segunda-feira, março 31, 2008

Piauí encerra Regional de Judô com 69 medalhas, 17 de ouro


Piauí encerra Regional de Judô com 69 medalhas, 17 de ouro
Melhor desempenho foi da equipe sênior, com seis medalhas de ouro

Com a segunda menor delegação do Campeonato Brasileiro Regional II de Judô, cerca de 70 atletas, o Piauí conseguiu em 2008 ser o Estado com o maior número de medalhas conquistadas no evento deste fim de semana em São Luís/MA. Foram 69 no total, sendo 17 delas de ouro, que deixaram o Estado em terceiro lugar no quadro geral da competição. Um terço das vitórias foram obtidas na categoria Sênior, que envolveu também os principais atletas do Amapá, Ceará, Maranhão e Pará.

Na competição coletiva, que é resultado da soma das medalhas nas categorias, o Piauí foi campeão no Infanto-Juvenil Feminino, Júnior Masculino e Sênior Feminino, o que faz a delegação trazer na bagagem três troféus de campeão, além do troféu do terceiro lugar geral.

O Maranhão foi o vencedor com 21 ouros, seguido do Ceará com 20. Ambos foram beneficiados por terem levado grandes delegações e contarem com vitórias em categorias sem adversários. Ainda assim, os próprios técnicos do Piauí admitem que o nível dos adversários subiu e a disputa regional passou a ser mais acirrada.

Nesse contexto, o melhor desempenho do Piauí foi entre os adultos. Foram 19 medalhas conquistadas, bem mais que o trazido pelos atletas de outras faixas etárias. Parte disso é resultado do reforço de atletas da equipe Júnior, que também disputaram a competição adulta.


Fábio Lima (de São Luís/MA)
fabiolima@cidadeverde.com

Matéria Publicada em 31/03/08, 05:26

FONTE (photo include): Cidadeverde.com - Teresina,PI,Brazil
Cidadeverde.com - Teresina,PI,Brazil

domingo, março 30, 2008

Théorie littéraire et/ou littérature antique

Arian Bahrami
view image critique photo view portfolio (68 images)
********************************************
Théorie littéraire et/ou littérature antique
THEORIE LITTERAIRE ET/OU LITTERATURE ANTIQUE
En matière de poétique et de théorie littéraire, le “de” l'emporte souvent sur le “et”. S'il n'est guère étonnant de voir un critique s'intéresser, par exemple, à la poétique de Racine ou de Claudel, proposer une étude narratologique de Nabokov, une interprétation psychanalytique de Proust ou encore une lecture anthropologique du roman médiéval, il est plus rare, cependant, de rencontrer, distribués autour d'une conjonction de coordination, une théorie et un corpus, une méthode critique et un moment particulier de l'histoire littéraire. C'est pourtant cette rencontre inédite et pour le moins asymétrique qu'annoncent, problématisent ou prônent, un ensemble d'études, parues dans les quarante dernières années, dont le but avoué est de confronter d'une part la théorie littéraire contemporaine et d'autre part la littérature antique, gréco-latine. Ainsi à un article de C. Segal intitulé, dès 1968, "Ancient texts and Modern Literary Criticism" fait écho, en 1977, le titre d'un numéro spécial de la revue Arethusa , Classical Literature and Contemporary Literary Theory, ou celui de deux volumes récemment publiés : d'une part, en 1994, par I. de Jong et J. P. Sullivan, Modern Critical Theory and Classical Literature d'autre part, en 2002, par Thomas A. Schmitz, Moderne Literaturtheorie und antike Texte.A ces titres s'ajoutent, dans d'autres volumes, des remarques introductives qui justifient ou signalent l'utilisation de telle ou telle théorie ou méthode critique pour étudier le corpus ancien comme si le fait n'allait jamais de soit, ou encore des articles polémiques qui attaquent l'opportunité de cette rencontre. Ces différents discours frappent d'abord par l'écrasement de perspectives qu'ils supposent puisque la littérature antique et la théorie littéraire sont réduites à deux blocs homogènes : d'un côté la théorie littéraire, de la narratologie à l'herméneutique, en passant par les approches psychanalytiques ou marxistes, de l'autre, les études classiques et leur corpus, d'Homère à l'antiquité tardive. Surtout, ils interrogent moins la validité intrinsèque de la théorie contemporaine que sa compatibilité avec l'objet et la méthode des études classiques. Il est ainsi posé une hétérogénéité entre les deux termes dont la réunion même est objet de réflexion, dont la compatibilité, sans cesse démontrée, semble moins un donné qu'une conquête. La persistance même de ces discours sur le “et” étonne:que révèle l'affirmation durable de cette tension, quel est donc le conflit latent qu'on s'épuise à éteindre?
Nous proposons ici

Pour une mise en perspective de la question, on pourra aussi lire La poétique du récit à l'épreuve des fictions d'Ancien Régime, par Marc Escola.

Judô: Brasileiros regionais movimentam calendário nacional


Outros
Judô: Brasileiros regionais movimentam calendário nacional

30/03/2008 - 19:35:11 - por FS - CBJ
São Luiz recebeu, neste final de semana, o Campeonato Brasileiro-Região II. Na sexta-feira, foram realizados o Congresso Técnico e a Clinica de Arbitragem.

Participam desta competição as Federações do Maranhão, Piauí, Pará, Amapá e Ceará, representadas por cerca de 450 atletas das classes Infanto-Juvenil, Pré-Juvenil, Juvenil, Júnior e Sênior, Masculino e Feminino, a partir de 11 anos de idade.

No sábado foram marcadas as disputas das classes de Pré-Juvenil, Juvenil e Júnior. Domingo foi a vez da categorias Infanto-Juvenil e Sênior.

Os combates acontecem em três áreas de luta simultaneamente. Em São Luiz acompanharam os combates o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira; o Coordenador Técnico Nacional da CBJ, João Rocha; o Coordenador Nacional de Arbiragem da CBJ, José Pereira Silva; e os Presidentes das Federações do Maranhão, Francisco de Oliveira Neto; Pará, Eduardo Pinho; Amapá, Antonio Viana e Piaui Danys Queiros.

> Próximos Campeonato Brasileiros:Região III - de 11 a 13 de abril- Natal/RN.Região IV - de 11 a 13 de abril - Guarapari/ESRegião V - de 18 a 20 de abril - Goiania/GORegião VI - de 18 a 20 de abril - Florianópolis/SC

FONTE: Final Sports - Porto Alegre,Brazil

Greatest Poems Ever Written

The Flight of Icarus
Massi Cricco
critique photo view portfolio (175 images)
**************************************************
Greatest Poems Ever Written

FONTE: http://www.poetry.com/

Após 15 meses sem lutar, Aline Coutinho volta a competir


Após 15 meses sem lutar, Aline Coutinho volta a competir
Judoca não luta desde 2006 e vai disputar o Regional II mesmo com um corte no supercílio.
Praticar judô sempre foi um prazer para Aline Coutinho. Competir, uma paixão. E quando a judoca sofreu um acidente durante os treinos há uma semana, quem disse que ela pensou em desistir. Há mais de um ano sem disputar uma competição, ela não vê a hora de brigar por medalha no Campeonato Brasileiro Regional II, neste domingo (30), em São Luís/MA. "O médico disse para eu não lutar, o corte no meu olho pode abrir, eu tive que subir de categoria contra a minha vontade. Você acha que eu vou lutar por que?".

O corte no supercílio não cicatrizou por completo e é herança de um acidente durante os treinamentos na Semana Santa. Além do olho esquerdo roxo, a judoca levou três pontos, e vai competir com a sutura, e provavelmente com ataduras. O primeiro sinal de sangramento é garantia de eliminação da atleta da luta. E no dia em que ela quer comemorar várias vitórias em uma só, todo cuidado é pouco.

Sempre meio-leve (até 52kg), Aline sofreu outro revés por conta do pé que atingiu seu olho enquanto ela caia. Sem treinar, ela ganhou peso, e terá de competir na categoria leve (até 57kg).
Aline Coutinho era considerada a piauiense com mais chances de disputar os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Duas semanas antes da seletiva que definiu a equipe, em dezembro de 2006, ela caiu de mau jeito na quadra e contundiu o joelho. Depois de mais uma cirurgia em sua vida (já havia operado um dos joelhos e teve de retirar cistos dos pulsos), ela ficou sem poder treinar judô por mais de um ano. Virou campeã de supino na academia onde faz musculação.

Empolgada com o retorno, ela se queixa até do tempo de luta, diminuído de 5 para 4 minutos em função de experiências que a Federação Internacional de Judô pretende implementar. No sábado, Aline ficou o dia inteiro vendo as lutas no ginásio Castelinho. "Passei o dia todo aqui para botar na cabeça que realmente vou lutar", disse.

E o Regional é só um começo para a tricampeã universitária e campeã brasileira. Seu foco em 2008 será o Troféu Brasil em setembro e o Campeonato Brasileiro Sênior, que será disputado no mês de outubro em Teresina, com cobertura completa e transmissão ao vivo da TV Cidade Verde. Ganhar vaga no Mundial Universitário também está nos planos da piripiriense, mas vencer o Brasileiro e garantir vaga na seletiva da Seleção Brasileira é a meta principal.

Fábio Lima (direto do ginásio Castelinho, em São Luís)
FONTE (photo include): Cidadeverde.com - Teresina,PI,Brazil

Venezuela conquistó nueve medallas de oro en Preolímpico de Judo


Venezuela conquistó nueve medallas de oro en Preolímpico de Judo
ABN 30/03/2008

Porlamar,
Porlamar, 30 Mar. ABN.- La selección nacional de judo conquistó nueve medallas de oro y tres de plata en el Campeonato Preolímpico de la especialidad, prueba que tuvo lugar este fin de semana en el gimnasio “Francisco Verde Rojas” de La Asunción, Isla de Margarita estado Nueva Esparta.

Entre los atletas que cargaron con la presea dorada destacan Geovana Blanco, quien en la división de más de 78 kilogramos debió superar en duros combates a la nicaragüense Alejandra Solís y la puertorriqueña Melissa Mojica.

A ella se le unieron tres de los cuatro yudocas que ya están clasificados a los Juegos Olímpicos Beijing 2008, Luwing Ortiz (66 Kg), Javier Guedez (60 Kg) y Albenis Rosales (100 Kg). El presidente de la federación venezolana de la especialidad, Antonio Zavarella, catalogó como positiva la actuación de la delegación criolla en el torneo.

“De doce categorías se ganaron nueve. Los que vencieron sumaron once puntos para el ranking americano, lo que les asegura su cupo a los Olímpicos.

Por números me atrevo a pronosticar que ya está clasificada Flor Velásquez en los 52 kilogramos”.

Sin embargo aclaró que hay que esperar hasta mayo, cuando tendrá lugar el Campeonato Panamericano de Miami, Estados Unidos, para hacer oficial su pase a la cita de Bejing y la del resto de los atletas que a la fecha están matemáticamente en Beijing.

“Richard León (73 Kg) se ubica cuarto para el Panamericano que clasifica a seis atletas por división en masculino y él, se sitúa en una posición privilegiada. Si en esa prueba entra entre los cinco primeros lugares asegura su cupo. Él tiene nivel para lograrlo”, destacó.

Otros yudocas como Leonel Ruíz (más de 100 kilográmos) y Keivi Pinto (78 Kg), tienen que dar el todo por el todo en Miami para poder conquistar la meta de unirse al grupo de los clasificados a la magna cita del deporte mundial.

“En más de 100 se nos complica un poco el panorama. Hoy sumamos ocho puntos y Leonel Ruiz deberá tener un buen resultado en Miami al igual que Pinto quien tendría que ubicarse entre las dos primeras de su división para ir a los juegos olímpicos”, destacó.

La lista de venezolanos que conquistaron medalla de oro en el Preolímpico de La Asunción la completan Milagros González (48 Kg), Flor Velásquez (52 Kg), María Rojas (70 Kg), Keivi Pinto (78 Kg) y Richard León (73 Kg). Mientras que Isis Barreto (63 Kg) y Leonel Ruíz (más de 100) cargaron con plata. A ellos se les unió José Camacho (73 Kg), que es uno de los cuatro clasificados del judo a los juegos olímpicos.


Lea también:

Tournoi international de Tunis: 6 médailles pour les judokas marocains


Tournoi international de Tunis: 6 médailles pour les judokas marocains

(30/3/2008)
Le Maroc a décroché 6 médailles (2 or, 2 argent et 2 bronze) au tournoi international de judo de Tunis, troisième épreuve africaine qualificative pour les Jeux Olympiques 2008 à Pékin


Les deux médailles d'or ont été remportées par Safouane Attaf (- 81 kg) et Younes Ahmadi (- 60 kg).
Mohamed Assri (-90 kg) et Hanan Karroumi (-52 kg) ont offert deux médailles d'argent pour le judo marocain, qui a eu également sa part en bronze grâce à Fatima Zahraâ Ait Ali (- 57 kg) et Salima Baazizi (+ 78 kg).Cette compétition, organisée vendredi et samedi, a été marquée par la participation de 20 pays.
Les deux premières épreuves continentales de qualification aux JO-2008 ont eu lieu à Casablanca et Alger, alors que la quatrième et dernière aura lieu à Agadir en mai prochain.

MAP
FONTE (photo include): Menara - Morocco

Infinito particular

The Emily Dickinson Room
350 x 248 - 61k - jpg
www.oldmysticinn.com
*****************************************************
30/3/2008
Infinito particular
Poemas de Emily Dickinson saem das gavetas e chegam à internet; professor pesquisa sua obra há mais de 20 anos
Daniela Fenti


Da Agência BOM DIA
Nos anos 1950, quando Carlos Daghlian cursava o ensino médio, era comum encontrar livreiros, que batiam de porta em porta. E foi assim que o jovem teve o primeiro contato com os poemas da norte-americana Emily Dickinson, traduzidos por Olívia Krähenbühl.


No curso de letras anglogermânicas na USP de São Paulo, novamente teve acesso a seus textos – desta vez na versão original – o que motivou-o a escolher como tema de sua tese de livre-docência, em 1987, “A Obsessão Irônica na Poesia de Emily Dickinson”.


Vinte e um anos depois, o assunto ainda é pungente em sua vida. O professor titular aposentado em literatura americana da Unesp de Rio Preto gerencia desde outubro do ano passado uma página virtual com informações sobre a autora. É possível ter acesso a referências bibliográficas de livros, capítulos, poemas, reportagens, artigos e teses, publicados no Brasil e em Portugal.


“Toda pessoa que se propõe a estudar obras estrangeiras deve conhecer o que os outros estudiosos fizeram. O objetivo do site é facilitar a busca para os principiantes”, explica.


Uma das principais características da poetisa é a escrita de textos curtos e densos. De acordo com Daghlian, muitas vezes dois versos equivalem a um ensaio.


Além disso, Emily costumava usar letras maiúsculas, fugindo ao padrão da língua culta.


“Ela viveu em um período romântico, mas já produzia obras modernas”, define.


Outro fato curioso é a falta de títulos em suas produções. Por isso, as citações são feitas em números de acordo com as coleções de poemas e cartas editadas por Thomas Johnson, na década de 1950, e por R.W. Franklin, na década de 1990.


Em terras brasileiras, o primeiro a traduzí-la foi Manuel Bandeira, em 1940, seguido por Cecília Meireles, em 1954. Posteriormente, Maria Julieta de Andrade, filha de Carlos Drummond, também contribuiria para sua fortuna crítica.


Tão importante quanto, foi o espetáculo de teatro “The Belle Of Amherst”, que na versão brasileira, com direção de Miguel Falabella e atuação de Beatriz Segal, recebeu o nome de “Emily”. O professor calcula que pelo menos 150 mil pessoas tenham visto as apresentações no país.


“Notamos um interesse crescente pelo assunto neste século, em relação ao anterior”, comemora Carlos Daghlian.


Prova disso é o livro “Alguns Poemas”, do nordestino José Lira – um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti, na categoria melhor tradução, no ano passado.


Emily resiste ao tempo


A poetisa nasceu em 1830, na casa The Homestead, construída por seus avós, Lucretia Gunn e Samuel Fowler Dickinson, em Amherst, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.


Assim como sua irmã, Lavínia, Emily viveu de acordo com o modelo de comportamento feminino da época e nunca se casou, o que renderia o apelido de “a grande reclusa”.


Quase tudo o que se sabe sobre sua vida tem como fonte as correspondências enviadas por ela a parentes, em especial à sua cunhada e vizinha, Susan Dickinson, a colegas de escola e a intelectuais como Samuel Bowles, T.W. Higginson, Helen Hunt Jackson, entre outros.


Sua produção literária foi bastante intensa entre 1860 e 1870. No entanto, em 1864, Emily foi surpreendida por problemas de visão, o que diminui seu ritmo de trabalho.


Apesar de ter escrito cerca de 1,8 mil poemas e quase mil cartas, a poetisa não publicou livros em vida. Há registros de aproximadamente dez poemas, publicados anonimamente em periódicos por seus amigos. Depois de sua morte, em 1886, a obra completa de Emily Dickinson foi editada e aclamada pela crítica e acumula traduções em vários idiomas.


FONTE: Bom Dia Rio Preto - Brazil
http://www.bomdiariopreto.com.br/

La coltura ed il Mystique di assenzio

A Quest For Beauty
Madalina Iordache
view image critique photo view portfolio (28 images)
*****************************************************
La coltura ed il Mystique di assenzio

La popolarità estrema di questo liquore heady stacca in gran parte da come ha calcolato nel mondo dell'arte e dell'intrattenimento. Da Manet a Wilde agli snippets di riferimento ad esso nel rossetto 2001 di Moulin di film, "il verte della tassa della La" ha influenzato le vite degli artisti e continua ad attrarre i nuovi absintheurs dalla sospensione del relativo divieto in molti posti universalmente.

Anche se il relativo effetto d'intensificazione sugli artisti grandi di yore non può essere dimostrato scientificamente, è interessante notare come l'assenzio è stato grandinato dai geniuses oltre e dal presente. Sotto sono giusti alcune di molte "apparenze" delle bevande nel mondo dell'arte e della coltura:

In 1859, il realist/impressionist francese Edouard Manet ha verniciato il discutibile il bevitore dell'assenzio. Malgrado studiare gli impianti di vecchi padroni quali Goya e Velazquez che hanno ritratto gli ideali del passato, ha scelto diventare "un pittore di vita moderna" preferibilmente. Quindi, la sua pittura di un uomo auto-indulgente e solitario in un backstreet scuro de Parigi reale ma unromanticized bene-non è stata ricevuta dai critici offensivi di arte.

Paul Marie Verlaine ed Arthur Rimbaud, poets francesi che gli hanno forgiato un rapporto sessuale e platonic con, erano entrambi i bevitori avid dell'assenzio e sono stati grandinati come due dei poets più grandi della Francia. Il posteriore ha dato in su la bevanda quando hanno concluso violentemente il loro rapporto, mentre il precedente, anche se cursing il fairy verde mentre sul suo deathbed, presunto stava mantenendo le bottiglie di assenzio sotto il suo cuscino.

In 1876, Edgar degassa oggi L'Absinthe verniciato, uno dei suoi impianti feted (ma colpito dai critici nel suo tempo). In esso caratterizza due conoscenze un maschio painter/etcher e un actress. Si siedono davanti una tabella con caffè nero e un vetro di assenzio. Il actress stares in spazio uno sguardo che assenzio-è indotto ovviamente. Caffè originalmente nominato di Dans ONU, è stato cambiato titolo in 1893 per capitalizzare sulla popolarità crescente della bevanda.

Il pittore eccentrico Vincent van Gogh ha verniciato il suo vetro di vita tranquilla di assenzio e un Carafe non lungo dopo, in 1887. Le tonalità di verde dell'assenzio sono dappertutto nel lavoro dall'acqua nel carafe alla tovaglia e perfino sulla via fuori della finestra. Gli eruditi hanno ritenuto che van Gogh bevesse molto il liquido potente con alcuno che va per quanto crederlo per essere il motivo lui ha tagliato il suo orecchio fuori anche se ha espresso pubblicamente il suo evitare la bevanda.

In 1895, Albert Maignan ha generato il MUSE verde, descrivente un'ispirazione prestatrice verde del fairy (nel riferimento alla bevanda) ad un poet, con la sua figura che si libra sopra il suo abito verde diaphanous del poet la testa e che billowing intorno lui. La pittura inoltre è stata conosciuta come Notre-notre-Dame de L'Oubli (la nostra signora di dimenticarsi) o L'Atroce Sorciere (il sorceress atrocious).

Non essere scontato è Pablo Picasso, il padre di cubism. Durante il suo "periodo blu" (1901-1904), o il tempo quando le sue illustrazioni hanno descritto i outcasts della società quali i mendicanti, i prostitutes e gli artisti affamati del collega, ha verniciato l'assenzio bevente del bevitore e della donna dell'assenzio. Il suo stile allora era realistico, mentre ha spostato al modo 'cubist 'sintetico mentre verniciando la bottiglia del pernod e del vetro in 1912.

Si dice che Ernest gigante letterario Hemingway ha bevuto l'assenzio anche dopo che già si era vietato in parecchi paesi, mantenenti un certo numero di bottiglie negli STATI UNITI ed aventi un and al liquore prima di funzionare con i tori a Pamplona, Spagna. La bevanda è accennata in vari dei suoi impianti, il più considerevolmente dentro per chi a rintocchi la Bell suona e morte nel pomeriggio.

Forse affettuoso di assenzio quanto Hemingway era il pittore Henri il de Toulouse-Lautrec-Lautrec, che ha camminato intorno con una canna vuota che ingeniously ha alloggiato una brutta copia della bevanda verde. Il suo lavoro descrive le barre di lifestyle del rossetto di Moulin, i brothels ed i corridoi di musica. Il pittore Gustave Moreau del collega è andato fino alle tele di canapa commentanti de quel Toulouse-Lautrec's-Lautrec's "interamente è stato verniciato in assenzio".

E chi ha potuto dissociare il Oscar incomparabile Wilde da questa infusione verde smeraldo? Il suo lifestyle della Boemia ed il suo spirito singolare certamente sono andato bene con il liquido intoxicating, di cui ha parlato: "in primo luogo è come bere normale, ma allora cominciate vedere le cose unbelievably gruelling. Ma se vi non date in su allora l'estensione la terza fase e voi veda le cose meravigliose e stupefacenti."
Fonte Dell'Articolo: ArticlesMaker.com
Circa l'autore: Per imparare più circa il mystique di assenzio, visiti prego il nostro luogo: Assenzio
La coltura ed il Mystique di assenzio - ArticlesMaker.com

PARISUL IL APLAUDA PE SERGIU TOMA


PARISUL IL APLAUDA PE SERGIU TOMA

Studentul Facultatii de Drept Sergiu Toma, Maestru International al Sportului, a realizat in premiera pentru Judoul Moldovenesc o performanta demna de admirat. Atletul nostru a cucerit medalia de aur, in limita categoriei de 73 kg, in cadrul prestigiosului Turneu International ,, Super World Cup Paris 2008 ”, contind pentru calificarea la Jocurile Olimpice din luna august 2008, care se vor desfasura in capitala Chinei, orasul Beiging.
Sase intilniri a sustinut judocanul nostru si in toate a obtnut victorii categorice! In primele cinci meciuri viitorul jurist a cistigat la ippon (cu 10-0), adica cu nota maxima existenta in judoul modern, adjudecindu-si victorii evidente in intilnirile cu Victor Renalber din Brazilia (dupa 3 minute 31 secunde de lupta), Gazaros Grigorian, Armenia (2 minute 20 secunde) si Daniel Fernandez, Franta ( 4 minute 31 secunde). Apoi au fost invinsi Koen Slekx din Belgia, ippon in doar 33 de secunde si campionul mondial Wong Ki Chun din Coreea de Sud dupa 4 minute 59 secunde, de asemenea ippon. Numai cubanezul Sago Ronal Girones a reusit sa reziste in fata compatriotului nostru toate cele 5 minute rezervate unei intilniri de judo. In secunda a 17-a a intilnirii Sergiu a executat un procedeu pe cit de complicat, pe atit de spectaculos, care a fost apreciat de arbitri cu nota Waza-ari, ceea ce constituie jumatate de ippon. Acest procedeu a fost suficient pentru obtinerea victoriei si a titlului de campion al Turneului International ,, Super World Cup Paris 2008 ”.
Aceasta performanta continua sirul de reusite ale remarcabilului sportiv moldovean Sergiu Toma, inceput cu anul 2005, cind a devenit Campion al Europei intre Juniori, iar in 2007 a cucerit medalia de bronz la Universiada Mondiala din Bangkok, Thailanda.
Dupa o scurta pauza, Sergiu Toma va relua pregatirile pentru viitoarele turnee de Calificare la Jocurile Olimpice, cel mai apropiat concurs urmind sa se dispute in perioada 22-24 februarie la Hamburg, Germania.
E oportun sa-i amintim aici si pe antrenorii lui Sergiu Toma, cei care zamislesc si cimenteaza aceste victorii. Este vorba de Igor Neagu si Pavel Babici, maestru in sport, lector superior al Catedrei Cultura Fizica si Sport a USM.
Tuturora le dorim noi performante si multe bucurii, deoarece bucuria este mama tuturor virtutilor.
Boris BOGUS
seful Catedrei Cultura Fizica si Sport,
doctor in psihopedagogie, conferentiar,
Antrenor Emerit al Republicii Moldova.

FONTE (photo include): Ziarul Universitatea

Judocanul moldovean Sergiu Toma a cîştigat medalia de aur în cadrul Supercupei Mondiale de la Paris

Compartiment: Sport
Denumirea documentului: Judocanul moldovean Sergiu Toma a cîştigat medalia de aur în cadrul Supercupei Mondiale de la Paris
Data creării 11.02.2008 12:27
Adresa site-ului: http://newsmoldova.md/news.html?nws_id=677687

Judocanul moldovean Sergiu Toma a cîştigat medalia de aur în cadrul Supercupei Mondiale de la Paris

CHIŞINĂU, 11 februarie. /Coresp. "Novosti - Moldova" Nikita Liubimov/. Judocanul moldovean Sergiu Toma, care evoluează în categoria de greutate pînă la 73 kg, a cîştigat medalia de aur în cadrul Supercupei Mondiale de la Paris, i s-a comunicat luni AŞ NOVOSTI-MOLDOVA la Agenţia Sportului din RM.
În această categorie de greutate au evoluat 60 de sportivi.
În cadrul disputelor Toma a obţinut şase victorii. El i-a învins pe Victor Panalber din Brazilia, Ghazaros Grigoryan din Armenia, Ki Chun Wang din Coreea de Sud, Daniel Fernandes din Franţa, Koen Sleeckx din Belgia şi cubanezul Ronal Cirones Sago.
Primul loc în cadrul acestei cupe oferă posibilitatea de a se califica pentru participare la Jocurile Olimpice-2008, dar principalul este de a demonstra rezultate bune în cadrul următoarelor turnee, - au menţionat la Agenţia Sportului.
La competiţii au participat cinci sportivi moldoveni, în frunte cu antrenorii Constantin Mireac şi Igor Neagu. În clasamentul pe echipe selecţionata Moldovei a ocupat locul şapte, împărţindu-l cu naţionala Greciei.

RIA Novosti - Agentia de stiri "Noutati - Moldova'' © 2002-2008.
La reimprimare şi citare referire la agenţie obligatorie.

O TANGO E EU - Cida Torneros

Cida torneros
O tango e eu

primeiro se olharam
no fundo das pupilas depois se concentraram
com os corpos em harmonia
iniciaram a dança como serpentes
foram se enroscando em sintonia
passos e entre-pernas dolentes
mais olhares profundos trocaram
todo o tempo se embaralharam
um dentro do compasso do outro,
pareciam fora do mundo,
era o tango
em suas almas de bailarinos, os pés,
em perfeição de passos, a sensualidade,
entrega e procura, se enredavam,
casal de dançarinos, sincronia,
era o tango, o tango malandro, o ritmo,
a vida da capital argentina, a noite vadia,
que começava e nem quando terminar se sabia...
Depois, quando a orquestra parou, se agradeceram,
e eu me perguntei onde estiveram durante a dança,
talvez num céu concebido para os que se esqueceram
que embora o mundo seja lugar de tanto desapego,
há o tango, ainda resta o tango, para o seu sossego,
a sua paz, a sua alegria, o seu sentimento,
aí, me fiz também tangueira e bailei meu anseio
nos braços do imaginário compasso por um momento,
fantasiei-me de portenha, busquei meu par, ele veio...

A raiz francesa no apelido do famoso poeta de Setúbal

A raiz francesa no apelido do famoso poeta de Setúbal
MARCOS SOROMENHO SANTOS

Autor de versos 'imorais', não casou nem deixou descendência

Nascido em Setúbal a 15 de Setembro de 1765, Manuel Maria Barbosa du Bocage viveu nessa cidade a sua infância, onde estudou as primeiras letras, latim e humanidades e, muito novo, assentou praça no regimento de infantaria.

Aos 14 anos foi estudar para Lisboa, para a Academia Real da Marinha e, depois, para a Academia dos Guarda Marinhas. Nomeado guarda-marinha em 1786, partiu para o Rio de Janeiro e, depois, para a Índia.

Em 1789, foi promovido a tenente da 5.ª companhia da guarnição de Damão, cargo que abandonou, indo para Macau. De lá voltou para Lisboa em 1790. Aqui ingressou como poeta na Nova Arcádia, onde usava o pseudónimo de Elmano Sadino. Envolveu-se em querelas literárias e publicou poemas considerados imorais, que o levaram à prisão em 1797.

Ganhou a vida como tradutor de poetas franceses, latinos e italianos, e com a sua própria obra, que editou entre 1791 e 1804. A partir de 1800, a doença e a pobreza levaram-no à decadência e à morte, em Lisboa, em 1805. Não casou nem deixou descendência. Teve cinco irmãos.

O pai do poeta, José Luís Soares Barbosa, nasceu em Setúbal, em 1728. Bacharel em Direito por Coimbra, foi juiz de fora em Castanheira e Povos, cargo que exercia durante o terramoto de 1755, que arrasou aquelas povoações.

Em 1765, foi nomeado ouvidor em Beja. Acusado de ter desviado a décima enquanto ouvidor, possivelmente uma armadilha para o prejudicar, visto ser próximo de pessoas que foram vítimas de Pombal, o pai de Bocage foi preso para o Limoeiro em 1771, nunca chegando a fazer defesa das suas acusações.

Com a morte do rei D. José, em 1777, dá-se a "viradeira", que valeu a liberdade ao pai do poeta, que voltou para Setúbal, onde foi advogado.

A mãe de Bocage, Mariana Joaquina Caetana Xavier Lestoff du Bocage, nasceu em Lisboa por volta de 1725, provavelmente na freguesia da Encarnação, pois os seus pais viviam na Rua das Flores.

O seu pai morreu tinha ela três anos, pelo que sua mãe, viúva e com duas filhas, foi viver para Setúbal, de onde era natural. Casou com o pai do poeta em Setúbal, em 1758, onde morreu durante a prisão do marido.

Foi avô paterno do poeta Luís Barbosa Soares, nascido em São Julião, Lisboa, em 1686. Foi proprietário do ofício de tabelião judicial e das notas da vila de Setúbal, onde casou com Eugénia Maria Inácia, natural desta cidade, filha de Domingos Fernandes Bispo, marítimo de Setúbal.

O bisavô paterno de Bocage foi João Antunes Barbosa, que nasceu em Soure, em 1646, foi soldado nas guerras da Restauração, tendo casado com Bárbara Soares, de Lisboa.

Foi avô materno do poeta Gilles Hedoix du Bocage, militar francês ao serviço da armada portuguesa, que se estabeleceu definitivamente em Lisboa em 1720, quando contava 62 anos e onde casou com Clara Francisca Joaquina Xavier Lustoff, de apenas 20 anos, de quem teve duas filhas, morrendo em 1727. A sua viúva nunca mais casou, tendo ido viver para Setúbal. Era filha do cônsul da Holanda, Leonardo Lestoff, estabelecido em Setúbal, onde era comerciante e proprietário, e de sua segunda mulher, Luísa Van Zeller.

FONTE (image include): Diário de Notícias - Lisboa - Portugal

Presidente da federação de judô renuncia cargo


Presidente da federação de judô renuncia cargo
29/03/2008 - 18:26:43 - TV Gazeta

O Globo Esporte deu em primeira mão a polêmica no judô capixaba. A acusação de possíveis irregularidades na entidade por causa de dívidas que começaram na década de 90, quando os bingos foram realizados em nome da federação. Agora uma outra notícia exclusiva é que a presidente da federação de judô do Espírito Santo, Creuza Moreira, renunciou ao cargo durante uma reunião de prestação de contas.

Depois de um anos e três meses de mandato, ela se afasta no momento crítico. A entidade está mergulhada em dívidas.

Criar uma outra entidade para o judô do ES não seria uma saída para que a situação não piore ainda mais. O novo presidente da federação de judô do Estado é o segundo vice-presidente Miguel Agrizzi. Espera-se que a crise no judô capixaba seja definitivamente derrubada.

FONTE: Gazeta OnLine - Vitória,ES,Brazil

Alguns marcos da emergência de novos paradigmas na poesia caboverdiana contemporânea

Alguns marcos da emergência de novos paradigmas na poesia caboverdiana contemporânea
30-03-08

A contemporânea pluralidade de estirpes e de tendências poéticas afere, de forma assaz assertiva, da plena maturidade da poesia caboverdiana.

Por: José Luis Hopffer C. de Almada

Conclusões

i

A contemporânea pluralidade de estirpes e de tendências poéticas afere, de forma assaz assertiva, da plena maturidade da poesia caboverdiana.
Essa maturidade evidencia-se, igualmente, no descomplexado auto-reconhecimento e na plena assunção da nossa identidade literária, que não mais carece de ver confirmada a sua legitimidade pela unicidade da constante e, por vezes, castradora referência a temáticas, a motivos e/ou a um dizer tidos por especificamente caboverdianos.
Construída a identidade literária caboverdiana, graças fundamentalmente ao labor dos nativistas, hesperitanos e outros novecentistas, dos claridosos das várias vagas e dos émulos da Nova Largada - fautores, em tempos históricos diferentes e com linguagens e estéticas diversificadas, da independência literária cabo-verdiana -, a questão da caboverdianidade explícita ou assumida nos textos literários, quer nas suas vertentes telúrica e combativa, quer nas suas vertentes existencialista, de indagação metafísica e lírica, vem-se tornando cada vez menos em problema ontológico para um número crescente de escritores e, especialmente, de poetas das ilhas e das diásporas caboverdianas.
Uma franja representativa dessa categoria, aqui evocada a título singularmente exemplificativo, quer ser primacialmente compreendida na sua infungível condição de criadores, no sentido de artífices da linguagem, cuja única missão - se, porventura, alguma missão lhes coubesse - teria como essencial fundamento ético e inexpurgável escopo estético a liberdade plena de criação e, no plano da factura da obra, consistiria na disseminação de máscaras da condição humana, quer ela se situe em Cabo Verde, na Diáspora, na "Macaronésia", no Antigo Egipto, ou nenhures no mundo ou na morte, desde que seja um algures da resplandecência do verbo.
Tal desiderato -aflorámo-lo já - levou à - por vezes tardia - introdução na poesia cultivada por caboverdianos de correntes literárias emergentes, há muito conhecidas ou até mesmo esgotadas no Ocidente, bem como à plena potenciação da língua e da arte da linguagem como instrumentos de universalização literária das criaturas caboverdianas.
Nos casos de João Vário, de um certo Arménio Vieira (designadamente o de "Poesia II”, “A Musa Breve de Silvenius” e "A Noite e a Lira" do livro Poemas e do primeiro e terceiro cadernos (“Canto das Graças” e “Mitografias”) do livro Mitografias), de Valentinous Velhinho, do José Luís Tavares de Agreste Matéria Mundo, do Danny Spínola de alguns cadernos de Infinito Delírio e de Rui Monteiro Leite a sintonia com as tendências dominantes do cânone ocidental da poesia metafísica, destelurizada ou místico-existencial, em cujo chão pátrio e os seus meandros de linguagem e atribulações da alma cresceram ou amadureceram como poetas, torna quase imperceptível ou, pelo menos, assaz residual, qualquer réstia textual de referencialidade caboverdiana explícita (quer seja de natureza telúrica ou outra).
A esses poetas podem ser acrescidos, sem maiores pruridos, o Mário Fonseca de momentos significativos da sua poesia em francês, o Oswaldo Osório dos poemas de meditação sobre o tempo, o amor e a condição humana, o Jorge Carlos Fonseca do cosmopolita deflagrar da palavra indomesticada bem como António da Névada (para só nomear autores de livros que nos parecem esteticamente mais depurados) -
Igualmente curiosa é a ausência na maioria dos poetas supra-referenciados de uma heteronímia, de uma pseudonímia ou de uma qualquer outra alteridade poética ou, tão só, de uma obra poética engendrada para uma referencialidade explícita e assumidamente caboverdiana, como são os casos de T. T. Tiofe em relação a João Vário bem assim da poesia dos demais poetas caboverdianos já referidos, nos quais escritas poéticas de várias facturas coexistem numa mesma obra ou na cronologia diversa das obras, por vezes bilingues, como nos casos de Arménio Vieira, Oswaldo Osório, Mário Fonseca, Jorge Carlos Fonseca, Danny Spínola, José Luís Tavares ou António da Névada ou, de forma ainda mais singular, na obra literariamente binacional ou identitariamente híbrida dos luso-caboverdianos António Pedro Costa e Daniel Filipe.
É o que nos parece ocorrer, nomeadamente, na poesia de Valentinous Velhinho, sobretudo se nos abstrairmos dos raros poemas evocativos de Calheta, a terra natal do poeta, bem como da omnipresença de uma ambiência marcada pelo mar e pelo monte e de uma cultura impregnada de cristianismo que, por sua vez, envolve toda a poética deste autor e contamina a sua faceta universalizante e "contra-enraizadora".

ii

Salvo o crioulo, cuja tradição poética erudita remonta ao século XIX, e o francês, nos casos de Mário Fonseca - poeta que viveu o exílio, desde os anos 60, sobretudo em países francófonos, como o Marrocos, o Senegal, a Guiné-Conacry e a Mauritânia -, João Manuel Varela - o homem que carregou consigo o heterónimo João Vário, e que viveu e leccionou durante largos anos na Bélgica -, bem como do exemplo já antigo de José Lopes, que, eminente cultor da língua portuguesa, também se catapultou como poeta de língua francesa e inglesa e, até, em latim, tem sido o português a principal língua de sedimentação, de veiculação e de universalização da poesia caboverdiana.
Anote-se, neste contexto, que por ser e carregar em si, a mais forte marca identitária da caboverdianidade - da nossa crioulidade de continente e arquipélago culturais, como diria Gabriel Mariano -, o crioulo encerra inexploradas e inauditas potencialidades na nunca acabada obra da construção da literatura caboverdiana e na abordagem de uma condição humana universalizante a partir de uma sensibilidade islenha (mesmo se diasporizada).
Tal função é-lhe primacialmente devida muito por mor da circunstância de ela não ter que, necessariamente, se mostrar refém, prisioneira ou saturada por preocupações de telurismo temático ou por similares atavismos e reivindicações imediatistas de distinção identitária. Mesmo se não ignoramos que, no passado, a nossa língua materna serviu de essencial alicerce identitário e crucial esteio idiomático quer na construção de uma mátria crioula que complementava, e, por vezes, se contrapunha à pretensão monumental da poesia lusógrafa de alguns nativistas, quer da funda reivindicação de uma pátria peri-africana e meso-atlântica, como ilustrado na poesia e na demais escrita de Ovídio Martins, Gabriel Mariano, Luís Romano, Kaoberdiano Dambará, Emanuel Braga Tavares, entre outros.
Certamente que a optimização dessas potencialidades deve caminhar, a par e passo, com a paulatina construção da língua caboverdiana - de uma ou mais das suas variantes insulares - como língua literária plenamente emancipada dos constrangimentos da oralitura, mesmo se perenemente tributária e revitalizadora do imenso tesouro linguístico-literário de que a oratura continua a ser o principal repositório.
Os poemas líricos que são as mornas de Eugénio Tavares bem como experiências recentes encetadas por alguns dos nossos poetas vivos, quer no campo da tradução, quer na criação original de lavra própria, apontam claramente nesse sentido.
No caso de Mário Fonseca, a radical opção pela escrita em francês e pela lição de poetas como Mallarmé, Apollinaire, Verlaine, Baudelaire, Rimbaud ou René Char, ainda que coexistente com uma faceta lusógrafa fortemente ancorada na poesia ocidental de intervenção social, na tradição poética luso-brasileira e nas correntes periféricas de postulação irritada da fraternidade, defendida por Aimé Césaire, não é alheia à situação de diglossia que se vivia e se vive em Cabo Verde.
É essa condição diglótica que é ilustrada nos seguintes versos:

« une fois initié
aux douceurs de la langue d’Eluard
il fallait, ô il fallait
que j’y plonge, moi aussi
que n’écrit que dans les langues des autres.
toute langue étant un circuit fermé
avec des portes d’entrée et des portes de sortie
Il est bon de pouvoir changer de prison
même si ce n’est que par la porte de service ».


A função do português na veiculação e na universalização da poesia caboverdiana vem sendo assumida quer mediante a privilegiada inserção da mesma poesia num cânone em língua portuguesa, no qual é predominantemente valorizado o amplo, minucioso e exaustivo domínio das técnicas disponíveis na tradição e nos movimentos e correntes dominantes na poesia contemporânea originariamente lusógrafas (ou vertidas em língua portuguesa por via da tradução das grandes referências da poesia universal), quer ainda mediante a utilização do português como meio linguístico de captação e de integração das experiências e das vivências telúricas e históricas do povo caboverdiano na literatura universal. É o que comprova o labor tanto dos nativistas e dos claridosos como de literatos mais recentes, da estirpe de um Gabriel Mariano, de um T. T. Tiofe, de um Corsino Fortes, de um Oswaldo Osório ou de um Arménio Vieira, ou ainda os casos mais actuais e igualmente fecundos (senão magistrais) fornecidos, por exemplo, pelos poemas de Nascimento de um Mundo, de Mário Lúcio Sousa, ou de Paraíso Apagado por um Trovão, de José Luís Tavares.
Nesse sentido são cada vez mais acrescidos os desafios aos poetas e escritores caboverdianos, inseridos que estão numa ambiência em que são extremamente fortes as solicitações identitárias veiculadas e corporizadas pelo telurismo, de invenção claridosa e recriação nova-largadista, a par da tentação de diluição e dispersão nas águas (des)identitárias que banham as ilhas da diáspora e as suas diferentes máscaras.
Por isso, esses poetas são, amiúde, obrigados a traduzir-se e a traduzir a condição humana inerente ao caboverdiano das ilhas e diásporas, tornando-se, assim, de um ou outro modo, heterónimos de si próprios.

Lisboa, 22 de Março/ Agosto/ Setembro de 2006
(revisto em Março de 2008)
José Luis Hopffer C. Almada
josehopffer@yahoo.com.br
joseluishopffer@gmail.com

Nota do autor:

Constitui o presente texto uma profunda reformulação de parte das versões originais publicadas com diferentes subtítulos sob o título genérico “Estes poetas são meus” e das quais se destacam uma primeira, publicada no suplemento "Kriolidadi" do jornal "A semana" e nas revistas
“Lusografias” e “Mea Libra”, e aquela, de intenção panorâmica do conjunto da moderna poesia caboverdiana, incluída no livro “Cabo Verde - Trinta Anos de Cultura”.

A presente versão foi inicialmente elaborada - ainda em vida de João Manuel Varela - para servir de introdução a uma antologia lusógrafa de dez poetas vivos organizado, em 2006, por José Luís Tavares para a Casa Fernando Pessoa.

Na sequência da reformulação editorial do projecto antológico inicial, agora abrangente de dez poetas vivos mais João Vário, de feição bilingue e por conta do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, de Cabo Verde, foi também reformulado o presente texto, pensado não mais como introdução à antologia da responsabilidade de José Luís Tavares, mas como texto plenamente autónomo e por isso também incidente sobre poetas caboverdianos (ou a sua poesia de língua crioula e francesa) não integrantes da selecção antológica acima referida, como são os casos de T. T. Tiofe, Kaká Barboza, Danny Spínola, Rui Monteiro Leite e Valentinous Velhinho (neste último caso por expressa recusa do autor).

Versões e excertos do presente texto, designadamente os relativos aos poetas Arménio Vieira e Corsino Fortes, foram publicados n’ a revista do jornal a semana, na revista online da Sociedade de Língua Portuguesa bem como no asemanaonline.

Um pequeno excerto de uma primeira versão do presente texto foi recentemente publicado na revista brasileira “Confraria do Vento”, conjuntamente com poemas de João Vário, Arménio Vieira, Corsino Fortes, Oswaldo Osório, Mário Lúcio Sousa, António da Nevada, Filinto Elísio Correia e Silva e José Luís Hopffer Almada, todos seleccionados por José Luís Tavares. A esses trabalhos acrescem poemas do próprio José Luiz Tavares, publicados na edição anterior da mesma revista.
FONTE: A Semana online - Portugal