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segunda-feira, novembro 01, 2010

Nadine Gordimer

Nadine Gordimer’s works were a thorn in the side of the apartheid government, and although a number of them were banned she chose to stay on in Johannesburg. Ironically, 'July’s People', about a violent black revolution in SA, was considered racist and faced censorship by education authorities in the post-apartheid dispensation.

A long-time major figure in the world of books, Nadine Gordimer was the first South African to win the Nobel Prize for Literature. Nadine Gordimer's works were a dagger in the side of the apartheid government - which banned a number of them under political censorship laws.

Co-winner of the Booker Prize in 1974 for her novel The Conservationist, which told of a white industrialist perpetuating apartheid through nature conservation, she won the ultimate literature accolade, the Nobel Prize, in 1991.

The judges noted her 'magnificent epic writing' had been of 'very great benefit to humanity'.

Other achievements were the Commonwealth Literary Award in 1961, the James Tait Memorial Prize for A Guest of Honour (1972), the Central News Agency Literary Award (4 times) and the Grand Aigle d'Or in France in 1975.

Gordimer was born of Jewish parents in the East Rand town of Springs, her father having come from Lithuania and her mother from London. Her mother was an anti-apartheid activist, and Gordimer later joined the African National Congress when it was still illegal.

Shunning exile and living in Johannesburg, Nadine Gordimer's literature often explores the difficulties and heartache of love across the colour line.

The New Yorker published her A Watcher of the Dead in 1951, and as she felt the short story was the literary form of the age, she wrote them for journals throughout her career.

Her first novel, The Lying Days, appeared in 1953, and in the 1960s and 70s she periodically taught at universities in the United States.

The Late Bourgeois World was banned in 1976, as was The World of Strangers and Burger's Daughter (1979). July's People is about a revolution in which whites are hunted down, and a couple take refuge in their domestic's home. The Pickup (2002) deals with displacement and alienation, and her 2005 novel Get a Life tells of a dying activist.

FONTE: http://www.southafrica.net/
FOTO: word.world-citizenship.org

quarta-feira, outubro 20, 2010

Governo disposto a aceitar uma auto-regulação dos médias

Joanesburgo - O governo sul-africano, que ameaça há várias semanas criar um tribunal dos médias, finalmente estendeu a mão aos jornalistas manifestando-se disposto a aceitar novos mecanismos de auto-regulação da profissão, reportou a imprensa hoje (segunda-feira).

O Conselho da imprensa, que nomeia o mediador encarregue de gerir os conflitos entre os jornais e os cidadãos, efectua actualmente uma auditoria sobre os mecanismos de auto-regulação.

Se esta auditoria "propõe mecanismos que respondem às nossas aspirações (...) nós não temos nenhuma dificuldade em os aceitar", assegurou o vice-presidente Kgalema Motlanthe, citado pelo diário The Star.

"Deixamos em certa medida o lugar aos medias para eles mesmos regularem estas questões", acrescentou no final de um encontro com os representantes dos jornalistas.

Estas declarações constituem uma mudança de tom notável dos responsáveis do país. Há vários meses, o Congresso nacional africano (ANC) acusa o Conselho da Imprensa de falta de firmeza e trabalha para a criação de um tribunal dos medias, cujos membros são nomeados pelas autoridades.

Este projecto -- efectuado paralelamente a uma reforma igualmente criticada de lei sobre a informação -- suscitou grandes comentários na profissão e não só. Os escritores Nadine Gordimer e André Brink juntaram as suas vozes aos que acusam o poder de querer dominar a imprensa.

Em meados de Setembro, o governo já havia abrandado o seu projecto de lei sobre a protecção da informação, destinado a proteger as informações julgadas sensíveis.

As autoridades haviam aceite retirar a possibilidade de classificar os dados que têm "um interesse nacional" e as "informações comerciais" , admitindo que estes termos eram "demasiado vagos".

FONTE: AngolaPress

http://www.portalangop.co.ao/

FOTO: armonte.wordpress.com

segunda-feira, outubro 19, 2009

Palavra de mulher


prêmio
Palavra de mulher
Ao longo de sua história, o Nobel da Literatura laureou 89 homens e somente 12 mulheres. A matemática reproduz a desigualdade que ainda persiste entre os gêneros

Publicado em 18/10/2009 Annalice Del Vecchio

A alemã de origem romena Her­­ta Müller recebeu no último dia 8 de outubro o Prêmio Nobel de Literatura de 2009 em uma decisão que surpreendeu a crítica, não só pela pouca idade da au­­tora, 56 anos, mas por ela ser pouco conhecida fora de Europa, onde chamou a atenção em 1982, ao lançar na Romênia a co­­le­­tânea de contos Niederungen (Terras Baixas, inédito no Brasil).
Herta Müller é a 12.ª escritora a ser premiada com o Nobel, em uma edição que teve cinco mulheres vencedoras, entre elas, a primeira economista a receber um Nobel, a professora Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana.
Criado em 1901, ao longo das décadas a láurea criada pela Academia Sueca concedeu 101 prêmios de literatura – 89 deles em posse de homens. Mas, já em 1909, a primeira mulher recebeu a distinção: a sueca Selma Lagerlöf (leia quadro nesta pégina).
Mesmo sendo bem poucas, “elas” pontuaram a história do Nobel literário. A Lagerlöf seguiram-se a italiana Grazia Deledda (1926), a norueguesa Sigrid Undset (1928), a norte-americana Pearl Buck (1938), a chilena Gabriela Mistral (1945), a sueca Nelly Sachs (1966), a sul-africana Nadine Gordimer (1991), a norte-americana Toni Morrison (1993), a polonesa Wislawa Szymborska (1996), a austríaca Elfriede Jeli­­nek (2004), a inglesa Doris Les­­sing (2007) e, finalmente, Herta Müller.
A escritora Marina Colasanti, autora de mais de 30 obras, entre elas Fragatas para Terras Distantes, de 2004, diz que basta ler as manchetes dos jornais anunciando os vencedores para se verificar a desigualdade que ainda pesa entre homens e mulheres. São títulos que enfatizam o gênero como “Primeira mulher a vencer o Nobel de Economia” ou “Uma mulher vence o Nobel de Li­­te­­ratura”.
Se, em 1909, uma época em que as mulheres eram tão pouco estimuladas a realizar atividades intelectuais, o Nobel foi concedido à Lagerlöf, porque o número de vencedoras não aumentou à medida que as mulheres foram conquistando seus direitos?
“É um conjunto de fatores ainda ligados à sociedade patriarcal, cujo desmonte é lento e trabalhoso. Houve de fato modificações intensas, mas precisam de muitos séculos para se estruturar. Os avanços não são feitos em linha reta e constante como um trem. Houve períodos de arrefecimento, outros mais intensos, e agora vivemos um novo momento de arrefecimento, em que há um silêncio sobre essas questões. No Brasil isso é flagrante”, diz Marina.
Para a professora do Depar­ta­mento de Literatura Italiana da Universidade Federal do Paraná, Lucia Sgobaro Zanette, “tanto a produção artística como a científica das mulheres é, de uma certa maneira, menos valorizada, as mulheres ainda estão conquistando espaço e voz. Nesse sentido, a obra de Grazia Deledda é exemplar, pois ela dá espaço e voz a uma determinada realidade muito peculiar, a da Sardenha, através de uma apurada e atenta sensibilidade feminina”.
Marina Colasanti afirma que, para que mais mulheres ganhem o Nobel, é necessário que as mulheres sejam avaliadas “exatamente como são os homens, desde a primeira leitura de um original passando pelo processo editorial, de crítica, e sem o véu de preconceito que ainda existe”.
Diversidade temática
Criada na comunidade alemã da cidade romena de Nitchidorf, Herta Müller criticou a ditadura de Nicolau Ceausescu e foi perseguida pela polícia secreta. Em 1987, fugiu para a Alemanha com o marido. Sua trajetória e sua obra coadunam-se com a lógica da Academia Sueca de laurear autores que usam a literatura como elemento transformador.
Entre as mulheres, há casos exemplares como o da norte-americana Toni Morrison, vencedora do Nobel de 1993, que em seus romances relata as experiências dolorosas das mulheres negras nos Estados Unidos dos séculos 19 e 20. Amada, por exemplo, é uma narrativa inspirada em uma notícia que Morrison leu no jornal sobre uma escrava fugitiva que cortou a garganta da filha para evitar que ela tivesse o mesmo destino. Adaptado para o cinema no filme Bem-Amada, de 1998, com Oprah Winfrey e Dan­ny Glover, o romance é o primeiro de uma trilogia, formada por Jazz e Paraíso, e rendeu à autora o Prêmio Pulitzer de melhor ficção.
Doris Lessing, a pessoa mais idosa a receber o Nobel literário, em 2007, aos 86 anos, deixa en­­trever em sua obra a influência de seus anos na África. Devido a campanhas públicas que encampou contra as armas nu­­cleares e o regime de apartheid na África do Sul, foi banida da­­quele país e da Rodésia durante muitos anos. A autora foi anunciada durante a premiação como “contadora épica da experiência feminina que, com ceticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida”.
A italiana Maria Grazia Cosi­ma Deledda escreveu essencialmente sobre sua terra natal, a Sar­denha, “principalmente so­­bre a sabedoria profunda e au­­tên­­tica e a maneira de viver quase religiosa de certos pastores sardos”, como ela própria escreveu. “Deledda se empenhou pa­­ra colocar a Sardenha no circuito da grande literatura europeia e, por isso, a crítica insiste em fazer um paralelo entre ela e os escritores russos. Assim como eles ti­­nham introduzido a língua e as tradições orais russas na própria literatura, ela estava fazendo com a língua e as tradições da Sardenha”, diz Lucia Sgobaro.
“São mulheres de muitas atuações, que nem sempre colocam questões femininas em seu trabalho. Mas, de qualquer maneira, o feminino aparece toda vez que a autora é uma mulher. O próprio fato de ela ganhar um Nobel enriquece a imagem do gênero feminino”, diz Marina Colasanti.
Mesmo quando premia mu­­lheres, o Nobel revela desigualdades. A maioria das escritoras distinguidas com a láurea são europeias, com poucas exceções: a sul-africana Nadine Gor­­dimer (1991), a chilena Gabriela Mistral (1945) e as norte-americanas Pearl Buck (1938) e Toni Morrison.
FONTE (foto incluída): Gazeta do Povo Online - Curitiba,PR,Brazil
http://portal.rpc.com.br/
FOTO: 1909 - Selma Lagerlöf (1858-1940, sueca). Sua obra repleta de duendes e fantasmas, ao recriar a atmosfera ficcional das lendas e relatos populares, significou uma volta ao romantismo em uma literatura dominada pelo realismo naturalista. Escreveu A Saga de Gösta Berlings (1891), seu primeiro romance; a coletânea de contos Os Laços Invisíveis (1894) e a história infantil A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia (1907)
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quarta-feira, julho 29, 2009

A black and white tale of 1960s apartheid


A black and white tale of 1960s apartheid


Friday July 24 2009
Book 14 -- The Late Bourgeois World, by Nadine Gordimer
The Irish Independent Lifetime Reads collection of 20 modern classics continues tomorrow with Book 14 -- The Late Bourgeois World by the great South African writer Nadine Gordimer.
The story is set in the early 1960s in South Africa, a country in which apartheid is still a strange and cherished normality for whites enforced by brutal state repression. But opposition is growing and not all whites can ignore the fact that there is something very wrong with the South African way of life. Like Liz Van Den Sandt.
Liz's ex-husband Max, an ineffectual rebel, has drowned himself. In prison for a failed act of violence against the government, he had betrayed his colleagues.
Now Liz has been asked to perform a service for the black nationalist movement, at considerable danger to herself. Can she take such a risk in the face of Max's example of the uselessness of such actions? Yet ... how can she not?
Colm Tóibín says this is "a perfect novel about the damage South Africa did to its citizens during apartheid ... written with tenderness and a penetrating moral wisdom."
Nadine Gordimer was born in South Africa in 1923 and still lives there. She was joint winner of the Booker Prize in 1974 and has also been awarded the Nobel Prize for Literature.
Building your book collection:
The 20 titles in the Lifetime Reads collection of modern classics (see list below) were selected with advice from the writer Colm Tóibín and include many of the best novels published since 1950.
The collection spans the spectrum from stunning literary novels like Salman Rushdie's Midnight's Children to great popular reads like Frederick Forsyth's The Day of the Jackal.
Each Saturday a new book from the collection will be published and will be available to readers at €4.99, a bargain price for a quality hardback. Back copies are available. The books have matching covers and build into an impressive collection.

FONTE: Irish Independent - Dublin,Ireland