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terça-feira, julho 26, 2011

Fantasma da Europa ronda o Brasil. É a extrema direita


Há 60 anos, os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer forneceram uma das mais instigantes leituras do nazismo, do fascismo e de sua lógica de segregação. Consistia em mostrar como estávamos, na verdade, diante de um tipo de patologia social.

Isso não significava dizer que os fascistas seriam “monstros patológicos”, “perversos” e coisas do gênero. É alentador acreditar que apenas monstros são capazes de produzir monstruosidades.

Tratava-se, na verdade, de mostrar como o fascismo conseguira se colocar como um modelo de forma de vida. No caso, uma forma de vida constituída através da transformação de comportamentos patológicos em norma social, de temáticas que normalmente aparecem em delírios paranoicos no conteúdo de discursos políticos tacitamente aceitos.



Lembrar isso, após o massacre em que um norueguês islamófobo, cristão conservador e simpatizante de partidos de extrema-direita matou dezenas de jovens do Partido Trabalhista, é só uma forma de insistir como alguns não aprendem nada com a história.

Tal como o direitista americano que, meses atrás, atirou contra uma deputada democrata em Tucson contrária a leis mais duras contra a imigração, o que temos aqui é simplesmente alguém que quer realizar tal forma de vida fascista com as próprias mãos.

Eles não querem esperar os partidos xenófobos ganharem para “eliminar” os imigrantes. Preferem passar ao ato, literalizando o discurso que ouvem todos os dias.

FONTE: http://www.planetaosasco.com/
O Conversa Afiada reproduz trechos do artigo de Vladimir Safatle na pág. A2 da Folha (*):

segunda-feira, outubro 25, 2010

Os 80 anos de Günter Grass

No aniversário de 80 anos de Günter Grass, neste 16 de outubro, a mídia alemã faz um balanço do significado de sua produção literária e, acima de tudo, de suas posturas políticas.

Em Gdansk, sua terra natal na Polônia, as comemorações, no início do mês, se realizaram à sombra da polêmica que revelou a participação do jovem Grass na Waffen-SS, a tropa de elite nazista. Enquanto isso, na Alemanha, o escritor declarou em entrevista se sentir maltratado pela mídia.

Entre os tratados sobre Grass e as imagens de arquivo recuperadas, talvez as mais interessantes sejam as do encontro de 1999 entre o escritor e o sociólogo francês Pierre Bordieu, já falecido, exibidas pelo canal de TV franco-alemão Arte. No escritóro de Grass em Lübeck, os dois falam do século 20, da miséria e da sorte.

FONTE: DW-WORLD.DE