Um fato que marcou muito sua vida foi a morte do filho. Apesar de profundamente religioso, levou uma vida boêmia e desregrada. Morreu em Niterói, Rio de Janeiro, no ano de 1875.
Poeta de grande cultura e sensibilidade, mas de pouca originalidade, Varela continua a obra dos primeiros grandes poetas românticos brasileiros, e deles herda certas características. É interessante a influência que Castro Alves tem em sua obra: Fagundes Varela o conhece já doente, mas ainda engajado em causas sociais; a partir deste momento, abandona, ao menos em parte, o egocentrismo (sendo esta uma característica de sua geração, representada em sua obra pelo sofrimento devido à morte de seu filho), fazendo algumas poesias de caráter social, semelhantes às do condoreirismo. Escreveu as poesias: "Noturnos", "O Estandarte auriverde", "Vozes da América", "Cantos meridionais", "Cantos religiosos".
Voz do poeta
"Perdão, Senhor, meu Deus! Busco-te embalde
Na natureza inteira! O dia, a noite,
O tempo, as estações, mudos sucedem-se,
Mas eu sinto-te o sopro dentro d'alma!
Da consciência ao fundo te contemplo!
E movo-me por ti, por ti respiro,
Ouço-te a voz que o cérebro me anima,
E em ti alegro, e canto, e penso!
Da natureza inteira que aviventas
Todos os elos a teu ser se prendem,
Tudo parte de ti e a ti se volta;
Presente em toda a parte, e em parte alguma,
Íntima fibra, espírito infinito,
Moves potente a criação inteira!
Dás a vida e a morte, o olvido e a glória!
Se não posso adorar-te face a face,
Oh! basta-me sentir-te sempre, e sempre!
Eu creio em ti ! eu sofro, e sofrimento
Como ligeira nuvem se esvaece,
Quando murmuro teu sagrado nome!
Eu creio em ti! e vejo além dos mundos
Minha essência imortal brilhante e livre,
Longe dos erros, perto da verdade,
Branca, dessa brancura imaculada
Que os gênios inspirados nesta vida
Em vão tentaram descobrir no mármore!"
FONTE (image include):
FAGUNDES VARELA - A Literatura Brasileira - ALiteratura.kit.net
http://www.aliteratura.kit.net/fagvarela.html

Stéphane Mallarmé

Stéphane Mallarmé
(b. 1842, Paris - d. 1898, Paris)

Stéphane Mallarmé was born in Paris in 1842. He taught English in from 1864 in Tournon, Besançon, Avignon and Paris until his retirement in 1893.

Malarmé began writing poetry at an early age under the influence of Charles Baudelaire. His first poems started to appear in magazines in the 1860s.

Mallarmé's most well known poems are L'Aprés Midi D'un Faun (The Afternoon of a Faun) (1865), which inspired Debussy's tone poem (1894) of the same name and was illustrated by Manet.

Among his other works are Hérodiade (1896) and Toast Funèbre (A Funeral Toast), which was written in memory of the author Théopile Gautier. Mallarmé's laterworks include the experimental poem Un Coup de Dés (1914), published posthumously.

From the 1880s Mallarmé was the center of a group of french writers in Paris, including André Gide and Paul Valéry, to whom he communicated his ideas on poetry and art. According to his theories, nothing lies beyond reality, but within this nothingness lies the essence of perfect forms and it is the task of the poet to reveal and crystallize these essences.

Mallarmé's poetry employs condensed figures and unorthodox syntax. Each poem is build around a central symbol, idea, or metaphor and consists on subordinate images that illustrate and help to develop the idea.

Mallarmé's vers libre and word music shaped the 1890s Decadent movement. For the rest of his life Mallarmé devoted himself to putting his literary theories into practice and writing his Grand Oeuvre (Great Work). Mallarmé died in Paris on September 9, 1898 without completing this work.

The work of the great French Symbolist poet Stephane Mallarmé has often been considered the best example of "pure poetry."

Mallarmé dealt in metaphorical obliquities and attempted to practice alchemy with words - to create a kind of poetry where the word as symbol would have a new mobility and would achieve new intensities and refinements of meaning.

Roger Fry wrote of Mallarmé that "certainly no poet has set words with greater art in their surroundings, or given them by their setting, a more sudden and unexpected evocative power" and that "for him it was essential to bring out all the cross-correspondences and interpenetrations of the verbal images."

Mallarme's influence on modern poetry, in English as well as in French, has been great and pervasive.

Such a poet as Wallace Stevens owes much to Mallarmé , and it is Mallarmé whom T. S. Eliot paraphrases in Little Gidding of his Four Quartets. Mallarmé's influence is visible in James Joyce's Finnegans Wake.

Debussy's tone poem The Afternoon of a Faun, and the ballet immortalized by Nijinski, are based on a famous poem of Mallarmé , while the visual pattern of his poem A Throw of the Dice Will Never Abolish Chance foreshadowed the typographical experimentation of contemporary poetry.

Certain of Mallarmé's aesthetic theories parallel those of the abstract painters of today, while his poetical syntax was compared by Roger Fry to the technique of the Cubists.

* Kuusankosken kaupunginkirjasto © 1997

FONTE (image include): Mallarme.com

Ciclo de oficinas para contadores começa com espetáculo de lendas indígenas

Ciclo de oficinas para contadores começa com espetáculo de lendas indígenas
Várzea Grande, 02/04/2008 - 14:06.
Da Redação
Na noite de desta terça-feira (01.04), foi realizado a abertura do ciclo de oficinas para contadores de histórias com a apresentação do espetáculo “Nos Campos do Paiquerê”, da escritora e contadora Cléo Busatto. As oficinas “Contar e encantar - a arte de contar e ouvir histórias” e “A literatura infanto-juvenil e suas leituras”, ministradas por Cléo Busatto, e o curso “Auto-atendimento e Relações Interpessoais”, com a psicóloga Daenir Soares Feguri estão sendo realizadas pela Biblioteca Publica Estadual “Estevão de Mendonça”.
Segundo a coordenadora da Biblioteca, Salime Marques, a Estevão de Mendonça acompanha várias outras instituições do Brasil que investem em recursos que dinamizam a leitura e estimulam a imaginação para provocar novos leitores. “O objetivo dessa iniciativa é formar multiplicadores”, enfatizou Salime no discurso de abertura. Cerca de 25 municipios enviaram representantes para participarem das oficinas.
Salime relata que era esperado número expressivo de inscrições de educadores, o que de fato aconteceu. Entretanto, ela também contava com uma grande participação de atores e contadores de histórias atuantes no estado. “A Biblioteca está aberta para esses profissionais, e gostaríamos de tê-los trabalhando também com o nosso público”, acrescenta Salime.
Dos profissionais contadores de histórias e atores, estavam presentes ontem a atriz Alicce Oliveira e o Grupo de Teatro Tibanaré. O Grupo está fazendo a oficina a fim de complementar a pesquisa que está desenvolvendo para um novo espetáculo chamado “Varal de Histórias”. “Estamos buscando entrar em contato com o maior numero de histórias, experiências e técnicas de contação possíveis para formatar esse espetáculo”, completa a atriz Fernanda Gandes, integrante do Tibanaré.
Na próxima sexta-feira (04), ocorre o encerramento das oficinas com apresentações dos participantes, que exercitarão as noções apreendidas nas aulas de contação. O evento está marcado para as 08h30 no Salão Nobre do Palácio da Instrução. Na platéia estarão estudantes e freqüentadores da biblioteca.
Cléo Busatto - No espetáculo de ontem, a escritora apresentou contos da mitologia dos povos indigenas Caingangue e Guarani mesclando a narração oral, animação de objetos e narração no meio digital. Foram apresentadas as histórias Paiquerê, O dilúvio, A conquista do fogo, Kamé e kairu, Erekei e Erevuí.
A contadora Investiga a contação de história no meio digital com a produção de softwares educativos, buscando novos espaços para a arte de contar histórias. “De quinze anos para cá, a figura do contador de histórias, ressurge no meio urbano, principalmente nas metrópoles onde tinha desaparecido. Então, passei a pesquisar o que muda na narração oral com a revolução tecnológica”, destaca a escritora. Dessa investigação, surgiram três trabalhos em CR-ROM.
Cléo Busatto é mestre em Teoria Literária e pesquisadora transdiciplinar formada pelo Cetrans/Escola do Futuro/USP. É pesquisadora em oralidade, literatura oral e literatura infanto-juvenil. Nos últimos cinco anos capacitou, aproximadamente, 20 mil pessoas em workshops. Palestrou para outras tantas 15 mil e contou histórias para mais de 45 mil pessoas.
Oficinas - Na oficina “Contar e encantar - a arte de contar e ouvir histórias”, realizada no turno matutino, a escritora apresenta a narração oral enquanto suporte para a formação do ser humano juntamente com técnicas de contação: ritmo, intenção e imagens. Assim ela mostra como a narração oral possibilita vivências simbólica, social e educativa, as quais ampliam a consciência ética e estica do ouvinte
Já a oficina do turno vespertino, “A literatura infanto-juvenil e suas leituras”, desvenda o caminho traçado pela Literatura infanto-juvenil, do suporte impresso ao digital. Apresenta a arte literária, ação que trancende a mera decifração de signos e sugere a leitura do entorno. Nas aulas, Cléo Busatto propõe ações para materializar as leituras dessa literatura, por meio da integração de diferentes linguagens.
No “Auto-atendimento e Relações Interpessoais”, A psicóloga Daenir Soares Feguri esta trabalhando com a auto-estima dos participantes a fim de potencializar a relação com o público. A psicóloga lança mão de dinâmicas de grupo e de sua experiência para provocar nos participantes uma auto-reflexão. Outras temáticas abordadas pela palestrante serão: Linguagem Corporal e os esteriotipos profissionais que devem ser evitados.

FONTE: O Documento - Várzea Grande,MT,Brazil

História secreta do Brasil - Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco.

2 de Abril de 2008 - 14:25
História Secreta do Brasil

Em Teresa, um de seus mais belos poemas, Manuel Bandeira diz que, ao ver essa mulher, pareceu-lhe que os olhos dela haviam nascido antes e ficado dez anos esperando o resto do corpo nascer.

Esses seus versos são perfeitos para contextualizar o lançamento da segunda edição de História Secreta do Brasil, de Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco.

A obra surgiu no ano 2000, fruto de um longo estudo da autora, que pesquisou em numerosas fontes originais as profecias relacionadas à construção de um Novo Mundo. Esse sonho, ou ideal universal, de se fazer uma sociedade mais equilibrada, justa e feliz, aparece na obra de importantes filósofos e escritores, que nomearam e descreveram as suas virtudes: Platão (República), Thomas Morus (Utopia), Francis Bacon (Nova Atlântida), João Evangelista (Millennium), James Hilton (Sangri-la), entre outros.

No entanto, de acordo com a autora, a maioria das profecias desses e de outros estudiosos apontam o Brasil como a Terra Prometida, o Eldorado, o Paraíso Perdido que começa a ser reencontrado com a fundação da cidade de São Paulo por José de Anchieta e Manuel da Nóbrega. Cláudia Pacheco argumenta, com farta documentação bibliográfica, que os cavaleiros templários da Ordem de Cristo portuguesa - e os da Ordem Terceira da qual pertencia Cristóvão Colombo - já sabiam da existência do Brasil e vão empreender as grandes navegações justamente para chegar à essa terra abençoada. Desejavam construir aqui o Reino do Espírito Santo, que já celebravam no século XIII com as Festas do Divino Espírito Santo, organizadas pelo Rei D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, em Tomar, cidade-sede dos reis templários portugueses.

Enquanto faz essas revelações, a autora mostra que esse ideal da humanidade pode ser conquistado agora, graças ao trabalho científico do psicanalista, filósofo e cientista social brasileiro Norberto Keppe, criador da Psicanálise Integral ou Trilogia Analítica.

O método de Keppe nos proporciona conhecer a fundo as nossas patologias e as da sociedade e, pelo processo de aceitação e desinversão, deixarmos de destruir o nosso Paraíso Terrestre.

A segunda edição da obra vem à luz precisamente no momento em que se comemora os 200 anos da vinda da Família Real ao Brasil e quando o país, a oitava economia do mundo, vem saldar a sua dívida externa e demonstrar a sua pujança nos mais diversos campos do conhecimento.

É como se o povo brasileiro e o mundo inteiro tivesse que viver mais dez anos para compreender a força e as revelações dessa magnífica obra. E, como escreveu Manuel Bandeira, na vez seguinte em que viu Teresa - e que você, leitor, novamente se depara com a História Secreta do Brasil -, "os céus se misturaram com a terra e o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas”.

Fonte: VERA SOUZA
in Midiacon - São Paulo,São Paulo,Brazil (photo include)