
Menina bonita do desporto albicastrense garante presença nos Jogos Olímpicos
O bronze de Ana vale ouro!
Ana Hormigo foi enorme no Pavilhão Atlântico. Uma autêntica mulher da Beira: conquistou o bronze, fez subir a bandeira portuguesa e garantiu bilhete para Pequim.
“Há tantos anos a participar em campeonatos da Europa, sinto que já merecia”, foram as primeiras palavras de Ana Hormigo após a cerimónia do pódio no Pavilhão Atlântico, onde a judoca de Castelo Branco alcançou o ponto mais alto da sua carreira: apuramento para os Jogos Olímpicos (Pequim’08) e medalha de bronze no Europeu (48 kg).
Não escondendo a emoção pela “concretização de um sonho”, a atleta da União de Judo Albicastrense, foi a primeira a fazer subir a bandeira nacional no Campeonato da Europa, competição que viria a proporcionar um grande resultado ao judo português: uma medalha de ouro (João Neto) e três de bronze (Ana Hormigo, Pedro Dias e Yashima Rodriguez).
Na conversa que manteve com os jornalistas, a menina bonita do desporto beirão agradeceu o apoio que “as pessoas de Castelo Branco dispensaram” e não esqueceu o seleccionador António Matias, vítima de morte súbita no início do ano.
Pequim já é uma realidade…
- “O primeiro objectivo era esse e então a seguir a medalha. Não consegui a qualificação nos Jogos anteriores e, desta vez, foi mesmo até ao fim. Sabia que iria ter uma grande caminhada, o Matias dizia-me sempre isso e que acreditava muito em mim. É uma vitória dedicada a ele. Onde estiver sabe que esta medalha também é sua”.
E teve mesmo que decidir as coisas directamente com a italiana Moscatt:
- “Como sempre só conheci o sorteio no próprio dia. E fiquei contente por ela estar do meu lado do quadro. Por mim, ela não iria passar! Se calhasse no quadro de cima, a decisão directa já não estaria nas minhas mãos.
Em prova nunca tinha competido com ela, mas nos estágios dava-me bem a fazer com a Moscatt. Contudo, é uma atleta forte, uma judoca de topo e que me poderia surpreender. Foi renhido, como esperava. Entrei muito concentrada e consegui. Assim não ficam dúvidas nenhumas”.
Apoio não faltou. Inclusivamente de Castelo Branco.
- “Um apoio muito grande. Por isso, esta medalha é também da família, da minha mãe e do meu pai, que aqui estiveram, e do público que me apoiou, especialmente de Castelo Branco. Fizeram um grande esforço, faltaram à escola e ao trabalho, para estarem comigo”
Mais sabor por ter sido no Atlântico?
- “Há tantos anos a participar nos campeonatos da Europa, já merecia. E conquistar a medalha aqui é especial, perante este público que não se cansou de apoiar. Na Taça do Mundo de Lisboa, o ano passado, estava mais nervosa. Desta vez interiorizei que competir em casa tinha de ser um factor a favor. Adorei!”
E agora venham os Jogos…
- “Primeiro descansar. Foi muito desgastante, física e psicologicamente. Descansar uns dias e retomar então o trabalho, com vista aos Jogos Olímpicos. É um sonho…”.
Já uma realidade.
Diz o técnico
“Lutou muito por isto”
Depois de Jorge Fernandes e do malogrado António Matias, a última parte do percurso de Ana Hormigo rumo a Pequim foi orientada tecnicamente pelo seleccionador Rui Rosa, que com os resultados do Europeu falou em “perpetuar o trabalho de Matias”, e por Abel Louro.
O responsável técnico local pela preparação da judoca olímpica valorizou, em pleno Pavilhão Atlântico, “a concretização do sonho pelo qual a Ana tanto lutou”. “Como companheiro e treinador, sinto-me muito feliz. É um trabalho de muitos anos, de todos os que com ela treinaram, quer na selecção, quer em Castelo Branco”.
E em Pequim? “A Ana Hormigo é uma atleta experiente, capaz de tirar um bom resultado numa prova como a dos Jogos. Ela não gosta de colocar a fasquia muito alta, mas com uma boa preparação e a motivação inerente ao grande evento desportivo, poderá pensar numa boa classificação”, advogou Abel Louro.
Por: Artur Jorge
Ana Hormigo foi enorme no Pavilhão Atlântico. Uma autêntica mulher da Beira: conquistou o bronze, fez subir a bandeira portuguesa e garantiu bilhete para Pequim.
“Há tantos anos a participar em campeonatos da Europa, sinto que já merecia”, foram as primeiras palavras de Ana Hormigo após a cerimónia do pódio no Pavilhão Atlântico, onde a judoca de Castelo Branco alcançou o ponto mais alto da sua carreira: apuramento para os Jogos Olímpicos (Pequim’08) e medalha de bronze no Europeu (48 kg).
Não escondendo a emoção pela “concretização de um sonho”, a atleta da União de Judo Albicastrense, foi a primeira a fazer subir a bandeira nacional no Campeonato da Europa, competição que viria a proporcionar um grande resultado ao judo português: uma medalha de ouro (João Neto) e três de bronze (Ana Hormigo, Pedro Dias e Yashima Rodriguez).
Na conversa que manteve com os jornalistas, a menina bonita do desporto beirão agradeceu o apoio que “as pessoas de Castelo Branco dispensaram” e não esqueceu o seleccionador António Matias, vítima de morte súbita no início do ano.
Pequim já é uma realidade…
- “O primeiro objectivo era esse e então a seguir a medalha. Não consegui a qualificação nos Jogos anteriores e, desta vez, foi mesmo até ao fim. Sabia que iria ter uma grande caminhada, o Matias dizia-me sempre isso e que acreditava muito em mim. É uma vitória dedicada a ele. Onde estiver sabe que esta medalha também é sua”.
E teve mesmo que decidir as coisas directamente com a italiana Moscatt:
- “Como sempre só conheci o sorteio no próprio dia. E fiquei contente por ela estar do meu lado do quadro. Por mim, ela não iria passar! Se calhasse no quadro de cima, a decisão directa já não estaria nas minhas mãos.
Em prova nunca tinha competido com ela, mas nos estágios dava-me bem a fazer com a Moscatt. Contudo, é uma atleta forte, uma judoca de topo e que me poderia surpreender. Foi renhido, como esperava. Entrei muito concentrada e consegui. Assim não ficam dúvidas nenhumas”.
Apoio não faltou. Inclusivamente de Castelo Branco.
- “Um apoio muito grande. Por isso, esta medalha é também da família, da minha mãe e do meu pai, que aqui estiveram, e do público que me apoiou, especialmente de Castelo Branco. Fizeram um grande esforço, faltaram à escola e ao trabalho, para estarem comigo”
Mais sabor por ter sido no Atlântico?
- “Há tantos anos a participar nos campeonatos da Europa, já merecia. E conquistar a medalha aqui é especial, perante este público que não se cansou de apoiar. Na Taça do Mundo de Lisboa, o ano passado, estava mais nervosa. Desta vez interiorizei que competir em casa tinha de ser um factor a favor. Adorei!”
E agora venham os Jogos…
- “Primeiro descansar. Foi muito desgastante, física e psicologicamente. Descansar uns dias e retomar então o trabalho, com vista aos Jogos Olímpicos. É um sonho…”.
Já uma realidade.
Diz o técnico
“Lutou muito por isto”
Depois de Jorge Fernandes e do malogrado António Matias, a última parte do percurso de Ana Hormigo rumo a Pequim foi orientada tecnicamente pelo seleccionador Rui Rosa, que com os resultados do Europeu falou em “perpetuar o trabalho de Matias”, e por Abel Louro.
O responsável técnico local pela preparação da judoca olímpica valorizou, em pleno Pavilhão Atlântico, “a concretização do sonho pelo qual a Ana tanto lutou”. “Como companheiro e treinador, sinto-me muito feliz. É um trabalho de muitos anos, de todos os que com ela treinaram, quer na selecção, quer em Castelo Branco”.
E em Pequim? “A Ana Hormigo é uma atleta experiente, capaz de tirar um bom resultado numa prova como a dos Jogos. Ela não gosta de colocar a fasquia muito alta, mas com uma boa preparação e a motivação inerente ao grande evento desportivo, poderá pensar numa boa classificação”, advogou Abel Louro.
Por: Artur Jorge
FONTE (photo include): Reconquista - Castelo Branco,Portugal
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