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10/04/2008
Um dedo de prosa com Bandeira
POETA QUE SE REVELOU UM DOS MESTRES DA CRÔNICA NO BRASIL, MANUEL BANDEIRA TEM PARTE SUA OBRA EM PROSA REUNIDA NO LIVRO CRÔNICAS INÉDITAS I, QUE ACABA DE SAIR PELA COSAC NAIFY
São Paulo, SP – Em uma carta a Mário de Andrade, seu principal interlocutor, o poeta Manuel Bandeira dizia desconfiar da própria prosa. Era 1930 e Bandeira temia cometer “bestidades, bobagens, lugares-comuns” em seus artigos, satisfazendo-se mais com a poesia. O tempo tratou de reverter a expectativa negativa do poeta, como comprova o volume Crônicas Inéditas I, que a editora Cosac Naify acaba de colocar no mercado (440 páginas, R$ 65).
10/04/2008
Um dedo de prosa com Bandeira
POETA QUE SE REVELOU UM DOS MESTRES DA CRÔNICA NO BRASIL, MANUEL BANDEIRA TEM PARTE SUA OBRA EM PROSA REUNIDA NO LIVRO CRÔNICAS INÉDITAS I, QUE ACABA DE SAIR PELA COSAC NAIFY
São Paulo, SP – Em uma carta a Mário de Andrade, seu principal interlocutor, o poeta Manuel Bandeira dizia desconfiar da própria prosa. Era 1930 e Bandeira temia cometer “bestidades, bobagens, lugares-comuns” em seus artigos, satisfazendo-se mais com a poesia. O tempo tratou de reverter a expectativa negativa do poeta, como comprova o volume Crônicas Inéditas I, que a editora Cosac Naify acaba de colocar no mercado (440 páginas, R$ 65).
São 113 textos inéditos em livro, que pertencem ao mesmo filão criativo de Crônicas da Província do Brasil, lançado pela mesma editora em 2006, também com organização de Júlio Castañon Guimarães, e que traz um conjunto de artigos que compõem um retrato muito agudo da modernização da sociedade brasileira da primeira metade do século 20.
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TRECHOS
SAUDADES DOS TELEFONES DO RECIFE
“A companhia que explora o serviço telefônico no Rio, não sei se de moto-próprio ou por sugestão do Rotary Club ou da Grande Comissão de Fuss Anti-Amarílico, resolveu complicar a situação dos seus assinantes fazendo as telefonistas dizerem ‘Guerra ao mosquito!’ antes do clássico ‘Número, faz favor?’. De sorte que agora travam-se os seguintes diálogos: ‘Guerra ao mosquito! Número, faz favor?’ ‘Guerra ao mosquito, Central sim, dois, um nove’ ‘Guerra ao mosquito...’ ‘Já matei dois!’ ‘Número, faz favor?’”.
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CINEMA BRASILEIRO
“Enquanto o teatro nacional está que morre-não-morre, o nosso cinema está que nasce-não-nasce. Há dez anos as tentativas se renovam com empresas que penosamente se organizam, dão um film e morrem (...) Essa fita nova, Barro Humano (de Ademar Gonzaga), ainda é fraca, sobretudo como afabulação – uma história de amor, sem importância. Porém, mesmo aí e em tudo o mais o progresso é evidente”.
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SERVIÇO
Título: Crônicas Inéditas I
Autor: Manuel BandeiraEditora: Cosac Naify
Preço: R$ 65 (440 págs.)
FONTE: Gazeta de Alagoas - Maceió,AL,Brazil
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