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sexta-feira, dezembro 03, 2010

Descoberta enzima no cérebro de camundongos que prolonga a dor



Desativação de gene responsável reduziu a dor crônica dos animais, dizem pesquisadores

REUTERS - REUTERS

Pesquisadores trabalhando com camundongos descobriram uma enzima cerebral que aprece fazer com que a dor se perpetue após o ferimento de um nervo e que, esperam, poderá ser usada como alvo para o tratamento de dor crônica em seres humanos.

Em artigo publicado na revista Science, os cientistas, do Canadá e da Coreia do Norte, afirmam ter conseguido aliviar a dor após bloquear a enzima.

"Isso nos oferece uma compreensão básica do mecanismo cerebral da dor crônica". disse o principal autor do trabalho, Min Zhuo, professor de fisiologia da Universidade de Toronto.

"Não apenas oferece uma nova possibilidade de projetar remédios para a dor, mas também ajuda a entender por que muitas drogas não são capazes de controlar a dor crônica".

Embora analgésicos existam há tempos, o controle da dor crônica em hospitais, e para condições como o câncer e no tratamento paliativo de pacientes terminais, muitas vezes é inadequado.

Zhuo é colegas encontraram níveis elevados da enzima proteína quinase M zeta numa região do cérebro chamado córtex cingulado anterior de animais feridos.

Para confirmar a função da enzima, eles desativaram um gene que acreditavam ser o responsável pela enzima, em outro grupo de camundongos.

Depois, descobriu-se que os animais sem o gene sentiam menos dor crônica, ou nenhuma dor, após sofrer ferimentos nos nervos.

FONTE: Estadão

http://www.estadao.com.br/
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,descoberta-enzima-no-cerebro-de-camundongos-que-prolonga-a-dor,648614,0.htm
URL FOTO: http://www.estadao.com.br/fotos/clone-int.jpg

domingo, março 29, 2009

CERNACHE DO BONJARDIM – Ciência, ética e religião e a teoria de Darwin


CERNACHE DO BONJARDIM – Ciência, ética e religião e a teoria de Darwin
29-Mar-2009

A mesa redonda que ontem teve lugar na Casa da Cultura da Sertã e que debateu o tema “o mundo depois de Darwin - uma reflexão sobre Ciência, Ética e Religião”, deixou claro que a crença na teoria da evolução das espécies é unânime, sendo que todas as vertentes acreditam nela. A discordância surge quando a religião e a ciência trocam ideias e isso ficou claro nesta iniciativa do Instituto Vaz Serra. A mesma esteve inserida no âmbito da Semana Cultural do IVS e que optou pelo tema do bicentenário do nascimento do naturalista Charles Darwin, figura central do pensamento científico moderno.

A ciência, a ética e a religião estiveram assim em destaque na Casa da Cultura da Sertã, tendo-se aí discutido algumas das questões e controvérsias associadas à obra de Charles Darwin, como sendo o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.

José Paulo Farinha, presidente da Câmara Municipal da Sertã, considerou o tema da origem das espécies, sempre actual, e que deve interessar à comunidade em geral. Charles Darwin foi uma pessoa interessada, “com cultura e uma enorme capacidade de discussão, que começam a ser raras nos dias de hoje”, sublinhou este autarca que lembrou as polémicas darwinianas que se mantém ainda hoje.

Darwin leva-nos a questionar o nosso próprio papel e lugar na natureza e os oradores presentes na Casa da Cultura deixaram aos alunos uma aula que veio enriquecer o seu percurso curricular. Cabe-lhe agora, e como referiu o Director Pedagógico, Carlos Miranda, ir ao encontro de mais informação e destas problemáticas, até porque os currículos escolares são pobres a respeito desta temática, “que é a temática mais fascinante que pode existir”. “A aprendizagem das ciências e da filosofia é uma questão de cidadania pois estamos constantemente a ser confrontados para tomar decisões”, confirmou este professor, adiantando que “se não estivermos informados não seremos capazes de tomar as decisões correctas”, completou Carlos Miranda.

FONTE: Rádio Condestável - Cernache do Bonjardim - Sertã,Portugal