quinta-feira, abril 10, 2008

Fora de Pequim, Canto vai operar o punho


09/04/2008 - 13h01m - Atualizado em 09/04/2008 - 14h17m
Fora de Pequim, Canto vai operar o punho
Atleta de 32 anos garante que segue motivado para competir e não pensa em se aposentar

Simone Evangelista

Fora da luta por uma vaga nas Olimpíadas de Pequim, o judoca Flávio Canto se prepara para fazer uma cirurgia no punho esquerdo. O atleta, que sentiu a lesão nos treinos e já vinha reclamando de dores no local há algum tempo, viaja nesta quarta-feira a São Paulo, onde deverá sofrer uma artroscopia no dia seguinte.- Essa lesão já estava me incomodando há bastante tempo, mas, como eu estava lutando para ir a Pequim, passava por cima da dor, era uma coisa que me motivava. Agora, vou ter como operar e me recuperar. Faz muito tempo que eu não sei o que é treinar inteiro, sem lesões. Isso não acontece desde o Pan - diz o judoca, que foi a grande estrela de um evento promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro para divulgar o livro infantil "Você Conhece os Jogos Olímpicos?" nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Novidades no Circuito motivam judoca
Aos 32 anos, Flávio garante que não pensa em se aposentar, pelo menos por enquanto. Sem estabelecer metas para o futuro, o judoca espera se recuperar da cirurgia no punho para pensar em novas conquistas. No entanto, se diz animado por conta das mudanças no Circuito Mundial, que deverá ficar mais competitivo a partir de 2009.
- Depois de Pequim, vou fazer uma avaliação, ver como está a minha forma física e técnica. Essas novidades no Circuito me deixaram mais animado, mas tudo vai depender de como as coisas vão acontecer. Mas, a princípio, não penso em aposentadoria - avisa Flávio, que será operado pela equipe do médico da seleção brasileira de judô, Wagner Castro.
Atleta acredita que seleção pode repetir desempenho do Mundial em Pequim

Medalha de bronze nos Jogos de Atenas, Flávio Canto perdeu a vaga no meio-médio em Pequim para Tiago Camilo, campeão mundial da categoria em 2007, após um fraco desempenho na etapa de Paris da Super Copa e na Copa do Mundo de Viena, no início do ano. Conformado, o judoca está na torcida para que a seleção brasileira repita na China o desempenho do Mundial do Rio de Janeiro, quando conquistou três medalhas de ouro e uma de bronze.
- A equipe está com a melhor formação possível. É preciso tomar cuidado para que o retrospecto positivo não crie pressão, mas os atletas são experientes. Repetir o resultado do Rio de Janeiro é um sonho, mas é algo palpável.

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FONTE (photo include): Globo - Brazil

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