quarta-feira, janeiro 03, 2007

A extirpação de um cancro por Urda Alice Klueger


11/12/2006 17:16:00
A extirpação de um cancro
Por Urda Alice Klueger

Uma vez eu já senti uma sensação assim como esta que o meu planeta deve estar sentindo hoje. Há que se voltar no tempo, no espaço e aos dias precedentes à sensação que senti, para que possa me fazer entender.
Eu era jovem, bonita, tinha 52 kg e um fusca movido à álcool, última novidade em carro por cá nestas terras de Santa Cruz (apesar de depois terem dado a maior rasteira em Bautista Vidal, o mentor intelectual da Proálcool, como convinha ao Capital por aqui instalado), e com meu fusca andava por todos os lados. Na ocasião em que vou falar, especificamente, estava em Foz do Iguaçu, passando uns poucos dias de férias, mas férias mesmo, que nunca tive dinheiro para ir até lá buscar muamba.
Então estava em Foz do Iguaçu, num lindo hotel na Estrada das Cataratas, todo cheio de jardins paradisíacos e com uma piscina paradisíaca também, garçons gentis, boa comida, turistas de diversas partes do mundo, quiçá alguns contrabandistas, e a possibilidade de fazer as três refeições do dia cada uma num país diferente. A amizade já rolara entre o pessoal que freqüentava a piscina, e na sexta-feira ficou combinado que todos iríamos juntos, no sábado, a uma nova danceteria recém-inaugurada e que já se tornara famosa pela beleza e elegância.
Portanto, sábado deveria ter sido como um portal de uma noite maravilhosa, mas não foi. Alguma coisa estava errada comigo, alguma coisa indefinida fazia sentir-me um pouco mal, e conforme a tarde se adiantava, aquela coisa ia me tirando a vontade de ir para a danceteria, e fui dormir enquanto os amigos da piscina botavam suas roupas caprichadas para brilhar na pista de dança.
Aquela noite, no linguajar da minha mãe, e que cada vez mais vejo nas linhas de Saramago, foi uma noite “encalada”, em que nada estava muito bom e nem dava para dormir muito direito. Quando o domingo amanheceu eu tinha piorado um bocado, mas ainda dava para pensar coisas assim: “Se eu der uma boa nadada na piscina, melhoro!”. Então entrei na piscina para dobrar-me de dor, uma tão aguda dor que não sei como não desmaiei e me afoguei, ali naquela hora matinal, onde os outros hóspedes ainda estavam dormindo, se refazendo da noite na balada famosa. Consegui sair da água e ir para a cama, sempre com aquela esperança: “Se dormir um soninho, vai melhorar!”.
Melhorou nada. A noite de domingo foi um pesadelo, e na segunda pela manhã, já sem conseguir ficar de pé direito, encurvada de dor, dirigi meu fusca até o hospital mais próximo, e num instantinho tinha um diagnóstico: estava com uma infecção numa coisa que todo o mundo tem, mas que a gente só fica sabendo quando inflama: um tal de apêndice, que se situa do lado direito, um pouco abaixo da cintura. O jovem médico que me atendeu disse que ia mandar fazer um exame de sangue só para confirmar seu diagnóstico – e enquanto isso eu estava já tomando um sorinho intravenoso misturado com remédio para dor, e o mundo parecia ter ficado melhor. Já tinha ouvido muitas pessoas falarem que tinham operado o tal de apêndice, e comecei a fazer planos: se o diagnóstico se confirmasse, decerto o médico iria me mandar para casa para ser operada na minha cidade, e então, naquela tarde, aproveitaria para dar um pulo à Argentina, para tomar a boa cerveja que lá se faz...
Voltou o médico, e era aquele mesmo o diagnóstico. Só que não havia mais como ir nem tomar a cerveja argentina, a 10 km dali – eu tinha 15 MINUTOS para telefonar para casa e avisar, pois em seguida seria irremediavelmente operada. Adeus, cerveja argentina! Gastei os 15 minutos refletindo o que fazer, e achei que era melhor que a minha família não soubesse: se eu ficasse melhor, depois contaria – achei por bem dar meu endereço para a enfermeira, para o caso de terem que enviar meu corpo para algum lugar. E tinha acabado o tempo antes da anestesia.
Na verdade, eu ficara fazendo aquelas conjecturas, imaginando cervejas argentinas etc., por conta do soro com analgésico – no fundo, continuava um bocado mal, indisposta, de mal com a vida. A anestesia foi bem-vinda, pelo menos tirou-me daquela agonia de viver mal.
Não sei quanto tempo passou, mas lá pelas tantas uma enfermeira me dava tapinhas no rosto e perguntava:
- E então? Tudo bem?
Foi só então que eu entendi que tudo já tinha passado, e que era trazida de volta do mergulho na inconsciência por aquela moça simpática. Mas o melhor de tudo mesmo, era a sensação de bem-estar, bem-aventurança, bem tudo no mundo – fora-se embora a sensação de doença, de mal-estar, de agonia. Havia dor, claro, principalmente quando me mexia, pois estava com um talho todo cheio de pontos na barriga, mas a dor daquele talho era o que se pode chamar de “dor boa”, se é que alguma dor pode ser boa, talvez como sejam as dores de amor. A “dor má” se fora, como se um cancro tivesse sido extirpado.
Foi bem assim que me senti de novo hoje, quando soube que Pinochet morreu. Tenho a sensação que o planeta inteiro está se sentindo assim, depois da maldade daquela dor toda que ele provocou por tanto tempo. Ufa! É um grande alívio saber que a Humanidade está livre para sempre daquele traste!


Urda Alice Klueger nasceu em Blumenau/SC e publicou vários livros. É historiadora e membro da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. E-mail: urda@flynet.com.br

Fonte: cronopios@cronopios.com.br - http://www.cronopios.com.br/

U S Judo
JUDO: Takemori Attends First Ever IJF Women’s Coaches Seminar
Contact: Nicole Jomantas, 719.271.9937 (cell)
Nicole.Jomantas@usajudo.us


(Colorado Springs, Colo.) – One of the top female judo coaches in the United States, Teri Takemori (Glenville, N.Y.) arrived in Fukuoka, Japan Tuesday to participate in the first Women’s Coaches Seminar held by the International Judo Federation.

Takemori will participate in the seminar from Dec. 13-15 and will attend the Fukuoka Women’s Championships, one of the premier women’s judo tournaments in the world, from Dec. 16-17.

Each Continental Judo Federation was allowed to select four female judo coaches to attend the seminar that will include 19 participants from around the world. Takemori was selected as a representative of the Pan American Judo Union along with Olympian Sophie Roberge (CAN), Mara Naransic (ARG) and Fabiola Yeguez (VEN).

The seminar attendees include women who are not only excellent coaches, but many former top players as well, including two-time World Champion and Olympic medalist Emanuela Pierantozzi (ITA).

Takemori is the assistant coach of the Jason Morris Judo Center. Takemori and husband Jason Morris (Glenville, N.Y.), the 2008 U.S. Olympic Head Coach nominee for judo, have produced many top-level players, including 2005 Pan American Champion Carrie Chandler (Glenville, N.Y.) and 2006 Pan Am medalists Jeremy Liggett (Glenville, N.Y.) and Katie Mocco (Glenville, N.Y.)

An A-Level referee who officiated at the 2003 World Championships, Takemori also was an outstanding competitor, medaling eight times at the Senior Nationals and winning a Pacific Rim Championship.

For more information, contact Nicole Jomantas, USA Judo Director of Communications and Media Relations, at 719.271.9937 (cell).

Judo star John grabs top medals

JOHN McFETRICH: John, left, medal-winning performances

JOHN McFetrich (17) of Boglestone Judo Club put on two top drawer displays of judo last week to secure medals at the British Under-20 Championships and the Belgium Youth Tournament. The British event saw him fight against the elite of British youths’ judo. After an early defeat against James Austin (19), the current number 1 in this category, John took part in the reporcharge rounds and eventually secured a hard-fought bronze medal, an excellent result
Following on from his success at the British championships, John was invited to join the British Youth squad in Belgium, a considerable honour for this talented sportsman,. Here he was to raise his game and an excellent display of judo took him through to a place in the final. The long break before the final in the early evening didn’t go down well with John who was sluggish at the start of the fight, struggling to find the earlier form of the day. He was to be defeated with a koka (three-point score ) to collect a silver medal. Although John now has a well earned rest from competition for the next few months he continues his training at the Judo centre of excellence in Largs and at Boglestone. Boglestone Judo Club practise Monday, Wednesday and Friday 7-9pm. For further details contact Robert Sharp senior, club coach, on 791295.

This story appeared in the Greenock Telegraph on Thu, 14 Dec, 2006
Fonte: Greenock Telegraph - Greenock, Scotland, UK - http://www.greenocktelegraph.co.uk/r

ESTAÇÕES DO SENTIR POR LUIZA DE MARILLAC BESSA LUNA MICHEL


ESTAÇÕES DE SENTIR
Amante louca
Freneticamente
Escraviza
Envergadas costelas
Balbuciadas em ritmode delírio
Mergulhada em cores
Desamores
São odores
Paixão de escrever
ao sentir agora
que libertador sem igual
Sol de meu ser
Acasale-se
com minha lua
E permitas
então
meu anoitecer
nos braços
da solidão...
Luiza de Marillac Bessa Luna Michel

Danielle Zangrando perto do Pan-Rio 2007

Danielle Zangrando ficou na primeira posição da seletiva após ganhar três das três lutas que disputou

Esportes
Danielle Zangrando perto do Pan-Rio 2007
Texto atualizado em 18 de Dezembro de 2006 às 18h34


A judoca Danielle Zangrando, que integra a equipe de Judô do Santos Futebol Clube / Associação de Judô Rogério Sampaio (AJRS), está muito próxima de alcançar mais uma participação nos Jogos Pan-Americanos. A atleta já foi duas vezes medalha de bronze na competição (Mar del Plata/95 e Winnipeg/99) e com o primeiro lugar obtido na Seletiva, realizada neste sábado (16), em Belo Horizonte (MG), está muito perto de lutar representando a Seleção Brasileira, no Rio de Janeiro, em 2007.
Agora, Zangrando se prepara para excursionar pela Europa, onde, ao lado de Ketleyn Quadros, segunda colocada na Seletiva, disputa uma vaga na categoria Leve (até 57kg). Por ter conquistado a primeira posição, a representante santista nos tatames teve o privilégio de escolher em qual grupo, dos dois que serão formados, viajará. A opção foi feita pelo Grupo 2, que viajará para competições na Alemanha e República Checa, em Etapas Super A, as mais fortes do Judô.
Na Seletiva, Danielle disputou três lutas, vencendo todas. Apesar de brigar pela vaga com mais quatro judocas, não precisou do último combate, pois já havia vencido todos os outros duelos por ippon. Para ela, conquistar a vaga não foi fácil, pois trata-se de uma seletiva de alto nível, mas por saber da dificuldade, foi bem preparada. "Treinei muito e me esforcei para isso. Agora vou poder passar um Natal e Ano Novo mais feliz", comenta a judoca.
Os outros atletas do Santos FC / AJRS que disputaram a competição, Andressa Fernandes (Meio-Leve até 52kg) e Leandro Gonçalves (Pesado até 90kg), não conseguiram classificação para a segunda etapa da Seletiva. Ambos lutaram três vezes, perdendo duas e ganhando uma. Tanto Andressa quanto Leandro perderam suas duas lutas para os atletas que conquistaram a classificação.
Fonte: Santos F.C. - Santos, SP, Brazil - http://www.santosfc.com.br/

A Imperfeição por Luiza de Marillac Bessa Luna Michel


"Do absurdo a poesia vem /se a lógica não lhe tira as asas / - ou espera a poesia enterrada / no abismo / de uma cartola? / Só o absurdo pode explicar o que a poesia jamais acabou de escolher / o que ela não quer achar / para continuar a ser." Guilhermino Cesar - Sistema do Imperfeito.
A IMPERFEIÇÃO
Devotos generosa imperfeição
Caminhamos descalços em ação
Os grandes artistas revelam
Ao mundo saga de não censurar
Galho último de árvore seca
Devorada no mundo moderno
Devotos da imensa multidão
Arraigados na triste solidão
Tirania do destino aguçado
Desata os nós entranhados
Desastres de repúdios tantos
Frágil cascalho de dores
Ignora a essência da lua
Queima Rei Sol a pele nua...
Luiza de Marillac Bessa Luna Michel

terça-feira, janeiro 02, 2007

Atleta Master de Judô Brilha em 2006




Atleta Master de Judô Mineiro Brilha em 2006

Josemar Zucheratto (Judô São Geraldo/Plataforma) 49 anos – Máster M4 – Pesado (+100Kg) brilhou nas competições em 2006 tendo participado de 13 competições e conseguido 12 medalhas.Sendo campeões nas seguintes competições:

*Torneio Início da FMJ (BH-MG)
*X Copa Brasília Internacional de Judô (Brasília-DF)
*Torneio Aniversário da FMJ (BH-MG)
*Torneio Aniversário de FMJ (BH-MG)
*Torneio Freire Estanislau (Betim-MG)
*VI Copa Internacional da Cidade de Fortaleza
Vice campeão:
*Torneio Freire Estanislau (Betim-MG)
3º lugar:
*2ª Copa Minas Tênis Clube (BH-MG)
*XVIII Copa Betim de Judô (Betim-MG)
*Campeonato Mineiro FMJ (BH-MG)
*Campeonato Brasileiro de Judô Máster (Bauru-SP)
*Campeonato Brasileiro de Judô Máster (Bauru-SP)
5°lugar : Campeonato Mundial de Judô Máster (Tours-França)
Em dezembro foi promovido À 2° DAN,faixa preta (NI-DAN) POR MERCIMENTO.
Deixa neste blog os agradecimentos as empresas que colaboraram para suas participações nas competições de 2006: Estamparia S.A, Tear Têxtil, SADA Transportes, Sindicato dos Cegonheiros de Betim, Polícia Civil, Cor e Arte, Jornal O Tempo de Betim, Super Notícias, Judô e Poesia.blogspot.com.

Com carinho especial se refere ao ao Prof. Geraldo Brandão de Oliveira (Judô São Geraldo) e a Academia Plataforma (César) pelo apoio na parte Física e Técnica.

Desejando a todos um feliz natal e um próspero ano novo.
O blog presta suas homenagens ao campeão, que mostra que "viver é lutar!"
Sucesso em 2007!

NASCEU A ERA TELMA MONTEIRO


CAMPEÃO EUROPEIA CONCENTROU AS ATENÇÕES EM 2006
NASCEU A ERA TELMA MONTEIRO
Telma Monteiro. Este foi o nome que mais vezes esteve na boca dos portugueses em 2006 quando o tema de conversa foi judo. A judoca esteve em grande, mas teve a concorrência saudável de Ana Cachola e Pedro Dias, no ano em que Andreia Cavalleri somou mais dois títulos nacionais.
José Luís Ferreira
jose.ferreira@onortedesportivo.com
No mesmo ano em que Portugal assistiu à retirada de Nuno Delgado - considerado como o melhor judoca português de sempre – dos tapetes nacionais e internacionais, o País assistiu ao nascimento de uma nova estrela. Um neo-astro que promete cintilar, e muito, nos próximos tempos e trazer para o nosso País alguns quilos de medalhas. Referimo-nos, claro, a Telma Monteiro, a judoca lusa que mais dominou as atenções nos últimos 12 meses (e não só). A representante das Construções Norte-Sul sagrou-se campeã europeia (-52kg) em Tampere (Finlândia) e, para que não restassem dúvidas quanto à justiça do feito, eis que Telma repetiu a gracinha, mas nos Europeus de Sub-23, disputados recentemente em Moscovo. Uma prova que também jamais se apagará da memória de Ana Cachola que protagonizou igualmente uma recta final de ano para mais tarde recordar ao conquistar o ceptro europeu na categoria de -71kg.Ainda relativamente a Telma Monteiro, nota para o facto da judoca das Construções Norte/Sul não ter deixado escapar o título nacional na categoria -52kg e para o facto da portuguesa liderar, desde Abril, o ranking mundial.Pedro Dias, o grandeQuanto a Pedro Dias, foi a figura-maior do judo nacional masculino. O atleta do Sport Algés e Dafundo obteve um espectacular quinto lugar no já aqui citado Europeu da Finlândia e teve entrada directa no Projecto Olímpico de Pequim, tendo sido incluído no nível 3. Mas este não foi o único grande resultado conseguido por Dias durante 2006, porque o judoca gravou a prata o seu nome nas etapas da Taça do Mundo realizada em Lisboa, Roterdão e Moscovo.Hugo Silva (-81kg) teve também o seu momento de glória ao bater, em Coimbra, na final da Taça Internacional Kiyoshi Kobayashi, o antigo campeão olímpico, o italiano Guiseppe Maddaloni.Por cá, os nacionais de Seniores realizados em Lisboa, em Novembro transacto, deram à luz os campeões nacionais de 2006, que merecem, sem excepção, uma referência, por muito breve que seja. Aqui ficam os nomes e os títulos: Femininos –Ana Hormigo (-48kg), Teresa Mirrado (- 57kg), Andreia Cavalleri (-63kg), Ana Cachola (-70kg). Masculinos – João Cardoso (-60kg), Diogo César (-66kg), Vladimir Oleinic (-73kg), Pedro Godinho (-81kg), Renato Morais (-90 kg), João Taveira (-100kg), e Hugo Ângelo (+100kg).Em Outubro, foi a vez de Pedro Jorge e Andreia Cavalleri – que já havia sido campeã nacional sénior na categoria de -63kg – terem a sua quota-parte de protagonismo ao conquistarem os títulos nacionais absolutos, no Pavilhão Universitário de Lisboa.O Império do JC LisboaNo plano colectivo, o ACM Torres Novas (femininos) e o Colégio Salesianos de Lisboa (masculinos) dominaram o Campeonato Nacional de Equipas Seniores. No entanto, o império do grémio lisboeta estendeu-se por mais dois reinos: o de esperanças e juniores femininos. Já a Casa do Benfica de Santarém surpreendeu ao conquistar o ceptro nacional de juniores masculinos.
Fonte: O Norte desportivo - Perafita, Portugal - http://www.onortedesportivo.com/

Camille Claudel, a sombra de Rodin


30/12/2006 12:27:00
Camille Claudel, a sombra de Rodin


O Museu de Artes e Ofícios (MAO), www.mao.org.br, faz aniversário e apresenta um precioso e inédito acervo contendo obras da maior escultora da segunda metade do século XIX e início do século XX, a francesa Camille Claudel.

A exposição "Camille Claudel, a sombra de Rodin", após passar pelos estados de Tocantins e Espírito Santo, vem comprovar aos mineiros que Camille foi muito mais do que a sombra de seu mestre e amante, Auguste Rodin. É a segunda vez que uma mostra da escultora é realizada na capital mineira (a primeira foi no Museu de Arte da Pampulha, há 10 anos). Dessa vez, no entanto, o público poderá conferir obras que nunca vieram a Belo Horizonte.

Algumas das mais significativas obras da escultora francesa poderão ser vistas de perto pelos visitantes. Entre elas, estão a mais famosa, "A Valsa" (1895), que marca o coroamento da relação de ambos e da sua realização como escultora, e "O Abandono" (1905), que retrata o drama e a paixão vividos por Camille.

A curadoria da mostra é do escritor e crítico de arte, ex-adido cultural da França no Brasil, Romaric Sulger Büel, conjuntamente com Madame Reine-Marie Paris de la Chapelle, sobrinha neta da artista e neta do escritor Paul Claudel, prêmio Nobel de literatura, irmão mais novo e confidente de Camille. A mostra é constituída de um núcleo de obras pertencentes a museus e coleções particulares, sendo a principal a coleção de Madame Reine-Marie.


Sobre Camille
Nascida em 8 de dezembro de 1864 na pequena cidade de Aisne, na França, ainda criança produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança. Seu pai, maravilhado com o seu estupendo e precoce talento, oferece todos os meios de desenvolver suas potencialidades, mesmo com a reprovação da mãe.

Seus trabalhos são apresentados pelo pai a Alfred Boucher, importante escultor do século XIX, que, também impressionado, leva-os para o famoso escultor Paul Dubois. Em 1881, ela parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma das raras academias também abertas para mulheres, tendo por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin.

O deslumbramento pelo enorme e precoce talento da artista e os encontros sucessivos entre Rodin, 43 anos, e Camille, 19 anos, levou-os a uma relação que durou quinze anos e influenciou toda a técnica utilizada por Camille em seus trabalhos até então.

O período em que ela ficou no ateliê de Rodin como sua assistente foi considerado o mais produtivo da vida do famoso escultor e, para Camille, a sua pior fase. Por tudo isso, sua vida e seu trabalho ficaram ligados ao gênio Rodin.

O romance terminou em 1898, mas Camille continuou a esculpir. Longe de Rodin, começou a ter problemas financeiros e a demonstrar sinais de distúrbios mentais. Em 1906, ela destrói grande parte de seu próprio trabalho e é internada em um hospital para doentes mentais, onde permaneceu por 30 anos, morrendo em 1943.


A Mostra
Serão expostas 24 esculturas de Camille Claudel, Auguste Rodin e Alfred Bucher, além de documentos, cartas autênticas de Rodin e Camille, fotos e 18 gravuras feitas pelo escultor. Painéis explicativos trilharão o percurso da vida da artista, evidenciando o desenvolvimento de suas obras.
"Diane", "A velha Helena", "Mulher agachada", "Jovem Romano", "Jovem com feixe de trigo" são mais algumas das esculturas de Camille que compõem a exposição ao lado de estudos em bronze de Rodin, entre eles "O Beijo", "O Pensador", "A eterna primavera" e "Toilete de Vênus".
A vida e a obra da escultora também poderão ser conferidas através do filme "Camille Claudel" (França, 1998), de Bruno Nuytten, com os atores Isabelle Adjani e Gérard Depardieu, e do documentário homônimo de Dominique Rimbault (2002).

Data e Local
Exposição "Camille Claudel, a sombra de Rodin"
Até 11 de janeiro de 2007.
Local: Museu de Artes e Ofícios (MAO)
Endereço: Praça da Estação, s/n° Belo Horizonte - MG
Ingressos: R$ 2,00

Exibição de Filme
"Camille Claudel" de Bruno Nuytten (1998) 116 minutos
Quartas-feiras, às 18h30
Lotação: 50 pessoas
Os ingressos devem ser retirados antecipadamente no dia da exibição na bilheteria do MAO.


Exibição de Documentário
"Camille Claudel" de Dominique Rimbault (2002) 58 minutos
De terça a sexta-feira, 1ª sessão às 14hs, 2ª sessão às 17hs
Lotação: 50 pessoas por sessão
Os ingressos devem ser retirados antecipadamente no dia da exibição na bilheteria do MAO.

Horário de Funcionamento
Terça, Quinta e Sexta-feira - das 12 às 19 horas
Quarta-feira - das 12 às 21 horas
Sábado, Domingo e Feriado - das 11 às 17 horas
Obs: Não haverá exposição nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 01 de janeiro de 2007.
Fonte: cronopios@cronopios.com.br - http://www.cronopios.com.br/

sexta-feira, dezembro 29, 2006

We think judo is great exercise


We think judo is great exercise

There aren't many sports where Britain holds world and European titles but thanks to Craig Fallon and Sarah Clarke, Britain is top of the Judo world.
The name Judo actually means 'the gentle way' but judo doesn't look all that gentle.
Press Packers Jo and Francis give us the lowdown on their sport.
"For Judo you need physical fitness, concentration and good balance.
Jigaro Kano created Judo over 100 years ago. He did it because he was skinny and being bullied a lot so he created a sport where skill beats strength.
Armlocks
In Judo we do not kick or punch. Instead we use armlocks, strangleholds and throws.
To do Judo safely you MUST join a club - we practise our moves carefully and only do judo on mats.
The aim of a judo fight is to throw someone flat on their back or hold them down. A bout or fight can last up to five minutes.
Judo is great fun and good exercise."

Jo and Francis, Cornwall
Fonte: CBBC Newsround - London, England, UK - http://news.bbc.co.uk/

Luciano Correa reconquista lugar na equipe nacional


Luciano Correa reconquista lugar na equipe nacional

GazetaPress
14:18 16/12


O meio-pesado masculino teve o retorno de Luciano Correa à seleção, na seletiva realizada nesta manhã em Belo Horizonte.

Ex-titular, o judoca venceu três quatro combates e decidirá com Leonardo Leite quem ficará com a vaga definitiva para os Jogos Pan-americanos Rio-2007.
A categoria não pôde contar com a presença do titular Mario Sabino. Lesionado, ele cedeu sua vaga para Gustavo Cavalheri, mas o substituto também não competiu e deixou a categoria com apenas quatro concorrentes. Luciano perdeu a seletiva de 2006 e ficou a temporada longe da seleção, sendo convocado no fim do ano para ser reserva de Mario Sabino no Mundial por Equipes.
'Consegui dar a volta por cima. Este era o meu principal objetivo em 2006. É maravilhoso estar de volta', afirma o medalhista de bronze no Mundial Sênior de 2005.
Classificado, Leo Leite também comemorou muito. 'Finalmente cheguei!', disse ele, que ficou de fora por pouco dos finalistas das últimas seletivas. O judoca chegou a ficar longe dos tatames durante seis meses após perder a vaga para Atenas. 'Fiquei desanimado. E só voltei por força do Flavio Canto, que me incentivou muito', confessa o carioca.
Agora, os dois partes para as competições internacionais que definirão o qual deles estará no Pan de 2007. 'São competições difíceis, mas vou tentar pontuar em todas para representar o Brasil no Pan', diz Luciano, que credita à torcida mineira parte do sucesso neste sábado. Atleta do Minas Tênis Clube, ele foi empurrado com entusiasmo pelos torcedores. 'Isso me ajudou nos momentos mais difíceis', assegurou.
Fonte: Último Segundo - São Paulo, SP, Brazil - http://ultimosegundo.ig.com.br/

João Derly, Leandro Cunha e Leandro Guilheiro se juntam à seleção


16/12/2006 - 19h32
João Derly, Leandro Cunha e Leandro Guilheiro se juntam à seleção
Da Redação
Em São Paulo

Na segunda parte da seletiva de judô para os Jogos Pan-Americanos de 2007, que foi realizada ainda neste sábado, João Derly e Leandro Cunha confirmaram suas vagas na categoria meio-leve, e Leandro Guilheiro venceu a disputa entre os leves.
Derly, campeão mundial em 2005, venceu todos os seus adversários e ficou em primeiro lugar no meio-leve. Ainda com dores no ombro, que o deixou de fora do Mundial por Equipes deste ano devido a uma operação, Derly só conseguiu superar Cunha após o golden score, na decisão dos árbitros."Senti a seletiva por causa das contusões", reconheceu o judoca após a disputa. "Tenho que me preparar bem para o ano que vem, e garantir a vaga no Pan. Mas para isso, tenho que estar 100%."Figurando entre os dois melhores meio-leves do país desde 2002, Cunha se disse ansioso para começar a temporada internacional, que definirá o titular para o Pan."Tive a oportunidade de viajar bastante este ano e aprendi um pouco mais de malandragem para lutar com os atletas estrangeiros e ser mais tático. Estou batendo na trave há muito tempo e espero trazer uma medalha desta vez", afirmou Cunha. Entre os leves, o medalhista olímpico Leandro Guilheiro mostrou estar totalmente recuperado das três cirurgias que fez desde o bronze em Atenas-04. "Tive de operar o ombro no início do ano e perdi muito tempo por conta da recuperação. Antes admito que não dava a devida importância para o Pan, mas hoje sei que é uma competição muito imporante, ainda mais por ser em casa", afirmou Guilheiro.O judoca venceu todas as suas lutas e se classificou em primeiro lugar em sua modalidade. O segundo colocado, Pedro Guedes, só levou a vaga após uma rodada de desempate com Christiano Campos e Moacir Mendes Jr. "É a categoria mais equilibrada do judô brasileiro, os atletas são muito mais técnicos", analisou Pedrinho, como é conhecido, que teve o incentivo da torcida no Minas Tênis Clube. "As lutas foram muito difíceis, venceu quem teve mais coração", completou.Os vencedores de cada categoria participarão de competições internacionais e, de acordo com o desempenho de cada um, serão definidos os titulares de cada categoria, que disputarão o Pan.Em 2007, os judocas classificados serão divididos em dois grupos, que disputarão competições distintas. Um grupo tem no calendário a Super Copa do Mundo de Paris, a Copa do Mundo de Leonding, a Copa Judogui Dourado e a Copa do Mundo no Brasil.O segundo grupo disputará a Super Copa do Mundo de Hamburgo, a Copa do Mundo de Praga, a Copa Judogui Dourado e também uma etapa da Copa do Mundo do Brasil.

Fonte: UOL Esporte - São Paulo, SP, Brazil - http://esporte.uol.com.br/

Honorato, Correa e Priscila estão de volta à seleção


Judô/Seletiva - (16/12/2006 20:25:00)
Honorato, Correa e Priscila estão de volta à seleção

Belo Horizonte (MG) - A seletiva de judô realizada neste sábado em Belo Horizonte definiu os integrantes da seleção brasileira para 2007. Foram classificados dois atletas para cada uma das 14 categorias. Agora, os concorrentes somarão pontos em competições disputadas no primeiro semestre de 2007 e, quem se der melhor, representará o país nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.
O vencedor da seletiva deste sábado terá direito a escolher em qual grupo de competições prefere participar. No primeiro, constam a Super Copa do Mundo de Paris, a Copa do Mundo de Leonding, a Copa Judogui Dourado e Copa do Mundo Brasil. No segundo estão a Super Copa do Mundo de Hamburgo, a Copa do Mundo de Praga, a Copa Judogui Dourado e Copa do Mundo Brasil.
A disputa assistiu ao retorno de vários atletas à equipe. A principal delas é de Carlos Honorato. O medalhista de prata nas Olimpíadas de Sydney-2000 havia ficado de fora da seleção nesta temporada e participou de algumas competições graças a convites feitos pela Confederação Brasileira de Judô. Honorato ficou com a segunda vaga no peso médio, atrás do atual titular Hugo Pessanha – quem deixou o time foi Alexsander Guedes.
Priscila Marques (até então reserva) e Luciano Correa também estão de volta. No pesado feminino, Priscila venceu a então titular Aline Puglia, que não pôde disputar os dois últimos combates devido à uma lesão e não conseguiu a classificação. No meio-pesado masculino, Luciano Correa não teve a concorrência do titular, Mario Sabino, que lesionado nem chegou a competir em Belo Horizonte.
Além dos retornos, a seletiva também teve um grande duelo. No meio-médio, os medalhistas olímpicos Flávio Canto e Tiago Camilo se reencontraram pela primeira vez desde a seletiva para Atenas-2004. Derrotado em sua primeira luta, Canto dependeu da vitória sobre seu principal rival para conquistar a vaga.
Fonte: Gazeta Esportiva - São Paulo, SP, Brazil - http://www.gazetaesportiva.net/

João Derly passa pela seletiva do Pan em primeiro lugar no meio-leve


Outros
João Derly passa pela seletiva do Pan em primeiro lugar no meio-leve
16/12/2006 - 19:41:00 - por Fernando Soares - Redação Final Sports / CBJ
O campeão mundial João Derly venceu todos os seus adversários e ficou em primeiro lugar na categoria meio-leve na Seletiva Final para os Jogo Pan-Americanos de 2007. Sofrendo de uma lesão no ombro e uma na virilha, o judoca gaúcho fez luta equilibrada com Leandro Cunha, que também conquistou a classificação. A vitória sobre seu reserva na temporada passada só veio após o golden score, na decisão dos árbitros.
"Senti a seletiva por causa das contusões. Tenho que me preparar bem para 2007 para garantir a vaga no Pan", comentou João. "Devo, inclusive, ir para a Europa apenas no segundo grupo, para dar tempo de me recuperar", comentou o atleta da Sogipa.Desde 2002 Leandro Cunha está entre os dois melhores meio-leve do Brasil. Com Derly, desta vez, Leandro fez uma das lutas mais equilibradas da Seletiva.
"Nos conhecemos muito e quem erra primeiro acaba perdendo", explica o judoca do Pinheiros.
Fonte: Final Sports - Porto Alegre, Brazil - http://www.finalsports.com.br/

III Verão de Poesia


17/12/2006 15:59:00
III Verão de Poesia
da Redação

O Verão de Poesia é um projeto da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, idealizado no final de 2004, que teve sua primeira edição em janeiro de 2005 com três cursos. Em 2006, sua segunda edição aconteceu com o dobro de atividades, entre workshops de criação poética e cursos sobre as principais figuras de nossa literatura.
A idéia deste projeto é oferecer uma alternativa rica em cultura e conhecimento àqueles que optam por permanecer em São Paulo, e àqueles que visitam a cidade durante os meses de férias. Num ambiente descontraído e cercado de literatura e poesia nossos visitantes terão a oportunidade de usufruir não somente das oficinas, mas também de uma biblioteca temática e uma livraria da Imprensa Oficial.
Para esta terceira edição, em janeiro de 2007, teremos os cursos:

- Pensando a Poesia Brasileira, por Cláudio Daniel
- A Poesia de Walt Whitman, por Clenir Bellezi de Oliveira
- Teoria e Prática do Poema, por Marcelo Tápia
- A Poesia Lírica Moderna, por Roberto Alves
- Leminskíada: uma viagem pelo universo poético de Paulo Leminski, por Fabiano Calixto
- Jogos de Ser Criança (atividade infantil), por Mitchiko Nakamura


Inscrições em Dezembro

III VERÃO DE POESIA

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 – Bela Vista
Tel: 3285-6986

Apenas 28 judocas sonham com a presença no Rio-2007


Judô/Jogos Pan-americanos - (17/12/2006 17:10:08)
Apenas 28 judocas sonham com a presença no Rio-2007

Belo Horizonte (MG) - A Seletiva Final realizada neste sábado em Belo Horizonte restringiu a 28 judocas o sonho de representar o Brasil nos Jogos Pan-americanos de 2007. Foram classificados dois atletas em cada uma das sete categorias no masculino e no feminino. Eles serão divididos para participar de duas séries de quatro competições internacionais no ano que vem e quem obtiver melhor desempenho vai ao Rio de Janeiro. A definição dos 14 representantes brasileiros ocorre no dia 12 de maio.
Todos os medalhistas olímpicos e mundiais que participaram da competição garantiram a vaga. São os casos de Carlos Honorato, Flavio Canto, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo (medalhistas olímpicos); Danielle Zangrando, Edinanci Silva, João Derly e Luciano Correa (medalhistas mundiais). Ao lado deles, jovens promessas despontam no cenário nacional, como a gaúcha Mayra Aguiar, de 15 anos, bronze no último Mundial Júnior, e a piauiense Sarah Menezes, também de 15 anos.
“Sinto que lutei bem, mesmo não tendo vencido todos os combates. Aproveitei o ano que fiquei fora da seleção para melhorar técnica, física e psicologicamente. Posso dizer que nasceu um Honorato diferente”, disse o vice-campeão olímpico em Sydney-2000 e bronze no Mundial de Osaka-2003, Carlos Honorato, dono também de um bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Honorato disputa a vaga com Hugo Pessanha, que terminou a Seletiva em primeiro lugar.
Edinanci Silva, que pode ser a segunda mulher brasileira bicampeã dos Jogos Pan-Americanos em modalidades individuais, faz planos com cautela. A palavra de ordem é treinar. “Vou escolher as competições mais fortes para participar. Apenas 50% do caminho foi percorrido”, diz a meio-pesado medalha de bronze nos mundiais de Paris-1997 e Osaka-2003. A adversária de Edinanci será Claudirene Cezar.
No meio-médio feminino e masculino, Vânia Ishii e Flavio Canto começaram com derrota. Mas se recuperaram para terminar em primeiro em suas categorias, vencendo todas as lutas seguintes por ippon. Enquanto Vânia perdeu para Danielle Yuri na abertura, Canto foi derrotado por ippon no primeiro combate por seu companheiro de clube Guilherme Luna e precisou bater Tiago Camilo para assegurar o primeiro posto.
"Foi um golpe de sorte. Tiago é um dos maiores adversários que tenho no mundo. Nós dois temos boas chances de trazer medalhas tanto no Pan quanto no Mundial do ano que vem. Qualquer um pode ser titular", afirma Canto, que considerou desesperador seu começo na competição. “Quando perdi comecei a imaginar o que seria de mim se não me classificasse, como seria continuar sem o sonho do Pan no Rio. Estou mais aliviado do que feliz”, reconhece.
Para Vânia, a derrota na estréia acabou sendo decisiva para a classificação. “Perder foi importante para me deixar alerta e corrigir os erros a tempo. Tenho dificuldade de lutar com canhota”, comentou a atleta, que chorou muito após garantir uma das duas vagas (ao lado de Danielle Yuri), que pode lhe conduzir à terceira medalha em Jogos Pan-Americanos (foi ouro em 1999 e prata em 2003).
Outro que também foi às lágrimas foi João Derly. Disputando sua primeira seletiva desde que trouxe o ouro do Mundial do Cairo, o gaúcho sofreu com uma antiga lesão no ombro e sentiu uma nova contusão na virilha. “Foi um choro de emoção e de dor”, resumiu o meio-leve, que só passou por Leandro Cunha, o segundo colocado, após decisão dos árbitros em dez minutos de combate empatado. “Senti a seletiva. Vou treinar bastante para tentar garantir o posto de titular nas competições internacionais”, disse.
Dois atletas que voltaram à seleção, além de Carlos Honorato, foram o meio-pesado Luciano Correa e a peso pesado Priscila Marques. Os três haviam sido derrotados na Seletiva de janeiro deste ano. "Consegui dar a volta por cima. Este era o meu principal objetivo em 2006. É maravilhoso estar de volta", afirma Luciano, bronze no Mundial de 2005, que disputa a vaga no Pan com o carioca Leonardo Leite.
Bronze em Winnipeg-1999, Priscila venceu todas as quatro lutas por ippon. E explicou o resultado: "Quem quiser sonhar com uma medalha no Pan, tem que lutar bem assim", comentou a santista, que, entre outras, superou a então titular Aline Puglia. Por um lugar nos Jogos do Rio, Priscila terá Viviane Oliveira como adversária.
O também santista Leandro Guilheiro mostrou estar totalmente recuperado das lesões que o atormentaram desde a medalha. Apresentando seu melhor judô, terminou invicto na mais equilibrada categoria do dia. “Me sinto 100% recuperado e confiante”, resumiu Gulheiro. Seu adversário rumo ao Pan será Pedro Guedes, que só foi conhecido após uma rodada de desempate entre três atletas da chave.
As caçulas da equipe ainda têm 15 anos, idade de juvenil: Mayra Aguiar, no peso médio, e Sarah Menezes, no ligeiro. Elas surpreenderam e terminaram em primeiro lugar em suas categorias. Mayra decide a vaga com Márcia Vieira, sua companheira na equipe da Sogipa, enquanto Sarah concorre com a experiente Daniela Polzin, vice-campeã pan-americana este ano.
“Ainda não sei onde posso chegar. Agora é só treinar para tentar ir ao Pan”, diz Mayra. “Na seletiva de janeiro havia perdido para a Daniela. Naquela época eu pesava quatro quilos a menos do que a categoria permitia, era muito leve. Fiz um trabalho de musculação e bons treinamentos e me sinto mais forte”, explicou Sarah, que derrotou Daniela Polzin por ippon.

Confira como ficou a seleção brasileira de judô:

FEMININO:
Ligeiro (-48kg): Sarah Menezes e Daniela Polzin
Meio-leve (-52kg): Juliene Ariecha e Erica Miranda
Leve (-57kg): Danielle Zangrando e Ketleyn Quadros
Meio-médio (-63kg): Vania Ishii e Danielle YuriMédio
(-70kg): Mayra Aguiar e Marcia VieiraMeio-pesado
(-78kg): Edinanci Silva e Claudirene CezarPesado
(+78kg): Priscila Marques e Viviane Oliveira

MASCULINO:
Ligeiro (-60kg): Denílson Lourenço e Alexandre Lee
Meio-leve (-66kg): João Derly e Leandro Cunha
Leve (-73kg): Leandro Guilheiro e Pedro Guedes
Meio-médio (-81kg): Flavio Canto e Tiago Camilo
Médio (-90kg): Hugo Pessanha e Carlos Honorato
Meio-pesado (-100kg): Luciano Correa e Leonardo Leite
Pesado (+100kg): Daniel Hernandes e João Gabriel Schilliter

Balanço do Judô paulista


Repórter Esportivo
Balanço do Judô paulista
Da Redação
O Judô fecha o ano com um balanço positivo, segundo Francisco de Carvalho Filho, o Chico do Judô, presidente da Federação Paulista da categoria. Chico faz uma análise favorável sobre os resultados obtidos em 2006. “O ano para a Federação Paulista de Judô foi extremamente positivo, tanto no aspecto de organização, como no técnico e o resultado foi até acima da expectativa. Conseguimos abrir um espaço específico, que é a arena olímpica no Ibirapuera, o que nos permitiu o intercâmbio com diversos países”, comenta.Com a implantação da arena, o estado recebeu em setembro o maior treinamento da história, realizado no Ginásio de Judô Constâncio Vaz Guimarães (Ibirapuera), com a participação de atletas de 14 países, o que totalizou 240 judocas, diz.“A arena olímpica é um espaço excelente com piso elevado e amortecedores. Com isso, recebemos, através da Confederação Brasileira de Judô, a oportunidade de desenvolver um importante intercâmbio internacional com vários países, tais como: as seleções da Alemanha, Áustria, França, Inglaterra, Japão, Portugal e tantos outros. Recebemos também atletas de outros países da América do Sul. Com essa estrutura, também recebemos a Tunísia, sendo que seria mais fácil para aquele país fazer um intercâmbio na Europa. Isso dá qualidade de treino para o Brasil e um prestígio muito grande. Com o Pan-Americano no Rio de Janeiro no ano que vem, o objetivo é incrementar a vinda de outras escolas mundiais, o que será extremamente positivo”, afirma.
Fonte: Repórter Diário - Santo André, SP, Brazil - http://br.f338.mail.yahoo.com/

Mascherucci cannot wait

Owen Watton would have been a strong contender in Rhodes, says his coach, but he is unable to travel. (Picture by Adrian Miller, 0229900)


Mascherucci cannot wait
Judo
by Aaron Scoones
THE revitalised Guernsey Judo Club have named their team for the 2007 Island Games in Rhodes and are raring to go.

The Japanese martial art has not featured in the Games for more than 10 years.
It was a regular event in the Island Games from 1989 until Gibraltar in 1995.
Also, locally, the sport experienced a slump for a few years before the club was relaunched last year.
‘I can’t wait,’ said Guernsey’s player-coach Roberto Mascherucci.
‘I really can’t wait to hold them hold down and prove it. It’s my first time but I know a lot about international tournaments.‘I’m just pleased that judo is back on the island. My main goal is not just the Island Games. ‘It’s a starting point.’
In Mascherucci, the Sarnians have a competitor of real quality.
The 35-year-old Italian has represented his country at the European Championships.
Alex Mann, Angelo Dorey, Colin Sampson and Ben Chapple join him in the men’s team.
Sarah Martel is the sole Sarnian woman competitor.
Mascherucci believes they are capable of picking up some honours.
‘If they keep working hard, then I think there will be some medals coming home,’ he said.
‘I’m going to get a medal and I’m sure another two or three will get one as well.
‘It’s determination more than anything else.’According to Mascherucci, no one is more determined than Martel.She is looking to go to Italy with Mascherucci next month to train at his former club in Frascati just outside Rome as she prepares to fight it out in the 52kg or 57kg class.‘I think Sarah will be the surprise of the team,’ said Mascherucci.
‘She’s going to do extremely well. She’s extremely determined and she’s as strong as a bulldog.
‘I’m very happy with all the team. They do me very proud.’A notable absentee from the squad is Owen Watton.
The fire-fighter has competed at county level in the UK and would have been one of Guernsey’s best hopes of a medal.Reportedly work commitments have curtailed the amount of time he can spend on the mat.
‘It’s his own choice,’ said Mascherucci.‘He can’t train as much as he’d liked to.
‘We were hoping he would come to training and be part of the team.‘We’re very sorry he can’t come.’
The Royal Navy judo team will provide some competition for the squad on Friday 19 January.Mascherucci is also planning to bring the Frascati club to the island in February or March for a week of training sessions, which will culminate in a mini tournament. In addition, the squad are looking at attending a national grading competition at the Budokwai Club in London early next year.Mascherucci says a lot of hard work is going to be done before the squad travel to Rhodes in late June.
‘It’s not like a team sport: you can’t get away with not playing well,’ he said.
‘In judo it’s you against the other guy and if you don’t give 100 per cent, you’re not going to get anywhere. It takes a lot of sacrifice.’With regard to the opposition, Mascherucci is in the dark as the participating islands have not yet had to name their teams.
He believes Jersey will send a side and he is certain that the Rhodes outfit will be strong.
‘The Greeks will have a good team,’ he said. ‘They are always good.
‘Firstly they are hosting it and secondly I’ve been looking at their website and they will be quite well prepared.‘It will be like a derby for me.’
Published 28/12/2006

Ana Cachola no Pequim 2008


Judo
Ana Cachola no Pequim 2008
Terceirista de Medicina sonha com uma medalha olímpica nos Jogos da China

A judoca Ana Cachola, actual campeã europeia de Sub-23, em 70 quilos, título obtido a 26 de Novembro, em Moscovo (Rússia), foi integrada no Projecto Olímpico 2008, com vista aos Jogos Olímpicos que se vão realizar na China.
Estudante do 3º. ano de Medicina, em Lisboa, é atleta do Judo Clube de Faro e filha de mãe da Borralha. Já fora campeã da Europa de Sub-23, em -63 quilos (2004) e de juniores, em 2005. Recentemente participou no estádio Mundial do Japão e confessa que a grande ambição é «ganhar uma medalha olímpica». O Correio Vidas, do Correio da Manhã, entrevistou-a sobre a carreira e o futuro. - O que sentiu quando ouviu o hino após vencer o Europeu? - Uma alegria enorme. É um momento único. Fomos festejar num restaurante chinês e conversámos. Regressei a Portugal e o meu treinador foi-me buscar ao aeroporto. Depois fui ter com a família e festejámos em Faro. - Até vai ser distinguida em Faro. - Vou receber um louvor da Câmara Municipal, anunciado logo após a vitória. Fico feliz por reconhecerem o meu trabalho. - Os apoios melhoraram? - Não. Todos os que tenho são da Câmara, excepto a bolsa da Federação [cerca de 500 euros], que é obrigada a dar. Deviam tratar melhor os atletas. Os futebolistas recebem milhões e não fazem metade do que nós fazemos. - Onde guardou esta medalha? - Num móvel baptizado com o meu nome, que a minha mãe desenhou e mandou fazer a um amigo, mas já não há muito espaço. - Receia cair no esquecimento? - Não. Vou estar no judo mais anos e quando sair já ninguém se vai lembrar de mim. Não me assusta. O Pedro Soares e o Nuno Delgado deram muito ao judo e poucos se lembram deles. - De onde vem o amor pelo judo? - Os meus pais são professores de educação física e influenciaram-me muito no desporto, assim como à minha irmã, de 15 anos, que também faz judo. Mas antes tinha feito basquetebol, natação, futebol, voleibol, patinagem, ténis de mesa. Só mais tarde optei pelo judo, aos sete anos. - Quais eram os seus maiores sonhos de criança? - Queria ser cirurgiã e conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos. Nos Jogos, o Mundo está a olhar para nós. Estou no 3.º ano de Medicina e gostava de seguir a vertente desportiva, mas não tenho a certeza. - Era maria-rapaz? - Mais ou menos. Todas as minhas brincadeiras eram com rapazes, jogava futebol, andava de skate, patins. Acho que nunca tive bonecas. - O que não suporta na vida? - Odeio política. Prometem muito e não fazem nada. São pouco verdadeiros e nunca chegam aos pontos importantes. Se pudesse levava o Santana Lopes ao tapete. É mau em tudo. Nunca fez nada pelo País. - Como foi deixar a família em Faro e ir viver para Lisboa? (continua na página seguinte) ‘ - Entrei na Faculdade de Medicina e queria evoluir mais no judo. Mas não foi difícil, porque desde os 11 anos que estou habituada a estar longe da família, por causa dos estágios. Também vivo com o meu namorado [judoca Tiago Lopes, 5.º no Europeu] e uma amiga. Dividimos tarefas e fazemos de tudo. - Ainda se sente como uma miúda ou já como mulher? - Sinto-me miúda mas tenho de ser mulher, porque tenho contas para pagar, de cozinhar, tratar da roupa. Tudo ajuda a crescer, mas por dentro sinto-me miúda. Foi um crescimento forçado. - Que espera do futuro? - Agora só estou focada no judo. Quero trabalhar para o Europeu, o Mundial e os Jogos. Só depois de Pequim é que vou decidir o que fazer da vida. Aos Jogos só vão as cinco melhores do ´ranking´, o que é complicado. Aqui não é por tempos como no atletismo ou natação. - Para quando constituir família? - Não penso em casamento mas um dia lá chegarei. Gosto muito de crianças e quero ter uma família grande, com três ou quatro filhos. Desde pequena que tenho muitas pessoas em casa, gosto que ela esteja cheia, de ouvir barulho. - É religiosa? - Não muito. Acredito numa força superior. As minhas avós são, rezam por mim e sinto-me aconchegada. - Há algo que a acompanhe nas provas, que a proteja? - Tenho um macaquinho de peluche. Deu-me a Catarina Caetano, que foi atleta do meu clube. Ela tinha um, eu gostava muito e ela deu-mo no meu aniversário. É muito especial. - Tem algum ídolo? - Não. Mas admiro muito a judoca italiana Scappin, que tem uma forma diferente de combater. Sigo a sua carreira e até dei o seu nome à minha cadela.
Fonte: Soberania do Povo - Águeda, Portugal - http://www.soberaniadopovo.pt/

Judo: Vitória frente à Coreia - SELECÇÃO FEMININA COM BRILHO NO JAPÃO


António Matias, seleccionador nacional feminino, fez um balanço positivo do estágio de preparação da Selecção feminina, realizado no Japão, onde a olímpica Telma Monteiro (Construções Norte-Sul) logrou conquistar uma medalha de prata (-56 kg) no prestigiado Torneio de Fukuoka, considerado um dos mais fortes da Taça do Mundo.“O nosso trabalho excedeu as expectativas, tendo em conta que cumprimos o programa delineado, o que nem sempre é possível, dado a imponderabilidade, por exemplo, de lesões, que desta vez felizmente não aconteceram”, considerou o mestre António Matias.
FONTE: Record - Lisboa, Lisboa, Portugal - http://www.record.pt/

terça-feira, dezembro 26, 2006

Esse vestido, esse segredo - Carlos Drummond de Andrade


CASO DO VESTIDO

Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?
Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.
Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?
Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.
Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!
Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.
Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.
E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,
se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou.
Chorou no prato de carne,
bebeu, gritou, me bateu,
me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,
mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou,
dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,
beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.
Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,
me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,
que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...
Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.
Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.
Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.
Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.
E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.
Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.
Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,
só para lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.
Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.
Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.
O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,
mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.
Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.
Saí pensando na morte,
mas a morte não chegava.
Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,
visitei vossos parentes,
não comia, não falava,
tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.
Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,
perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,
minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,
minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.
Vosso pai sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.
Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,
pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.
Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,
que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,
última peça de luxo
que guardei como lembrança
daquele dia de cobra,
da maior humilhação.
Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.
Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito
de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.
Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.
Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?
quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?
quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?
quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?
Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.
Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.
Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada
vosso pai aparecia.
Olhou para mim em silêncio,
mal reparou no vestido
e disse apenas: Mulher,
põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,
comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,
comia meio de lado
e nem estava mais velho.
O barulho da comida
na boca, me acalentava,
me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito
de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.
Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


in: poesia.net - www.algumapoesia.com.br - Carlos Machado, 2006


Apud: Carlos Drummond de Andrade• de A Rosa do Povo (1945)In Poesia Completa Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2003___________* Antonio Brasileiro, "Os Barcos", in Dedal de Areia (Garamond, 2006)

Inaugurado ginásio exclusivo para a prática de Judô no Maranhão


Outros
Inaugurado ginásio exclusivo para a prática de Judô no Maranhão
20/12/2006 - 14:47:59 - por FS - AI CBJ
Ocorreu na última terça-feira (19/12) a inauguração do primeiro ginásio exclusivo de judô no Brasil. O ginásio “Paulo Leite”, em São Luiz, no Maranhão. Compareceram a inauguração o Governador José Reinaldo Tavares, o Secretario Estadual de Esporte, Antonio Ribeiro Neto, o Presidente da Federação Maranhense de Judô Francisco de Oliveira Neto "Chico Neto" e o Presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira. Outras autoridades também estiveram presentes. Foi realizada um apresentação de dezenas de atletas de várias idades. O ginásio conta com três áreas oficiais, sala de fisioterapia, alojamento para 40 pessoas, auditório para 40 pessoas, lanchonete e um amplo estacionamento. Esta obra foi feita pelo Governo do Estado do Maranhão em reconhecimento ao grande trabalho desenvolvido pela Federação Maranhense de Judô que, sob a liderança do Presidente Chico Neto e apoio dos professores, colocaram o Judô Maranhense em destaque nacional e internacional. Somente este ano os atletas maranhenses conquistaram o título geral de Campeão Brasileiro Pré-Juvenil, um título sul-americano e três pan-americanos.
Após a cerimônia de inauguração do Ginásio do Judô, foi realizada a Premiação dos melhores do ano do Estado do Maranhão, promovido pele Secretaria de Estado do Esporte. Nesta oportunidade o Presidente da Federação Maranhense de Judô, Chico Neto, recebeu a comenda concedida pelo Governo do Estado do Maranhão "Ruben Goulart", assim como o judoca, Guilherme Flexa, Campeão Pan-americano, Campeão Brasileiro e Campeão Brasileiro Regional em 2006.
Fonte: Final Sports - Porto Alegre, Brazil - http://www.finalsports.com.br/

Saliva de Cobra por Agostina


SALIVA DE COBRA
Agostina

A serpente
rasteja pelo presépio.
Três reis se aproximam
trazendo versos:
Lorca conduz formigas,
lobos, sapos e o touro.
Fernando Pessoa
- ajeitando o chapéu -
traz uma chuva oblíqua.
Victor Hugo vem devagar
com um fardo de desejos
para distribuir.
Os animais observam
a manjedoura cheia de sílabas.
Os sonhos se misturam ao feno
para alimentar o que nascerá.
A noite se espalha imponderável
sobre as sobras do ano que se esvai.
O fim se aproxima.
Maiakóvski entra,
arrastando uma estrela
para colocar sobre a árvore:
É Natal

Papai Noel de quimono


O Papai Noel resolveu trocar a roupa vermelha por um quimono. E decidiu que os presentes não viriam somente na época do Natal, mas o ano inteiro. Esta foi a solução encontrada pelo professor William de Souza, 48 anos, para ajudar os moradores da comunidade Parque Flora, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O que começou, há 16 anos, com um galpão em cima de sua casa, hoje se transformou em uma academia, que oferece musculação e aulas de judô gratuitas. O público alvo são crianças, a partir de 4 anos de idade, e adultos.

A história teve início quando William e mais sete amigos, que trabalhavam numa mesma academia, resolveram montar um espaço de encontro para continuarem unidos. Cada um levou alguma coisa, como televisão, vídeo cassete, provas em fita sobre atividades físicas e campeonatos, tudo para se manterem reciclados na área. Só que alunos acabaram aparecendo, mesmo sem propaganda, e foram aceitos.
“Como o espaço ficava vazio na maior parte do tempo e eu tinha hora vaga, os alunos acabaram aparecendo. O que começou com apenas duas crianças, em uma semana, já não podíamos receber mais ninguém”, explica William. “Na época, nós tivemos que fazer uma triagem e só foi possível ficar com 20 meninos que precisavam mais de ajuda”, completa.

Mas a iniciativa só aumentava. Quando o grupo fundador se dispersou, William percebeu que não podia acabar com um projeto que estava dando certo. Então, teve a idéia de comprar um terreno maior e transformar o espaço em cima de sua casa em uma fábrica de vassouras, para que não se precisasse de patrocinador. “As pessoas que treinavam eram as mesmas que trabalhavam na fábrica de vassouras. Eu comprava a matéria-prima e cada um separava algumas unidades para serem vendidas”, conta o professor de judô.

Depois que a fábrica teve um prejuízo de 5 mil unidades, quando foi obrigado a utilizar o código de barras, as portas foram fechadas. Mas, antes procuraram a prefeitura para ver se alguma ajuda poderia ser dada. O auxílio acabou vindo, anos depois, dos próprios alunos, que se tornaram monitores e professores. Este é o caso de Aline de Oliveira, 22 anos de idade, que além de professora de judô de crianças, é filha de William:
“Meu pai que me influenciou a entrar no esporte. Desde os 5 anos eu pratico luta e estou como professora há três. Os meus alunos têm entre 5 e 12 anos e nenhum deles paga nada, tudo é de graça, inclusive o uniforme”, conta a menina, que já foi campeã brasileira e da Copa Rio.

Outra que começou desde criança e que hoje é professora é Maria do Carmo, 20 anos. Ela tem hoje como aluna a sua irmã, Samira, de apenas 4 anos de idade. “Eu tinha 11 anos quando comecei a praticar judô. As inscrições estavam abertas para meninas e como não tinha opção de lazer, eu resolvi participar do projeto”, conta. Da época em que trabalhava na fábrica de vassouras, ela também lembra com carinho. “A fábrica era boa, porque ocupava nosso tempo. E, além disso, o dinheiro era revertido para a gente”, explica a monitora há três anos e vice-campeã estadual e carioca, competições em que participou este ano.
Outro campeão que o projeto já formou foi Ademis da Conceição, 20. Este ano, em novembro, ele ganhou o campeonato brasileiro, em Minas Gerais:

“Eu participo do projeto desde os 4 anos de idade. Fui da primeira turma e hoje quando eu olho para trás vejo como as aulas foram importantes. Eu era muito brigão e hoje eu vejo briga de uma outra forma, eu sei que alguém pode se machucar. Sou muito mais tranqüilo”, conta o menino que atualmente é atleta do exército.

O nosso Papai Noel já teve muitas conquistas. Um de seus maiores orgulhos é ver que ex-alunos estão no caminho certo. Mas, ele ainda sonha com muita coisa. Um de seus desejos é que, em 2007 a parceria com o 2º Tempo, projeto da Ong Viva Rio, retorne:
“Eu conquistei muitas coisas na minha vida. Fiz faculdade, pós-graduação em treinamento, e por causa disso, eu trabalho em quatro lugares e posso bancar este projeto. Muitas coisas eu tiro do meu salário. Mas quando o 2º Tempo veio para cá, ele deu uma renovada no nosso ânimo. Tivemos mais de 200 alunos na época em que o Viva Rio era nosso parceiro. Espero que em 2007 nós possamos retomar este projeto. Com a interrupção do 2º Tempo, as aulas de dança foram suspensas e a estagiária teve que ir embora”.

O esporte, através do projeto do professor William, dá oportunidade a jovens e até mesmo adultos de terem um espaço de integração e de cuidarem da saúde. Em dois colégios estaduais, três municipais, dois CIEPS e quatro escolas particulares, nenhum deles desenvolve projetos na área esportiva. Portanto, os 250 alunos, que participavam na época do 2º Tempo, eram expressivos para a comunidade. É por essas e outras que para o professor William praticar o bem é obrigação o ano todo.

O Portal Viva Favela deseja a todos um Feliz Natal e que em 2007 todos os sonhos sejam realizados!
Fonte: Viva Favela - Rio de Janeiro, RJ, Brazil - http://www.vivafavela.com.br/

Um viveiro de narcisos bélicos ou a humildade ainda é necessária por Chico Lopes


17/12/2006 15:49:00
Um viveiro de narcisos bélicos ou a humildade ainda é necessária
Por Chico Lopes

Vaidade, miséria e vassalagem caracterizam o nosso mundo literário, quando o despimos de nossas euforias e pretensões e tentamos vê-lo com mais clareza.
Volta e meia essa conclusão me assalta, e, para não cair na melancolia e na impotência diante de coisas que sei irremediáveis, fecho os olhos, procuro ser complacente, sou corporativista como todos devem ser, mas, depois, remoendo pensamentos em meu travesseiro, o que me assalta está mais para a resignação triste que para o consolo: há pouco ou nada a fazer. “Comicidade e miséria”, como resumia Thomas Mann no seu “Tônio Kroeger”, disso é feito o nosso panorama. Ele se referia, claro, à condição humana, mas também à solidão e às desilusões de Kroeger, que, aliás, era escritor.

Eu já suspeitava disso há muitos anos, muito antes de estrear com um livro de contos em 2000. Hoje, com dois livros publicados, sei em carne viva que é impossível crer em grandeza humana, e nem na querida tribo em que estou inserido. Talvez sejamos as criaturas mais excêntricas e solitárias deste mundo, num momento em que a cultura brasileira se afunda – e não parece dar sinais de que voltará à tona – em televisão, televisão e mais televisão.

Com a televisão, é assim, reclamações generalizadas, mas, quem pode, tira suas lasquinhas como proveitos estritamente pessoais. Não haveria nada de errado nisso se a televisão retribuísse, prestando uma atenção decente aos escritores. Mas, não: o que se vê, de raro em raro, em algum programa com ligeira pretensão cultural, a presença de algum famoso que está vendendo seu peixe – em geral, com uma bela capa e com um preço que o torna proibitivo ao brasileiro das ruas. Não é natural que escritores sempre pareçam criaturas antipáticas ao homem comum?

A televisão, senhora feudal da alma popular, é arrogante com escritores: trata-os com o desdém de quem pode, do alto de sua ignorância bem sucedida, atirar migalhas a esses chatos “intelectuais” (porque é assim que, na verdade, ela nos vê) que emprestam algum verniz a algum programa aqui e ali. A televisão não produz nada que se pareça com escritores, embora alguns intelectuais cheguem ao cúmulo de achar que os autores de novela possam ser isso (mas, autor de novela é um só: o Ibope, ou os patrocinadores). Os fazedores de telenovelas, que de vez em quando bradam argumentos de dignidade estética, com aquela velha história de que estariam fazendo folhetins populares à Balzac, estão é enganando mal, só isso – não revelam nunca que o que os entusiasma de fato é o dinheiro que estão recebendo. Mas, ninguém duvida disso.

Há escritores que passam a vida inteira sonhando com ser acolhidos pela tevê, para finalmente alcançar o sucesso popular. E por isso babam de servilismo e vassalagem diante da maquininha, felizes por algum reconhecimento espúrio. Disfarçam mal seu entusiasmo pelas migalhas que recebem. A vaidade os torna assim, patéticos. Renunciam a dizer a verdade porque sua vaidade – sim, ela, sempre ela – foi afagada.


SEM APETITE PELA GRANDEZA

Há um problema no ar: pouco apetite pela coragem, pela grandeza, pela atitude. Justamente por vivermos todos massacrados com nossas pequenas edições limitadas, nossas necessidades de divulgação, nossa tentativa de sobreviver de coisas outras que não livros (que ninguém é doido), nos calamos também sobre a baixa qualidade de tantos de nossos novos “confrades”, porque estamos debaixo de uma afetação democrática hipócrita, já que por baixo dela o que há é mesmo o velho brado darwiniano: “Vire-se, negão. Sucesso é loteria...” Solidariedade superficial há de sobra. No fundo, reina o mais escuro e denso individualismo, chegando a delírios de perversidade e trança-pé.

E há gente demais escrevendo e publicando. A heterogeneidade aturde, impede que façamos juízos sensatos. Quem é que raciocina em meio a avalanches? Cada um corre para seu lado, e, no nosso caso, carregando nossos livros, destinados a tão poucos leitores, como relíquias de sobreviventes. A mentalidade de catástrofe e massificação leva a essa sensação de que sucesso não é mais questão de mérito, mas de loteria, de quem será o sortudo a despertar a atenção das emissoras de tevê ou das grandes editoras com contratos gordos. Só se ouve falar de qualidade literária em grupos muito restritos, de gente que baixou a cabeça e se resignou a produzir em silêncio, para grupos identicamente pequenos, alguma coisa mais cuidada. Na verdade, são, esses grupos, estejam na Internet, estejam em suplementos literários, a única esperança, o único sopro de integridade do setor.
Com o mercado e a televisão, não adianta querer um pouco de dignidade, bom senso e superioridade estética. Como o tom reinante é o da vaidade, qualquer crítica é tomada como ataque pessoal de um narcisista a outro narcisista e, um jurando que o outro é que é narcisista, como se os dois (e o resto) não fossem, ficam ali, se engalfinhando, nessas briguinhas infernais (pela esterilidade, acima de tudo) que são tão comuns no meio. Nesses momentos é que se vê, como disse um escritor meu amigo, que, no ser humano, duas coisas são especialmente horríveis: certas partes pudendas e a vaidade exposta. Ninguém se beneficia disso. O espetáculo é tão deprimente quanto o daquelas brigas de políticos no Congresso que tanto amamos deplorar.

Somos pequenos, minoritários, isolados, ignorados por uma sociedade inculta que até hoje só consome mesmo é o Alencar ou o Amado fáceis que alguma novela lhe dá em bocados demagógicos, adaptados à digestão de senhores gordos e senhoras preconceituosas que querem chorar e sentirem-se sublimes por isso.

A vida literária é um clube privê, um cubículo. Justamente por sermos um cubículo, por morarmos no exíguo e por sermos tão pavões, é que os choques são inevitáveis – as caudas, ao se abrirem, se chocam umas com as outras, e a birra das aves melindradas não tem fim.

Seria necessário que tivéssemos mais generosidade. Que fôssemos mais ambiciosos em múltiplos sentidos, que pensássemos sim que a qualidade estética pode sim andar junto com certa moralidade dura, exigente. Esta é uma lamentação claramente antipática, e sei que irritará a muita gente, porque nos afundamos demais, sem retorno, em muitos casos. Sei que estou sonhando de novo, tal como sonhava naqueles tempos românticos em que acreditava numa espécie de nobreza inata na tribo dos escritores. Eu pensava, é claro, em Kafkas, Dostoiévkis, Prousts, sujeitos para os quais nada era maior que escrever. E cujos interesses estéticos confluíam com seus interesses e tormentos humanos.

Duvido que a ambição desses homens fosse apenas estética, que nada tivesse de moral – que eles não quisessem ser, além de grandes escritores, seres humanos melhores. O grande literato sempre esteve envolvido com alguma espécie de purgação ou ascese, ainda que sob a estrita bandeira da estética literária. E a humildade continua sendo uma bela virtude, um belo ideal, embora ninguém mais acredite nela num mundo de Narcisos bélicos. Hoje em dia, um orgulho prematuro, um vedetismo infantil e precipitado, corrói os “gênios” e os destina rapidamente à vala comum da mediocridade.

Um amigo (o mesmo que falou das pudendas) já definiu minhas queixas como frutos discutíveis de um romantismo meio deslocado. Talvez ele esteja certo. Mas, em quem não restou nem um pouco desse “romantismo deslocado”, e que esteja fazendo sucesso de acordo com uma fórmula que adotou de fora de si, por imposição do mercado ou pelo demasiado humano desejo de ser um sucesso, suspeito que exista um pragmatismo cada vez mais perverso e infeliz.

Porque um dos efeitos desse mercado onde reina a expectativa tirânica do lucro, do sucesso – e este faz vista grossa para qualquer rigor moral – é proibir o bem-sucedido de ser autêntico. Tendo feito sucesso, ele deve achar que está no melhor dos mundos, compactuar, não dizer inconveniências, não ferir interesses. É democracia só em aparência, porque o mercado, com toda a liberalidade, condena a serem invisíveis todos que discordam dele. E condena a ficar paquidérmicos e conformistas todos que com ele concordam. Exemplos não faltam.


Chico Lopes é escritor (“Nó de sombras” e “Dobras da noite”, contos, IMS-SP, 2000 e 2004) e crítico de cinema do Instituto Moreira Salles de Poços de Caldas, MG. E-mail: franlopes54@terra.com.br