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sábado, novembro 27, 2010

O TÚNEL – PERCURSO PELA LITERATURA DE ERNESTO SABATO

27 de novembro de 2010 >>> Isabel De Nonno

No mês em homenagem às produções artísticas Ibero-Americanas no TEMPO, temas a abordar não faltam sobre cinema, design, artes plásticas e literatura. Diante de um universo tão diversificado, escolher uma só área, pessoa, ou obra para lançarmos nosso olhar, é um exercício de abdicação que possui certo grau de dificuldade. Rapidamente, sem pestanejar, proponho que fiquemos com a literatura. Porém, mesmo dentro deste recorte existe um mundo a ser explorado. Nomes como: Gabriel Garcia Márquez, Roberto Bolaño, Octavio Paz, Enrique Vila-Matas, Jorge Luis Borges, Júlio Cortazar, Adolfo Bioy Casares, Manuel Puig, José Saramago, Pablo Neruda e Ernesto Sabato, entre tantos outros que podíamos ficar citando aqui, surgem de forma cascateada em nossas mentes. Todos, com dois pontos em comum: latinos e contemporâneos.

Todavia, são somente esses dois pontos que nos permite colocar esses autores no mesmo caldeirão. Estamos diante de personalidades e obras distintas, e classificá-los, assim, seria, muito provavelmente, empobrecedor. Poderíamos separá-los então, por países (Argentina, México, Chile, Colômbia), por amizade (Vila Matas e Bolaño, Borges e Casares), aqueles que moraram em Paris (Cortázar e Sabato), por estilo literário (conto, poesia, romance) e este post não teria fim. É necessário, pois, recortar ainda mais. Optemos então pela Argentina, e dentro dos autores portenhos, por Ernesto Sabato.

Sabato tem doutorado em física, fez parte da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas, e hoje em dia se dedica exclusivamente às artes plásticas, não só por prazer, mas por uma doença que o impede de ler e escrever. Autor de diversas obras, destacam-se: O túnel, Sobre heróis e tumbas, O escritor e seus fantasmas e Antes do fim, todos lançados no Brasil pela Cia.das Letras. Seu primeiro romance publicado foi O túnel, em 1948, e conta a história de Juan Pablo Castel e María Iribarne. Divido em 39 capítulos curtos, como se fossem pequenos contos, a história do pintor que se apaixona por uma moça misteriosa que julga ser umas das poucas pessoas, se não a única, a entendê-lo, começa pelo fim, e se desenvolve mostrando para o leitor um caso de paixão, obsessão e ciúme. Quanto mais Juan força María a se expor, mais esquiva ela se torna, e mais doentio o comportamento dele fica. Pode parecer uma história de amor banal, com obviamente um final não tão feliz. Porém, O túnel não trata disso. Sabato explica que a ideia inicial era escrever um conto sobre um pintor que enlouquecia com a incapacidade de comunicação e compreensão com uma mulher que, levianamente, ele achou cumpridora destas funções. Segundo o próprio, seria um tema metafísico, que acabou voltando-se para questões mundanas, pertinentes à realidade amorosa – “É que o seres de carne e osso não podem jamais representar as angústias metafísicas sob o estado de ideias puras: fazem-no sempre encarnando essa ideias, obscurecendo-as com sentimentos e paixões”.

O resultado é uma narrativa que fala acima de tudo de solidão, idealizações e uma busca por um outro que entenda nossa essência. O túnel é de uma beleza tocante, de uma paixão frenética e de um existencialismo arrebatador. Talvez seja por isso, que dentro de tantas escolhas que poderíamos ter feito, este livro específico foi o primeiro a surgir claramente em nossas cabeças.

“E às vezes coincidia de eu passar diante de uma de minhas janelas e ela estar à minha espera, muda e ansiosa (por que à minha espera? por que muda e ansiosa?); mas às vezes ela não chegava a tempo ou se esquecia deste pobre ser enclausurado, e então, com o rosto apertado contra o muro de vidro, eu a via ao longe sorrir ou dançar despreocupadamente ou, o que era pior, não a via em absoluto e a imaginava em lugares inacessíveis ou vis. E então sentia que meu destino era infinitamente mais solitário que o imaginado”.

FONTE: TEMPO FESTIVAL
http://tempofestival.com.br/
http://tempofestival.com.br/simultaneo/2010/11/27/o-tunel-percurso-pela-literatura-de-ernesto-sabato/

terça-feira, novembro 16, 2010

Pablo Neruda and Octavio Paz: Clash of Literary Titans (Last Part).

Pablo Neruda according to David Levine.
Photo: Courtesy by David Levine. The New Yoik Review of Books

Jaime Perales Contreras





In September 1993, on the twentieth anniversary of Neruda's death, Paz again remembered Neruda with admiration in the pages of the magazine Vuelta. He wrote about the poem "Discurso de las liras," which the author of Canto General had published originally in Paz's Taller. For the Mexican poet, "there is a sustained feeling to the form--stanzas of four verses each--tied to that somnambulant vision of the world that gave his poetry, during those years, a gravity that distinguishes all he wrote at that time."


The relationship between Paz and Neruda was difficult; Paz himself said in his essay for Laurel that the friendship was "as overwhelming as a mountain." This is how Paz put it: "Pablo was very jealous of his friends. He put on the airs of a big fish, an enormous fish from the depths, with an odd sense of humor that, many years later, would be reflected in a book that is one of my favorites of his: Extravagario. He showed that sense of humor in his conversations." The partisan tendency of literary criticism also separated the two writers.

Could there also have been, beyond the political differences, some professional jealousy between the poets? Perhaps. Paz never stopped talking or writing about him, particularly about what he considered Neruda's lack of political prudence with regard to his pro-Soviet commitment.

Despite the distance between the two poets, both politically and in terms of the profound literary beliefs they both held sacred, in his essay "Homenaje" Paz affirmed that the break with Neruda had hurt him and added that he would like to think that it hurt Neruda too. Paz ended the short piece with the following lines: "I utter Pablo Neruda's name and tell myself: you admired him, you cared for him, and you fought him. He was your dearest enemy."

FONTE: http://www.examiner.com/
http://www.examiner.com/latin-cinema-in-national/pablo-neruda-and-octavio-paz-clash-of-literary-titans-last-part

Pablo Neruda and Octavio Paz: Clash of Literary Titans (First Part)

The poet Octavio Paz in Yucatan, Mexico
Photo: Manuel Alvarez Bravo Foundation
"It can take me months to write a poem! I correct it endlessly," Octavio Paz once confessed to Argentine photographer Sara Facio, when she was taking his portrait for a book about writers. That was in 1970, and he was marveling to Facio about the Chilean poet Pablo Neruda, during a conversation at CambridgeUniversity in England. Paz found it incredible that Neruda had written a poem dedicated to the Chilean singer-songwriter Violeta Parra during the short trip from Isla Negra to Valparaiso. And Neruda's work would go straight to the printer without major corrections.


Pablo Neruda was ten years older than Octavio Paz and one of his intellectual mentors. Neruda had invited the Mexican poet and essayist to participate in the Second International Congress of Anti-Fascist Writers in Madrid in 1937; the first such event was in Paris in 1935. Neruda saw a great future for Paz, as he indicated in the only paragraph about him in his Memoirs (Confieso que he vivido): "Along with the Norwegians, the Italians, the Argentines, the poet Octavio Paz arrived from Mexico, after a thousand adventures and misadventures. I was proud of having brought him. He had published just one book [Raiz del hombre], which I had received two months before and which seemed to contain genuine promise. No one knew him yet."


Paz and Neruda, who had met in Paris in the 1930s, nearly came to blows in 1942, when Neruda was a consul in Mexico. The story of that encounter appeared 40 years after the fact, in an essay on modern poetry ("Laurel en la poesía moderna") that Paz wrote for Vuelta magazine in 1982. What set off the cultural sparring between Neruda and Paz was Laurel, an anthology of modern Spanish-language poetry published in 1940 by the Mexican publisher Seneca. The Spanish writer Jose Bergamin, who was an editor at Seneca, had assigned the task of compiling the anthology to two Mexican poets, Xavier Villaurrutia and Octavio Paz, and two Spanish poets, Emilio Prados and Juan .Gil Albert. Neruda was invited to contribute but refused, due to differences between him and Bergamin. Paz never knew what was behind Neruda's refusal, although it is believed the problem had to do primarily with Bergamin's exclusion of the Spanish poet Miguel Hernández from the anthology. In fact, there's a coded allusion to the Laurel anthology in Neruda's Canto General, in the poem "To Miguel Hernindez, Murdered in the Prisons of Spain." Neruda writes:

  
 Let the wretches who today
      Includes your name
   in their books--the Damasos,
      the Gerardos, the sons
   of bitches, silent accomplices of
      the executioner-know
   that your martyrdom
      won't be expunged, that your
      death
   will fall on their entire moon of
      cowards.
   And to those who denied you in
      their rotten laurel....


According to Neruda biographer Adam Feinstein, literary critic Enrico Santi said that Paz began to distance himself from Neruda because he was furious that the Chilean had refused to participate in that anthology; the Spanish poet Leon Felipe had also declined to participate. Laurel was see as Paz's "personal baby." Mexico City literary circles began to divide into Nerudistas and anti Nerudistas (that is, pro-Paz writers).


Paz's version of the rupture with Neruda differs from Santi's interpretation. In November 1939, Neruda was happy to contribute to Paz's magazine Taller, and he offered him his unpublished poem "Discurso de las liras." In 1940, Neruda also gave him another text: a short introduction to the then-unknown Uruguayan poet Sara de Ibanez, in which he also criticized the Spanish poet Juan Ramen Jimenez, who had been a contributor to the magazine. The editorial board of Taller rejected the text, but Paz published the piece anyway. However, due to an "unforgivable error," Neruda's text was not mentioned on the cover. The same issue included some poems by Rafael Alberti dedicated to Neruda's enemy Bergamin. Neruda called Paz and told him, "Alberti is my brother, and those sonnets were dedicated to Bergamin before Alberti found out what had happened. You have been an accomplice in a plot against me."


Neruda and Paz then went a long time without seeing each other. Paz admitted that he didn't like certain of Neruda's personality traits: his heated jealousies, his reproaches, his aesthetic arguments (which were in fact political), his Stalinist "sickness." And according to Paz, Neruda considered anything that wasn't in line with his political convictions to be reactionary. That led to the final blowup, which took place in 1942, in the Centro Asturiano in Mexico City. It was a dinner in Neruda's honor. Among those in attendance were the writers Jose Luis Martinez and Enrique Gonzalez Martinez and the painter Jose Clemente Orozco. Neruda drank too much at the dinner. At the end of the evening, the writers and artists lined up to bid farewell to the Chilean poet. When it was Paz's turn, Neruda complimented him on his shirt, calling it "whiter than your conscience." He then insulted Paz's mother and grabbed the Mexican writer's shirt collar so hard that he tore part of it; then he started in on the authors of the "damned anthology." They almost came to blows. Poet Enrique Gonzalez Martinez took Paz by the arm and they left the Centro Asturiano with the writers Ali Chumacero, Jose Luis Martinez, and Jose Iturriga. Martinez invited everybody to a nightclub in vogue at the time and they ordered champagne that, according to Paz,  was !carsima!--very expensive
(To be continued).

FONTE: http://www.examiner.com/ 
http://www.examiner.com/latin-cinema-in-national/pablo-neruda-and-octavio-paz-clash-of-literary-titans-first-part-1

domingo, novembro 14, 2010

Revolução pela causa modernista

Em Azul, o nicaraguense Rubén Darío desenvolve crítica à sociedade que condena o artista a um lugar de desconforto

Ronaldo Correia de Brito - O Estado de S.Paulo

Trinta e três anos separam a publicação de Folhas de Relva, de Walt Whitman, e Azul, de Rubén Darío. Aproximados pela modernidade que inventaram e pela admiração comum a vários poetas e ao filósofo Ralph Waldo Emerson, os dois vivem em Américas recém-libertas do colonialismo, mas bem distintas entre si. Octavio Paz escreveu que "a singularidade da poesia de Whitman no mundo moderno só pode ser explicada em função de outra, ainda maior, que a engloba: a da América".

A poesia exaltada de Whitman, celebrando o "destino manifesto" que garante aos Estados Unidos o direito de expandir-se sobre as nações, propõe "que nada é melhor do que a simplicidade... que nada pode compensar o excesso ou a indefinição". Carregada de discurso e ideário, de incitamento e instrução a poesia whitmaniana é o contrário do que observou o crítico espanhol Juan Valera sobre o livro Azul, nas suas Cartas Americanas: "Se me perguntassem o que ensina o seu livro e de que trata, responderia sem vacilar: não ensina nada e trata de tudo e nada. É obra de artista, de mera imaginação."

O livro que "nada ensina", publicado em 1888 por um jovem nicaraguense de 21 anos, com contos curtos e alguns poemas no final, se transformaria no marco do denominado modernismo literário em língua espanhola. Bem distinto do extenso manifesto da primeira edição de 1855 das Folhas de Relva e da simplicidade de Whitman, Rubén Darío escreveu um artigo em que é possível vislumbrar um propósito para os contos de Azul:

Juntar a grandeza ou os esplendores de uma ideia no cerco burilado de uma boa combinação de letras; lograr não escrever como os papagaios falam, mas falar como as águias calam; ter luz e cor num engaste, aprisionar o segredo da música na armadilha de prata da retórica, fazer rosas artificiais que cheiram a primavera, eis aí o mistério. E para isso, nada de burgueses literários, nem de frases de cartão.

Nos 13 contos selecionados pelo selo Demônio Negro (da editora Annablume), lançados com prefácio de André Fiorussi, é possível reconhecer o projeto literário de Rubén Darío (1867-1916): a crítica ao mundo burguês em que o artista parece não ter um lugar confortável; a imaginação exótica; a escolha por geografias que tanto podem situar as narrativas na França, Itália e Espanha como na Grécia clássica, em meio a ninfas, faunos e sátiros.

O confronto entre a poesia e a insensibilidade burguesa aparece no conto O Rei Burguês, que narra a tentativa de um poeta sobreviver de sua arte na corte de um soberano mecenas. O tom da narrativa é irônico, bem ao estilo das histórias de Andersen e Oscar Wilde, embora a influência evidente na obra de Darío seja da literatura francesa. É possível reconhecer as leituras dos românticos e simbolistas, principalmente desses últimos, nos contos mais misteriosos ao estilo de Villier de L"Isle-Adam.

Ao contrário da onipresente América de Whitman, força motora de sua poesia nacionalista, a pátria de Darío aparece numa referência casual, no conto Pombas Brancas e Garças Morenas: "E estávamos sozinhos, à luz de uma lua prateada, doce, uma bela lua daquelas da Nicarágua"! E seguem-se empolados e retóricos "pombas brancas, arrulhadoras", "peitos níveos", "acetinados braços alabastrinos", "estrela acarminada de suas patas", "sã e virginal primavera", o que nos leva a refletir sobre as diferenças entre o poeta dos Estados Unidos que canta seu país como se ele fosse a única América e o poeta da América Central que busca na França uma outra pátria.

O modernismo de Rubén Darío consiste em não imitar ninguém, embora assimilando a literatura francesa - Flaubert, Hugo, Gautier, Banville, Mendes -, segundo Fiorussi. Inflamado pela imaginação dos românticos, parnasianos, decadentes e simbolistas, ele ousa encontrar um estilo original, um verdadeiro escândalo para a literatura espanhola ainda presa aos clichês do século de ouro, "enrijecida e anquilosada".

Rubén Darío não antecipou o feminismo, não fez a revolução sexual, não pregou a igualdade das raças, nem a liberdade irrestrita como Whitman, num tempo em que o império espanhol agonizava, dando lugar ao americano. A revolução de Darío acontece na intimidade da literatura. Mesmo assim, ele é aclamado como a voz da hispanidade e da latinidade. Azul é o paradigma de uma modernidade que, após 33 anos do lançamento das Folhas de Relva, surge como um decreto de Rubén Darío a um novo tempo: "O movimento de liberdade que me cumpriu iniciar na América se propagou até a Espanha, e tanto aqui como lá o triunfo está logrado." Num livro sobre Darío, Vargas Villa atenua essa impressão e escreve que o poeta nicaraguense acreditava assistir à aurora de uma literatura americana e se empenhava em revelá-la à Europa, mas "seu generoso sonho morreu sem se realizar, porque o que ele acreditava ser a aurora, não era senão o pestanejar de umas poucas estrelas sobre um céu muito remoto, na noite equatorial".

RONALDO CORREIA DE BRITO É ESCRITOR, AUTOR, ENTRE OUTROS, DE GALILÉIA E RETRATOS IMORAIS (ALFAGUARA)

FONTE: Estadão

http://www.estadao.com.br/
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100925/not_imp614980,0.php
IMAGEM: acvelox.wordpress.com

segunda-feira, novembro 01, 2010

Catrinas, altares, caveiras e seres do além invadem as ilhas de CU

29/10/2010

Na Mega Oferenda 2010 da UNAM se exhiben ao redor de 83 altares, nos que destacam personagens políticos e sociais como Carlos Monsiváis e Octavio Paz
 
Sob um ambiente festivo colmado de humor, sarcasmo, folclor e irreverência, ontem à noite a catrina aportou à Mega Oferenda 2010 Pelos séculos e os séculos, que se instalou em Cuidai Universitária (CU).

Ao ocultar-se o sol, centos de veladoras alumiavam a zona das Ilhas de CU, onde se exhiben ao redor de 83 altares, nos que destacam lemas políticos e sociais.

Enfeitadas com flores de cempasúchil, papel picado e calaveritas de açúcar, chocolate ou amaranto, tudo com cheiro a copal, a Mega Oferenda 2010 mantém viva uma das tradições ancestrais da cultura nacional.

Na esplanada central, a música tradicional mexicana e os disfarces alusivos à morte enfeitam e simbolizam as manifestações afetivas para a morte, como homenagem e celebração aos personagens falecidos que marcaram a história do país.

Evocados com uma foto, Octavio Paz (1914–1998), Rosário Castelhanos (1925-1974), Xavier Villaurrutia (1903-1950) e Carlos Monsiváis (1938-2010), entre outras figuras da cultura mexicana, são os protagonistas deste festejo.

Miguel Hidalgo (1753–1811), José María Morelos (1765-1815), Agustín de Iturbide (1783-1824) e Dona Josefa Ortiz de Domínguez (1774-1829), também são recordados e escenificados na “Alhóndiga de Granaditas” representada neste lugar.

Com uma estatura três metros aproximadamente, vestida de cor alaranjada, com tranças e sobrero, a catrina percorria a mega oferenda acompanhada de vários jovens que aproveitaram para tomar-se uma foto com o personagem mais popular desta celebração.

Famílias inteiras, apaixonadas das festas tradicionais de México apreciam os altares que permanecerão no área verde do Campus Central da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), até o próximo 2 de novembro.

Estudantes deste recinto universitário realizaram um performance no que as "Catrinas" interactúan com o público, tomaram-se fotos e posaram como se fosse uma das passarelas mais coincididas no mundo da moda.

Na mega oferenda 2010 se podem ler alguns versos, os quais, igual que os disfarces, fazem culto à morte.

Desta forma, a comunidade da UNAM e de outras instituições educativas exaltaram sua criatividade e imaginação, a fim de conservar as tradições mexicanas, reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.

Este Festival Universitário de Dia de Mortos 2010 foi oficialmente inaugurado com uma procissão realizada pela comunidade universitária, ato no que participaram centos de estudantes que carregavam sobre seus ombros caveiras.

Ademais, ofereceu-se um concerto de rock no palco do Foro Mitlán, onde se congregaram centos de estudantes para desfrutar desta grande celebração.

Cabe assinalar que a partir de hoje se poderá desfrutar neste foro de concertos de rock, música tradicional mexicana, latinoamericana e celta, bem como de obras de teatro, poesia, dança folklórica e contemporânea.

Os altares foram colocados por alunos, mestres e trabalhadores da Máxima casa de estudos, bem como por planteles educativos privados, que em conjunto dão vida ao XIII Festival Universitário de Dia de Mortos 2010

. Cabe assinalar que nesta ocasião, o festival está dedicado ao Bicentenario da Independência e Centenário da Revolução mexicanas, bem como à celebração pelos 100 anos da UNAM.

Fonte: Con información de Milenio
http://noticias.universia.net.mx/

terça-feira, julho 14, 2009

Eduardo Milán expone ''La poesía latinoamericana''


Eduardo Milán expone ''La poesía latinoamericana''

La conferencia magistral se llevará a cabo el próximo viernes 17 de julio a las 20:00 horas en el Auditorio de la Casa de la Cultura Jalisciense
GUADALAJARA, JALISCO.- La conferencia magistral “La poesía latinoamericana”, la cual sustentará el destacado poeta y ensayista Eduardo Milán, se llevará a cabo el próximo viernes 17 de julio a las 20:00 horas en el Auditorio de la Casa de la Cultura Jalisciense, ubicada en Av. Constituyentes Nº 21, esquina 16 de septiembre en el Centro Histórico de Guadalajara.

Eduardo Milán nació en Rivera, Uruguay, en 1952. Desde 1979 reside en México, una vez que abandona su país natal para alejarse de la persecución política de los regímenes militares que gobernaron Uruguay entre 1972 y 1985.

Ha publicado una docena de libros de poesía: “Estación, estaciones” (Banda Oriental, Montevideo, 1975); “Cuatro poemas” (1990); “Errar” (El Tucán de Virginia, México 1993); “La vida mantis” (El Tucán de Virginia, México, 1993); ”Nivel medio verdadero de las aguas que se besan” (Ave del paraíso, Madrid 1994); “Algo bello que nosotros conservamos” (Vitoria, México, 1995); “Circa 1994” (Práctica mortal, México, 1996); “Alegría” (Ave del paraíso, Madrid 1997); “Razón de amor y acto de fe” (Visor, Madrid, 2001); “Querencia, gracia y otros poemas” (Galaxia Gutemberg, Barcelona, 2003), y “Acción que en un momento creí gracia” (Igitur, tarragona, 2005).

Su labor como crítico literario se vincula a revistas como “Vuelta”, dirigida por Octavio Paz.Como ensayista ha publicado los libros “Una cierta mirada” (UAM, México, 1994, 2004) y “Justificación material” (FCE, México, 2004).

FONTE (foto incluída): El Informador - Guadalajara,Jalisco,Mexico

sexta-feira, maio 08, 2009

José Emilio Pacheco, Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana


Dotado con 42.100 euros
José Emilio Pacheco, Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana

MADRID, 7 May. (EUROPA PRESS)
El poeta mexicano recibió "emocionado" y con "enorme sorpresa" la noticia del jurado, después del "apocalipsis" y la "semana casi de película que ha vivido México". El prestigioso galardón está dotado con 42.100 euros y reconoce cada año el conjunto de la obra de un autor vivo, cuyo valor constituye un aporte relevante al patrimonio cultural iberoamericano.
En conversación telefónica con Europa Press, Pacheco agradeció el Premio en estos momentos "atroces" y "tan terribles que los mexicanos estamos viviendo" y subrayó el "sentido de impotencia" que siente el hombre cuando "todo está tranquilo" y "de repente cae del cielo algo como esto", señaló.
"Al ver cerrados todos los restaurantes, salas de cines y demás establecimientos parecía que estábamos viviendo inmersos en una película y que vivíamos un apocalipsis", reconoció este autor, considerado como uno de los grandes poetas de Latinoamérica.
Pacheco quien reconoció ser admirador de Juan Gelman, Gonzalo Rojas o Antonio Gamoneda -algunos de los ganadores del Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana- anunció que después de nueve años sin publicar, tiene ya preparados tres nuevos libros.
El primero se llamará La edad de las tinieblas y estará compuesto por poemas en prosa; otro de sus libros tomará el título de Como la lluvia en referencia a un poema encontrado en las ruinas de Pompeya y en 2010 pretende publicar Aproximaciones.
POETA MODERNO
El poeta Luis Antonio de Villena, miembro del jurado y amigo del galardonado, le describió como un poeta "moderno" y también fiel "a la tradición clásica" en cuyas obras aúna "realismo", "ironía", "crítica social" y "amor". En su poesía Pacheco también ha dedicado versos a un futuro apocalíptico donde criaturas surgidas de la imaginación y el horror tomaran la realidad, la historia o la civilización.
Asimismo, Luis Antonio de Villena indicó que el lenguaje de Pacheco parece "coloquial", pero está "profundamente elaborado" y destacó su tono "satírico" en muchos de sus poemas. En este sentido, De Villena recordó uno de los poemas de Pacheco dedicado al cerdo, "animal inmundo", "del que terminamos comiéndonos todo", recitó Villena.
Por su parte, Jaime Siles, quien describió a Pacheco como un poeta "significativo" e "importante", declaró que su obra tiene un "carácter singular" porque ha sido el único poeta, después de Octavio Paz, capaz de crear un "ámbito y un espacio poético propio".
En esta misma línea, manifestó que ha trabajado el lenguaje sobre sus tonos, aunando lírica e ironía y alcanzando una gran "complicidad" con el lector. "El premio otorgado en esta edición no descubre a ningún poeta sino que ratifica su amplia y sólida trayectoria", concluyó Siles.
APORTE RELEVANTE
El objetivo del Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana es reconocer cada año el conjunto de la obra de un autor vivo, cuyo valor constituye un aporte relevante al patrimonio cultural iberoamericano. Los candidatos que optan al galardón los presentan las distintas academias de la lengua de los países iberoamericanos, así como la Real Academia Española de la Lengua.
Entre los ganadores de este galardón anual se cuentan el chileno Gonzalo Rojas (1992) el madrileño José Hierro (1995) el asturiano Ángel González (1996) el uruguayo Mario Benedetti (1999) el catalán Pere Gimferrer (2000) el argentino Juan Gelman (2005) o la portuguesa Sophia de Mello Breyner (2003) primera mujer premiada con este premio.
El jurado de este año ha estado formado por el presidente de Patrimonio Nacional, Yago Pico de Coaña; el rector de la Universidad de Salamanca, José Ramón Alonso; el director de la Real Academia Española (RAE), Víctor García de la Concha; y los escritores Pablo García Baena, José Saramago, Luis Antonio de Villena, Jaime Siles, José Manuel Caballero Bonald, José Miguel Santiago Castelo y Carmen Posadas.
Asimismo figuraban entre los miembros del jurado Pilar Martín-Laborda (vocal asesora de programas culturales del patrimonio nacional), Anunciada Fernández de Córdova (embajadora de España en la República de Eslovenia), Milagros del Corral (directora de la Biblioteca Nacional), Genoveva Iriarte (directora del Instituto Caro y Cuervo), las hispanistas Petra Serien, Marie-Claire Zimmermann y Susana Regazzoni, José Manuel Mendes (director del Instituto del Libro Portugués) y Javier Sanjosé Lera y Mª Ángeles Pérez López (Departamento de Lengua y Literatura de la Universidad de Salamanca).

FONTE (foto incluída): Europa Press - Spain

quinta-feira, abril 23, 2009

O Enigma Vazio - Affonso Romano de Sant’Anna


O Enigma Vazio - Affonso Romano de Sant’Anna
O Enigma Vazio: Impasses da Arte e da Crítica por Affonso Romano de Sant’Anna

Palestra e lançamento do livro

O Enigma Vazio Impasses da Arte e da Crítica
Affonso Romano de Sant’Anna

Affonso se propõe a debater sobre arte contemporânea, sob um prisma interdisciplinar, enfocando a premência de se analisar a linguagem utilizada por alguns artistas e ensaístas. Afastando-se dos lugares-comuns e repetições registrados nos livros de história da arte, passa a pente-fino as alucinações críticas de brilhantes escritores como Octavio Paz, Jacques Derrida, Roland Barthes, Jean Clair e outros. Affonso traz, pela primeira vez para o espaço da crítica de arte, elementos da lingüística, da retórica e da filosofia, que são as mais eficazes para se analisar a “arte conceitual”. Este livro dá continuidade a um trabalho tornado mais visível com Desconstruir Duchamp e A cegueira e o saber.
Affonso Romano de Sant’Anna é teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista. Publicou mais de 40 livros, ensinou em universidades estrangeiras e nacionais e foi presidente da Biblioteca Nacional no período de 1990-1996.Evento coordenado pelo Prof. Sergio Rizo, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília, telefone UnB - 33072318.

Data: Dia 23 de Abril, Quinta-feira.
Horário: 15h00 às 17h30.
Local: Auditório da Faculdade de Tecnologia (FT), Campus Universitário, Universidade de Brasília.
FONTE: Portal 45graus - Teresina,Piauí,Brazil
FOTO in http://www.revistaogrito.com/
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