Mostrando postagens com marcador William Shakespeare. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Shakespeare. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, novembro 01, 2010

Hoje na História - 1957: Estreia a West Side Story de Leonard Bernstein

East Side Story era o título original do musical inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare, concebido pelo coreógrafo Jerome Robbins, escrito pelo dramaturgo Arthur Laurents e composto pelo regente e compositor Leonard Bernstein em 1949. Uma história de dois amantes com destinos pouco venturosos – um judeu e outro católico – no East Side do baixo Manhattan. O espetáculo, na sua forma original, jamais chegou a ser produzido e a ideia foi colocada de lado nos seis anos que se seguiram. Foi mais do que uma simples mudança de cenário, porém, que ajudou a montar e levantar o musical em meados dos anos 1950.

A nova montagem contou com a colaboração de um jovem e relativamente desconhecido libretista chamado Stephen Sondheim. O enredo ficou por conta de Arthur Laurents e a incrível coreografia a cargo de Jerome Robbins. Tudo isto ajudou a fazer de West Side Story uma obra genial e duradoura, mas foi a força e a beleza das canções de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim que fizeram com que a estréia na Broadway em 26 de setembro de 1957 fosse um estrondoso sucesso.

Leia mais:

Bruce Springsteen já não canta que nasceu nos Estados Unidos
Janelle Monáe discute guerras frias e quentes do pop atual com "Cold War"
As maravilhas banais da família de Jimi Hendrix
Christina Aguilera, do Clube do Mickey ao Clube Militar
Novo CD do LCD Soundsystem ataca fãs e heróis do espaço pop

A nova concepção de West Side Story como uma história de amor que ultrapassava a divisão existente entre duas gangs nas mesmas ruas, uma de latinos e outra de brancos, rapidamente surgiu uma vez que os elementos criativos do projeto anterior foram trazidos para o projeto de 1955. Com o suporte do produtor Carol Crawford, os planos e os ensaios prosseguiram durante dois anos. Contudo, na primavera de 1957, sem que os patrocínios financeiros estivessem prontos para se comprometer com um musical controverso em que já o primeiro ato terminaria com os dois principais personagens mortos como resultado da violência das gangues, Crawford anunciou que ele estava pulando fora do projeto. West Side Story parecia estar morta.

O que salvou o espetáculo foi o relacionamento entre Stephen Sondheim e o produtor da Broadway Hal Prince, de quem Sondheim se socorreu com as más notícias. Prince e seu sócio Bobby Griffith deram um jeito para uma pronta visita a Nova York para se encontrar com o time de West Side Story. Lá foram ganhos pela força da música que Bernstein tocou em seu apartamento no centro da cidade. “Já em meio da audição,” relembrou Prince mais tarde, “eu já estava cantando junto as canções. No final de tudo Bobby e eu nos entreolhamos, e eu disse, sem hesitar, “Vamos em frente!”.

Com o patrocínio de Prince e Griffith, West Side Story intensificou os ensaios para a premiere marcada para 26 de setembro de 1957. Foi um estrondoso sucesso, E deu início a uma das mais longas carreiras na história dos musicais nos palcos da Broadway.

Siga o Opera Mundi no Twitter

FONTE: Opera Mundi

http://operamundi.uol.com.br/
FOTO: loho10002.com

sexta-feira, julho 31, 2009

Diretor Peter Zadek morre aos 83 anos


Cultura 30.07.2009
Diretor Peter Zadek morre aos 83 anos

Amado por uns, odiado por outros, ele foi um dos mais importantes representantes do teatro alemão contemporâneo. Apelidado "grande mágico" e "anarquista", Zadek tinha em Shakespeare, Tchekov e Ibsen seu "triunvirato".

O diretor teatral alemão Peter Zadek faleceu na madrugada desta quinta-feira (30/07) numa clínica de Hamburgo, aos 83 anos de idade, após longa enfermidade. Ele foi um dos mais importantes diretores do idioma alemão. Sua última montagem, Major Barbara, de George Bernhard Shaw, estreara em fevereiro em Zurique.


Nascido em 19 de maio de 1926 em Berlim, sua família judaica emigrou para a Inglaterra em 1933, quando os nazistas ascenderam ao poder. Ele estudou em Oxford e se formou em Londres como diretor de teatro.
Em 1958 retornou à Alemanha. Entre numerosas outras atividades, foi diretor geral da Deutsches Schauspielhaus de Hamburgo de 1985 a 1989. Além disso, entre 1993 e 1995, codirigiu o Berliner Ensemble, teatro fundado por Bertolt Brecht em Berlim.
Zadek triunfou no Burgtheater de Viena com peças do russo Anton Tchekov, assim como com uma montagem de O mercador de Veneza de William Shakespeare. Amado por uns, odiado por outros, ele dizia identificar-se plenamente com a personagem de Shylock, "como judeu, como outsider e, é claro, sobretudo na Alemanha".

Tchekov, Henrik Ibsen e o dramaturgo elisabetano representavam o triunvirato de Zadek. Em 1999, ele surpreendeu a plateia do festival Wiener Festwochen como uma encenação de Hamlet na qual a atriz Angela Winkler desempenhava o papel-título.
O "grande mágico" e "anarquista", como alguns o chamaram, trabalhou com os mais importantes atores da Alemanha, Áustria e Suíça, entre os quais Gert Voss, Eva Mattes, Ulrich Tukur, Uwe Bohm e Ulrich Wildgruber. Em 1976, este último fez o papel de Otelo numa montagem da obra homônima de Shakespeare considerada pelo próprio Zadek "uma virada absoluta para o teatro alemão".
O homem de teatro trabalhou também no cinema e na televisão. No clímax da revolta estudantil na Europa, em 1968, rodou Ich bin ein Elefant, Madame (Sou um elefante, madame) e 14 anos mais tarde Die wilden Fünfziger (Os selvagens anos 50).
Cheio de planos

Mesmo octogenário, o diretor tinha numerosos planos, como a montagem de uma ópera em Viena. Dieter Dom, diretor do Teatro Nacional da Baviera, em Munique, lembra que apenas algumas semanas atrás ambos conversavam sobre um novo projeto comum. Quanto aos trabalhos de Zadek, Dom comentou: "Eles sempre me instigavam a uma postura crítica e ao mesmo tempo me fascinavam".
Ao fundar uma companhia independente com o colega Tom Stromberg, Como quiserem teria sido sua 20ª montagem de Shakespeare. Ser forçado a renunciar ao projeto em 2007, devido à doença, foi uma catástrofe para o velho criador. Stromberg recorda-se de ouvi-lo comentar: "Se não puder mais encenar, então prefiro morrer".
Segundo o superintendente do Wiener Festwochen e também diretor teatral Luc Bondy, Zadek considerava o teatro atual muito barulhento e, em parte, grosseiro demais. E comenta sobre o colega: "Ele era brutal e vulnerável. Na qualidade de judeu alemão, se desesperava com os alemães. Mas o idioma e a Alemanha eram a sua cultura".
AV/afp/dpaRevisão: Simone Lopes

FONTE (foto incluída): DW-World Brazil
FOTO: Zadek ao receber o Prêmio Nestroy, em 2001
***