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quinta-feira, abril 23, 2009

O Enigma Vazio - Affonso Romano de Sant’Anna


O Enigma Vazio - Affonso Romano de Sant’Anna
O Enigma Vazio: Impasses da Arte e da Crítica por Affonso Romano de Sant’Anna

Palestra e lançamento do livro

O Enigma Vazio Impasses da Arte e da Crítica
Affonso Romano de Sant’Anna

Affonso se propõe a debater sobre arte contemporânea, sob um prisma interdisciplinar, enfocando a premência de se analisar a linguagem utilizada por alguns artistas e ensaístas. Afastando-se dos lugares-comuns e repetições registrados nos livros de história da arte, passa a pente-fino as alucinações críticas de brilhantes escritores como Octavio Paz, Jacques Derrida, Roland Barthes, Jean Clair e outros. Affonso traz, pela primeira vez para o espaço da crítica de arte, elementos da lingüística, da retórica e da filosofia, que são as mais eficazes para se analisar a “arte conceitual”. Este livro dá continuidade a um trabalho tornado mais visível com Desconstruir Duchamp e A cegueira e o saber.
Affonso Romano de Sant’Anna é teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista. Publicou mais de 40 livros, ensinou em universidades estrangeiras e nacionais e foi presidente da Biblioteca Nacional no período de 1990-1996.Evento coordenado pelo Prof. Sergio Rizo, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília, telefone UnB - 33072318.

Data: Dia 23 de Abril, Quinta-feira.
Horário: 15h00 às 17h30.
Local: Auditório da Faculdade de Tecnologia (FT), Campus Universitário, Universidade de Brasília.
FONTE: Portal 45graus - Teresina,Piauí,Brazil
FOTO in http://www.revistaogrito.com/
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sábado, março 14, 2009

Direitos Humanos rejeita fim de demarcação indígena em SC

Aconteceu - 13/03/2009 20h33
Direitos Humanos rejeita fim de demarcação indígena em SC

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias rejeitou na quarta-feira (11) o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 48/07, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que susta a demarcação da Terra Indígena Toldo Imbu, em Abelardo Luz (SC).


O relator, deputado Pedro Wilson (PT-GO), argumentou que a proposta, se fosse aprovada, provocaria o adiamento do processo de demarcação de terras para a comunidade indígena Kaingang. A demarcação foi homologada pela portaria 793/07, do Ministério da Justiça, que declarou a área de dois mil hectares como de posse permanente do grupo Kaingang.

Na prática, o projeto suspende os efeitos da portaria - que, na avaliação de Valdir Colatto, "extrapola os limites da competência do Ministério da Justiça".
Conflito
Valdir Colatto argumenta que 39 agricultores vivem e trabalham atualmente na região. Segundo o deputado, o cumprimento da demarcação teria um impacto econômico negativo em Santa Catarina, além de gerar conflitos agrários, "uma vez os que os agricultores resistem em sair". O autor do projeto alega ainda que o Ministério da Justiça, ao expedir a portaria, não observou o direito à ampla defesa e ao contraditório dos produtores rurais. Além disso, Colatto afirma que a posse legal da área, "de agricultores e não de povos indígenas", já foi reconhecida em 1892.

Porém, o relator lembrou que de acordo com a atual legislação, somente os indígenas poderão permanecer na reserva demarcada. E, segundo ele, os agricultores têm assegurado o direito a indenização pelas benfeitorias que fizeram.

Cultura

Os Kaingang são um povo pertencente à família lingüística Jê. Sua cultura se desenvolveu nas regiões Sudeste e Sul. Atualmente, vivem em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com uma população aproximada de 29 mil pessoas. Sozinhos, correspondem a quase 50% de toda a população dos povos de língua Jê, e são um dos cinco grupos indígenas mais populosos no Brasil.

O patrimônio lingüístico dos Kaingang é reconhecido internacionalmente como um dos mais ricos do mundo, conforme o Summer Institute of Linguistics (SIL), que mantém antropólogos e especialistas em lingüística pesquisando os dialetos dos povos Kaingang no Brasil desde 1970. O SIL é mantido por uma missão evangélica americana, que se expandiu pela América Latina com o apoio de intelectuais.

Tramitação

O projeto, que havia sido aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Em seguida, terá de ser votado em Plenário.

Íntegra da proposta:- PDC-48/2007

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Edição - João Pitella Junior

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