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sábado, outubro 30, 2010

CÉSAR VALLEJO - (1892-1938)

César Vallejo é o grande poeta da hispanidade, talvez o mais contido entre os mais produtivos — sem a excessividade magnífica de Neruda, sem o radicalismo experimentalista de Huidobro. Genial em todas as suas frases, desde Los Heraldos Negros (1919 e Trilce (1922), quando exercita um modernismo com ressábios simbolistas e um certo hermetismo sensual e auto-flagelador. Mas é na temporada européia, confrontando as correntes revolucionárias desde o dadaísmo e o surrealismo que ele conjuga um certo automatismo verbal com sua veia telúrica e social, executando um praxismo frasístico com os paradoxos da reflexão crítica, às vezes prosaica e irônica: “¿Y la forense diéresis, la mano,/ mi patata y mi carne y mi contradicción bajo la sábana?”. Contrapondo (dialeticamente) “las individualidades colectivas” e as “colectividades individuales”, e ao “paso inmóvil en el borde del mundo”. Em seguida confessa: “Algo te identifica con el que se aleja de ti”. Eu diria, em contrapartida, que também com o que se identifica o poeta: “Algo te identifica con lo que se aleja de ti”... Sem dúvida. Talvez um resquício maniqueísta na constatação de sua formação católica:

“¿Qué hay más desesperante en la tierra, que la imposibilidad en que se halla el hombre feliz de ser infortunado y el hombre bueno de ser malvado?”

E responde, paradoxalmente:

“!Alejarse! ¡Quedarse! ¡Volver! ¡Partir! Toda la mecánica social cabe en estas palabras”.

Quem duvida? Justamente em suas duas última obras – Poemas Humanos (1939) e España, aparta de mi este cáliz (1939), em seu distanciamento da pátria, é que ele assume aquela universalidade/atemporalidade tão circunstanciada de seus versos mais engajados em que revela: “quiebro contra tu rigidez de doble filo/ mi pequeñez en traje de grandeza!”.

É sempre um atrevimento descabido traduzir poesia, mais ainda de um poeta como César Vallejo, desafio a que me entreguei com certa timidez. Durante o exercício, ocorreu-me o poema com que inicio esta entrega:

INTERTEXTUALIZANDO CÉSAR VALLEJO

Poema de Antonio Miranda

“vagarían acéfalos los clavos”         CÉSAR VALLEJO

Inventei o verbo aindar
quando ainda havia verbos e havia caminhar.

Havia idas e regressos
e havia versos a desafiar
o tempo e seus retrocessos.

!Tengo el alma clavada por cien clavos…!
vocifera Vallejo com ou sem pregos
cravados na garganta e nas asas seqüestradas.

Ainda havia flores tranqüilas nas madrugadas
e a certeza de arrebóis transcendentes
despertando um morto de sua tumba,
havia dentes, impureza, sóis e um horto havia.

Um morto que voltava às trevas da existência
com as luzes infinitas de seu desprendimento,
substância em clara mutação. Ainda:
apodreciam “sueños que no tienen cuando”.

Aindando o inútil reverso
do Não-ser e sua essência.

(Chácara Irecê, Goiás, 2/7/2006)


LOS HERALDOS NEGROS

César Vallejo


Hay golpes en la vida tan fuertes... Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... Yo no sé!

Son pocos, pero son... Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.

Son las caídas hondas de los Cristos del alma,
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.

Y el hombre... Pobre... pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos Ilama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.

Hay golpes en la vida, tan fuertes... Yo no sé!


A primeira etapa de sua produção poética é representada por Los Heraldos Negros. Nessas poesias ressalta a angústia do homem insatisfeito com a vida. Vive sua dor e a dos outros. Na sua produção poética, destacam-se: Trilce; Poemas Humanos; España, Aparta de Mí Este Cáliz. Entre suas novelas: El Tungsteno. A obra de Vallejo constitui não só o ponto mais alto de toda a literatura peruana, senão uma das aventuras estéticas mais profundas e geniais do século XX. Narrador, dramaturgo e ensaísta de talento, Vallejo foi sobretudo um imenso poeta, um dos maiores do idioma, deixando uma considerável marca na poesia contemporânea de âmbito hispânico. Morreu em Paris.

FONTE: http://www.portalentretextos.com.br/
IMAGEM: http://descaminhossombrios.blogspot.com/

terça-feira, julho 14, 2009

Poeta amazonense será homenageado no 10º Festival de Bonito


Poeta amazonense será homenageado no 10º Festival de Bonito
Pelas lições de biologia, o Pantanal e a Floresta Amazônica configuram os principais ecossistemas do Brasil, reconhecidos internacionalmente como patrimônios naturais, sendo por isso alvos de proteção por parte de ambientalistas e destino para turistas do mundo inteiro.

E pela geografia, o Pantanal e a Floresta Amazônica podem estar próximos em determinadas regiões, tendo cada um suas particularidades. Na 10ª edição do Festival de Inverno de Bonito, que inicia no próximo dia 29, o Pantanal de Mato Grosso do Sul receberá Thiago de Mello, o poeta do Amazonas, como um dos homenageados do evento.

Pelas palavras do poeta chileno Pablo Neruda, “Thiago de Mello é um transformador da alma”. Tal proximidade com o célebre escritor sul-americano se deve ao exílio de Thiago no Chile, na década de 1960, época do governo de Salvador Allende. Por conta disso, Thiago de Mello tornou-se o principal tradutor de Neruda, além de ter traduzido para o português as obras de T.S.Elliot, Ernesto Cardenal, César Vallejo, Nicolas Guillén e Eliseo Diego.

Nascido em 1926 na pequena Barreirinha, a 372 quilômetros da capital Manaus, Thiago de Mello começou a carreira literária aos 25 anos, no Rio de Janeiro, com a obra “Silêncio e Palavra”, tendo sido recebida com entusiasmo por escritores como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, José Lins do Rego e Gilberto Freyre.

O escritor é famoso por sua luta em prol dos direitos humanos, pela ecologia e pela paz mundial. Entre suas obras, destacam-se “Os Estatutos do Homem” (1964) e “Faz Escuro Mas Eu Canto” (1965). Thiago de Mello atua ainda em prosa e como cantor.

Ele recebeu os prêmios de poesia da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1960; Prêmio Livro do Ano da Sociedade Brasileira de Escritores, em 1972; Prêmio Jabuti da Bienal do Rio de Janeiro de 1997. E na década de 1980, recebeu o título de ‘Cavalheiro das Artes e das Letras’, pelo Ministério da Cultura da França.

O 10º Festival de Inverno de Bonito começa no dia 29 de julho e vai até 02 de agosto, trazendo como atrações nacionais Elba Ramalho, Vanessa da Mata, Seu Jorge e Caetano Veloso.
13/07/2009 - 23:11

FONTE: MS Notícias - Campo Grande,MS,Brazil

quinta-feira, março 12, 2009

Blanca Varela, la más universal de las poetas peruanas

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Blanca Varela, la más universal de las poetas peruanas

David Blanco Bonilla

La peruana Blanca Varela, que falleció hoy a los 82 años, es considerada la más universal de las poetas peruanas, con una obra que trascendió fronteras y le permitió ser reconocida con los principales galardones otorgados en nuestro idioma.
Varela, nacida en Lima en 1926, creó una sólida obra lírica que destacó con luz propia en la brillante Generación del 50, que tiene como representantes, entre otros, a Carlos Germán Belli, Alejandro Romualdo, Washington Delgado, Francisco Bendezú y Juan Gonzalo Rose.
Esa generación, que tuvo como su máxima figura en narrativa a Julio Ramón Ribeyro, modernizó los géneros literarios, aún cuando sus poetas se dividieron en "puros", por su búsqueda estética, y "comprometidos", sensibilizados con los conflictos sociales.
Según los críticos, sus obras tuvieron carácter urbano y cosmopolita y entre sus modelos literarios estuvieron Walt Whitman, Ezra Pound, Giuseppi Ungaretti, André Breton, Rainer María Rilke, Federico García Lorca, Luis Cernuda y Vicente Aleixandre.
Se reconoce, además, que tienen una "unánime deuda" con César Vallejo.
Ex esposa del pintor Fernando de Syzszlo y gran amiga del premio Nobel mexicano Octavio Paz, Blanca Varela nació en una familia de escritoras y artistas.
Fue hija de Esmeralda González Castro, conocida como Serafina Quinteras, una reconocida escritora y compositora que usó ese seudónimo por su admiración hacia los autores teatrales españoles Serafín y Joaquín Álvarez Quinteros.
A los 17 años, en 1943, ingresó a estudiar Letras y Educación a la Universidad Nacional Mayor de San Marcos, donde conoció a Sebastián Salazar Bondy, Javier Sologuren y Jorge Eduardo Eielson.
Casada con Szyszlo, partió a París en 1949, donde conoció a Paz, uno de sus más cercanos amigos y gran admirador de su obra poética.
En esa ciudad también conoció a Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Henri Michaux y Alberto Giacometti, y estuvo en contacto con el círculo de intelectuales latinoamericanos y españoles radicados en la "ciudad luz".
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En 1954 viajó con su esposo a Florencia, un año después volvió a Perú, y entre 1957 y 1960 trabajó en Washington como traductora y periodista.
Ya en 1957 fue incluida en la Antología General de la Poesía Peruana, editada por Salazar Bondy y Alejandro Romualdo, y en 1959 publicó su primer libro: "Ese puerto existe".
Sus obras posteriores fueron: "Luz de día", de 1963; "Valses y otras falsas confesiones", de 1972; "Canto villano", de 1978; "Camino a Babel", de 1986, y "Poesía escogida 1949-1991", de 1993.
Ese mismo año dio a imprenta "Del orden de las cosas", "Ejercicios materiales" y "El libro de barro"; en 1986 una nueva edición de "Canto villano"; "Como Dios en la nada, Antología 1949-1998", en 1999, y "Concierto animal", el mismo año.
Octavio Paz, quizá el mayor conocedor y difusor de su obra, dijo que Blanca Varela era "una poetisa que no se complace en sus hallazgos ni se embriaga con su canto".
El célebre autor de "Piedra de sol" consideró que "con el instinto del verdadero poeta sabe callarse a tiempo" y que su poesía era "un signo, un conjuro frente, contra y hacia el mundo, una piedra negra tatuada por el fuego y la sal, el tiempo, la soledad. Y, también, una exploración de la propia conciencia".

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Esta calidad poética le fue reconocida en 2007 con la entrega del premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana.
También había sido condecorada con el Premio Octavio Paz de Poesía y Ensayo en el 2001, y fue la primera mujer que ganó el Premio Internacional de Poesía Ciudad de Granada Federico García Lorca en 2006.
Conocida por su poco afán de figuración, el poeta peruano Édgar O'Hara afirmó en 2007 que "Varela nunca buscó premios ni reconocimientos" y que "como escritora hacía muchas transfiguraciones de sucesos que le ocurrían en su vida cotidiana".


FONTE: ADN.es - Spain

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