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segunda-feira, dezembro 20, 2010

Dilma escolhe irmã de Chico Buarque



Dilma escolhe irmã de Chico Buarque

para o Ministério da Cultura

Ana de Hollanda já foi diretora de Música da Funarte e substituirá Juca Ferreira

José Henrique Lopes, do R7

A cantora e atriz Ana de Hollanda, irmã do compositor Chico Buarque de Hollanda, será a ministra da Cultura no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. O anúncio oficial deverá ser feito ainda nesta segunda-feira (20).

Ana tem 62 anos e já foi diretora de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes). Sua carreira musical teve início nos anos 60, e o primeiro disco solo saiu em 1980.

A futura ministra participou de gravações, como solista ou vocalista, de álbuns de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho, Fafá de Belém e dos irmãos Chico Buarque, Miucha e Cristina Buarque. Como atriz, integrou o elenco de peças de teatro e musicais a partir dos anos 80.

No Ministério da Cultura, Ana de Hollanda substituirá Juca Ferreira, no cargo desde 2008. Antes, quem chefiava a pasta era o cantor Gilberto Gil.

Além dela, Dilma deve anunciar outros nomes para sua futura equipe. O atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, pode ser confirmado na Saúde.

Também devem ser anunciados hoje os ministros do Desenvolvimento Agrário, do Esporte e do Desenvolvimento Social. Dilma pretende fechar até quarta (22) os nomes do primeiro escalão de seu governo.

FONTE: R7

URL FONTE: http://noticias.r7.com/
URL MATÉRIA: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/dilma-escolhe-irma-de-chico-buarque-para-o-ministerio-da-cultura-20101220.html

terça-feira, novembro 30, 2010

Cristovão Tezza é a atração do projeto Rodas de Leitura

Cristovão Tezza, colunista da Gazeta do Povo, é o autor convidado para o retorno do projeto Rodas de Leitura, no dia 13 de dezembro no auditório Ma­­chado de Assis, na Fundação Biblioteca Nacional (R. México, s/nº – Rio de Janeiro), às 18 horas, com entrada franca. As Rodas de Leitura, programa tradicional carioca, aconteceu mensalmente durante 13 anos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), mas nos últimos cinco anos o programa esteve desativado. Chico Buarque e Caetano Veloso foram alguns dos convidados da proposta que, mais do que uma entrevista, é uma conversa orientada. José Castello e Maria Lemgruber estão confirmados para 2011. Mais informações (21) 2537-7912.


FONTE: Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1072668&tit=Cristovao-Tezza-e-a-atracao-do-projeto-Rodas-de-Leitura

IMAGEM: sandubadequeijo.com.br

Na era dos grandes festivais

Para recriar a época mais efervescente da MPB, artistas brasilienses sobem ao palco para o show Festivais: Cantos e Contos, que remonta o clima de ebulição que a canção brasileira viveu no período dos grandes festivais da TV. O espetáculo tem roteiro, repertório e montagem que propiciam uma viagem no tempo, levando a audiência à época em que Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Edu Lobo eram jovens promessas.

Participam do show Célia Rabelo, Janette Dornellas, Sandra Duailibe, Salomão di Pádua e Pecê Sousa, que também assina o roteiro. Os músicos acompanhantes – Toninho Alves (sopros), Agilson Alcântara (violão e guitarra), Fernando Nantra (baixo), Jorge Macarrão (percussão) e Ticho Lavenère (bateria) – executam, com virtuosismo e sensibilidade, o refinado repertório. A narração é de Leonel Laterza.

Na apresentação, o público terá a oportunidade de ouvir clássicos, como Arrastão (Vinicius de Moraes e Edu Lobo), A Banda (Chico Buarque), Disparada (Geraldo Vandré e Théo de Barros), Ponteio (Edu Lobo e Capinan), Alegria Alegria (Caetano Veloso), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque) e Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré), entre outras joias da música brasileira. O show exibe relatos históricos das canções, além de curiosidades sobre compositores, intérpretes e bastidores.

Dias 27 e 28 de novembro; sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro da Caixa Cultural Brasília (SBS, quadra 4). Ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e empregados da Caixa). NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS.

FONTE: MaisComunidade.com

http://comunidade.maiscomunidade.com/
http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2010-11-27/numeroum/4258/NA-ERA-DOS-GRANDES-FESTIVAIS.pnhtml

sábado, novembro 27, 2010

Festivais: Cantos e Contos

Horário: 20h
 
Local: CAIXA Cultural Brasília Endereço: CAIXA Cultural Brasília - SBS Qd 4 lotes 3/4, anexo do edifício matriz da CAIXA
 
Reunindo grandes msicos e intérpretes brasilienses, o show "Festivais: Cantos e Contos" remonta o clima de ebulição que a canção brasileira viveu, no período dos grandes festivais da TV. O espetáculo tem roteiro, repertório e montagem que propiciam uma viagem no tempo, levando a audiência à época em que Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Edu Lobo eram jovens promessas. Com patrocínio da Caixa Economica Federal, as apresentações acontecem neste sábado (27) e domingo (28), às 20h e 19h, respectivamente.

O desafio de viver, no palco, alguns dos ícones de nossa música é enfrentado por um talentoso time de artistas brasilienses: Célia Rabelo, Janette Dornellas, Sandra Duailibe, Salomão di Pádua e Pecê Sousa, que também assina o roteiro. Os músicos acompanhantes - Toninho Alves (sopros), Agilson Alcântara (violão e guitarra), Fernando Nantra (baixo), Jorge Macarrão (percussão) e Ticho Lavenère (bateria) - executam, com virtuosismo e sensibilidade, o refinado repertório. A narração é de Leonel Laterza.

O clima envolvente leva o público a interagir, tomando partido nas disputas entre intérpretes e compositores. O repertório inclui Arrastão (Vinícius de Moraes e Edu Lobo), A Banda (Chico Buarque), Disparada (Geraldo Vandré e Théo de Barros), Ponteio (Edu Lobo e Capinan), Alegria Alegria (Caetano Veloso), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque) e Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré), entre outras jóias da música brasileira. O show apresenta relatos históricos das canções, além de curiosidades sobre compositores, intérpretes e bastidores.

Tendo estreado em 2006, o espetáculo "Festivais: Cantos e Contos" já foi apresentado em vários palcos do Distrito Federal, como o Clube do Choro, o Teatro Iara Amaral (SESI Taguatinga) e a Sala Funarte Cássia Eller, onde bateu o recorde de público em 2008.

Festivais

O cenário político e cultural do Brasil, na segunda metade da década de 1960, foi marcado por elementos de grande peso. Entre eles, o acirramento das medidas ditatoriais do regime militar - AI-5, censura, prisões e tortura - e a popularização da TV que, após pouco mais de uma década no país, vivia seu boom e superava o rádio como principal veículo de comunicação de massa. Nesse contexto, os grandes festivais de música constituíam-se em espaços de experimentação estética, contestação política e efervescência cultural. O período abriu as cortinas para uma geração de novos artistas, que marcaram a história da música popular brasileira.

Os festivais eram eventos de grande audiência. Em cada canto do país, aonde a TV já chegasse, o pblico torcia apaixonadamente pelas msicas e os artistas preferidos. Protagonizados por nomes como Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Nara Leão, Milton Nascimento e Os Mutantes, entre outros, os festivais registram um momento privilegiado da música popular brasileira, e deixam o legado de um repertório marcado pela beleza estética, pela variedade de gêneros e pelo valor histórico.

FONTE: MaisComunidade.com

http://cerradomix.maiscomunidade.com/
http://cerradomix.maiscomunidade.com/evento/shows/4162/FESTIVAIS:-CANTOS-E-CONTOS.pnhtml

quinta-feira, novembro 25, 2010

Quando o autor é protagonista do próprio romance

O romance, gênero de tanta tradição e tão popular no século anterior ao rádio e a TV, está mudado, muito mudado. Hoje, romances manejados pelas mãos de hábeis e treinados escritores não se revelam assim tão lineares, tão fáceis: como na leitura do conto, é preciso penetrar no subtexto, encaixar peças, buscar o efeito mais do que a narrativa, o ritmo poético mais do que o enredo. Leite Derramado, o mais recente livro de Chico Buarque, é um exemplo. Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, um clássico.

Diante dessa mudança de estrutura, muitos leitores médios acabam se afastando do romance "literário" e buscam os livros de não-ficção, como biografias, grandes reportagens ou reconstituições históricas. Por sua vez, e talvez exatamente por causa disso, muitos escritores começaram a fazer romances com feitio de biografia, de não-ficção, embaralhando as cartas no jogo da literatura e apimentando sobremaneira a distinção entre os gêneros.

Aqui no Brasil temos bons exemplos, como Por que sou gorda, mamãe?, de Cintia Moscovich, e O filho eterno, de Cristovão Tezza, mas um romance em especial pode sintetizar bem essa metamorfose sofrida pelo gênero: Verão (Companhia das Letras, 2010, 280 págs.), do sul-africano J. M. Coetzee.

Chamo Verão de romance sem constrangimento, ainda que a obra se utilize de recursos estéticos da biografia, da entrevista e do diário para contar a vida de Coetzee nos anos 70, antes da sua afirmação como escritor e professor universitário. Aqui o Coetzee autor é convertido num personagem, inclusive já falecido no momento da história. A narrativa, composta por depoimentos de cinco pessoas que conviveram com o personagem, além de seus cadernos de anotação, traça um perfil errático, desinteressante e opaco de Coetzee, diferentemente do que costuma acontecer nas autobiografias.

"Eu nunca tinha visto nada mais triste do que aqueles dois holandeses, pai e filho [Coetzee], sentados juntos, lado a lado, debaixo de uma árvore, tentando fingir que não estavam molhados e com frio. Uma coisa triste e engraçada também. (...) Ele é um homem fraco."

Esse trecho do depoimento de Adriana, uma bailarina por quem Coetzee teria tido uma paixão não correspondida, revela o tom das opiniões emitidas sobre o protagonista, batizado com o mesmo nome do autor, o que amplia o mistério sobre sua figura.

Há alguns pontos a considerar, entretanto. Não podemos esquecer, em primeiro lugar, que os depoimentos (fictícios) são todos de pessoas/personagens que conviveram com o autor/personagem naquele período, não amigos íntimos nem familiares, e sim pessoas que passaram pela vida de um Coetzee iniciante, desajustado em seu país e seu tempo (o país é o do apartheid; o tempo, o da Guerra do Vietnã). Assim, a visão particularizada em Coetzee pode ocultar uma visão de conjunto da sociedade para com o escritor, o artista, o intelectual:

"John e seus poemas de novo! Ela não consegue evitar e rola de rir. John sentado na varanda daquela casinha desolada, inventando poemas!". Adiante, provocado pela prima Margot a escrever um best-seller e ganhar um monte de dinheiro, ele responde: "Eu não saberia escrever um best-seller, não conheço o suficiente das pessoas e de suas fantasias".

A opção por fazer de uma autocrítica mordaz o centro da narrativa ainda permite que o romance traga à tona diversos dilemas históricos e sociais, muitos ainda em aberto, sem converter-se com isso num texto panfletário. Há crítica ao apartheid e suas implicações no dia a dia, ao serviço social e de saúde do país, à postura americana na guerra do Vietnã, às ditaduras africanas e sua violência e até ao período ditatorial brasileiro.

"Meu marido tinha essa qualidade", dirá Adriana ao comparar seu falecido marido a Coetzee, "sempre teve, mas o tempo que passou na prisão aqui no Brasil, sob o poder dos militares, fez aflorar isso, muito embora ele não tenha ficado muito tempo na prisão, só seis meses. Depois desses seis meses, ele dizia, nada que seres humanos fizessem para outros seres humanos seria surpresa para ele".

Tais depoimentos, no romance, são recolhidos por um biógrafo que tenta recompor a vida de Coetzee nesse período. E o próprio biógrafo, na conversa com uma colega de universidade, ao ser questionado sobre seu discutível método de trabalho, diz: "Madame Denoël, examinei as cartas e os diários. Não dá para confiar no que Coetzee escreve, não como registro factual ― não porque ele fosse mentiroso, mas porque ele era um ficcionista. Nas cartas, ele inventa uma ficção de si mesmo para seus correspondentes; nos diários ele faz a mesma coisa para os próprios olhos, ou talvez, ou talvez para a posteridade".

Ocorre que pouco importa, na verdade, o quão aquele Coetzee ali retratado é autor ou personagem, o quanto há de verdade. Na literatura, muito mais importante que a verdade ou a realidade é a verossimilhança, e há de fato uma verossimilhança latente em cada cena, em cada diálogo, em cada frase. Agora, se um leitor voyeur devorar a "autobiografia" de Coetzee e sair por aí contando que aquele escritor era rejeitado pelas mulheres, e se isso para ele for um alento por achar que um dia poderá ganhar um Nobel como Coetzee, provavelmente o sul-africano não fará nenhuma objeção, talvez apenas um riso de canto de boca, de escárnio. Um James Weldon Johson às avessas.

E continuará alimentando a curiosidade dos leitores com mais volumes de sua autobiografia ficcional (este é o terceiro, depois de Infância e Juventude), enquanto amplia o cânone da literatura universal com mais ficção sobre sua biografia.

FONTE: Digestivo cultural

http://www.digestivocultural.com/
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3203&titulo=Quando_o_autor_e_protagonista_do_proprio_romance
 
FOTO: livrada.wordpress.com

Galeria promove sarau com o tema Fotografia

A Arte Plural Galeria (APG) realiza o último Sarau Plural do ano com o tema “A palavra é: fotografia”. Para falar sobre o assunto, estão confirmadas as presenças da crítica de arte Simonetta Persichetti, e os jornalistas Homero Fonseca e Marco Polo para explorar as peculiaridades das produções brasileiras. O sarau acontece nesta terça-feira (30), a partir das 19h, com vagas limitadas, ocupadas por ordem de chegada.

No roteiro da 14ª edição, textos de Marcel Proust, Gustave Flaubert, Lewis Carroll, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. O músico Geraldo Maia completa a noite, levando ao público canções de Tom Jobim, Chico Buarque, Benedito Lacerda e outros bambas.

Simonetta Persichetti é jornalista, mestre em Comunicação e Artes e doutora em Psicologia Social. Ela escreve sobre fotografia há 30 anos, colaborando com revistas como Íris Foto e Paparazzi. Publicou dois livros: “Imagens da Fotografia Brasileira 1”, em 1997, e “Imagens da Fotografia Brasileira 2”, em 2000. O primeiro livro recebeu o Prêmio Jabuti 1999, na categoria Reportagem. Atualmente ministra cursos de teoria da imagem fotográfica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e colabora com o Caderno 2 do jornal Estado de São Paulo, além de coordenar e editar, desde 2003, a Coleção Senac de Fotografia.

O Sarau Plural é resultado de uma parceria entre a Arte Plural Galeria e o jornalista e escritor Homero Fonseca. Aberto ao público, o encontro acontece todas as últimas terças-feiras do mês, com declamações de poemas e prosas, acompanhadas de fundos musicais e interpretações teatrais. Sempre com a participação de um convidado e um tema específico, o projeto visa integrar literatura, música e teatro de maneira descontraída.

Informações: (81) 3424.4431

FONTE: Pernambuco.com

http://www.pernambuco.com/
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20101125140940&assunto=103&onde=Viver
FOTO: olhave.com.br