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sexta-feira, dezembro 17, 2010

Dois novos livros de Gonçalo M. Tavares



Gonçalo M. Tavares prossegue a sua "cartografia da desordem" humana com um livro de histórias interligadas e mais um 'senhor' da série "O Bairro".

José Mário Silva (www.expresso.pt)

9:41 Sexta feira, 17 de Dezembro de 2010

Após um ano de rara acalmia, Gonçalo M. Tavares voltou ao seu vertiginoso ritmo de publicação. Com poucas semanas de intervalo, chegaram às livrarias três novas obras (no total são já 29, desde 2001).

Primeiro surgiu "Uma Viagem à Índia" (Caminho), portentosa antiepopeia decalcada da estrutura de "Os Lusíadas", livro ambicioso (mais de 400 páginas de fragmentos, divididos por dez cantos) e muito arriscado (medir-se com Camões, o vate da pátria, não é para todos), de escrita fulgurante e belíssima, um verdadeiro triunfo literário que o confirma, se dúvidas houvesse, como o grande escritor português do século XXI.

Depois, como se aquele monumento não bastasse, eis que surgem, de rajada, mais dois opus: "Matteo Perdeu o Emprego" e "O Senhor Eliot e as Conferências".

Situações caricatas ou absurdas

"Matteo Perdeu o Emprego" compõe-se de duas partes. A primeira é um conjunto de 25 contos muito curtos, em que personagens com nomes judaicos - retirados de um trabalho do fotógrafo Daniel Blaufuks - vivem situações caricatas ou absurdas.

Temos Cohen, académico cheio de tiques que sofre de copropraxia (repetição de gestos obscenos) e de um compreensível ostracismo social; temos Goldstein, um cego fascinado pelas substâncias raras (como o escândio) e pela tabela periódica, ao ponto de pedir ao seu amante para a tatuar, em Braille, nas suas costas; temos Helsel, cujo "hobby estúpido" consiste na recolha e armazenamento de baratas vivas num armazém rigorosamente monitorizado; ou Kashine, um rapaz de 16 anos que escreve "não" em tudo o que pode, lançando o caos à sua volta - porque basta acrescentar o não onde estava o sim "para dar início ao inferno, ao desassossego".

Há também rotundas reais e imaginárias, um labirinto perigoso e uma "barca da razão" que é só um navio dos loucos adiado.

Cada história encadeia-se na seguinte por via de um pormenor comum, um qualquer ponto de contacto, criando uma espécie de estafeta narrativa em que cada personagem passa o testemunho à personagem seguinte (cujo nome é assinalado a negrito, para vincar a transmissão). Aparentemente, o livro obedece a uma lógica circular e a uma ordem alfabética.

A personagem Matteo

Quando chegamos a Matteo, a "personagem central" (única com direito a uma história mais desenvolvida, em 12 capítulos) e suposto fim da linha, ele acaba por encontrar um tal Nedermeyer que assistiu, uma hora antes, ao atropelamento da primeira personagem, Aaronson.

Este aparente círculo pode, contudo, não passar de uma elipse. É pelo menos o que sugere o autor na segunda parte do livro, um brilhante posfácio que funciona como exegese do que acabámos de ler.

Olhando para os seus próprios contos como se fossem de outro, Gonçalo M. Tavares estabelece nexos, esmiúça ideias, relaciona conceitos, generaliza. À nossa perceção inicial das histórias contrapõe a sua leitura, que desmonta os próprios fundamentos em que assenta a obra ("o alfabeto como hierarquia", por exemplo, um "elemento aleatório que dá uma ordem que nos parece sensata" e que pode, afinal, ser apenas gratuita).

Numa destas notas finais, Gonçalo M. Tavares assume: "Há, de facto, aqui, como em qualquer romance ou obra de ficção, um sistema de ligações." Ligações que se estabelecem não só dentro de cada livro mas também entre livros. Justamente o que acontece entre "Matteo..." e "O Senhor Eliot...".

Protagonista do décimo volume da série 'O Bairro', o senhor Eliot profere numa sala quase às moscas, a convite do senhor Manganelli, uma série de seis conferências (mais uma fantasma) em que pretende explicar um só verso de vários poetas: começa com Cecília Meireles e continua com René Char, Sylvia Plath, Marin Sorescu, W.H. Auden, Joseph Brodsky e Paul Celan.

Mas chamar-lhe "explicação de um verso" induz em erro. Porque o senhor Eliot não explica nada. O que ele faz é: 1) desmontar grosseiramente os versos até ao ponto em que deixam de fazer sentido, um exercício sofístico com qualquer coisa de cruel; 2) dar-se ao luxo, ó heresia suprema, de os corrigir. As conferências não são análises, são autópsias. E o bisturi utilizado é o da racionalidade mais estrita, o instrumento cortante que expurga o que há de ambíguo, e por isso de radicalmente poético, na poesia.

O pensamento do senhor Eliot, no fundo, é antipoético. Basta ver o que acontece na segunda conferência, em que o trabalho sobre o verso de René Char limita-se ao acrescento de um "não". Um "não" que sabota e dissolve o sentido, como o "não" de Kashine em "Matteo Perdeu o Emprego".

E exemplo concreto do tal "sistema de ligações" que atravessa a proliferante obra de Gonçalo M. Tavares.

Matteo Perdeu o Emprego

Gonçalo M. Tavares

Porto Editora, 2010, 210 págs., €15,50


O Senhor Eliot e as Conferências

Gonçalo M. Tavares

Caminho, 2010, 74 págs., €13,90

Texto publicado na revista Atual de 11 de dezembro de 2010

FONTE: Expresso

URL FONTE: http://aeiou.expresso.pt/
http://aeiou.expresso.pt/dois-novos-livros-de-goncalo-m-tavares=f621198

segunda-feira, dezembro 06, 2010

I Am Vertical by Sylvia Plath



But I would rather be horizontal.
I am not a tree with my root in the soil
Sucking up minerals and motherly love
So that each March I may gleam into leaf,
Nor am I the beauty of a garden bed
Attracting my share of Ahs and spectacularly painted,
Unknowing I must soon unpetal.
Compared with me, a tree is immortal
And a flower-head not tall, but more startling,
And I want the one’s longevity and the other’s daring.

Tonight, in the infinitesimal light of the stars,
The trees and flowers have been strewing their cool odors.
I walk among them, but none of them are noticing.
Sometimes I think that when I am sleeping
I must most perfectly resemble them–
Thoughts gone dim.
It is more natural to me, lying down.
Then the sky and I are in open conversation,
And I shall be useful when I lie down finally:
The trees may touch me for once, and the flowers have time for me.

– I Am Vertical by Sylvia Plath

FONTE: Dictionary Poems
URL FONTE: http://www.dictionary-poems.com/
URL MATÉRIA: http://www.dictionary-poems.com/poem-of-the-day-i-am-vertical-by-sylvia-plath

VÍDEO: SYLVIA PLATH - IO SONO VERTICALE

domingo, novembro 28, 2010

Vocabulário parecido acende o romance

Escolha melhor as suas palavras: um novo estudo sugere que as chamas do amor se apagam quando um homem e mulher empregam palavras como “eu”, “isso”, “mais” ou “menos” em conversas cotidianas.

Durante a última década, pesquisadores desenvolveram um programa de computador que mede a extensão com que as pessoas usam palavras de função ou palavras de outras categorias quando falam ou escrevem. Agora, outros pesquisadores começaram a estudar vários tipos de conversas com esse programa.

Segundo pesquisadores, o uso das palavras na conversação entre um casal, como pronomes, artigos, conjunções, preposições e negações, pode prever o interesse romântico mútuo e a estabilidade das relações.

Esse tipo de coordenação verbal inconsciente, chamada “correspondência de estilo de linguagem”, não significa necessariamente o quanto duas pessoas gostam uma da outra, mas o quanto cada uma está prestando atenção ao que a outra diz.

Os pesquisadores dizem que uma ironia interessante é que duas pessoas que verdadeiramente se odeiam muitas vezes apresentam uma grande quantidade de correspondência de estilo linguagem. Quando brigam, as pessoas tendem a falar ou gritar de maneira semelhante.

No entanto, quando pessoas têm grande correspondência de estilo de linguagem, normalmente é porque se gostam. Se você se der bem com alguém, mas não entender porque, há uma boa chance de que houve uma alta correspondência de estilo de linguagem. Os pesquisadores descobriram também que esse tipo de conexão de conversação ocorre muitas vezes quando negociadores convencem bandidos a se render.

E os laços românticos também podem ser beneficiar dessa correspondência de estilos de conversação. Palavras de função são importantes porque essas palavras são independentes dos tópicos da conversa e requerem conhecimento compartilhado para serem eficazmente utilizadas.

Por exemplo, se dois amigos trabalham em lugares diferentes, vão usar diferentes substantivos e verbos para falar sobre seus dias de trabalho, mas se eles se gostam e entendem bem um ao outro, vão usar palavras de função semelhantes.

No novo estudo, os pesquisadores analisaram 40 conversas entre os participantes. Os casais que usaram tipos e frequência de palavras de função similares foram quase quatro vezes mais propensos a manifestar interesse mútuo em namorar.

Um segundo experimento verificou que dos 86 casais já em relacionamentos, aqueles que usaram semelhantes estilos de escrita durante 10 dias de conversas por mensagens instantâneas foram particularmente propensos a ficar juntos durante os próximos três meses.

Os pesquisadores suspeitam que a correspondência de estilo de linguagem tenha altos e baixos, ou seja, aumenta e diminui nas relações íntimas. Um estudo de arquivo com três pares de escritores famosos apoiou a ideia. Eles analisaram palavras de função em cartas entre os psicanalistas Sigmund Freud e Carl Jung (entre 1906 a 1913), poemas e peças de Elizabeth Barrett e Robert Browning (entre 1838 a 1861) e poemas de Sylvia Plath e Ted Hughes (entre 1944 a 1963).

A correspondência de estilo de linguagem diminuiu conforme cada relacionamento “azedou”. Declínios notáveis ocorreram quando Jung deixou o grupo de psicanálise de Freud, quando Elizabeth Barrett gostou da abordagem da morte enquanto seu marido a temeu, e quando o casamento de Sylvia Plath e Ted Hughes desmoronou. [Sciencenews]

FONTE: HypeScience - A ciência é a grande estrela do mundo real

http://hypescience.com/
http://hypescience.com/vocabulario-parecido-acende-o-romance/

sexta-feira, outubro 29, 2010

Sylvia Plath

Sylvia Plath (October 27, 1932 – February 11, 1963) was an American poet, novelist and short story writer. Born in Massachusetts, she studied at Smith College and Newnham College Cambridge before receiving acclaim as a professional poet and writer. She married fellow poet Ted Hughes in 1956 and they lived together first in the United States and then England, having two children together: Frieda and Nicholas. Following a long struggle with depression and a marital separation, Plath committed suicide in 1963. Controversy continues to surround the events of her life and death, as well as her writing and legacy.



FOTO: http://moicani.over-blog.com/

domingo, outubro 24, 2010

LITERATURE: New Chichester literary society celebrates the poetry of Ted Walker

The University of Chichester's department of English and creative writing will be hosting the first event of Chichester Literati (Chic Lit) on National Poetry Day.

The new society offers a forum for everyone with an interest in literature, creative writing and the visual arts. Featuring writers and artists both past and present, it will highlight Chichester's rich artistic heritage and thriving contemporary culture.

 To coincide with National Poetry Day on October 7, Chic Lit presents its launch event, Chichester's Best Kept Secret: An Evening With Ted Walker.

An award-winning poet who died in 2004, Ted Walker was educated at Steyning Grammar School and Cambridge University. He became a major figure in the literary world of the 1960s and 1970s, his poetry regularly appearing alongside that of Ted Hughes, Sylvia Plath and Philip Larkin.

With the publication of his two autobiographies and his travel guide to Spain, Walker was recognised as one of the outstanding writers of his generation.

Born in Lancing, he lived for most of his professional life in the village of Eastergate before retiring to Spain in the 1990s. He is buried in the Parish Church of St George at Eastergate with his first wife, Lorna.

The evening of readings, talks and reminiscences on October 7 begins at 6.30pm at the University's Bishop Otter Campus in Chichester.

It will accompany the launch of a new selection of Walker's poetry, Minting The Sun, edited and introduced by the University's head of english and creative writing, Diana Barsham.

The book features poems dealing with family life, the natural world and the land and seascapes of Walker's native West Sussex.

Anyone who knew Ted Walker or has recollections of him and would like to contribute to this evening in any way is asked to contact

Diana Barsham on email at d.barsham@chi.ac.uk or on 01243 816456.

The event will be followed by a short business meeting to establish the constitution of Chic Lit.

Forthcoming events include a one-day Shakespeare Conference (October 29), Michael Holroyd talking about writing family memoirs (November 17) and Prof Richard Coates on the Traditional Dialect of Sussex (November 26). Creative Writing workshops will also be available.

For further information, contact Lorna Sargent l.sargent@chi.ac.uk 01243 816163

FONTE: Midhurst and Petworth Today

http://www.midhurstandpetworth.co.uk/
 
FOTO: clivejames.com

terça-feira, março 24, 2009

Filho da poetiza Sylvia Plath comete suicídio 46 anos depois da mãe


Filho da poetiza Sylvia Plath comete suicídio 46 anos depois da mãe
Há 1 dia
LONDRES, Reino Unido (AFP) — O filho dos poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, Nicholas Hughes, cometeu suicídio na semana passada, 46 anos depois da mãe ter se matado, noticia o jornal londrino The Times.
Nicholas Hughes, que sofria de depressão, se matou dentro de casa no estado americano do Alasca, informou a irmã dele ao periódico.
Nicholas Hughes era professor de ictiologia e ciências oceânicas na Universidade do Alasca-Fairbanks, mas recentemente havia renunciado ao cargo para instalar uma oficina de cerâmica em casa.
"Com profundo pesar devo anunciar a morte de meu irmão, Nicholas Hughes, que tirou a própria vida em 16 de março de 2009 em sua casa no Alasca",
afirma Frieda Hughes em um anúncio publicado pelo Times.
Nicholas Hugues era solteiro e não tinha filhos.
Sua mãe, Sylvia Plath, americana, cometeu suicídio em fevereiro de 1963 ao deixar aberto o gás da cozinha de casa, depois de ter vedado com toalhas o quarto dos filhos.
Ted Hughes, britânico, morreu em 1998, depois de ter vivenciado outra tragédia, quando sua companheira Assia Wevill também cometeu suicídio com gás, matando ao mesmo tempo a filha do casal, em 23 de março de 1969.
Vários críticos acusaram durante muito tempo Hughes, por suas infidelidades conjugais, de ter sido a causa da morte da esposa.
O escritor inglês evitou durante anos comentar publicamente a morte de Plath, até publicar, pouco antes da morte, Cartas de Aniversário, uma obra na qual recorda os sentimentos da época.
Alguns críticos literários lamentam ainda que boa parte da notoriedade de Sylvia Plath se dever às circunstâncias de sua morte, e não a suas obras.

FONTE (imagem incluída): AFP

quarta-feira, março 18, 2009

Storie di donne: La casalinga


Storie e poesie di donne
Storie di donne: La casalinga
di RoVino ⋅ 18 marzo, 2009 ⋅ Stampa questo articoloInvia un commento

LA CASALINGA
Certe donne si sposano la casa.
E’ come un’altra pelle; ha un cuore,
una bocca, un fegato e un intestino.
Le pareti sono ferme e color rosa.
Guardala tutto il giorno in ginocchio,
con che puntiglio si lava.
Gli uomini entrano a forza, attratti come Giona
nella carne delle loro madri.
Una donna è madre di se stessa.
Questo è quello che conta.
(1961)
ANNE SEXTON (Newton, 9 novembre 1928 – Weston, 4 ottobre 1974)
Da Wikipedia: Scrittrice e poetessa statunitense, Anne, figlia di Ralph Harvey, un industriale di successo nel campo della lana, e Mary Gray Staples, crebbe nel confortevole ambiente della middle-class di Weston, Massachusetts, e al campo estivo di Squirrel Island nel Maine, ma non fu mai a suo agio con la vita che era stata prescritta per lei.
Suo padre era un alcoolizzato, e l’aspirazione letteraria della madre fu cancellata dalla famiglia.
Anne trovò presto rifugio dalla famiglia poco accogliente in “Nana” (Anna Dingley), la sua giovane prozia che viveva con la famiglia durante l’adolescenza di Anne. La biografa di Anne, Diane Middlebrook, ipotizza un abuso sessuale da parte dei genitori durante la sua fanciullezza; Anne sentiva che i suoi genitori le erano ostili e temeva che potessero abbandonarla. La malattia della zia e il suo ricovero all’ospedale traumatizzarono Anne.
Ad Anne non piaceva la scuola, la sua incapacità a concentrarsi e le occasionali disobbedienze spinsero gli insegnanti a insistere perché i genitori chiedessero un consulto, cosa che non fecero.Dopo la high school venne iscritta alla “Garland School” che era una scuola professionale dove, più che altro, si insegnava a diventare mogli e madri perfette. Anne non resistette a lungo in questa scuola e dopo un solo anno, alla fine del 1947, fuggì con Alfred Muller Sexton e lo sposò.
Trasferitasi a Boston, lavorò per un breve periodo alla “Hart Agency” come modella e dopo la nascita della figlia e i primi segni della malattia mentale, si iscrisse al laboratorio di poesia del “Boston Center for Adult Education” il cui responsabile era John Holmes, la cui posizione teorica era completamente contraria a quella della Sexton e che, proprio per questo, ebbe su di lei un ruolo fondamentale. Infatti fu proprio la sua critica negativa e la sua accanita opposizione a far comprendere alla Sexton che il suo mondo poetico, pur essendo controcorrente, le apparteneva e a farla decidere quindi di continuare sulla strada intrapresa.
Nel 1957, unitasi a numerosi gruppi di scrittura di Boston, venne a contatto con scrittori come Maxine Kumin, Robert Lowell, George Starbuck e Sylvia Plath. La sua poesia, nella quale utilizza gli stili più disparati e che ebbe larga attenzione da parte della critica e del pubblico, diventò così una parte centrale della sua vita.
Nel 1959 perse inaspettatamente i genitori e la fine di questo rapporto, che era stato tanto difficile, portò nella mente della scrittrice ulteriori disagi. La poesia sembrava l’unica via per la stabilità, sebbene a volte le amicizie che fece attraverso la sua arte, che hanno condotto a rapporti sessuali, fossero alquanto conturbanti.
Nel 1960 “To Bedlam and Part Way Back” venne pubblicato con buone recensioni e poesie come “You. doctor Martin”, “The Bells” e “The double image” erano spesso inserite in antologie. Proprio come altri così detti poeti-confessionali come W.D. Snodgrass e Robert Lowell, la Sexton era capace di convincere i suoi lettori che i poemi erano un riflesso della sua vita; non solo era la sua poesia tecnicamente eccellente, ma era pienamente significativa per i lettori di quegli anni che avevano a che fare tutti i giorni con paure e angosce del genere.
Nel 1962 la Sexton pubblicò “All My Pretty Ones”. Le sue poesie erano così famose in Inghilterra che le “Selected Poems” furono pubblicate come selezione di poesie in “Poetry Book Selection” del 1964.
Nel 1967 ricevette il Premio Pulitzer per la poesia con Live or Die (1966), aggiungendosi ai numerosi premi come il Frost Fellowship al Bread Loaf Writer’s Conference (1959), il Radcliffe Institute Fellowship (1961), il Levinson Prize (1962), the American Academy of Arts and Letters traveling fellowship (1963), il Shelley Memorial Prize (1967), ed ebbe un invito a dare letture di Morris Gray ad Harvard. A seguire un Guggenheim Fellowship, Ford Foundation grants, una cattedra alla Colgate University e alla Boston University, e altro.
La reputazione di Anne raggiunse l’apice con la pubblicazione di “Love Poems” (1969), una produzione fuori-Broadway della sua commedia Mercy Street (1969), e la pubblicazione di poemi in prosa in Transformations (1972). Chiaramente il suo lavoro più femminista, i pezzi di Transformations parlarono a diversi tipi di lettore. La voce della Sexton era ora meno confessionale e più attenta al sociale, più incline a guardare fuori dall’io poetico verso la vita reale.
Nel 1963 partì per l’Europa, e nel 1966 fece con il marito un safari in Africa.
Nel 1970 lo aiutò a partire con un suo business dopo la rottura con l’industria del padre. Contrariamente alla sua confidenza verso i lettori comunque, Anne Sexton era pesantemente dipendente dalla terapia, psicofarmaci, amici intimi - particolarmente Maxine Kumin e, poi, Lois Ames - e degli amanti. Le continue cadute in depressione, gli improvvisi stadi di trance, e insieme i diversi tentativi di suicidio resero i suoi amici attenti e snervati.Infine, nel 1973, la Sexton chiese al marito il divorzio, da allora si notò un declino nella salute e stabilità come la solitudine, l’alcoolismo e la depressione.
Allontanata da molti dei suoi amici più cari, la Sexton cominciò ad avere rapporti difficili con le sue figlie che stavano crescendo. In più molti lettori non apprezzarono le poesie religiose che stava cominciando a scrivere con i suoi tempi personali, Anne Sexton diventò nervosa verso la sua poetica. I lettori l’avevano sempre terrorizzata, ma ora ingaggiò un gruppo Rock per le sue performance.
Si sforzò di essere una donna di spettacolo, mentre le sue poesie crescevano sempre più di spiritualità. Nel 1972 pubblicò The Book of Folly e, nel 1974, The Death Notebooks dal titolo minaccioso. Più tardi quell’anno completò The Awful Rowing toward God, pubblicato postumo nel 1975. Divorziata, la Sexton era sola e sembrava stesse cercando compassione attraverso storielle d’amore.
Continuava intanto con la terapia, dalla quale sembrava ricevere un po’ di pace. Nell’ottobre del 1974, dopo aver pranzato con Maxine Kumin, Anne Sexton si intossicò con il monossido di carbonio nel suo garage a Boston. Dopo le raccolte postume di poesie come 45 Mercy Street (1976) e Words for Dr. Y: Uncollected Poems with Three Stories (1978), tutte pubblicate a cura di Linda Gray Sexton, la pubblicazione delle poesie di Anne culminò in The Complete Poems del 1981.
Anne Sexton scrisse anche importanti saggi sulla poesia e fece diversi acuti commenti in alcune sue interviste. Capì l’importanza dell’immaginario, il modo in cui gli scrittori usano la realtà e l’immaginario insieme; e, come Wallace Stevens, vide la sua arte come “supreme fiction”, il più alto gradimento dello scrittore.Molte delle cose che Anne scrisse furono sicuramente non auto-biografiche, malgrado il senso di realtà che avevano, i commenti come “confessional” della sua poesia erano fuorvianti. Usava la sua conoscenza del comportamento umano - spesso doloroso, ma a volte gioioso - per creare poesie in cui i lettori potevano immedesimarsi. Le sue taglienti metafore, i ritmi inaspettati nei suoi versi, e la sua abilità nell’includere una vasta gamma di significati nelle parole hanno assicurato il successo della Sexton. Sebbene relativamente breve, la sua carriera fu piena di successi, come la sua arte.
Dopo diversi tentativi di suicidio, il 4 ottobre del 1974, anno del suo divorzio, Anne Sexton scese in garage e dopo aver acceso il motore della sua macchina si lasciò morire per inalazione di monossido di carbonio.

FONTE (foto incluída): Esalazioni etiliche - Roma,Italy