domingo, novembro 14, 2010

Busy time for Gooch Judo Kwai yields plenty of medal success

JOSH Hame led the medal charge for Gooch Judo Kwai 2000 during a busy time for the club.

After beating a Great Britain international on the way to the final, Josh fought his way to silver, in the under-73kg category at the Goole Youth Open.

The 16-year-old also won bronze at the Yorkshire and Humberside Closed Championships in Bradford, earning seven points toward his black belt after beating a black belt, while breaking his nose in the process!

At the same event, Ben Cantrill won bronze in the under-46kg category and Daniel Johnson, in his first competition, took bronze in the under-25kg category.

"Over the last month we have been away competing every weekend," club coach Tina Parker told Junior all-stars.

"Josh has only just switched from junior to senior judo this summer, so it's like starting again because it is ages 16-plus.

"He is coming along nicely. He had done well as a junior player, but is now against the men.

"He has had it tough but it hasn't put him off.

"He did break a small bone in his nose after his opponent's heel caught him, but he still continued and won.

"He now has to rest for two weeks and prepare himself for his biggest challenge of the year, the national championships in Sheffield.

"As for our younger players, it was a first for Daniel, in the lightest weight group. He tried hard but now needs more competition experience.

"Ben was in his usual weight and had to compete against older opponents.

"Nevertheless, he put on a gutsy performance, battling his way through the contests and coming off the mat with a big smile.

"We are very proud of every one of our members, it takes a lot of guts to go in a judo competition – whether you win or lose, it doesn't matter, as long as you enjoy it."

Gooch Judo Kwai 2000 are offering two free lessons for every new starter aged five and upwards, contact Tina Parker on 07967 102134 for more information.

FONTE: This is Scunthorpe

http://www.thisisscunthorpe.co.uk/
http://www.thisisscunthorpe.co.uk/sport/Busy-time-Gooch-Judo-Kwai-yields-plenty-medal-success/article-2684225-detail/article.html

O México é hoje muito menos livre que o Brasil

Hoje o panorama da América Latina apresenta uma polarização tanto política como econômica. Enquanto Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai protagonizam nova gestão independentista que busca recuperar a autodeterminação nacional, México, junto a Colômbia e alguns países da América Central seguem na subordinação econômica, política e até militar em relação aos EUA. O México é hoje muito menos livre que o Brasil.

Escrevo em Brasília, capital do Brasil, onde não festejo os 200 anos do início da guerra de independência do México e de muitos outros países da América Latina (AL), a maioria dos quais iniciou processos de independência por uma circunstância externa: a imposição de José Bonaparte (Pepe Botella) como monarca na Espanha (1808).

A mãe-pátria perdia sua independência e seus súditos nos vice-reinados entravam em crise que, depois de longas e cruentas guerras desembocariam na independência política. Nossos territórios coloniais se tornaram estados formalmente soberanos que, de fato, estavam muito longe de sê-lo.

Nossas histórias dos séculos XIX e XX mostram as vicissitudes trágicas dessa paródia. As histórias da AL tiveram fortes paralelismos políticos a partir de então, que se repetiram no Século XX, nos aspectos econômico, com a industrialização substitutiva de importações e, até o final do século XX, de novo com o giro ao neoliberalismo, que significou uma rendição de fato das soberanias nacionais.

Hoje o panorama da América Latina apresenta uma polarização tanto no âmbito político como no econômico. Enquanto Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai, com matizes e graus muito diversos, protagonizam uma nova gestão independentista que busca recuperar a autodeterminação nacional, México, junto com Colômbia e alguns países da América Central seguem na subordinação econômica, política e até militar.

Enquanto o primeiro grupo de países disse não (a desobediência sagrada de que tantas vezes Erich Fromm falou) a uma parte do Consenso de Washington, reivindicando o papel do Estado na economia e defendendo a soberania sobre os recursos naturais, o México segue sendo obediente e, portanto, não livre. Imitando os EUA da era Bush, Calderón declarou guerra ao narcotráfico, como Bush havia declarado ao terrorismo. Quis sentir-se grande fazendo o mesmo que Bush. Essas guerras, já sabemos, são uma maneira de restringir liberdades cívicas mais elementares.

Calderón carece da autoridade moral mínima para encabeçar os festejos do bicentenário da Independência por sua semelhança com Pepe Botella (governante imposto) e porque não promoveu a independência do país; pelo contrário, sua crescente subordinação aos EUA.

Em agudo contraste, Lula converteu o Brasil numa economia pujante e numa nova nação líder no contexto mundial. Na carta de convite para o Seminário Internacional sobre Governança Global (razão pela qual me encontro em Brasília), isso se assinala numa frase, carregada de significados:

 "Os tempos atuais começam a delinear a formação de uma nova correlação de forças internacionais, com uma profunda mudança em torno das relações Norte-Sul. Analistas sugerem que, dentro de alguns anos, as economias emergentes podem representar a maioria absoluta da população e da atividade econômica mundial, impondo um novo mundo multipolar".

A mudança de tom nas relações Norte-Sul (presente de maneira notável no grupo de países sul-americanos antes mencionado) não disse respeito ao México. Pelo contrário, observou-se mais o tom tradicional da relação.

O Brasil forma parte do grupo de economias emergentes chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). O nome BRIC foi cunhado pelo negativamente célebre grupo de investimentos Goldman Sachs, que previu que a participação do crescimento das economias desses 4 países no crescimento mundial poderia passar de 20% em 2003 para 45% em 2025, e sua participação no PIB, de 10% para 30%.

Em 2025 o Brasil seria a quarta economia do planeta, contra o oitavo lugar que ocupa em 2010. O México conservaria seu 13° lugar mundial. Mais impressionante ainda: enquanto em 2006 o PIB per capita do México era de 1,4 vezes o do Brasil, em 2010 já são iguais, segundo essa mesma fonte.

No gráfico acima se avalia que se há 20 anos (1989 no México e 1990 no Brasil) o nível de pobreza que a Cepal mede era quase igual em ambos os países (48% no Brasil e 47,7% no México), em 2008 a pobreza era substancialmente mais baixa no Brasil (25,8%) do que no México (34,8%).

Particularmente interessante é comparar o México com o Brasil durante o período de Lula, que começou em janeiro de 2003 e terminará no fim deste ano. Em 2003 os níveis de pobreza de ambos os países eram quase iguais, mas enquanto Lula conseguiu diminuir a pobreza em 13 pontos percentuais em cinco anos (de 2003 a 2008), no México só houve uma redução de 4, 6 pontos.

É necessário advertir que, depois de 2008, com a explosão da crise mundial em que o México mais sofreu as consequências na AL (graças à ausência de uma política econômica anticíclica e a sua quase total dependência do mercado dos EUA) e o Brasil seguiu crescendo (graças à sua vigorosa política anticíclica de estímulo ao mercado interno) e à diversificação de seus mercados), mesmo que em ritmo mais lento, a pobreza seguiu crescendo no México e seguramente seguiu diminuindo no Brasil, ampliando-se assim a distância entre os dois países. Não é exagerado supor que a proporção da população vivendo na pobreza, assim como a Cepal mede, seja quase o dobro no México, em relação ao Brasil.

A liberdade não consiste só em não ser escravo, nem tampouco em não ver-se sujeito à coerção direta para fazer o que se faz. O capitalismo inventou um chicote mais sutil: o chicote da fome, despossuindo a população de todos os meios de produção que lhe permitia obter seu sustento, obrigando-os a vender sua capacidade de trabalho por um salário, para sobreviver.

Nesses casos, o que tira a liberdade do ser humano é a necessidade. O verdadeiro oposto da liberdade é a necessidade. A independência política formal de um país não se converte em liberdade individual nem em autêntica soberania nacional quando se depende economicamente do exterior. Assim como para quase todos nós vender nossa força de trabalho não é uma escolha livre mas uma opção forçada, a seguir o que se impõe de fora para dentro. O México é hoje muito menos livre do que o Brasil.

Julio Boltvinik Kalinka
Jornalista

Artigo publicado originalmente no La Jornada e no site http://www.vermelho.org.br/

FONTE: Monitor Mercantil

http://www.monitormercantil.com.br/
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=85403

Vier keer zilver voor judoka's

Hardenberg – Zaterdag 13 november waren judoka ’s van BSV Anbergen op twee fronten actief. Yvonne Odink was naar Hengelo afgereisd om daar mee te doen aan het sterke JTP judotoernooi.

Hengelo was in haar wedstrijd programma opgenomen om te dienen als voorbereiding op de Nationale kampioenschappen.

Yvonne trof 6 deelnemers in haar klasse daarvan verloor ze 1 partij wat haar uiteindelijk een 2e prijs opleverde. Als voorbereiding op de Nederlandsche kampioenschappen dames senioren dat op 27 november in Rotterdam plaats vind pakt zij ook nog mee het sterke Open Helderse Kampioenschap dat op 20 en 21 november zal plaats vinden in Den Helder.

Verder waren er een 4 tal judoka ’s naar Roden afgereisd om daar mee te doen aan een opstap toernooi. Een toernooi voor startende wedstrijd judoka ‘s, georganiseerd door de Judo Bond Nederland district Noord in sporthal de Hullen.

Annabel Weber pakte in de klasse – 27 kilo een 2e prijs. Ook Ties Eilderts wist zilver te behalen, Ties was ingedeeld in de klasse – 40 kilo.

Lars van de Veen ten slotte uitkomende in de gewichtsklasse -48 kilo pakte ook zilver.

Al met een al een goed judoweekend voor BSV Anbergen.
 
FONTE: Hardenberg.nu

http://www.hardenberg.nu/
http://www.hardenberg.nu/index.php?n_id=169495&s_id=390

Arianna Galliani del Judo Brianza Villasanta premiata al GRAN GALA

Nel corso della serata per premiare gli atleti sono intervenuti l’assessore allo sport del Comune di Milano Alan Rizzi, campioni dello sport e l’imprenditore ed ex dirigente sportivo Santo Versace.

Durante la cerimonia è stata premiata Arianna Galliani del Judo Brianza di Villasanta per aver ottenuto durante la stagione sportiva 2009/2010 il titolo di campione regionale e il titolo di campione nazionale nella finale di Salsomaggiore Terme, nella categoria esordienti A di Judo.

Sempre per il judo sono stati premiati anche i campioni nazionali Annalisa Gozzi, Chiara Gozzi, Andrea Gozzi e Roberto Berrettino; i campioni regionali Andrea Chiara Padoan, Alessio Galimberti e Marco Nava, tutti atleti della società Sport Team Pioltello.

L’intero elenco delle squadre e dei singoli atleti premiati è pubblicato sul sito del Comitato Milanese del CSI.

Judo Brianza Villasanta

FONTE: Arena Sportiva

http://www.arenasportiva.it/
http://www.arenasportiva.it/home/arti-marziali/judo/2032-arianna-galliani-del-judo-brianza-villasanta-premiata-al-gran-gala-del-csi

Navio Negreiro - Castro Alves

I


'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...

V

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

FONTE: Aprendiz
http://deolhonoservicosocial.blogspot.com/
http://deolhonoservicosocial.blogspot.com/2010/09/navio-negreiro-castro-alves.html

IMAGEM: portalliteral.terra.com.br

Lo scrittore monterossano Ciccio Scollo ” u garibaldinu ” presenta il suo nuovo libro dal titolo ” La voce degli amici… in poesia” (curiosità e stranezze).

scritto il 25 set 2010 nella categoria: Cultura

Pubblicata alle ore 16:59:20 - Fonte: Giovanni Bucchieri - 19 letture - nessun commento.

Lo scrittore monterossano Ciccio Scollo, per gli amici chiamato ” u garibaldinu” per un suo antenato che seguì i mille, presenta al pubblico il suo nuovo libro, il settimo per la precisione, dal titolo “La voce degli amici … in poesia (curisosità e stranezze)”. L’autore in questo suo nuovo lavoro raccoglie centinai di dediche fatte e ricvevute. La manifestazione culturale organizzata in collaborazione con l’Assessorato alla Cultura del Comune e dalla Biblioteca Comunale “G. La Pira” si svolgerà domani sera con inizio alle 17,30 presso la sede della Biblioteca in via Roma. Condurranno la serata Giovanni Distefano ed Alessia Giaquinta. Interverranno l’assessore alla Cultura Salvatore Scollo ed il professore Salvatore Stella. Gli autori delle dediche si esibiranno nella recita.

FONTE: radiortm.it

http://www.radiortm.it/
EM: http://www.radiortm.it/2010/09/25/o-scrittore-monterossano-ciccio-scollo-u-garibaldinu-presenta-il-suo-nuovo-libro-dal-titolo-la-voce-degli-amici-in-poesia-curiosita-e-stranezze/

Judô: AJ Rogério Sampaio/Telefônica fica em 1º no Qualifying para o GP Nacional

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Judô: AJ Rogério Sampaio/Telefônica fica em 1º no Qualifying para o GP Nacional

25/09/2010 - 12:42:14 - por FS - MR Com

As equipes masculina e feminina da Associação de Judô Rogério Sampaio/Telefônica superaram todos os seus adversários, no Qualifying, realizado nesta sexta-feira, no Ginásio da Sogipa, em Porto Alegre, no Grand Prix Nacional de Judô.

A atleta olímpica Andressa Fernandes, Mariana Santos Silva e Maria Suelen Altheman, que disputaram o mundial de Tóquio; Stephany Pereira de Almeida Costa, todas integrantes do Projeto Judô em Ação, desenvolvido pela AJ Rogério Sampaio, com os patrocínios da Telefônica e da Iharabrás, e a atleta convidada Fabiane Mayumi Ukuda Struberiter derrotaram a equipe baiana do FTC por 3x1 e o Flamengo, por 3x0. “Estávamos muito motivadas. As meninas ficaram na beira da área torcendo umas pelas outras. A gente entrou pela equipe e isso foi um incentivo a mais. Agora, vamos partir para cima na final para conquistar esse título para todas nós”, observou a peso pesado Maria Suelen Altheman.

A etapa final do GP Nacional Feminino acontecerá, nos dias 9 e 10 de outubro, em Porto Alegre, com a participação de oito equipes.

No masculino, o judocas da AJ Rogério Sampaio/Telefônica venceram o Flamengo e o Grêmio Náutico União por 3x1. O time foi composto por Bruno Mendonça, que disputou o Mundial de Tóquio e que vai representar o Brasil também no Mundial por Equipes; Leandro Gonçalves, o Jacaré, e Felipe César Camilo de Oliveira, também integrantes da Seleção Brasileira; o campeão brasileiro Sub-23 Danilo de Almeida Gonçalves e o convidado Elessandro Vagno de Lima.

Para conquistar o título inédito, o time santista terá que superar as outras nove melhores equipes do Brasil, na fase classificatória, que acontecerá em Salvador, e na final, em São Paulo. “Nossa equipe é muito entrosada, treinamos juntos há muito tempo e somos todos jovens. Estamos felizes por esse primeiro lugar no Qualifying. Afinal, foi a primeira etapa superada para sermos campeões”, disse o leve Bruno Mendonça.

O Projeto Judô em Ação é desenvolvido pela Associação de Judô Rogério Sampaio com os patrocínios da Telefônica e da Iharabrás, e o apoio do Santos Futebol Clube, graças a convênio entre o Governo Federal, por intermédio do Ministério do Esporte, e a AJRS, autorizado pela Lei de Incentivo ao Esporte.

FONTE: Final Sports

http://www.finalsports.com.br/
EM: http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=142161&u=0
 
FOTO: estadao.com.br

A Escola do Recife

Marcus Boeira
22 Setembro 2010

Artigos - Cultura

A Escola do Recife destaca-se, hoje, pela continuidade de alguns resistentes. Em meio a uma cultura abarrotada de marxismos e positivismos de toda ordem, a Escola do Recife ainda conta com grandes nomes, resistentes à essa onda revolucionária que toma conta do homem de nosso tempo.

A Escola do Recife, berço de grande produção intelectual desde o final do século XIX merece lugar de destaque na cultura brasileira. Homens como Joaquim Nabuco, Graça Aranha, Silvio Romero, Clóvis Beviláqua, Pontes de Miranda, Capistrano de Abreu, e mais notadamente Gilberto Freire ofertaram para o Brasil análises extraordinárias sobre a sociedade, o poder, a miscigenação de nossa gente, o homem comum brasileiro, o engenho, a urbanização, os fatores de formação de nossa nacionalidade, em suma, temas da mais alta relevância que ocuparam o imaginário desses autores. Nem todos eles nasceram no Recife, embora todos pertençam à esta que foi uma das grandes potências do saber num país onde os grandes centros produzem "vaidades", enquanto as periferias procuram expressar formas simbólicas de sua própria existência histórica por meio da formação intelectual.

Nascida no seio da antiga Faculdade de Direito do Recife, aliás, primeira Faculdade de Direito do Brasil, datada de 1827, por Decreto do Imperador D. Pedro I, a Escola representou a verdadeira fundação de uma geração de juristas, sociólogos, politólogos, filósofos e antropólogos que analisaram o Brasil como poucos.

Por gerações e gerações, as reflexões dos mestres do Recife influenciaram não apenas a produção cultural do norte e nordeste do Brasil, mas os grandes centros de produção intelectual. Veja-se, por exemplo, a enorme influência das obras de Pontes de Miranda, por exemplo, nas mentalidades de juristas da Escola de São Paulo, ou mesmo, no Rio de Janeiro. Olhe-se, ainda, para o papel decisivo que Gilberto Freire teve nas Escolas de Sociologia de São Paulo (antes de sua invasão por Stalinistas camuflados) e de Minas Gerais. Vejamos, também, a importância que teve um Clóvis Beviláqua para a produção do Direito Civil clássico brasileiro. E muitos outros exemplos, como as análises de Tobias Barreto sobre o Segundo Império e a Primeira República, que são dignos de nota.

O domínio das preocupações do Recife que ocuparam e ainda ocupam as mentalidades de incontáveis intelectuais brasileiros é salutar. Por exemplo, quando Gilberto Freire trata da sociedade brasileira e seu processo de industrialização não só retrata o próprio Brasil daquele momento, senão também alcança o imaginário da cultura brasileira sobre aquele período até hoje. É dizer: em Freire assistimos não uma "criação da sociologia", mas uma exposição do conjunto concreto das experiências da sociedade brasileira, de modo que a história brasileira se traduz, no âmago do espírito do autor, em uma filosofia da existência brasileira.

Tal sintonia podemos também perceber na acurada análise de Joaquim Nabuco. E veja-se que não estou sendo preciso com as datas. De um Freire, autor do período republicano, volto a Nabuco, "Um estadista do Império", para usar um jargão biográfico. Nele, há uma profunda sensibilidade entre os valores cristãos e a situação do Império de seu tempo. Como deputado, por exemplo, visitou o Vaticano no intento de conseguir, junto ao Sumo Pontífice, o êxito de todo abolicionismo: a libertação dos escravos. Foi, legitimamente falando, um estadista, isto é, alguém que perseguiu o bem comum sem se deixar pelas resistências de suas paixões. Elevou suas virtudes morais e intelectuais acima de suas resistências contingentes! E demonstrou isso em suas obras, particularmente na sua "Minha Formação".

Ainda, é interessantíssimo notar o papel de um Graça Aranha na Semana de Arte Moderna, realizada logo no início da Primeira República. Concordemos ou não com suas análises sobre a Estética da arte moderna, fato é que Graça Aranha, menos por seu racionalismo, mais por sua aversão ao "dinamismo sem fundamentos" da arte de seu tempo, destaca-se como grande propulsor de uma arte brasileira em conexão com a literatura, bem como sua "continuidade" no imaginário estético nacional. Ademais, Aranha rompe com a Academia brasileira de Letras em 1924, já demonstrando que aquela instituição "já não era lugar para os grandes homens do Brasil, mas espaço para murmurações e fofocas entre pseudo-intelectuais movidos mais por paixões do que por valores". Nada muito distante do que temos hoje!

A Escola do Recife destaca-se, hoje, pela continuidade de alguns resistentes. Em meio a uma cultura abarrotada de marxismos e positivismos de toda ordem, a Escola do Recife ainda conta com grandes nomes, resistentes à essa onda revolucionária que toma conta do homem de nosso tempo. Nomes de autores contemporâneos como o de Nelson Saldanha, Ângelo Monteiro, ou ainda o historiador José Antônio Gonsalves de Mello, já falecido, tornam possível que a Escola do Recife não se acabe. Continua, inabalável, frente aos desafios de nossa era. A acurada abordagem de Nelson Saldanha sobre a história das Idéias Políticas no Brasil, ou então as obras de Monteiro, são exemplificações de uma autêntica transfiguração na forma da linguagem de um amplexo de experiências que simbolizam a vida brasileira no século XX. Também é mister considerar a historiografia de Gonsalves de Mello, sobretudo pelo tratamento empírico dado ao Brasil Holandês, não apenas por sua "interpretação da realidade histórica do momento", mas por suas extraordinárias fontes, fruto de anos dedicados à descoberta dos fatos que originaram a situação de judeus, cristãos velhos e cristãos novos no Recife, demonstração de um "cirurgião" da vida social dos povos migrados para a cidade.

Concluindo, afirmo meu apreço pelo Recife e por sua extraordinária contribuição para a cultura brasileira. Estejamos ou não em sintonia com os posicionamentos de seus intelectuais, não há dúvida de que os autores da Escola eram e ainda são homens dignos, responsáveis por suas idéias e sinceros em suas análises. Sejam eles racionalistas, empiristas, realistas, aristotélicos, kantianos, tomistas ou até mesmo modernistas, procuram lançar observações honestas sobre os temas de que tratam.

Semanas atrás, tive a oportunidade de visitar o Recife e lá permanecer por alguns dias. Fiquei maravilhado com a cidade, sobretudo com o centro histórico. Que cidade fantástica. Como toda cidade brasileira, ainda falta um pouco de preservação. Mas já se iniciou um grande movimento de recuperação pelo Recife antigo, seja através da restauração de seus prédios, como também pelo fomento à cultura histórica local.

Porém, como nem tudo é perfeito, eu pude visitar um sebo e, nesse, conheci um livreiro, que me deu um depoimento bastante triste. Disse ele que a Fundação Joaquim Nabuco, outrora espaço de divulgação dos autores do Recife, hoje está tomada pelos revolucionários e pela camarilha marxista, lamentavelmente. E informou ele que, a produção cultural realizada hoje pelo instituto já não condiz com o caráter cultural do passado, mas por obrigações decorrentes de acordos e incentivos estatais, que vinculam à consciência dos seus participantes.

Elementar, meus amigos, elementar...


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FONTE: http://www.midiasemmascara.org/
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/11448-a-escola-do-recife.html

IMAGEM: badalarnews.blogspot.com

Arma di Taggia, judo: ad ottobre stage col Maestro Nicola Moraci

Il 31 ottobre lo Judo Club Sakura di Arma di Taggia, organizzerà un tirocinio di judo diretto dal Maestro Nicola Moraci, cintura nera 7° Dan, docente federale FIJLKAM.

Ecco gli orari: dalle ore 9:00 alle ore 12:00 atleti m/f nati 2000, 1999, 1998, 1997, 1996, (per gli ES “B” che sono in grado di fare con i cadetti possono cambiare orario) - costo 10€. Dalle ore 14:30 alle ore 17:30 atleti m/f nati: 1995, 1994 e precedenti compresi gli atleti delle categorie MASTER - costo 10€. Le iscrizioni dovranno pervenire entro il 26 ottobre 2010.

Per info: ferrigno.alberto@fastwebnet.it, cell.3391337684 – 3472441816, Tel/Fax 01847571987.

FONTE: Sanremonews

http://www.sanremonews.it/
EM: http://www.sanremonews.it/2010/09/25/leggi-notizia/argomenti/sport/articolo/arma-di-taggia-judo-ad-ottobre-stage-col-maestro-nicola-moraci.html

sábado, novembro 13, 2010

Ma première rentrée littéraire : dans les librairies, la dictature du roman

Par Natacha Boussaa
Auteure
25/09/2010
18H07

Nouvel épisode de la « rentrée inside » de Natacha Boussaa. Mais ce billet innove : partant de vos réactions, notre « primo-romancière » réfléchit sur le genre romanesque, sa portée, son avenir. Vraiment « inside », donc. H.A.

Qu'est-ce qu'écrire aujourd'hui en France ? A l'issue des riches échanges que j'ai eus avec les riverains de Rue89 que sont Lancetre, Egide, Numerosix, Inspecteur crouton, Gringo4c, Sndoc, etc., j'ai eu envie de m'arrêter un instant sur cette question.

Déclin de l'essai, de la poésie, de la pièce… et dictature du roman

Aujourd'hui, la littérature française vit sous la dictature du roman. La poésie et l'écriture théâtrale, qui étaient jadis les deux formes littéraires privilégiées pour raconter le monde, sont désormais inexistantes.

Les essais et les pamphlets sont rejetés loin des tables en librairie par le genre « documents », ou par les torchons sur des épiphénomènes politiques jetables.

Les « grandes maisons » d'édition, entraînées dans une économie du livre de plus en plus compétitive, publient parcimonieusement ces formes littéraires. Quant aux libraires, sous la pression de charges exorbitantes, ils ne peuvent pas soutenir des formes qui se vendent peu.

Mais le facteur économique n'est pas la seule raison de cette désaffection : conséquence ou cause, ces formes, si importantes dans la vie culturelle française jusqu'à la moitié du XXe siècle, en sont aujourd'hui totalement exclues.

Elles ne parviennent plus à prendre part au débat culturel. Est-ce leur difficile diffusion qui les rend inexistantes ? Ou bien la poésie et le théâtre se sont-ils trop détournés des affaires du monde, engouffrés dans l'expérimental, pour intéresser quiconque ?

Quant à l'essai, est-ce là encore un problème de diffusion, d'époque qui ne s'intéresse plus à la pensée, ou bien devons-nous nous interroger sur l'amont, la fabrique des essayistes qu'est l'université ?

« Le roman s'est imposé avec le développement de la notion d'individu »

On peut aussi penser que ce sont des formes obsolètes, et expliquer le succès du roman par sa modernité : sa capacité à donner au lecteur une illusion de réalité, sa capacité à absorber tous les autres genres littéraires en empruntant à la poésie, aux situations théâtrales, aux passages argumentatifs, sa capacité, depuis l'émergence de la réflexion sur le langage, à se faire le lieu idéal d'une exploration formelle.

Mais le roman est aussi un produit du capitalisme, il en est l'expression littéraire la plus parfaite. Il s'est imposé avec le développement de la notion d'individu. C'est l'accès à la lecture et à l'éducation des masses, ainsi que l'essor de l'imprimerie et de l'édition qui en ont favorisé l'hégémonie.

Le roman est-il donc le fruit d'un nivellement par le bas ? Ou bien la forme littéraire la plus sophistiquée, faisant de la poésie, du théâtre et de l'essai des formes dépassées ?

Je me souviens d'une intervention de Régis Jauffret qui racontait combien la forme romanesque dans les années 70 était proscrite, « ringarde » et combien il devait « se cacher » pour écrire des romans.

Les auteurs se croient libres, mais ne le sont pas. Le débat culturel, l'édition et la diffusion influent directement sur la production littéraire de leur époque, et sur leur « inspiration ». L'auteur est insidieusement prié d'écrire un texte qui ne le tuera pas économiquement, mais surtout culturellement, symboliquement.

« Ah non ! Surtout pas d'histoires déprimantes ! »

Il est évidemment plus difficile de susciter l'intérêt du public avec de la poésie et de l'argumentatif qu'avec un roman. Plus difficile avec un texte expérimental que classique. Plus difficile avec une peinture du monde contemporain sans fard qu'avec une bluette confortable.

J'ai pu assister, dans des salons du livre, aux réactions de lecteurs face à quelques quatrièmes de couverture :

« Ah non ! Surtout pas d'histoires déprimantes ! C'est pour ça qu'on aime Anna Gavalda, c'est parce que ce n'est pas déprimant, c'est parce qu'on n'a pas envie de voir notre vie dans les livres. »

Et l'auteur de se défendre : « Mais ce n'est pas déprimant, c'est un roman qui transmet de l'énergie, et puis ça se termine bien. » Le lecteur est soudain rassuré : « Ça se termine bien ? » Cri du cœur d'une époque terrorisée par l'avenir.

Le succès du roman lui permet de se décliner dans une grande et heureuse variété de genres : réalistes, psychologiques, expérimentaux, fables, historiques, policiers, fantastiques, etc.

Le monologue du « je », procédé narratif omniprésent

On peut toutefois relever qu'un procédé narratif s'est imposé ces dernières années : le monologue d'un « je » racontant son histoire. Plus le roman est expérimental, plus il travaille à l'accidenter, le complexifier, ou le multiplier, mais il travaille tout de même à partir de ce monologue.

On peut l'expliquer. Après le diktat du Nouveau Roman et le marasme laissé derrière lui, l'autofiction a dominé la littérature française : il a fallu passer par un « je » outré, pour restructurer le « je » détruit par le Nouveau Roman, afin de pouvoir à nouveau regarder le monde, car on ne peut pas examiner le monde avec un « je » démoli.

Quelle sera la prochaine étape ? Le roman semble à nouveau remplir le rôle dévolu à la littérature : regarder le monde et proposer, face à ce puzzle, une construction, une représentation.

Bien que cette année, je participe moi-même à l'hégémonie du roman en en publiant un, j'appelle le débat culturel à une plus grande reconnaissance des autres genres littéraires. On ne peut pas laisser la littérature aux seules mains des romanciers. On a besoin des poètes, des dramaturges, et des essayistes, pourvu que ceux-ci soient tournés vers le monde.

A lire aussi sur Rue89 et sur Eco89

► « Je hais les années 80 », le préécdent billet de Natacha Boussaa

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FONTE: Rue89

http://www.rue89.com/
EM: http://www.rue89.com/cabinet-de-lecture/2010/09/25/ma-premiere-rentree-litteraire-la-dictature-du-roman-168016

IMAGEM: natachaboussaa.net

Além do samba? Pra quê?

Nei Lopes & Samba,

25 de setembro de 2010

- O Estado de S.Paulo

Tempos atrás se publicou no Brasil um livro tentando provar as origens ameríndias do samba. Sem muito sucesso, é claro, principalmente entre os que conhecem, em línguas de Angola e do Congo, a voz samba com os significados de "cabriolar, brincar, divertir-se como cabrito"; "espécie de dança em que um dançarino bate contra o peito do outro", etc.

Um grande reforço à nossa opinião nos chega, agora, no livreto que acompanha o CD Música y Canto de las Comunidades Negras de Bolívia, de 1988, trazido por um amigo. Sobre o termo zemba, corrente no ambiente focalizado, diz o livrinho que é alteração de samba , palavra existente em diversas línguas congo-angolanas, sempre dentro do universo semântico da dança.

O samba é africano, sim, e está presente até na Bolívia, país de africanidade muito pouco conhecida. E muito antes de ganhar o alto estatuto de componente fundamental da identidade nacional brasileira, seu nome já circulava em várias regiões do país.

A tradição brasileira de danças em roda e caracterizadas pela umbigada, expressa ou sugerida, provém certamente dos povos do grupo Banto (da área cultural acima mencionada), majoritário na construção da cultura afro-brasileira. Essa tradição compreende toda uma família de danças aparentadas, que vai do carimbó paraense e do tambor-de-crioula do Maranhão - passando pelo coco do litoral nordestino e pelos sambas do Recôncavo e do médio São Francisco, na Bahia - até o jongo ou caxambu no sudeste brasileiro, notadamente no Vale do Paraíba. Onde houve negro banto, lá estão as danças de roda, com ou sem umbigada. E esse amplo espectro constitui as "danças do tipo samba", assim agrupadas pela etnomusicologia.

Mário de Andrade, em suas pesquisas sobre o coco nordestino, informava que, em seu tempo, principalmente no Ceará e em Alagoas, os termos coco e samba muitas vezes se confundiam, pra designar a mesma expressão musical. Acrescente-se que escritores como Euclides da Cunha, em Os Sertões, e Aluísio Azevedo, em O Cortiço, descreveram o que então se entendia como samba.

Várias dessas formas rurais chegaram ao Rio de Janeiro, principalmente durante as migrações ocorridas nos cerca de 50 anos que se passaram entre a proibição do tráfico atlântico e a abolição da escravatura. E, chegadas à terra carioca, amalgamaram-se, tanto ao gosto, por exemplo, de migrantes bantos do Vale do Paraíba quanto de sudaneses e também bantos vindos da antiga Bahia e do seu Recôncavo, tomando no meio urbano, com o passar dos anos, novas e ainda mais variadas formas. Até constituírem o gênero mãe da nossa música popular.

O samba é, pois, fruto de ricas tradições afro. E, assim, em que pese sua gradativa desafricanização ao longo dos anos, ele permanece como um bem imaterial do patrimônio cultural nacional, cuja proteção, além de ser um imperativo constitucional, é um dever de consciência. Entretanto - muita gente se pergunta - o que será dessa tradição, nos tempos que se avizinham?

A indagação é pertinente, já que muita gente, até mesmo na área da cultura, costuma ver o samba como um primeiro degrau, velho, iletrado, pobre e periférico, que a música popular brasileira percorreu ou percorre até chegar às alturas do som global, anglo-saxão (mesmo cantado em português ou espanhol) e endinheirado (mesmo vindo dos guetos norte-americanos). E essa visão equivocada é a mesma que vê a arte tradicional, dita primitiva, como um estágio inicial pelo qual passou a criação humana até chegar ao esplendor da arte clássica europeia.

Só dentro dessa lógica marota é que se pode entender recente matéria jornalística cujo título dizia: "Seguindo a própria trilha, muito além do samba."

Tal matéria tratava do lançamento pop de um jovem cantor que, durante algum tempo, à frente de um grupo de samba do universo da Lapa carioca, vendeu seu peixe como sambista, fez um nomezinho, e, agora, procura descartar-se do rótulo para ir "do rock ao tango", essas formas tidas como de universo mais amplo.

Uma outra inquietação sobre o futuro do samba tem por motivo a satanização da cultura afro-brasileira por parte da truculento ativismo político-religioso que hoje forma nuvens sombrias no céu de nossa perspectiva cultural.

Então, a pergunta: como será o amanhã do samba, fora dos Ipods e smartphones, sem acesso à concessão de canais de radiodifusão, e no meio do fogo cruzado entre a cidadania hip-hop e o fundamentalismo gospel?

Talvez as urnas abertas a partir da noite de 3 de outubro nos deem uma ideia.

NEI LOPES É ESCRITOR E PESQUISADOR, AUTOR DE LIVROS COMO O NEGRO NO RIO DE JANEIRO E SUA TRADIÇÃO MUSICAL

FONTE: Estadão

http://www.estadao.com.br/
EM: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100925/not_imp614958,0.php

IMAGEM: heliopavan.com.br

'Poetry lost': rude rhyme rediscovered, attributed to John Milton

Friday, September 24, 2010

A researcher at the University of Oxford has found a saucy poem attributed to John Milton, the 17th-century poet who wrote Paradise Lost and other religious verse. "An Extempore Upon a Faggot", discovered in an 18th-century anthology of poetry, is not thought by modern scholars to be by Milton, however, and may in fact have been written by one of his rivals in an attempt to disgrace him.

The poem was found by Dr Jennifer Batt, who said that it "is so out of tune with the rest of his work, that if the attribution is correct, it would prompt a major revision of our ideas about Milton." She discovered the rude verse in the Harding Collection of poetry anthologies held by the Bodleian Library, the main university library at Oxford. "To see the name of John Milton, the great religious and political polemicist, attached to such a bawdy epigram, is extremely surprising to say the least", she added.

The book in question, the Oxford and Cambridge Miscellany from 1708 (over 30 years after Milton's death), was described by another Oxford academic, Dr Abigail Williams, as "a set of poems written by witty young men about town for witty young men about town". Milton wrote in blank verse rather than using rhyme and used differing poetic rhythms, whereas the handwritten poem uses a simple pattern of rhyming couplets as it contrasts the sexual behaviour of young women and more experienced women by comparing them to green wood and dry wood upon a fire.

Have you not in a Chimney seen
A Faggot which is moist and green
How coyly it receives the Heat
And at both ends do's weep and sweat?
So fares it with a tender Maid
When first upon her Back she's laid
But like dry Wood th' experienced Dame
Cracks and rejoices in the Flame

Milton (1608–1674) wrote many influential religious poems, including Paradise Lost, which is described by the Oxford Dictionary of National Biography as "widely and rightly regarded as the supreme poetic achievement in the English language, fit to sit alongside the poems of Homer, Virgil, and Dante." It tells the story of the fall from grace of Adam and Eve in an epic theological poem. He followed it with Paradise Regained, depicting the temptations of Jesus in the wilderness.

Bawdy poetry is not thought by modern academics to be in keeping with Milton's style, with Batt suggesting that it is likely that his name was added to the poem "to bring scandal upon [him], perhaps by a jealous contemporary." She suggests that the culprit might have been Sir John Suckling, a poet who was a supporter of the monarchy, in contrast to the Republican Milton.

The University of Oxford is currently digitising the songbooks and anthologies of the Harding Collection, said to be the world's largest such collection, as part of a project to allow online access. It is named after Walter Harding, a British musician who collected music and poetry in Chicago. The poem had been read before, but without anyone noticing Milton's name at the bottom. Dr Williams, the project's leader, expressed her doubts as to the authenticity of the attribution, commenting that "[y]ou could become very rich and famous – well, famous, anyway – if you could prove the rhyme was really by Milton. I am pretty certain it is not."

FONTE: http://en.wikinews.org/wiki/
EM: http://en.wikinews.org/wiki/'Poetry_lost':_rude_rhyme_rediscovered,_attributed_to_John_Milton/

Memórias em torno do espaço íntimo do dia a dia

Paulo Vitor/AE
Olhar crítico. O autor mineiro questiona o tipo de estética que Cidade de Deus consagrou; para ele, trata-se de um viés dominado pelo preconceito

Em nova coletânea de contos, Silviano Santiago busca dar voz, corpo e mente a figuras fascinantes e fugidias do cotidiano das cidades, diferenciadas apenas pela maneira como utilizam a linguagem.

25 de setembro de 2010
0h 00

Ubiratan Brasil - O Estado de S.Paulo

Entregador de tecidos, garçom aposentado, revisor de jornal - os personagens de Anônimos, novo livro de contos do escritor, crítico literário e colunista do Sabático Silviano Santiago, não se limitam à sua condição ordinária: conseguem fugir do óbvio do cotidiano até atingir momentos de rara beleza. É o caso do garoto cuja solidão o incentiva a ter sonhos quase surreais. Ou do bancário que passa a vida a limpo, transformando a discussão sobre o orçamento familiar em um atalho para revelações sobre a intimidade doméstica.

Contrário à escrita artística, que habitualmente descreve as classes populares a partir de estereótipos ideológicos, o mineiro Santiago, que completa 74 anos na quarta-feira, contesta o vocabulário de obras como Cidade de Deus, livro e filme, como revela na seguinte entrevista.

Boa parte dos relatos é na primeira pessoa. Com foi criar diferentes vozes e, ao mesmo tempo, manter a distinção?

Qualquer escritor ambiciona sair do casulo e enxergar o que lhe é próximo e, ao mesmo tempo, distante. O convívio com seres anônimos é parte do dia a dia. Cumprimentamos, conversamos e trocamos experiências, por exemplo, com o motorista de táxi, o garçom ou o bancário, e minutos depois a intensidade do convívio enfraquece. O rosto e as palavras do interlocutor se perdem. E, se perdem, porque temos dificuldade em reter a pessoa e a fala dos que não fazem parte do nosso círculo pequeno-burguês. Os contos de Anônimos partem duma dupla resolução. A de memorizar a presença e as palavras de algumas dessas pessoas e a de lhes emprestar a condição de personagens duma ficção que se escreveria não só com a experiência de vida que me fora dada de presente, como também com o que tinha ouvido e observado no Rio de Janeiro, em Petrópolis ou em Belém. Os contos partem da resolução de dar voz, corpo e mente a figuras fascinantes e fugidias do dia a dia. Kafka dizia que A Metamorfose não era confissão, era indiscrição. Escritor indiscreto, eu fui anotando o modo como os populares trabalham e falam. Como pensam e organizam as vidas. Como reagem aos problemas que enfrentamos no plano social, econômico ou político. No nosso cotidiano urbano, somos mais semelhantes aos anônimos do que pensamos. No entanto, a não ser num bar pé de chinelo, continuamos a viver vidas desencontradas e desmemoriadas. Anônimos pretende ser uma ficção sobre a memória do cotidiano.

Apesar de anônimos, os personagens fogem do óbvio. Como funcionou esse trabalho de exploração quase documental?

O óbvio tem sido cacoete do artista, quando não é preconceito de classe. Fiquemos com a primeira hipótese. Em filme ou novela, o anônimo é criado para ser interpretado por figurante. Ou seja, por ator a quem o direito à fala não é concedido, já que desprovido de ideias e de sentimentos próprios. Sem direito a close-up, ele ganha a imaginação do espectador por ser canastrão ou em virtude de cacos ou de tiques. O anônimo é personagem de fundo. Sempre bato palmas para os franceses Claude Lévi-Strauss e Roger Bastide. Foram eles os primeiros professores modernos a enxergar e a nos fazer enxergar as classes populares sem a forçação de barra dos estereótipos ideológicos e artísticos. Para evitar o óbvio e chegar ao close-up, procurei imaginar e diferenciar os personagens pela apropriação da linguagem de trabalho de cada um deles. Por linguagem entendo vocabulário específico, é claro, mas também metáforas. Por exemplo, na fala dum funcionário do Detran, "multa" é palavra e, na trama do conto, é metáfora. O ato de trabalhar é, pois, o único denominador comum entre todos eles.

Os últimos retratos dos chamados "anônimos" na literatura brasileira aproximaram-se muito do reacionário?

A moda inaugurada por romances e filmes como Cidade de Deus tinha de ser questionada pela base linguística. Totalmente reacionária. O falar estropiado das classes populares, que se acredita reproduz realisticamente o estar no mundo daquelas classes, é artisticamente preconceituoso. Leva o leitor ou o espectador a se contentar com a monstruosidade do subalterno, ou a se deleitar com o mais doce sentimentalismo. A linguagem artística caricata (herança do que há de pior no pop norte-americano, de Snoop Dog a 50 Cent) reinaugura o medo drummondiano das classes populares (releia-se o poema A Morte do Leiteiro). Faz-nos enxergar a convivência entre classes diferentes pela tolerância. Em outras palavras, a simplificação psicológica da figura, pré-determinada pelo falar estropiado do subalterno, só permite ao espectador ou ao leitor o sentimento (talvez cristão) que abranda a ideia de desigualdade pela generosidade do privilegiado. Este é sempre paternal (está sempre patronizing, como diz a crítica gringa). A linguagem artística caricata entrega os anônimos como seres (ou personagens) de raciocínio curto e pragmático, de psicologia fácil, movidos pelos extremos da pobreza e da ganância, do sofrimento e da violência. Nada menos "real". No caso dos contos de Anônimos, o único elemento reacionário é discretíssimo e leva o nome de capital. Quanto mais honesto é o trabalhador, mais alienado será.

A espontaneidade é o melhor caminho até a veracidade. Foi preciso reescrever muito?

Nada existe de menos espontâneo que a escrita artística. Parece espontânea, mas não é. André Gide cunhou um termo para assinalar a diferença entre a arte do ficcionista e a singeleza de estilo do narrador em primeira pessoa. Dizia que seus récits eram escritos pela retórica do "falso natural", que propicia um amálgama simples e verossímil entre autor, narrador e personagens. A meu ver, a espontaneidade (ou o falso natural) é apenas uma das formas assumidas pela indiscrição do escritor. Este é indiscreto e também inconveniente. Bisbilhota o mundo a que não pertence, embora dele faça parte e por ele se encante. No objeto de sua curiosidade, o artista tanto se revela a si quanto os narradores e os personagens que cria. Simplificadamente, o escritor não é um mim, embora seja um eu.

João Antônio e Lima Barreto se ocuparam de um certo tipo do homem brasileiro. Qual o que mais o agrada?

Os Lambões de Caçarola de João Antônio me interessam menos que os suburbanos de Lima Barreto. Por outro lado, João Antônio é um grande estilista (leia-se Malagueta, Perus e Bacanaço) e Lima Barreto não o é. Lima é capaz, no entanto, de misturar personagens temíveis e reais, como o Marechal Floriano Peixoto, com personagens sentimentais e fictícios, como o Ricardo Coração dos Outros. Talvez por minha formação francesa e pela leitura de novelas como Um Coração Simples (Gustave Flaubert), tenha simpatia e curiosidade por esses personagens que se escondem entre as quatro paredes da casa burguesa, como é o caso da Madalena no conto Multa. Talvez por minha longa experiência norte-americana e pela leitura de romances como O Velho e o Mar (Ernest Hemingway), tenha simpatia e curiosidade por esses personagens humildes e estoicos, que perdem a vida no ganha-pão minguado, como o casal do conto Modesto. Talvez pela fatalidade da mineirice e pela leitura de romances como O Amanuense Belmiro (Cyro dos Anjos) e Uma Vida em Segredo (Autran Dourado), tenha simpatia e curiosidade por figuras solitárias, inarredáveis e excêntricas, como o menino do conto O Anjo, filho de evangélicos.

E a fronteira entre jornalismo e literatura?

O jornalismo apela para o peso de verdade que é concedido ao documento. A ficção apela para o peso de verdade que é concedido à alegoria. Se a narrativa jornalística atinge o estágio da alegoria, o texto deixa de ser meramente documental. Ele passa a ser literário. Por sua vez, se a narrativa ficcional permanece no estágio de simples documento de época, o texto deixa de ser literário. Um exemplo. Gosto mais do americano Tom Wolfe quando escrevia suas narrativas sobre os loucos anos 1960 norte-americanos, de que é exemplo The Electric Kool-Aid Acid Test, que quando se quer romancista e escreve A Fogueira das Vaidades. Outro exemplo: Graciliano foi reconhecido como escritor por ter escrito relatório de suas atividades como prefeito, endereçado ao governador do Estado. No conto Cervical, o jornalista faz a boa literatura que o escritor busca em vão escrever.

A vanguarda ainda lhe diz alguma coisa?

Apenas no início da minha carreira literária, fui de vanguarda (no sentido estreito da palavra). Logo descobri o óbvio: as vanguardas passaram a ser históricas. Perderam sua razão de ser. No entanto, sempre tive grande prazer e orgulho em ser experimental nas artes literárias. Não confundo vanguarda com experimento. Aquela depende de sucessivos manifestos literários e não existe nada que o artista em mim (não falo do crítico) mais odeie que manifestos. Os irmãos Campos, que foram bons amigos meus e são poetas a quem dedico a maior admiração, sabem disso. Desde o romance Em Liberdade, de 1981, eu me julguei pós-moderno (no sentido que o romancista John Barth emprestou a essa palavra nos idos de 1970). Admiro e invejo escritores de um estilo só. Tornam-se facilmente populares. Mas esse não é o meu caso.

FONTE: Estadão

http://www.estadao.com.br/
EM: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100925/not_imp614975,0.php

Poesia e Gialli animano gli ultimi mesi del 2010 al Santuccio

Uno spettacolo teatrale firmato da Giuseppe Battarino, un reading di poesie al buio, la presentazione di un libro su Grace e Diana e l'arrivo della poetessa siriana Maram Al Masri nel programma ottobre - dicembre

Ultimi mesi e ultime cartucce da sparare, almeno per ora, per l’associazione “Il Vellone” che ha gestito i primi anni di vita del Teatro Santuccio, restituendo alla città il piccolo gioiello spettacolare nascosto in un cortile del centro di Varese: oggi è stato presentato infatti il programma delle iniziative da ottobre a dicembre 2010, momento in cui scadranno i tre anni di mandato in concessione da parte del comune.

«A dicembre scade la concessione - spiega Filippo De Sanctis, direttore del teatro di Varese anima dell’associazione il cui presidente è Gianluigi Paragone, che non era però presente alla presentazione - poi vedremo cosa farà il comune: se farà un bando, se ci presenteremo, se saremo in tanti a presentarci…. Noi per correttezza ora presentiamo un cartellone che comprende solo gli ultimi tre mesi del 2010. Ma abbiamo già idee anche per il 2011».

Nel programma dell’ultima parte del 2010 sono la Poesia e i libri gialli ad essere protagonisti: dodici serate all’insegna di due “nicchie” di letteratura che hanno già riscosso successo in città.

Ad occuparsene, un gruppo culturale dell’associazione che si sta allargando: in particolare hanno infatti collaborato alla parte “poetica” la poetessa Rita Clivio e il poeta Marcello Castellano e per la parte “gialla” la giornalista di “MilanoNera” Ambretta Sampietro e il magistrato-scrittore (va da sè, di gialli) Giuseppe Battarino.

Nasce quest’anno “Poesiaincittà”, che verrà aperta dalla presenza, il 2 ottobre, della siriana Maram al-Masri: delicata poetessa che avrebbe già dovuto venire a Varese l’anno scorso, ma fu fermata dal vulcano islandese. Dopo di lei ci saranno il poeta milanese Mario Benedetti, la poetessa Mariangela Gualtieri, e un nuovo -ma ben noto - curioso gruppo presentato stasera: l’ARS, che altro non è che l’acronimo dei tre “promotori di poesia” storici: Dino Azzalin, Silvio Raffo e Fabio Scotto. I tre assi della cultura locale faranno da “numi tutelari” di molti degli eventi poetici, ma in un caso saranno protagonisti su un dibattito sullo stato dell’arte e il suo futuro.

Tra gli eventi da segnalare per originalità c’è invece “La parola illumina l’invisibile”, un reading di pesie che si svolgerà in un teatrino totalmente al buio, per godersi più pienamente le parole accompagnate da musiche di Elliott Kingsley Kay.

“Sabatogiallo”, curata dalla Sampietro e da Battarino, è alla invece sua seconda edizione, dopo il successo della prima. I libri presentati avranno caratteristiche molto diverse tra loro: dal giallo con gossip, che ripercorre le vite tragiche di due principesse “Grace e Diana. I destini gemelli di due principesse tra fiaba e tragedia” di Elena Mora e Luisa Ciuni, il 6 novembre, alla presentazione del libro di uno scrittore ticinese che ha visto cominciare la sua carriera in Italia, con il premio Chiara Giovani: “La sparizione” di Andrea Fazioli, il 13 novembre.

A queste presentazioni si aggiungeranno due esperimenti tanto curiosi quanto interessanti di “teatro del giallo”. il primo, sabato 20 novembre, rappresenta il debutto di Giuseppe Battarino come autore di teatro che, insieme a Maria Dolores Fusetti e Luciano Sartirana, ha scritto un atto unico dal titolo “Virginia”. Il secondo invece si intitola “Gaslight” (Angoscia) ed è di Patrick Hamilton.

Tanto per chiarire che l’associazione Il Vellone non si tirerebbe affatto indietro se le fosse offerto un nuovo mandato del comune, in coda al programma per la fine del 2010 sono stati azzardati anche alcuni progetti per il 2011: Azzalin ha in mente una serata per il decennale della morte del poeta Mauro Maconi, che dovrebbe svolgersi il 17 aprile. Poi è in preparazione un reading di poeti varesini dal titolo “Reci-Folk” con la partecipazione della band dei “Trenincorsa”, mentre è allo studio una serata - amarcord della scuola di chitarra del maestro Tenzi, “Il maestro da cui tutti i varesini che sanno suonare la chitarra tra i 35 e i 60 anni hanno imparato” e che insegnava proprio nei locali ora del teatro Santuccio: a proporlo uno dei suoi studenti, il giornalista Gianni Spartà, che ha condiviso quegli insegnamenti con Franco Mussida e Flavio Premoli.

Ultima ma non ultima, come si usa dire, la proposta per il 2011 di Giuseppe Battarino, che vorrebbe invece indagare negli scritti di Pier Paolo Pasolini per ritrovare la modernità del poeta morto tragicamente negli anni settanta. Il risultato sarà diffuso con un volume e un dvd: e per farlo Battarino ha coinvolto in diretta il giornalista Piero Vagli, il fotografo Tommy Martinelli e l'artista grafica Elena Amati.

25/09/2010
Stefania Radmanstefania.radman@varesenews.it

FONTE: Varese News

http://www3.varesenews.it/
EM: http://www3.varesenews.it/varese/articolo.php?id=183166

Fla de volta a elite do judô brasileiro

Por não ter disputado o Grand Prix Nacional em 2009, o Clube teve que passar por um qualifyng ontem em Porto Alegre, mas a missão foi cumprida e o Flamengo está de volta a elite do judô nacional.

Além do Flamengo, a Associação de Judô Rogério Sampaio de São Paulo também garantiu na noite desta sexta-feira as duas vagas para o Grand Prix Nacional Interclubes no masculino e no feminino. O qualifying foi realizado no ginásio da Sogipa, em Porto Alegre. O Grand Prix acontece em outubro.

Pelo masculino, a disputa teve início com o confronto entre as equipes classificadas. A Associação de Judô Rogério Sampaio bateu o Flamengo por 3 lutas a 1. Na segunda rodada, o clube de Santos dirigido pelo campeão olímpico de Barcelona 1992 venceu por 3 a 1 o Grêmio Náutico União (RS). Pela terceira rodada, o Flamengo venceu o Grêmio Náutico União por 3 a 0.

No feminino, a primeira rodada teve início com vitória da Associação Rogério Sampaio sobre a FTC (BA) por 3 a 1. Na segunda rodada, muito equilíbrio no confronto entre Flamengo e FTC, mas as meninas do clube carioca acabaram vencendo por 3 a 2. Na última rodada, apenas para cumprir tabela, a Associação Rogério Sampaio venceu o Flamengo por 3 a 0.

Postado por André Amaral às 16:47

FONTE: NINHO DA NAÇÃO
http://ninhodanacao.blogspot.com/
EM: http://ninhodanacao.blogspot.com/2010/09/fla-de-volta-elite-do-judo-brasileiro.html/

A morte faz 70 anos: WALTER BENJAMIN

FIGURA RELEVANTE NO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO, O PENSADOR ALEMÃO DEIXOU UM TESTAMENTO FILOSÓFICO E PROFUNDA ADMIRAÇÃO DENTRO E FORA DAS UNIVERSIDADES

Na noite entre 26 e 27 de setembro, recorda-se os 70 anos da prematura morte, aos 48 anos, de um dos maiores pensadores do século 20, Walter Benjamin. Ele cometeu suicidou na fronteira entre França e Espanha, por onde tentava escapar com vistas a um embarque para os Estados Unidos, país em que já se encontravam vários intelectuais alemães que haviam conseguido escapar de uma Europa sob crescente domínio nazista. Entre tantos que se exilaram naqueles anos de guerra ou que a antecederam, como Thomas Mann, Fritz Lang e Hannah Arendt, estavam já do outro lado do oceano aqueles ligados ao Instituto de Pesquisa Social, embrião da Escola de Frankfurt, Max Horkheimer à frente. O Instituto, instalado junto à Universidade de Colúmbia, em Nova York, pagava mensalmente uma pequena bolsa a Benjamin, e foi responsável pela tramitação de um visto de entrada para a América. Sua fuga em direção a um porto do qual pudesse partir da Europa não era imotivada. Havia anos vivia na França, com muitas dificuldades materiais, e aquelas alturas, 1940, já com o país ocupado pelos nazistas, sua sobrevivência estava mais que ameaçada por sua condição de judeu, intelectual de esquerda e apátrida.

Benjamin escreveu um sem-número de textos publicados ou inéditos até anos depois de sua morte. Entre tantos, o inacabado livro ao qual se dedicara laboriosamente por mais de uma década, cujo tema são as grandes galerias urbanas do século 19, tal como a literatura, a fotografia e outras fontes as retrataram.

Estruturas de ferro, vidro e mercadorias, antecessoras dos shopping centers, elas ligam ruas, interiores, multidões, ordenando seus personagens: flâneurs, passantes, catadores de papel, passantes, jogadores, transeuntes, escroques, revolucionários, prostitutas, agitadores e todos os que circulam no ritmo frenético ou em sua direção oposta: se o amor na cidade é “à última vista”, porque seu objeto não será reencontrado, o flâneur leva sua tartaruga de estimação ao passeio, de forma que, com ela, possa propor a experiência da lentidão dos passos e da vagareza do olhar.

Esse livro jamais escrito, que hoje conhecemos como “Passagens”, é a reunião post mortem de fragmentos montados cinematograficamente, em parte organizados em seções, sobre a modernidade e suas formas objetivas e subjetivas de existência, experiência que encontra sua expressão, por excelência, em uma cidade, Paris, chamada por ele de “capital do século 19”. Junto com esses fragmentos, Benjamin deixou um último texto com 18 teses, intitulado “Sobre o Conceito de História”, marco metodológico para aquela obra, conhecido apenas muitos anos depois de sua morte. Os dois trabalhos formam parte importante de seu involuntário testamento filosófico.

ALEXANDRE FERNANDEZ VAZ

*Alexandre Fernandez Vaz é professor da UFSC e pesquisador do CNPq.Bibliografia fundamental

ESCRITOS POR BENJAMIN

“Passagens; Ensaios Reunidos: Escritos sobre Goethe”; “Obras Escolhidas 1: Magia e Técnica, Arte e Política”; “Origem do Drama Trágico Alemão”; “Reflexões sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação”.

ESCRITOS SOBRE BENJAMIN

“Dialética do Olhar” (Susan Buck-morss); “História e Narração em Walter Benjamin” (Jeanne-Marie Gagnebin); “Costelações. Crítica e Verdade em Benjamin e Adorno” (Lucianno Ferreira Gatti); “A Atualidade de Walter Benjamin e de Theodor W. Adorno” (Márcio Seligmann-Silva).

FONTE: A NOTÍCIA
http://www.clicrbs.com.br/
EM: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3051900.xml&template=4187.dwt&edition=15577&section=1361

Cora Coralina - Cora Coralina

"Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas. (...)"

FONTE: http://blogdoobvio.blogspot.com/
EM: http://blogdoobvio.blogspot.com/2010/09/cora-coralina.html

FOTO: airesrover.blogspot.com

Judô: Derly planeja retorno para 2011

25/09/2010 - 21:51:41 - por FS & AI CBJ

O bicampeão mundial João Derly não está no tatame no Troféu Brasil, em Porto Alegre. Mas o judoca passou todo o sábado acompanhando a competição e torcendo pelos companheiros de clube da Sogipa. Entre um chimarrão e outro, Derly falou sobre o retorno às competições e o desempenho do Brasil no Mundial do Japão.

O brasileiro lesionou o joelho esquerdo em dezembro de 2009, no Rio de Janeiro, durante a seletiva final para a Seleção Brasileira. Segundo o atleta, o retorno deve acontecer no início de 2011.

“Estou me recuperando bem da cirurgia e já estou na fase de trabalho voltado para a parte física. Mas só posso retornar aos torneios nos primeiros meses do ano que vem, porque preciso de um tempo para treinar. Minha intenção é voltar com chances de lutar bem nas principais competições”, diz.

Primeiro brasileiro a ser campeão mundial e único bicampeão no sênior, João Derly ficou feliz com o resultado obtido pelo Brasil no Campeonato Mundial do Japão, no início do mês.

“O Brasil teve um excelente desempenho no Mundial do Japão e toda a equipe está de parabéns pelo resultado. A medalha de prata da Mayra veio para confirmar o ótimo momento que vive o judô feminino, que, após a primeira medalha olímpica chegou à sua primeira final de Mundial. É um resultado do investimento da CBJ e fico feliz em ver esta evolução do judô, pois, no passado, os atletas não tinham as oportunidades que existem hoje”, afirma Derly.

O judoca também fez questão de ressaltar a prata conquistada por Leandro Cunha, consagrando a categoria pela qual Derly foi bicampeão.

“Foi muito legal ver a categoria meio-leve novamente numa final de Mundial, principalmente o Leandro Cunha. O Coxinha é um grande atleta e também um amigo. A categoria está muito bem representada.”

FONTE: Final Sports

http://www.finalsports.com.br/
EM: http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=142214&u=0
FOTO: esportes.terra.com.br

A LUA

Há tanta solidão nesse ouro.

A lua das noites não é a lua
do primeiro Adão. Os longos séculos
da vigília humana encheram-na
de antigo pranto. Olha para ela. É o teu espelho.

Jorge Luis Borges
"La Moneda de Hierro"

(1976)
 
FONTE: Fel de cão - Ourém

http://feldecao.blogspot.com/
EM: http://feldecao.blogspot.com/2010/09/jorge-luis-borges_25.html

sexta-feira, novembro 12, 2010

Sarah Menezes é a Atleta Pódio do Piauí



(MS, 21/09/2010, às 10:21:15)

A judoca Sarah Menezes tem todos os requisitos para se tornar a primeira atleta piauiense integrante do Programa Atleta Pódio, destinado aos praticantes do esporte de alto rendimento em modalidades olímpicas e paraolímpicas individuais. O programa foi criado pela Medida Provisória nº 502/10, assinada ontem (20/09/10) pelo presidente Lula. Sarah Menezes, que já recebe uma modesta Bolsa Atleta de R$ 2.500 poderá receber até R$ 15 mil por mês e ainda ser patrocinada (o beneficiário do Bolsa Atleta antes estava impedido).

O Programa Atleta Pódio é destinado a atletas com idade mínima de 14 anos que estejam em plena atividade esportiva e tem o objetivo de dar apoio supletivo "visando o máximo desempenho esportivo para representação oficial do Brasil em competições esportivas internacionais". O foco do programa está direcionado para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) espera terminar a competição entre os dez países com o maior número de medalhas.

Os atletas selecionados terão equipe técnica multidisciplinar para planejamento, treinamento a acompanhamento integral, a garantia da participação em competições internacionais e em treinamentos e intercâmbios internacionais, além do fornecimento de equipamentos e materiais esportivos de alta performance. Segundo as medida provisória, essas ações deverão ser viabilizadas por meio de convênios cebelebrados entre o Ministério do Esporte, o COB, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) ou entidades nacionais de administração do desporto.

O atleta pleiteante deverá preencher os seguintes requisitos: estar em plena atividade esportiva; estar vinculado a uma entidade de prática esportiva ou alguma entidade nacional de administração do desporto; declarar se recebe algum tipo de patrocínio de pessoas jurídicas, públicas ou privadas; estar ranqueado na sua respectiva entidade internacional entre os 20 primeiros colocados do mundo em sua modalidade ou prova específica e ser indicado pelas respectivas entidades nacionais de administração do desporto em conjunto com o COB ou CPB e o Ministério do Esporte; e encaminhar, para aprovação, plano esportivo conforme critérios e modelos a serem estabelecidos pelo Ministério do Esporte.

Os atletas selecionados serão beneficiados para um ciclo olímpico completo, que é o período de quatro anos compreendido entre a realização de dois Jogos Olímpicos ou dois Jogos Paraolímpicos, de verão ou de inverno, ou o que restar até a realização dos próximos jogos. A permanência no Programa Atleta Pódio será reavaliada anualmente e as despesas correrão por conta de recursos orçamentários alocados pelo Ministério do Esporte dentro do limite de suas dotações.

Sarah Menezes tem 20 anos e está em plena forma atlética. Ela acaba de ganhar a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Judô realizado em Tóquio. Foi eleita em 2009 a Atleta do Ano pelo COB. No ano passado, a piauiense foi medalha de ouro nas Copas do Mundo de Madri e Lisboa. Na última, venceu todas as lutas por ippon.

A judoca tem currículo de sobra para receber uma justa Bolsa Atleta Pódio e se tornar, definitivamente, um exemplo de determinação e superação para outros atletas piauienses. A campeã treina em Teresina. A medida provisória também estabeleceu bolsas para atletas de base e categoria estudante.

FONTE: http://www.acessepiaui.com.br/
EM: http://www.acessepiaui.com.br/brasilia/sarah-menezes-a-atleta-p-dio-do-piau/8580/imprimir.html

FOTO: globoesporte.globo.com