terça-feira, setembro 21, 2010

Nobel e cartoonista dinamarquês no Simpósio da Feira

A iraniana Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz (2003) e Kurt Westergaard, cartoonista dinamarquês que criou o controverso trabalho sobre o profeta Maomé, são presenças confirmadas no X Simpósio.
Agência EDVI

O Simpósio, organizado pela Câmara de Santa Maria da Feira, sobre o tema "Identidade, Liberdade e Violência", decorre dia 02 de Outubro no auditório da Biblioteca Municipal.
 A iniciativa reúne, à semelhança das edições anteriores, "personalidades com experiências de vida diversas, o que determina que este encontro constitua um momento único de reflexão e discussão sobre um tema candente".

A autarquia organiza este Simpósio desde 2000, coordenado por Renzo Barsotti.

No ano passado, Roberto Saviano, jornalista, condenado à morte pela máfia napolitana, autor do livro «Gomorra», foi um dos conferencistas.
 Depois de Salman Rushdie, que esteve em Santa Maria da Feira em 2006, Saviano foi o segundo escritor perseguido a marcar presença neste encontro.

Euardo Lourenço, Francesco Alberoni, António Di Pietro, Vasco Graça Moura, José Saramago, Oliviero Toscani, Gianni Vattimo, Giuliana Sgrena, Bernard Henri-Lévy, Paul Rusesabagina e Fernando Savater são alguns dos nomes que já participaram.

O Simpósio contextualiza-se na actividade cultural da Biblioteca Municipal, a primeira do País (de carácter pública) a obter certificação de qualidade, em 2006



Judoka Natasja Meijer Noordelijk kampioen

dinsdag 21 september 12:50


EMMEN - Natasja Meijer is zaterdag in Norg Noordelijk kampioen judo geworden in de klasse tot 70 kg. De 34-jarige judoka van Judovereniging Vos uit Klazienaveen deed dat met grote overmacht. In de eindronde werden Yvonne Odink en Miranda Huizinga beiden binnen een minuut met ippon verslagen door de geroutineerde Meijer.

Natasja Meijer dwingt bij iedereen respect af door als moeder van 2 kinderen, toch nog 4 keer per week op de judomat te staan.

Bij de dames werden nog meer goede resultaten bereikt door judoka's uit Emmen. Nadieh Grooten werd 2e in de klasse tot 57 kg. Zij was behoorlijk afgevallen om in deze klasse uit te kunnen komen.

Brenda Jeurissen werd 2e in de klasse tot 78kg. Een knappe prestatie na 4 jaar lang geen wedstrijden te hebben gemaakt.

Bij de heren kwam Rick Nieters in de finale. Nieters die een bijzonder sterke indruk maakte en 3 wedstrijden overtuigend won moest zijn titel van vorig jaar verdedigen. De finalestrijd tegen Janmaat uit Groningen ging voortvarend en hij kwam dan ook ruim voor te staan. Een foutje in de verandering van vastpakken kwam hem echter duur te staan.

FONTE: Emmen.nu
http://www.emmen.nu/
 
FOTO: http://everyoneweb.com/
 

Judo: grande successo per le “Giornate di allenamento” ventimigliesi lo scorso weekend

Ventimiglia - Intense le sedute di allenamento che prevedevano
una prima parte di preparazione fisica “on the beach”
e poi quattro ore di judo al giorno divise tra mattina e pomeriggio
Più di cinquanta giovani atleti di età compresa tra i 12 e i 15 anni hanno preso parte alle “Giornate di Allenamento” organizzate sabato e domenica scorsi dallo Judo Club Ventimiglia.

Oltre agli atleti di casa hanno preso parte agli allenamenti judoka appartenenti ai club di Alba, Asti, Santena (TO), Arma di Taggia e Bordighera.

Intense le sedute di allenamento che prevedevano una prima parte di preparazione fisica “on the beach” e poi quattro ore di judo al giorno divise tra mattina e pomeriggio.

Bella l’atmosfera dentro e fuori il tatami: alta la motivazione e la voglia di far bene dei ragazzi ma sempre cordiale e conviviale il clima. A suggellare l’ottima riuscita dello stage le bellezze del paesaggio e nelle ore libere dagli allenamenti…. tutti in spiaggia!

Visto il successo ottenuto, sicuramente nel corso della stagione saranno organizzate altre iniziative di questo genere, al fine di favorire, attraverso il confronto e lo scambio, momenti di crescita dei giovani judoka senza dimenticare, data la giovane età, l’importanza del divertimento.



21/09/2010

FONTE: Riviera24.it
http://www.riviera24.it/

sexta-feira, setembro 17, 2010

Hanif Kureishi galardoado com Prémio PEN/Pinter

Londres – O escritor e cineasta británico Hanif Kureishi, autor de «A minha bela lavandaria» (1985), adaptado para o cinema por Stephen Frears, foi distinguido com o prémio PEN/Pinter.


O prémio é partilhado com a jornalista e defensora dos direitos humanos mexicana, Lydia Cacho. De acordo com os fundadores do premio, este é atribuido a escritores ou jornalistas que se tenham distinguido e que tenham sido perseguidos por manifestar as suas crenças.


A viúva de Harold Pinter, Antonia Fraser, que fez parte do júri, disse que Hanif Kureishi «fala com valor e irreverência a verdade sobre a vida no nosso mundo multicultural, esquecendo o políticamente correcto».


Filho de pai paquistanês e mãe inglesa, Kureishi estudou direito e filosofia e começou como a trabalhar como autor de livros pornográficos. Entre as obras de Kureishi, encontra-se «A minha bela lavandaria» (1985), que mereceu a adaptação para cinema de Stephen Frears e o «The Buddha of Suburbia» (1990), ainda não traduzido para português, que lhe valeu o Prémio Whitbread e um processo judicial da irmã que o acusou de manipular factos para denegrir a família. O último livro que publicou foi «Algo para te dizer».


O Prémio PEN/Pinter teve a sua primeira edição em 2009 e é atribuído anualmente pela PEN em honra do Prémio Nobel da Literatura Harold Pinter. O prémio é atribuído a um escritor britânico e a um escritor/jornalista detido por manifestar as suas crenças.


(c) PNN Portuguese News Network

2010-09-17 13:13:43

FONTE: Jornal Digital

http://www.jornaldigital.com/

Volta Redonda realiza a 1ª Copa de Judô

Publicado em 12/09/2010, às 18h28

Última atualização em 12/09/2010, às 20h03

Felipe Vieira

Volta Redonda


Foi realizada hoje a 1ª Copa Volta Redonda de Judô, no ginásio da Ilha São João. O evento foi promovido pelo o 5º Núcleo Regional de Judô do Vale do Paraíba, em parceria com a Smel (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer), .

A competição reuniu cerca de 400 atletas de 22 municípios da região e da capital, com destaque para os atletas que compõem a seleção estadual em suas categorias.A 1ª Copa Volta Redonda de Judô também incluiu o Festival Infantil de Judô que contou com a participação de cerca de 50 crianças de 4 a 7 anos.

Os atletas das academias e projetos comunitários de Volta Redonda foram isentos do pagamento da taxa de participação. O 5º Núcleo Regional de Judô do Vale do Paraíba é órgão representativo da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela realização de eventos de judô no Sul Fluminense, Vale do Paraíba e Baía da Ilha Grande, com professores responsáveis por várias academias, clubes e projetos de judô comunitário que oferece aos mais carentes a prática do esporte, através de aulas gratuitas e incentivos na participação de competições, como o pagamento de meia taxa de inscrição e busca de patrocínios para alimentação e transporte para os eventos.

As competições organizadas pelo núcleo são realizadas a cada dois meses, geralmente aos domingos, nas cidades que contam com maior número de participantes da modalidade e localizadas nas regiões mais centrais para facilitar o acesso dos atletas.


Colégio promove torneio de tênis de mesa

Volta Redonda

O Colégio Professora Themis de Almeida Vieira realizou no sábado, o IV Festival de Tênis de Mesa da instituição. O evento aconteceu no Clube Náutico, e reuniu cerca de 150 estudantes de escolas da Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda), escolas municipais e particulares de Volta Redonda, Barra Mansa, Pinheiral, Porto Real.

Todos os participantes receberam certificados, brindes e lanche.

Cada escola participante recebeu um troféu de participação, que foi criado pelos estudantes do curso de Design do UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda). A coordenadora do evento, a professora de educação física, Cláudia Malta, afirmou que a intenção do evento é promover a integração das escolas.- Este é o nosso IV festival e queremos fortalecer a integração das escolas, municipais, estaduais e da rede privada, da região - disse.

O festival teve o apoio da Prefeitura de Volta Redonda, através da Fevre e do UniFOA.

FONTE: Diário do Vale

http://www.diariodovale.com.br/

Raúl Ruiz redescobre a prosa

As sucessivas presenças do filme "Mistérios de Lisboa", de Raúl Ruiz, em grandes festivais internacionais atestam uma peculiar sedução: afinal, é possível criar um acontecimento genuinamente cinematográfico continuando a ter como base a literatura (neste caso, a obra de Camilo Castelo Branco) e sem que isso esbarre nos clichés da "reconstituição histórica" televisiva. Produzido por Paulo Branco, esta é, afinal, uma demonstração muito concreta de novas possibilidades de experimentação que não têm complexos de integrar heranças muito primitivas.


Ruiz terá sido fascinado, antes de tudo o mais, pelo carácter folhetinesco da prosa de Camilo. Não apenas em termos estruturais, mas sobretudo enquanto mecanismo de uma peculiar vertigem narrativa: esta revisitação da Lisboa do século XIX desenvolve-se como um labirinto de factos e assombramentos que, momento a momento, questiona a estabilidade institucional da própria sociedade.


Numa altura em que a vocação espectacular do cinema tende a ser representada unicamente pela exuberância dos "efeitos especiais", é salutar encontrar um objecto de cinema como este: nas suas mais de 4 horas de duração, "Mistérios de Lisboa" não teme levar às suas mais extremas consequências o poder romanesco do cinema.


* A estreia portuguesa está marcada para 21 de Outubro; mais tarde, "Mistérios de Lisboa" será exibido como mini-série televisiva (seis episódios de 1 hora). Entretanto é exibido em cinco dos mais relevantes festivais da temporada de Outono: Toronto; San Sebastian (17 a 25 de Setembro); Nova Iorque (24 Set. a 10 Outubro);São Paulo (22 Out. a 4 Novembro); Vienale - Viena (21 de Out. - 3 Nov.)


por: João Lopes

FONTE: cinemax

http://ww1.rtp.pt/i

A vida como ela era

17 de setembro de 2010
0h 00
 
Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Nem só de vampiros e fantasias juvenis vivem as listas de best sellers. Por incrível que pareça, em um país onde se lê pouco (bem menos do que na Argentina), um livro de História como 1808, de Laurentino Gomes, já vendeu 600 mil exemplares. O recém-lançado 1822 é ainda melhor e pode até ir além. É muita gente lendo livros muito bons.


Antes, Viagem do descobrimento e Náufragos, traficantes e degredados, de Eduardo Bueno, lideraram a lista de mais vendidos meses a fio, conquistando legiões de leitores para as aventuras, romances e emoções da nossa História.


Nada mais animador do que ver o Guia politicamente incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch, que desmoraliza algumas das maiores fraudes e mitos da nossa história oficial, ultrapassar os 100 mil vendidos, que só raras estrelas da música pop atingem. Merece um "Livro de Ouro".


Grandes livros como Mauá, empresário do Império, de Jorge Caldeira, O príncipe maldito, de Mary Del Priore, e Terra Papagalli, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, fizeram sucesso com boas histórias, muito bem contadas, de épocas, eventos e personagens fascinantes da nossa História. Simples assim.


O melhor é que essas espantosas quantidades se devem às reconhecidas qualidades dos livros, que popularizam a nossa História sem vulgarizá-la ou ideologizá-la, nos ajudando a tentar entender por que somos assim, para o bem e para o mal. E para aprender a não repetir, como farsa, velhos erros, vícios e ilusões e suas desastrosas consequências, como o cartorialismo, o nepotismo, o paroquialismo, o fisiologismo, o coronelismo, o patrimonialismo, o autoritarismo, o sebastianismo e outros ismos históricos de funesta memória.


Julio Cortázar dizia que a ficção é a história secreta das sociedades, mas a verdade é que poucas ficções podem superar essas reportagens da nossa História real, com sua carga de dramas e tragédias, de comédias e patifarias, de fraudes e heroísmos, de surpresas e reviravoltas, e de personagens - como o d. Pedro I de Laurentino Gomes - que fariam a justa fama e fortuna de qualquer romancista.


FONTE: Estadão

http://www.estadao.com.br/

Judô: José Lucas Clossi disputa vaga no Mundial Sub-20


 
17/09/2010 - 12:16:40
- por FS - AI Federação Gaúcha de Judô


O gaúcho José Lucas Clossi, da Kiai, de Canoas, disputa neste sábado, em Brasília, a seletiva que definirá a equipe brasileira que irá lutar o Campeonato Mundial sub-20 de judô, no Marrocos, no próximo mês. Caso ele conquiste a vaga do peso ligeiro, será o segundo atleta do Estado a carimbar o passaporte para a competição - Mayra Aguiar já está confirmada.


Para tentar um lugar na Seleção Brasileira sub-20, José Lucas, que é o atual campeão Sul-Americano da categoria, fará três confrontos contra o paulista Alan Kuwabara. Segundo o técnico da Kiai, Douglas Pötrich, o gaúcho chega preparado para as lutas. "Nos últimos 15 dias ele tem treinado muito bem. Ele está física, técnica e psicologicamente muito bem", assegura.

Em Brasília, o horário prevista para o início da seletiva é às 10h.


As lutas, envolvendo 30 atletas, serão realizadas no ginásio do Colégio Champagnat. O Campeonato Mundial sub-20 será disputado em Ajadir, no Marrocos, entre os dias 21 e 24 de outubro.


FONTE: Final Sports
http://www.finalsports.com.br/

Teddy Riner : "Koh Lanta, je me suis déjà posé la question"


Ce vendredi, Teddy Riner, était interviewé par le quotidien Metro, l’occasion d’en savoir plus sur le champion du monde de judo pour la troisième fois consécutive en plus de 100 kg.


Teddy Riner ne vit pas que pour ses compétitions de judo. En effet, il déclare avoir un faible pour l’automobile : "Depuis gamin, j'aime les voitures. Dès que j'ai eu l'âge, j'ai été pressé de passer mon permis au plus vite. Et peu de temps après, on me l'a repris. J'ai fait un petit excès de vitesse… J'ai un faible pour le rallye. J'ai déjà croisé Sébastien Loeb, on a échangé un peu. Lundi, je vais faire du circuit au volant d'une Lamborghini pour la télé."


Le jeune homme de 21 ans aime les challenges en général et lorsqu’on lui demande s'il pourrait suivre certains judocas, tels que Frédéric Jossinet et Djamel Bourras, dans une aventure comme Koh Lanta, il avoue que cette expérience le tenterait bien. "C'est de l'aventure. Je me suis déjà posé la question. Pendant la saison, avec les compétitions, ça paraît compliqué car je perdrais trop de poids. Là-bas, on ne mange pas très bien." explique-t-il. Il est vrai que le gabarit de Teddy Riner est impressionnant et pourrait lui permettre de pratiquer d’autres sports.


A la question : "Avec votre gabarit, vous feriez un bon 2e ligne en rugby ?", le grand judoca répond avec humour : "Je sais, on me l'a déjà dit. On verra, pour l'instant je suis dans le judo. On ne sait pas dans trois ou quatre ans, j'aurais peut-être envie de changer. Ce qui est sûr, c'est que ce ne sera pas dans le tennis parce que c'est pas ça (il regarde son corps)."


Lors de cet entretien, Teddy Riner en a profité pour donner quelques conseils aux jeunes sportifs : "Pour atteindre le top niveau, il y a trois qualités indispensables : le courage, le mental et l'envie. On peut aussi ajouter le plaisir. Il en faut surtout dans la difficulté."

FONTE: News de stars

terça-feira, setembro 14, 2010

Biblioteca do Vaticano reabre após três anos de obras

14.09.2010 - 16:05
Por Luís Miguel Queirós

Fechada há três anos para obras de renovação, que custaram perto de dez milhões de euros, a Biblioteca do Vaticano reabre as portas na próxima segunda-feira, para alívio dos muitos investigadores que se viram privados do acesso àquela que é considerada a mais valiosa colecção de manuscritos do mundo.

As intervenções incluíram o reforço das fundações, mas também uma série de inovações tecnológicas, incluindo um sistema de monitorização dos livros através de “chips”, para garantir que estes não são levados para fora das zonas de consulta. A introdução de sistemas de segurança mais sofisticados era há muito considerada indispensável, já que se conhecem vários casos de roubos perpetrados no interior da biblioteca.

Em meados dos anos 1990, um historiador de arte norte-americano, Anthony Menikas, foi detido após ter vendido a um alfarrabista duas páginas que rasgara de um manuscrito da Biblioteca do Vaticano, uma cópia do Código Justiniano que pertencera ao poeta renascentista Francesco Petrarca.

Para lá da intervenções menos visíveis, as obras incluíram ainda a construção de uma torre de tijolo no pátio interior da biblioteca, que outrora integrava o famoso Cortile del Belvedere, projectado no início do século XVI pelo arquitecto Donato Bramante. A nova construção destina-se a encobrir um elevador e uma escadaria de acesso à caixa-forte onde se conservam os manuscritos.

Apesar de o encerramento da biblioteca ter provocado muitos protestos da parte de investigadores de todo o mundo, as obras cumpriram escrupulosamente os prazos previstos e ofereceram aos utentes alguns inovações úteis, como a possibilidade de ligarem os seus computadores à rede da biblioteca ou encomendarem reproduções fotográficas de documentos a partir de casa.

Mas a Biblioteca do Vaticano continua a ter especificidades que a distinguem das grande bibliotecas públicas. Desde logo, é necessária uma autorização especial para a consultar “in loco”, de que beneficiam anualmente cerca de cinco mil académicos. E não se pode entrar nas salas de leitura com quaisquer instrumentos de escrita ou, por exemplo, com uma simples garrafa de água. O Vaticano conserva muitos documentos que não estão disponíveis para nenhum investigador exterior à instituição e que se encontram no seu célebre arquivo secreto.

Entre as muitas preciosidades da biblioteca, algumas das mais famosas são dois manuscritos de obras do poeta romano Virgílio e os chamados Papiros Bodmer, recentemente oferecidos ao Vaticano pelo filantropo católico norte-americano Frank J. Hanna, uma cópia parcial dos evangelhos de Lucas e João, que terá sido manuscrita no iníciuo do século III.

'Portfólio Brasil' mostra principais trabalhos de Elifas Andreato

Na música, foram mais de 350 capas de discos, boa parte transformada em objetos de arte. No cinema, filmes nacionais ganharam destaque com seu traço no cartaz. Na literatura, traduziu em ilustrações a prosa densa e inquieta de Clarice Lispector e Murilo Rubião. E, no teatro, um de seus trabalhos mais expressivos, o cartaz da peça "Mortos Sem Sepultura", foi apreendido pela Polícia Federal em 1977. Apesar de preferir a alcunha de artesão, Elifas Andreato é um dos mais importantes artistas gráficos do País, como comprova seu "Portfólio Brasil", livro com principais trabalhos editado pela editora JJ Carol e que será lançado nesta terça-feira (14).

"Minha arte se liga à história da minha vida, das vidas assemelhadas à minha, e serve para contar o que eu e pessoas semelhantes a mim entendemos seja o mundo, a justiça e a liberdade", observa Elifas, no texto de apresentação do portfólio. Na verdade, trata-se de um rápido rascunho sobre a origem de sua arte, iniciada, como ele mesmo conta, em uma fábrica de Vila Anastácio, onde construía cenários para os bailes no refeitório da empresa a partir de bobinas de papel de embrulho que serviriam para embalar fósforos.


Mesmo amadoras, as pinturas impressionaram um grupo de ingleses que visitaram a empresa e convenceram os patrões de que aquele adolescente pobre, morador de cortiço, deveria estudar artes visuais. Foi o passo decisivo para que ele ingressasse em pequenas agências de publicidade até que, aos 20 anos, arrumou um emprego na editora Abril, onde se notabilizou especialmente pelos encartes da coleção "História da Música Popular Brasileira", no início da década de 1970.


Como acompanhava a entrevista com os artistas, familiarizou-se com o trabalho da maioria deles a ponto de ser convidado por Paulinho da Viola para desenhar a capa de seus discos. Nasceu uma amizade tão próxima que, no LP "Nervos de Aço", de 1973, Elifas expôs um delicado problema sofrido pelo músico na época: seu desenho com uma lágrima escorrendo e um buquê de flores indicava a separação de Isa, a primeira mulher. "Pode parecer presunçoso, mas considero que foi com esse disco que eu inaugurei as capas de LP no Brasil. Encontrei um nicho que ainda não havia sido explorado por aqui", disse ele ao Jornal da Tarde em 2006, quando foi aberta uma exposição em homenagem aos seus 60 anos.


De fato, sua forma peculiar (sempre se aproximava do artista antes de iniciar qualquer trabalho) permitiu a descoberta de detalhes que transformavam especialmente as capas de LP em verdadeiras obras de arte. Para o disco comemorativo dos 70 anos de Adoniran Barbosa, por exemplo, em 1980, ele desenvolveu um estudo que mostra o rosto do artista com uma lágrima escorrendo. "Elifas, sou esse palhaço triste", vaticinou o músico.

AREIA

Outra solução genial resultou na capa do Clementina de Jesus, de 1979: em uma caixa com argila e areia, figura o molde dos pés da cantora, cujo nome aparece mais acima. O desenho de Clementina, aliás, é considerado por ele mesmo como o melhor que já fez. "Hermínio Bello de Carvalho o chama de ‘A nossa Monalisa’." No teatro, Elifas, que é irmão do ator e diretor Elias Andreato, também criou cartazes memoráveis. "Calabar", de Chico Buarque e Ruy Guerra, ostenta o desenho anatômico dos músculos do corpo humano coberto por uma pele de porco tatuada.

Já o homem cabisbaixo que figura no cartaz de "A Morte de um Caixeiro Viajante", dirigido por Flávio Rangel em 1984, foi elogiado pelo próprio autor da peça, o americano Arthur Miller, que, em carta ao diretor, confessou mantê-lo pendurado em sua cozinha, "onde posso admirá-lo todos os dias". "Vai ser difícil escrever a história das últimas décadas do Brasil sem ilustrá-la com a arte de Elifas", bem observa Fernando Morais, no prefácio do portfólio.


SERVIÇO:

ELIFAS ANDREATO. Coleção: "Portfólio Brasil" (J.J. Carol Editora, 132 págs., R$ 49). Local: Melograno Forneria & Empório de Cervejas. R. Aspicuelta, 436, SP. Terça-feira (14), 19h30. (Ubiratan Brasil - AE)


IMAGEM: http://www.oldblackgallery.com/

Critique de Poetry

Poetry
Publié le 13/09/2010 dans Drame

Réalisateur: Lee Chang-Dong
Avec: Yoon Jung-hee, David Lee
Genre: Drame
Conditions de visionnage: Cinéma

Adulé par la quasi-totalité de la presse spécialisée et récompensé par le gratifiant « Prix du scénario » au dernier festival de Cannes, Poetry avait de quoi intriguer nos pupilles avides de poésie et de sentiments. S?inscrivant dans un cadre dramatique, le film de Lee Chang-Dong représente malheureusement l?archétype parfait de l??uvre inutilement surenchérie car composée d?une charge émotionnelle relativement pauvre. Le sujet avait de quoi faire rire ou pleurer. Il ne provoquera finalement qu?une indifférence terrifiante, synonyme d?un oubli irréfutable.


Un film empathique

Le film commence d?une manière à la fois sordide et poétique. Un plan d?eau, des rires d?enfants et un cadavre flottant forment les premières images du futur drame sentimental qui se déroulera sous nos yeux. Mija, une sexagénaire coréenne au tempérament excentrique, ne vit que pour son petit-fils âgé d?une douzaine d?années. Emplie de curiosité, elle décide de s?inscrire à des cours de poésie afin d?émerveiller son quotidien trop souvent composé d?amertumes et de monotonie. Mais son destin sera rattrapé par la fatalité d?un évènement morbide qui la plongera dans un tourbillon de questionnements existentiels.

La grande force du scénario de Lee Chang-Dong est de réussir à créer dès les premiers instants une réelle empathie envers Mija. Interprétée avec grandiloquence par la célèbre actrice coréenne Yoon Jung-hee, une incroyable complicité est en effet créer dès les premiers instants entre le spectateur et cette sublime femme. Toujours seule, souriante et finalement si attendrissante, le personnage est travaillé comme jamais et parvient à porter sur ses épaules toute la lourdeur des thèmes abordés: la douceur de sa vie laissera place au suicide et au viol. Ce choix, plutôt didactique, est d?une efficacité redoutable et donnera au personnage une âme extraordinaire.

Malheureusement, ce personnage, véritable pierre angulaire d?un scénario finalement assez pauvre, représentera l?unique attrait d?un film souvent trop plat et sans saveurs. Car si l?anticonformisme des protagonistes de Poetry leur apportera inéluctablement un pathétisme primaire, leur interaction scénaristique est généralement d?une simplicité effroyable. La relation familiale de Mija avec son petit-fils est plate et très souvent incohérente : au-delà d?un échange amical matérialisé par une parti...


FONTE: News de stars

http://www.news-de-stars.com/

Mundiais judo: Yahima Rodriguez eliminada na segunda ronda

2010-09-09 11:55:00
DM com Lusa

A portuguesa Yahima Rodriguez foi hoje eliminada na segunda ronda da categoria de -78 kg dos Mundiais de judo, que decorrem em Tóquio, ao perder com a chinesa Xiuli Yang.

Na primeira ronda do grupo da fase preliminar, Yahima Rodriguez derrotou a polaca Daria Pogorzelec, por waza-ari.

Contudo, a portuguesa foi eliminada na segunda ronda, com Xiuli Yang a vencer por duplo waza-ari.

Os Mundiais de judo, que se iniciaram hoje, decorrem até domingo em Tóquio.

FONTE: http://desporto.clix.pt/
FOTO: http://mediaserver.rr.pt/

No auge aos 29 anos, Coxinha lembra tempos de coadjuvante

Filho de vendedores de salgados, Leandro Cunha costumava presentear seu professor de judô com coxinhas na infância. Chamado pelo apelido até hoje, o atleta de 29 anos viveu na sombra de concorrentes como Henrique Guimarães e João Derly até atingir o auge com a medalha de prata na categoria meio-leve do Mundial do Japão.


"Com certeza, vai representar muito na minha vida. Eu estava há muito tempo batalhando por isso e agora tive a oportunidade. Agradeço a todos que confiaram em mim mesmo nos momentos difíceis. Quero abraçar minha chance até o final", disse o judoca ao desembarcar em Guarulhos na manhã desta terça-feira.


Até 2004, Coxinha foi reserva de Henrique Guimarães, bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996. Entre 2005 e 2008, ele enfrentou a concorrência de João Derly, bicampeão mundial em 2005 e 2007. Fora das principais competições, o judoca chegou a ficar desmotivado.


"Em 2008, não consegui me classificar para as Olimpíadas. Passei dois anos fora do cenário mundial. Disputei com atletas muito fortes do Brasil, principalmente o Derly. Eu fiquei desanimado para treinar, mas sempre passei por momentos difíceis na minha vida", afirmou.


Coxinha recuperou a confiança apenas com a classificação para o Mundial de Roterdã-2009. "Eu estava bem na luta e perdi por um detalhe para o campeão olímpico. Depois desse Mundial, pensei que chegaria no próximo para medalhar", contou o judoca.


Com a prata no peito, Coxinha transbordava felicidade na manhã desta terça-feira. Ainda com duas feridas no rosto causadas pelos combates, ele atendeu a imprensa com um sorriso permanente no rosto, tirou fotos com fãs de ocasião e até falou de si na terceira pessoa.


"Deu para provar que o Leandro chegou aí e representou bem o Brasil. Lutei até o final e tive a chance de ser campeão, mas a prata está de bom tamanho. Estou novamente no cenário e quero trabalhar para os próximos objetivos. Essa medalha mostra que precisa perseverar sempre. O caminho foi difícil, mas valeu a pena", comemorou.


Depois de embarcar para o Japão ao lado de nomes como Tiago Camilo, Leandro Guilheiro e Luciano Corrêa, ele ainda não tem dimensão de seu feito. "Demora um pouco para cair a ficha. Lutei no último dia de competição e depois você vai sentindo a sensação de ser o segundo melhor do mundo, ainda mais no Japão, o berço do judô", encerrou.

FONTE: Terra Brasil

http://esportes.terra.com.br/

Com nova regra, judocas veem Brasil e Japão à frente na corrida por Londres-2012

14/09/2010 - 13h35

Brasileira Mayra Aguiar ficou com a medalha de prata no Mundial do Japão

Jorge Corrêa
Em São Paulo

Depois de uma campanha pífia no torneio em 2009, o Brasil se recuperou e voltou do Japão nesta terça-feira com quatro medalhas do Mundial de Judô, que aconteceu na última semana, em Tóquio. Além de maior foco na preparação, os brasileiros não hesitaram em apontar as novas regras do esporte como ponto importante nessa evolução.

Desde o final do ano passado, ficaram proibidas catadas nas pernas, técnica característica de escolas europeias. O resultado foi um avanço dos países que apostam mais na luta em pé, principalmente o Japão. Baseada na japonesa, a escola brasileira também se viu beneficiada com essa mudança.

“As meninas na Europa são muito fortes, principalmente em golpes de perna, então o judô brasileiro e o japonês se deram muito bem, pois são mais técnicos, se movimentam mais. Fica melhor para nós e é menos perigoso”, explicou Sarah Menezes, que ficou com o bronze na categoria até 48 kg.

Para Mayra Aguiar, medalha de prata no peso até 78 kg, os japoneses serão os mais favorecidos. “Ficou muito bom para eles, que tinham muita implicância com as catadas, que sempre acabavam caindo. O judô japonês é praticamente todo em pé, então para eles foi ótimo, até dá para ver nos resultados.”


“Mudou bastante, muita gente teve de mudar completamente sua forma de lutar. Tem gente que não gostou da regra, mas está bom assim. Um pessoal já estava viciado, mas para mim não foi muito problema, até pela minha idade”, completou a judoca de 19 anos.


Leandro Cunha, que ficou com o segundo lugar na categoria de até 66 kg, explica que brasileiros e japoneses chegam fortes para esse novo ciclo olímpico e até mesmo para os Jogos de Londres, em 2012. “Teve uma grande mudança no cenário mundial com essas novas regras. Nós viemos do berço do judô japonês e o Brasil já vem adaptando isso muito bem.”

“No decorrer dos campeonatos, fomos colocando isso na prática. E chegou nesse campeonato mundial, nada melhor que essas medalhas para mostrar que o Brasil está forte para disputar qualquer campeonato”, seguiu.

Para Tiago Camilo, que foi campeão mundial em 2007 mas terminou em sétimo nesse ano, as alterações deixaram o judô mais atrativo para o público. “Essa mudança veio para melhorar o judô, a qualidade vista pelo telespectador, ficou mais plástico, estão saindo mais ippons.”

“Está todo mundo crescendo. Mesmo os europeus, que fazem um judô mais de catada de perna, estão bem. Os japoneses estão na frente. É só ver os resultados que eles tiveram nesse Mundial. Tem dois anos ainda para as Olimpíadas e certamente nós vamos crescer e vamos chegar forte”, finalizou.


FONTE: UOL Esporte


Telma Monteiro: "Acredito que vou ser campeã do mundo"

A judoca do Sport Lisboa e Benfica Telma Monteiro já está em Lisboa depois de ter conquistado a medalha de prata no Campeonato do Mundo da modalidade. A atleta, de 24 anos, não tem dúvidas que vai conseguir acrescentar o título mundial ao seu palmarés.

“Dei tudo o que tinha naquele combate, mas acredito que vou ser campeã do mundo. Se não tiver lesões e continuar a trabalhar bem, está perfeitamente ao meu alcance”, defendeu Telma Monteiro.

A judoca referiu ainda que “não está obcecada” com o título mundial, lembrando que ainda é muito jovem e que tem várias oportunidades para conseguir esse objectivo. “Tenho 24 anos e os mundiais agora são todos os anos. Por isso, acredito que vou chegar lá se continuar a trabalhar e se tiver humildade”, finalizou.

Recorde-se que a benfiquista perdeu a final do Mundial do Japão frente à atleta da casa Kaori Matsumoto.

FONTE: http://www.slbenfica.pt/

Neto foi um activista revolucionário

Sam Nujoma considerou, ontem, em Luanda, Agostinho Neto um “activista revolucionário”. O primeiro Presidente da Namíbia realçou os feitos do fundador da Nação angolana pela liberdade do continente e da região, em particular, considerando-o “o grande impulsionador das lutas de libertação da Namíbia e da África do Sul”.

O antigo Chefe de Estado namibiano que discursava na sala magna da Reitoria da Universidade Agostinho Neto, perante membros do conselho científico da primeira Universidade pública angolana, referiu que “Agostinho Neto é um orgulho para África”.

Agostinho Neto não estava apenas preocupado com a libertação do povo angolano”, frisou, acrescentando: “Em 1975, quando anunciou a Independência de Angola, chamou-nos a todos para que nos juntássemos e tornássemos possível o sonho do povo da Namíbia e da África do Sul. E tornou possível a nossa libertação”.

Sam Nujoma, na qualidade de reitor da Universidade da Namíbia, assinou um memorando de entendimento com a Universidade Agostinho Neto, para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas nos sectores mineiro, tecnológico, das pescas e da agricultura.

Achamos o momento oportuno para as duas universidades cooperarem, de modo a podermos garantir o desenvolvimento da região da SADC”, disse. “Neste momento que gozamos da liberdade política devemos conquistar a independência económica. O nosso objectivo deve ser a erradicação da pobreza, das doenças e da ignorância”, declarou.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Freud em quadrinhos


Quinta, 18 de Fevereiro de 2010 - 22h18


Freud em quadrinhos

Ribeirão-pretano cria blog com personagens psicanalíticos e se torna sucesso na internet

Francine Micheli

Eles parecem feitos com peças de playmobil, não mudam nunca de expressão facial e estão sempre se metendo em alguma situação do mundo real. Assim são Id, Ego e Superego, os Irmãos Brain, personagens principais de um blog de tiras bem humoradas que viraram hit na internet.



Clique aqui para ver o blog



O criador dos personagens é o publicitário e cartunista ribeirão-pretano Geraldo Neto, de 26 anos, um viciado em internet que tinha um blog sobre notícias do cotidiano e há três anos viu sua vida tomar um novo rumo.



"Era um blog normal de conteúdo e aí eu criei os personagens para comentar as matérias. Eles são baseados na teoria de Freud sobre o subconsciente. Com o tempo eles criaram personalidade própria", explica Geraldo que teve a ideia durante as aulas de psicologia na faculdade de Publicidade e Propaganda.



Para quem acessa pela primeira vez ao blog de Geraldo é recomendável que se conheça um pouco das características de cada um dos irmãos. Id, Ego e Superego são tão diferentes que são capazes de ter visões distintas de uma mesma situação e fazer piadas com diferentes tipos de humor, como na tira em que os irmãos entram no universo do filme "Avatar", se tornando azuis.



Consequências



Id Brain, o de amarelo, é um ser que age por instinto, sem se preocupar com as consequências dos atos. Superego Brain é o mal-humorado da história. Está sempre nervoso e não aguenta as peripécias do Id. Já Ego Brain é o mais inteligente e estudioso, ele tenta manter o controle da casa.



O blog dos Irmãos Brain conseguiu atingir um patamar notável no mundo virtual entre milhões de outras páginas de humor. Quando comprou o domínio www.irmaosbrain.com por R$ 10 e dividia seu tempo entre o trabalho em uma emissora de televisão em Ribeirão e o blog, ele não imaginava que dali alguns anos o site contaria com mais de meio milhão de visitas por mês.



"A audiência do blog me assustava no início, pois era praticamente a mesma de uma revista semanal", confessa. Hoje o blog é reconhecido por ter criado um novo estilo de cartunismo na internet brasileira, já que as tirinhas são todas no formato vertical e os desenhos são sobrepostos a imagens reais.



"É o espaço que tenho mais liberdade para mostrar a minha arte como roteirista, cartunista, ilustrador e criação de vídeos", diz.


FONTE (imagem incluída): Jornal A Cidade
http://www.jornalacidade.com.br/

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

As primeiras telas de Bob Dylan



11/02/2010 - 19:00 - Atualizado em 11/02/2010 - 19:00

As primeiras telas de Bob Dylan
Exposição em Londres traz obras desenhadas pelo músico entre 1989 e 1992
Juliana Costa


Realmente podemos dizer que Bob Dylan é um homem das artes. Músico, ele também se aventurou pelo universo da literatura e da pintura e não fez feio. Já mostrou suas obras em lugares como Alemanha, Dinamarca e Inglaterra, país que novamente vai apresentar uma exposição com os trabalhos do ícone do rock.


As telas, que estarão na Halcyon Gallery, em Londres, pertencem à última fase da primeira série de obras de Dylan, chamada "The Drawn Blank Series".


Os esboços foram feitos pelo cantor em suas várias viagens entre 1989 e 1992 e pintados anos mais tarde. Entre os temas, as pessoas e os objetos que ele encontrava pelo caminho e, é claro, suas canções. "Desenho o que é interessante para mim e depois pinto. Não tento fazer críticas sociais", diz.


A exposição começa no dia 13 de fevereiro e fica em cartaz até 10 de abril. Embora Dylan já seja um velho conhecido das galerias, é uma boa oportunidade de ver como ele é capaz de se renovar – em todas as artes.

Leia Mais

Para conhecer melhor Bob Dylan
Livro conta lado bad boy de Saint Laurent
O lado fotógrafo de Dennis Hopper
Arte retrô: fitas K7 viram base para pintura
 
FONTE (imagem incluída): Criativa


terça-feira, fevereiro 02, 2010

Dia nacional das histórias em quadrinhos

Dia nacional das histórias em quadrinhos

01/02/2010 - 11h18m

Michelle Tondineli
Repórter

Sábado, 30, em todo o país foram realizadas muitas atividades alusivas ao dia das histórias em quadrinhos. Para o colecionador Jayme Corsino, a Turma da Mônica, com Mônica, Cascão, Cebolinha, Magali, a Disney com o Mickey, Pato Donald, Pateta, Zé Carioca, Luluzinha, Zorro, Super-Homem, Fantasma, Batman e X-Men encantam a todos.

- No Brasil, o surgimento das HQ’s é atribuído ao italiano naturalizado brasileiro Ângelo Agostini. Foi ele quem produziu a primeira história no país, em 1869: As Aventuras de Nhô Quim. Suas histórias eram uma crítica à monarquia da época e a favor da república. Elas eram publicadas na revista Vida Fluminense, no Rio de Janeiro - diz.

Jayme explica que o dia 30 de janeiro é justamente a data da publicação da primeira história de As Aventuras de Nhô Quim.

- Pelo que estudei, a história contava com o personagem fixo Zé Caipora, um fazendeiro simples que visita a corte do imperador. Todos os autores da chamada literatura de estampa podem ser considerados precursores dos quadrinhos - afirma.

De acordo com o colecionador, todos esses fatos atestam a importância das gravuras na história da humanidade.

- As histórias em quadrinhos, tal como as encontramos na atualidade, nos gibis, têm sua origem no século XVIII. Elas já foram chamadas de canções de cego e imagens de Epinal. Tinham o propósito de dar ao povo a chance de se transferir para a vida de romance - diz.

Antigamente, as histórias em quadrinhos eram consideradas uma arte menor, sendo sua maior aceitação entre leigos. Jayme disse que é por isso que os quadrinhos entraram na vida do homem comum através do jornal, tomando a forma de tiras.

- O humor passou a ser o tema mais corriqueiro nos quadrinhos a partir do século XIX, graças a esse novo formato encontrado no meio jornalístico. Junto ao progressivo afastamento das antigas características das tiras de jornal, a temática das HQ passou por mudanças, contendo, na maioria das vezes, histórias de aventuras - diz.

A estudante Juliana Magalhães Antunes explica que Belo Horizonte se revelou um pólo nacional para eventos ligados aos quadrinhos.

- Hoje, Belo Horizonte conta com a Associação Cultural Nação HQ, que atualmente implementa o Centro de Pesquisa e Memória do Quadrinho, além de promover encontros e festivais anualmente - finaliza.

Outras informações http:/blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/

FASCÍNIO PELOS QUADRINHOS NÃO TEM IDADE

Em Montes Claros não acontece comemoração do dia nacional de quadrinhos e nem mesmo existe um grupo registrado para facilitar a pesquisa sobre o assunto. Quem quer participar das festividades tem que participar em outras cidades. Nem mesmo existe um grupo registrado para facilitar e auxiliar a pesquisa de todos.

A estudante Juliana Magalhães Antunes se apaixonou pelos quadrinhos quando começou a ler. Com 15 anos de idade, Juliana coleciona quadrinhos há cinco, e já tem quase 300 revistas.

- Revistas em quadrinhos têm muitos atrativos. As cores e desenhos, que são verdadeiras artes, demonstram com detalhes um trabalho muito bem feito e agradável de se ver - afirma.

Juliana diz que quase nenhuma revista é rara, mas o colecionador não para de pensar nas revistas.

- Tem umas que foram feitas nos anos 50 e 60 que eu gostaria muito de ter, mas é quase impossível. Alguns quadrinhos já possuíam alto teor artístico desde a década de 70 e tenho vontade de ter uma das primeiras que foram criadas para acompanhar a evolução artística e modificadora das histórias em quadrinhos - diz.

Juliana ainda explica que não possui um gênero especifico para a coleção. Para ela é necessário ter de tudo um pouco e conhecer todos os gêneros.

- Dos personagens, prefiro acreditar em super heróis no geral. Não possuo um predileto, por gostar do surreal, do fascinante, do que não existe. E é esse o mundo que as histórias de super heróis nos proporcionam – afirma a estudante.

Já para Jayme Corsino, as histórias em quadrinhos são como um mundo onde quase tudo é possível.

- Acompanhar cada edição com a emoção de esperar a próxima chegar é extremamente emocionante. Não abro mão disso. Ao todo tenho 828, e quase nenhuma é rara. Para que as raras aumentem de número, pretendo comprar algumas do Batman & Deathblow, Elektra e Hitman - afirma.

Colecionador há 13 anos, Jayme confessa que quase não tem se empenhado para aumentar a coleção.

- Coleciono toda HQ que vejo e me chama atenção. Desde mangas até turma da Mônica. Sem contar as mais clássicas como Batman, Superman, liga da justiça e outras. De todas as HQs que li, o personagem que mais gosto se chama Ichigo, do manga bleach. Não é um personagem muito conhecido, mas ele se parece muito comigo e me identifico muito com ele, se fosse possível seríamos irmãos gêmeos ou melhores amigos - afirma.

FONTE: O Norte de Minas

http://www.onorte.net/

IMAGEM: http://thefreexpressionanquin.blogspot.com/

Amanhã em ZH: A procissão em quadrinhos

Amanhã em ZH: A procissão em quadrinhos
Detalhes de Navegantes serão contados como uma história em quadrinhos

A procissão de Navegantes que ganhará as ruas da Capital nesta terça-feira, além de demonstração de louvor à Nossa Senhora, também é resultado de uma história de coragem e persistência. A história do nascimento da tradição porto-alegrense envolve longas viagens de navio até a Europa, a contratação de um escultor português de raro talento e até um incêndio que ameaçou pôr um fim precoce ao cortejo cujas origens remontam a 1871.

Com base em imagens de época da Santa e da antiga capela de Nossa Senhora dos Navegantes, Zero Hora publica amanhã uma história em quadrinhos ilustrada por Edu Oliveira.

Segundo o pároco de Nossa Senhora dos Navegantes, padre Luiz Remi Maldaner, em 2 de fevereiro daquele ano a imagem recém-chegada de Portugal participou da primeira procissão fluvial entre o centro da cidade e o então chamado Arraial do Menino Deus. Apenas anos mais tarde o destino final da Santa seria a Zona Norte, onde hoje se encontra a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.

Em 1910, porém, um incêndio destruiu a capela que existia nesse mesmo lugar e consumiu a imagem de Nossa Senhora. A comunidade porto-alegrense encomendou uma nova imagem ao mesmo escultor português — a mesma que na terça-feira deverá ser levada por terra por milhares de fiéis.

ZERO HORA

FONTE (imagem incluída): Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/

Brasil perde o crítico literário Wilson Martins

Notícias
Brasil perde o crítico literário Wilson Martins

Por Simone Pallone
01/02/2010

Morreu no último sábado, 30 de janeiro, aos 88 anos, o crítico literário Wilson Martins, que atuou em vários periódicos brasileiros, como Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo,Correio do Povo, entre outros. Autor de importantes obras, recebeu prêmios como o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por duas vezes, por volumes de História da Inteligência Brasileira, e o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, em 2002, pelo conjunto de sua obra.

Martins foi professor de Literatura Francesa na Universidade Federal do Paraná e lecionou por 26 anos literatura brasileira em Nova York. Embora tenha tido uma carreira acadêmica consistente, foi como escritor e crítico literário que se tornou mais conhecido, sendo chamado por muitos colegas de o “último grande crítico literário” do Brasil, título que aceitava diante da redução do espaço reservado à crítica literária nos jornais nacionais, que priorizam a imagem sobre as palavras.

Para o escritor, professor universitário e também crítico literário paranaense Miguel Sanches Neto, Wilson Martins foi o principal representante da chamada “crítica de rodapé”, a crítica literária jornalística, semanal. Sanches Neto atribui a Martins esse título devido ao longo período de dedicação do mestre a essa atividade. “Desde 1942 até outubro de 2009, quando escreveu suas últimas críticas para o Correio do Povo, do Paraná, Martins se dedicou aos lançamentos de toda a literatura brasileira, como ninguém mais o fez”, afirma o escritor.

Sanches explica que Martins deu à crítica literária uma dimensão que ela não tinha, da mesma forma que Rubem Braga deu à crônica uma dimensão nunca antes vista. Em seu mais importante livro, História da Inteligência do Brasil, Martins trata, em sete volumes, de todos os livros publicados no país, brasileiros ou sobre o Brasil, ano a ano, desde 1500 até 1960. “Seu foco sempre foi a literatura brasileira e a literatura sobre o Brasil”, afirma. O olhar estrangeiro o interessava quando fosse dirigido ao Brasil. Foi ele, por exemplo, o primeiro tradutor de Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss, nos anos 1950.

Em 2001, Martins foi homenageado com um volume intitulado Mestre da Crítica, que contou com a participação de colegas ilustres como Affonso Romano de Sant'Anna, Moacyr Scliar, Edson Nery da Fonseca, Antonio Candido e outros, em artigos sobre a carreira do crítico e assuntos literários em geral.

Outros importantes livros do crítico são A crítica literária no Brasil, Ano Literário – que já tem dois volumes publicados e outros dois a serem lançados em breve, com críticas do autor até 2009. É dele também Ponto de vista, um projeto que reuniu em livro os artigos publicados nos diversos jornais, e A palavra escrita, ensaio no qual descreve a escrita desde a sua invenção até os dias atuais.

FONTE: ComCiência

http://www.comciencia.br/

FOTO: http://www.tvcanal13.com.br/fotos/0,,35649391-EX,00.jpg

Poster poems: Alliteration

Imagination's inspiration ... An Anglo-Saxon zoomorphic mount from the Staffordshire hoard


Poster poems: Alliteration

Generally speaking, these Poster poem challenges are either topic-based or call on you to work in a set form. This month, we're going to try something a bit different; the focus is on a technique, but not a form as such.
Alliteration is, perhaps, the oldest device used to organise poetry in English, dating, as it does, from the very earliest appearance of verse in the vernacular. It lies at the very heart of Anglo-Saxon poem making, and lends a kind of solemn movement to the language of a poem such as Beowulf. However, this use of alliteration is not limited to Old English; it's a technique that is used in many more modern epic poems. For example, lines such as "Behemoth, biggest born of earth, upheaved His vastness" display Milton's mastery of alliterative pomp.
Of course, Anglo-Saxon poetry wasn't all gloom and grandeur; the riddles may not be side-splittingly slapstick, but they do display the more playful part of the poet's palette. This more light-hearted aspect of alliteration is a fine feature of many tongue-twisters, such as She sells sea shells by the sea shore. It is also frequently found in the efforts of Emily Dickinson and the genuinely brilliant Gwendolyn Brooks.
In the wake of the Norman conquest, the native alliterative tradition faced stiff competition from French and Italian rhyming verse forms, but it never fully disappeared. Indeed, the 14th century saw a fine flowering of poetry that drew heavily on the old order of things; poems such as Pearl, Cleanness, Sir Gawain and the Green Knight and The Vision of Piers Ploughman echoed the earlier English poets, while introducing a new variety and freshness to the alliterative line.
One of the more striking aspects of Langland's Vision is the way in which he uses alliteration to produce instantly memorable phrases; his world is a "fair feeld ful of folk", of himself he declares "I have lyved in londe … my name is Longe Wille" and at the heart of the poem is the insight that "Whan alle tresors arn tried, Truthe is the beste". This characteristic of being memorable has long attracted poets to alliteration, and allowed, for instance, Tennyson to turn out one of the most easily recalled opening lines in English "He clasps the crag with crooked hands".
A lot of poets have used alliteration to introduce a mellifluous mode to their lyric lines; think, for instance, of Byron's She Walks in Beauty or Hopkins's Binsey Poplars, poems in which alliteration is amalgamated with all the artifice of Latinate rhyme to form a music that melds the best of both traditions. One result of this rapprochement is that the alliterative line of the Anglo-Saxon scop has been developed to the point where it runs across lines, weaving its way into the fabric of the entire stanza. It's a development that drives the syntax of a poem such as On Seeing the Wind at Hope Mansell by Geoffrey Hill.
And so, this month I invite you to invent alliterative odes. Be they sombre or singalong, epic or epigrammatic, riddles or – oh, enough, you get the point – your poems are welcome here, as ever.

FONTE: The Guardian
http://www.guardian.co.uk/

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Nova editora aposta em textos jornalísticos e estudos literários

TINTA NEGRA - [ 27/01 ]

Nova editora aposta em textos jornalísticos e estudos literários
Cruzeiro On Line

Na cultura oriental, bazar é um tradicional espaço de intercâmbios mas, ao contrário do Ocidente, onde as trocas são puramente comerciais, lá há também a socialização da cultura. Foi baseado nessa filosofia que nasceu a Tinta Negra Bazar Editorial, pequena editora que abre oficialmente suas portas esta semana com grandes ideias: apostar no garimpo de joias pequenas no formato, mas infinitas na qualidade.



"Perseguimos textos e autores interessantes e de nível, que sejam independentes do mainstream da literatura universal", explica a editora Michelle Strzoda. "Uma de nossas metas é resgatar autores brilhantes, muitos inéditos por aqui, outros que estão no ostracismo, bem como textos perdidos. Além disso, vamos privilegiar nichos como literatura hispano-americana, Leste Europeu e uma linha de pensamento, filosófica."


Para marcar sua presença, a Tinta Negra lança seis volumes, dos quais "Lugar" (112 págs., R$ 29), romance de estreia do mineiro Reni Andrade, será lançado nesta 5ª feira (28), a partir das 19 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Trata-se de uma narrativa nebulosa e envolvente em torno de quatro gerações de uma mesma família que convivem com a recusa da memória. O estranhamento inicial, provocado por experimentos linguísticos que transformam as palavras e rompem com regras gramaticais, logo é transformado em sedução, alimentada pela dissecação tanto da palavra como das relações daquela família.


A primeira fornada da Tinta Negra traz ainda "Contos Mais Que Mínimos", coletânea de pequeninos textos da jornalista e escritora Heloisa Seixas; "O Livro da Metaficção", obra de teoria literária de Gustavo Bernardo; "A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo", de estudo do pesquisador Ubiratan Machado; "Comida e Filosofia", primeiro volume da coleção "Trilogia de Epicuro", sobre filosofia e gastronomia e que traz apresentação da chef Roberta Sudbrack; e "Metendo o Pé na Lama", relato pessoal sobre como foi o primeiro Rock in Rio, em 1985, assinado por Cid Castro, publicitário que criou a famosa marca do festival.

A união de textos jornalísticos com estudos literários e culturais vai orientar os passos da Tinta Negra, garante Michelle, apostando especialmente na perenidade dos ‘long sellers’. (Ubiratan Brasil - AE)


FONTE: Jornal Cruzeiro do Sul

http://www.cruzeirodosul.inf.br/

terça-feira, janeiro 12, 2010

Prova aborda impacto de deslizes do cotidiano



12 de janeiro de 2010/N° 16213
REDAÇÃO DA UFRGS

Prova aborda impacto de deslizes do cotidiano

Candidatos foram estimulados a descrever o resultado das infrações do dia a dia na formação da sociedade brasileiraAlém de classificar vestibulandos, a prova de redação aplicada ontem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) poderia ser empregada para selecionar bons cidadãos. Ao abordar o impacto da falta de civilidade no cotidiano, o tema escancara um desconforto vivido por todos e confirmado por especialistas. A constatação é de que os pequenos deslizes estão resultando em grande dano à sociedade brasileira.

O filósofo e professor de ética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano testemunhou ontem mesmo a atualidade do tema explorado pelos vestibulandos. Ao chegar a uma agência bancária da capital paulista, percebeu um carro estacionar em uma vaga reservada a portadores de deficiência. Dele, saiu um jovem sem qualquer dificuldade de locomoção.

– A vida coletiva é um inferno no Brasil. Essas pequenas falhas de comportamento, multiplicadas, se transformam em um grande problema para todos – declara o filósofo.

Para Romano, a falta de polidez se tornou uma característica devido à urbanização galopante desde o século passado. A rapidez com que a antiga vida em pequenas comunidades deu lugar à convivência em metrópoles abarrotadas não foi acompanhada pela aquisição de uma cultura urbana adequada.

– Não desenvolvemos novas regras de vida para substituir as antigas normas da cultura caipira – constata.

Esse panorama histórico vem sendo agravado pela sensação geral de impunidade – que cria um ambiente propício ao surgimento de uma epidemia de descortesia e descumprimento de leis. Essa foi uma das constatações que levaram o médico perito José Andersen Cavalcanti Júnior, 55 anos, a escrever um artigo sobre o tema. Publicado em ZH dia 13 de novembro, o texto teve trecho selecionado e reproduzido na prova da UFRGS para reflexão dos candidatos.

– Vejo que as pessoas se indignam com os grandes escândalos de corrupção, com os políticos de Brasília, mas têm dificuldade em reconhecer os seus erros do dia a dia. A impunidade estimula esse tipo de comportamento. Se os grandes não são punidos, por que eu deveria ser? – argumenta.

Essa combinação de fatores torna comum uma série de atitudes prejudiciais para a vida em sociedade, como jogar lixo na rua, fumar em local proibido ou circular com o carro pelo acostamento da via. Cavalcanti Júnior conta que, diante de uma escola de Porto Alegre, costuma abordar pais que param com o carro sobre a faixa de segurança.

– Pergunto se, além de parar em fila dupla, ainda tem de ficar sobre a faixa. Mas sempre respondem que é apenas por um minutinho, ou que precisam pegar o filho.

Para a professora de Ética e Filosofia Política da Unisinos Cecília Pires, atos como esse estão cada vez mais comuns.

– Nunca vi tanta falta de educação como agora. Não sei a que atribuir isso. Mas é perceptível, desde a violência nas escolas até as menores coisas do dia a dia – alarma-se.

Para os especialistas, o caminho até uma sociedade mais sadia depende da educação das novas gerações e da reflexão dos mais velhos – até perceberem que pequenos atos têm grandes consequências.


LEANDRO RODRIGUES E MARCELO GONZATTO


FONTE: Zero Hora
FOTO: Encoded

By: Ben Goossens
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