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quinta-feira, novembro 04, 2010

Gabriela Mistral

Gabriela Mistral (1889-1957) was born in the small northern-Chilean town of Vicuña. She rose from near-povery to acheive a significant international reputation not only as a poet, but also as an educator, a diplomat and a journalist. In 1945 she became the first Latin American to win the Nobel Prize for Literature.

La Bailarina

La bailarina ahora está danzando
la danza del perder cuanto tenía.
Deja caer todo lo que ella había,
padres y hermanos, huertos y campiñas,
el rumor de su río, los caminos,
el cuento de su hogar, su propio rostro
y su nombre, y los juegos de su infancia
como quien deja todo lo que tuvo
caer de cuello, de seno y de alma.

En el filo del día y el solsticio
baila riendo su cabal despojo.
Lo que avientan sus brazos es el mundo
que ama y detesta, que sonríe y mata,
la tierra puesta a vendimia de sangre
la noche de los hartos que no duermen
y la dentera del que no ha posada.

Sin nombre, raza ni credo, desnuda
de todo y de sí misma, da su entrega,
hermosa y pura, de pies voladores.
Sacudida como árbol y en el centro
de la tornada, vuelta testimonio.

No está danzando el vuelo de albatroses
salpicados de sal y juegos de olas;
tampoco el alzamiento y la derrota
de los cañaverales fustigados.
Tampoco el viento agitador de velas,
ni la sonrisa de las altas hierbas.

El nombre no le den de su bautismo.
Se soltò de su casta y de su carne
sumiò la canturía de su sangre
y la balada de su adolescencia.

Sin saberlo le echamos nuestras vidas
como una roja veste envenenada
y baila así mordida de serpientes
que alácritas y libres la repechan,
y la dejan caer en estandarte
vencido o en guirnalda hecha pedazos.

Sonámbula, mudada en lo que odia,
sigue danzando sin saberse ajena
sus muecas aventando y recogiendo
jadeadora de nuestro jadeo,
cortando el aire que no la refresca
única y torbellino, vil y pura.

Somos nosotros su jadeado pecho,
su palidez exangüe, el loco grito
tirado hacia el poniente y el levante
la roja calentura de sus venas,
el olvido del Dios de sus infancias.

FOTO: luiseaguilera.cl

segunda-feira, outubro 19, 2009

Palavra de mulher


prêmio
Palavra de mulher
Ao longo de sua história, o Nobel da Literatura laureou 89 homens e somente 12 mulheres. A matemática reproduz a desigualdade que ainda persiste entre os gêneros

Publicado em 18/10/2009 Annalice Del Vecchio

A alemã de origem romena Her­­ta Müller recebeu no último dia 8 de outubro o Prêmio Nobel de Literatura de 2009 em uma decisão que surpreendeu a crítica, não só pela pouca idade da au­­tora, 56 anos, mas por ela ser pouco conhecida fora de Europa, onde chamou a atenção em 1982, ao lançar na Romênia a co­­le­­tânea de contos Niederungen (Terras Baixas, inédito no Brasil).
Herta Müller é a 12.ª escritora a ser premiada com o Nobel, em uma edição que teve cinco mulheres vencedoras, entre elas, a primeira economista a receber um Nobel, a professora Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana.
Criado em 1901, ao longo das décadas a láurea criada pela Academia Sueca concedeu 101 prêmios de literatura – 89 deles em posse de homens. Mas, já em 1909, a primeira mulher recebeu a distinção: a sueca Selma Lagerlöf (leia quadro nesta pégina).
Mesmo sendo bem poucas, “elas” pontuaram a história do Nobel literário. A Lagerlöf seguiram-se a italiana Grazia Deledda (1926), a norueguesa Sigrid Undset (1928), a norte-americana Pearl Buck (1938), a chilena Gabriela Mistral (1945), a sueca Nelly Sachs (1966), a sul-africana Nadine Gordimer (1991), a norte-americana Toni Morrison (1993), a polonesa Wislawa Szymborska (1996), a austríaca Elfriede Jeli­­nek (2004), a inglesa Doris Les­­sing (2007) e, finalmente, Herta Müller.
A escritora Marina Colasanti, autora de mais de 30 obras, entre elas Fragatas para Terras Distantes, de 2004, diz que basta ler as manchetes dos jornais anunciando os vencedores para se verificar a desigualdade que ainda pesa entre homens e mulheres. São títulos que enfatizam o gênero como “Primeira mulher a vencer o Nobel de Economia” ou “Uma mulher vence o Nobel de Li­­te­­ratura”.
Se, em 1909, uma época em que as mulheres eram tão pouco estimuladas a realizar atividades intelectuais, o Nobel foi concedido à Lagerlöf, porque o número de vencedoras não aumentou à medida que as mulheres foram conquistando seus direitos?
“É um conjunto de fatores ainda ligados à sociedade patriarcal, cujo desmonte é lento e trabalhoso. Houve de fato modificações intensas, mas precisam de muitos séculos para se estruturar. Os avanços não são feitos em linha reta e constante como um trem. Houve períodos de arrefecimento, outros mais intensos, e agora vivemos um novo momento de arrefecimento, em que há um silêncio sobre essas questões. No Brasil isso é flagrante”, diz Marina.
Para a professora do Depar­ta­mento de Literatura Italiana da Universidade Federal do Paraná, Lucia Sgobaro Zanette, “tanto a produção artística como a científica das mulheres é, de uma certa maneira, menos valorizada, as mulheres ainda estão conquistando espaço e voz. Nesse sentido, a obra de Grazia Deledda é exemplar, pois ela dá espaço e voz a uma determinada realidade muito peculiar, a da Sardenha, através de uma apurada e atenta sensibilidade feminina”.
Marina Colasanti afirma que, para que mais mulheres ganhem o Nobel, é necessário que as mulheres sejam avaliadas “exatamente como são os homens, desde a primeira leitura de um original passando pelo processo editorial, de crítica, e sem o véu de preconceito que ainda existe”.
Diversidade temática
Criada na comunidade alemã da cidade romena de Nitchidorf, Herta Müller criticou a ditadura de Nicolau Ceausescu e foi perseguida pela polícia secreta. Em 1987, fugiu para a Alemanha com o marido. Sua trajetória e sua obra coadunam-se com a lógica da Academia Sueca de laurear autores que usam a literatura como elemento transformador.
Entre as mulheres, há casos exemplares como o da norte-americana Toni Morrison, vencedora do Nobel de 1993, que em seus romances relata as experiências dolorosas das mulheres negras nos Estados Unidos dos séculos 19 e 20. Amada, por exemplo, é uma narrativa inspirada em uma notícia que Morrison leu no jornal sobre uma escrava fugitiva que cortou a garganta da filha para evitar que ela tivesse o mesmo destino. Adaptado para o cinema no filme Bem-Amada, de 1998, com Oprah Winfrey e Dan­ny Glover, o romance é o primeiro de uma trilogia, formada por Jazz e Paraíso, e rendeu à autora o Prêmio Pulitzer de melhor ficção.
Doris Lessing, a pessoa mais idosa a receber o Nobel literário, em 2007, aos 86 anos, deixa en­­trever em sua obra a influência de seus anos na África. Devido a campanhas públicas que encampou contra as armas nu­­cleares e o regime de apartheid na África do Sul, foi banida da­­quele país e da Rodésia durante muitos anos. A autora foi anunciada durante a premiação como “contadora épica da experiência feminina que, com ceticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida”.
A italiana Maria Grazia Cosi­ma Deledda escreveu essencialmente sobre sua terra natal, a Sar­denha, “principalmente so­­bre a sabedoria profunda e au­­tên­­tica e a maneira de viver quase religiosa de certos pastores sardos”, como ela própria escreveu. “Deledda se empenhou pa­­ra colocar a Sardenha no circuito da grande literatura europeia e, por isso, a crítica insiste em fazer um paralelo entre ela e os escritores russos. Assim como eles ti­­nham introduzido a língua e as tradições orais russas na própria literatura, ela estava fazendo com a língua e as tradições da Sardenha”, diz Lucia Sgobaro.
“São mulheres de muitas atuações, que nem sempre colocam questões femininas em seu trabalho. Mas, de qualquer maneira, o feminino aparece toda vez que a autora é uma mulher. O próprio fato de ela ganhar um Nobel enriquece a imagem do gênero feminino”, diz Marina Colasanti.
Mesmo quando premia mu­­lheres, o Nobel revela desigualdades. A maioria das escritoras distinguidas com a láurea são europeias, com poucas exceções: a sul-africana Nadine Gor­­dimer (1991), a chilena Gabriela Mistral (1945) e as norte-americanas Pearl Buck (1938) e Toni Morrison.
FONTE (foto incluída): Gazeta do Povo Online - Curitiba,PR,Brazil
http://portal.rpc.com.br/
FOTO: 1909 - Selma Lagerlöf (1858-1940, sueca). Sua obra repleta de duendes e fantasmas, ao recriar a atmosfera ficcional das lendas e relatos populares, significou uma volta ao romantismo em uma literatura dominada pelo realismo naturalista. Escreveu A Saga de Gösta Berlings (1891), seu primeiro romance; a coletânea de contos Os Laços Invisíveis (1894) e a história infantil A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia (1907)
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sábado, abril 25, 2009

Inauguran hoy Festival de Poesía de Resistencia en Canadá


Inauguran hoy Festival de Poesía de Resistencia en Canadá

Toronto, 24 abr (PL)

El destacado novelista canadiense Austin Clarke inaugurará hoy aquí el I Festival Internacional de Poesía de Resistencia, dedicado a los cinco luchadores antiterroristas cubanos presos en cárceles estadounidenses desde hace 10 años. A la jornada de apertura, en el Members' Lounge de City Hall, asistirán el alcalde la ciudad, David Miller, e invitados como el profesor y activista político estadounidense James Cockcroft, el autor noruego Gilles Dossou-Gouin, y el turco Athaol Behramoglu.

La cita, que se extenderá hasta el 30 de abril, reunirá a poetas, escritores y músicos de siete países y un numeroso grupo de intelectuales de esta ciudad y la de Ontario, para respaldar y homenajear a Ramón Labañino, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, René González y Fernando González.

Otras de las personalidades invitadas son Abid Minto, ex presidente de la Corte Suprema de Paquistán, los poetas cubanos Nancy Morejón y Pablo Armando Fernández, y el periodista y escritor colombiano-canadiense David Palmer.

El programa comprende recitales de poesía, conciertos, proyecciones de películas, y se rendirá tributo a poetas universales como el peruano Cesar Vallejo, la chilena Gabriela Mistral, el turco Nazim Hitkmet y el cubano José Martí.

También sesionará una mesa redonda con el tema La ley como arma-los Cinco Cubanos, Paquistán, los EE.UU y Canadá. La esposa de Labañino, Elizabeth Palmeiro, centrará su intervención en "Campaña para visas, respeto por la ley, y las esperanzas".

Fundado para promover "la oposición a la cultura de guerra, la violencia, el racismo y la discriminación", el festival está presidido por escritores, músicos y representantes de organizaciones, entre ellos Charles Roach, Arnold Itwaru, Carlos Angulo y Asoke Chakravarty.
FONTE (foto incluída): Prensa Latina - La Habana,Cuba