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sábado, outubro 23, 2010

Ecologia, Ética e São Francisco

Pe. Vicente Laurindo de Araújo - vigário paroquial São Pedro – Alecrim

Existe uma simbiose, isto é, uma comunhão interdependente e complementar entre a natureza e a vida do homem. Isto nos permite compreender ecologia, como parte da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o seu respectivo meio ambiente, bem como, suas recíprocas influências. Daqui a ecologia dá um salto utópico/qualitativo para a sócioecologia, que é o ramo das ciências humanas que estuda a estrutura e o desenvolvimento das comunidades humanas, em suas relações com o meio ambiente e, sua adaptação ativa e, administrativa, como primeira tarefa outorgada, por Javeh, ao homem e à mulher que acabara de criar. (cf. Gên. 1,27). Os vs. 28-31, impressionam pela abrangente e radical autonomia conferida ao homem, evidenciada na insistência com que Javeh repete: “ todo,” “todas,” “em tudo o que haja sopro de vida.” O que Javeh entregou para ser administrado pelo homem é uma obra completa e boa: “ Deus contemplou toda a sua obra e viu que tudo era muito bom.” (cf Gên1, 31)

O agir de Javeh não se torna arcaico, com as transformações e processos altamente tecnológicos das atuais organizações e/ou instituições, submetidas às tecnologias avançadas da atualidade e das que emergirão de transformações imprevisíveis. O que conta, sobretudo, é o componente ético/moral que não sufoque o empenho de ser gente, ou seja, de viver dignamente, podendo ser respeitado: amar e ser amado . O Sl 18,2 expressa bem essa percepção: “ Narrem os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncie a obra de suas mãos.” Fundamentado e bebendo nas fontes bíblicas, se pode falar de uma espiritualidade, de uma vida humana e, até, de uma pastoral ‘ecológicas’, já que a raiz da criação do universo e, nela, a criação do homem, biblicamente, é apresentada, como um espaço para a vida e convivência de todos.

O “habitat” dos Latino/americanos, principalmente o “bioma amazônico, ”em que se encontra a mais rica “biodiversidade” do planeta, mais que razões de agradecimento e louvor a Deus, precisa ser preservado de forma ética e sustentável, para o bem da biosfera, em sua totalidade e, a serviço da paz e, bem comum. À ameaça de devastação, é de se esperar uma correspondente resposta de indignação ética, mais que particular, da humanidade, na sua condição socioecológica. ´É o apelo a que se viva de forma ética, entendida essa: “como ciência da conduta, por tratar os conceitos que envolve o raciocínio prático, como o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha do bem, em vista da realização da paz e realização de todos.”

Esta postura, convenhamos, Francisco de Assis, já propôs, depois de tê-la posto em prática, quando desfez o hiato entre o homem e a natureza como, admiravelmente, expressou no “ Canto das Criaturas”: “Irmão sol com irmã luz: Trazendo o dia pela mão. Irmão céu de imenso azul A invadir o coração. Aleluia! Irmãos, minhas irmãs vamos cantar nesta manhã Pois renasceu mais uma vez A criação das mãos de Deus. Irmãos, minhas irmãs vamos cantar: aleluia, aleluia, aleluia!

Irmã flor que mal se abriu Fala do amor que não tem fim: Água irmã, que nos refaz E sai do chão cantando assim: aleluia! Irmãos, minhas irmãs Vamos cantar nesta manhã Pois renasceu mais uma vez A criação das mãos de Deus. Irmãos, minhas irmãs vamos cantar: aleluia, aleluia, aleluia!

Integrado, plenamente, com a natureza imanente, viveu a socioecologia, na transcendentalidade do amor aos irmãos, completando a obra de Deus tanscendente, ao receber, em sua carne, os estigmas de Cristo, podendo exclamar “O amor não é amado!”

FONTE: Tribuna do Norte - Natal

http://tribunadonorte.com.br/

FOTO: meioambientepreservado.blogspot.com

domingo, março 29, 2009

CERNACHE DO BONJARDIM – Ciência, ética e religião e a teoria de Darwin


CERNACHE DO BONJARDIM – Ciência, ética e religião e a teoria de Darwin
29-Mar-2009

A mesa redonda que ontem teve lugar na Casa da Cultura da Sertã e que debateu o tema “o mundo depois de Darwin - uma reflexão sobre Ciência, Ética e Religião”, deixou claro que a crença na teoria da evolução das espécies é unânime, sendo que todas as vertentes acreditam nela. A discordância surge quando a religião e a ciência trocam ideias e isso ficou claro nesta iniciativa do Instituto Vaz Serra. A mesma esteve inserida no âmbito da Semana Cultural do IVS e que optou pelo tema do bicentenário do nascimento do naturalista Charles Darwin, figura central do pensamento científico moderno.

A ciência, a ética e a religião estiveram assim em destaque na Casa da Cultura da Sertã, tendo-se aí discutido algumas das questões e controvérsias associadas à obra de Charles Darwin, como sendo o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.

José Paulo Farinha, presidente da Câmara Municipal da Sertã, considerou o tema da origem das espécies, sempre actual, e que deve interessar à comunidade em geral. Charles Darwin foi uma pessoa interessada, “com cultura e uma enorme capacidade de discussão, que começam a ser raras nos dias de hoje”, sublinhou este autarca que lembrou as polémicas darwinianas que se mantém ainda hoje.

Darwin leva-nos a questionar o nosso próprio papel e lugar na natureza e os oradores presentes na Casa da Cultura deixaram aos alunos uma aula que veio enriquecer o seu percurso curricular. Cabe-lhe agora, e como referiu o Director Pedagógico, Carlos Miranda, ir ao encontro de mais informação e destas problemáticas, até porque os currículos escolares são pobres a respeito desta temática, “que é a temática mais fascinante que pode existir”. “A aprendizagem das ciências e da filosofia é uma questão de cidadania pois estamos constantemente a ser confrontados para tomar decisões”, confirmou este professor, adiantando que “se não estivermos informados não seremos capazes de tomar as decisões correctas”, completou Carlos Miranda.

FONTE: Rádio Condestável - Cernache do Bonjardim - Sertã,Portugal

terça-feira, março 10, 2009

JOVEM, AGRADÁVEL E BRILHANTE - com vocês Felipe Lima!

Todos conhecem a mitologia dos talentos. As pessoas simples não tem gênio, as talentosas são geniosas demais, e as diversas capacidades se separam por universos de distância neste turbilhão da alma humana.
Conheci recentemente um jovem diferente. Simples, generoroso, extremamente disposto a aprender e capaz do relacionamento e da construção interativa nos trabalhos de equipe. Em síntese: a alegria dos Recursos Humanos das empresas modernas. Chama-se Felipe Lima, e se apresenta como ilustrador.
Jovem adulto com ares de menino, me apresentou trabalho, que me deixou perplexo, e que não quero empalidecer com elogios que só refletiriam minha rendição ante ao fato posto. O brilho de Felipe Lima, como o dos astros verdadeiros, não depende da luz que se refugia nos olhares. Acredito que este destino já esteja traçado. Vejam isto:







Felipe Guedes Lima tem 21 anos é ilustrador, solteiro e estuda design gráfico na FUMEC, e-mail: fill_lima@hotmail.com.

Redação: Judô e Poesia - http://judoepoesia.blogspot.com/