quinta-feira, abril 10, 2008

Claudine Haroche fala sobre o futuro do sensível na UNICAMP

Julayne Luu
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10/04/2008
Claudine Haroche fala sobre o futuro do sensível na UNICAMP
Hoje (10), às 14h30, no auditório II do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), a diretora de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da França, Claudine Haroche, profere palestra e lança seu livro no Brasil, cujo título é O futuro do sensível: os sentidos e os sentimentos em questão. Doutora em Sociologia pela Universidade Paris VII, Claudine está vinculada ao Centre d´Éstudes et de Recherches transdisciplinaires em Sociologie, Anthropologie et Histoire (Cetsah) da École des Hautes Etudes em Sciences Sociales (Ehess).
Desde 1986 Claudine mantém ligação regular com o Programa de Pós-Graduação em História do IFCH, através do Núcleo de História e Linguagens Políticas tendo, inclusive, atuado como professora convidada no período de março a abril de 1999. Há vários anos ela realiza e coordena pesquisas nas áreas de sociologia e antropologia política, investigando especialmente a codificação, a exteriorização e a transformação dos sentimentos ao longo do processo de constituição e crise das sociedades democráticas contemporâneas, cujos resultados estão reunidos na sua obra mais recente.
A palestra de Claudine pretende interrogar os efeitos produzidos, hoje em dia, pelos fluxos sensoriais contínuos sobre os sentidos. Ao afastar o tempo da reflexão e entravar, em decorrência, o exercício da consciência, as impressões e sensações contínuas influenciam de maneira silenciosa, difusa, impalpável e intensa a elaboração das percepções, dos conhecimentos e, mais amplamente, das capacidades psíquicas. Abordará também a hipótese de que elas afetam a capacidade de vivenciar sentimentos, fundamentalmente o sentimento de existência do eu e do outro.
O sentimento do eu supõe uma certa forma de continuidade, de duração, requer um limite entre interioridade e exterioridade. Este limite está hoje ameaçado pelas formas tecnológicas contemporâneas, o que provoca conseqüências - algumas conhecidas, outras inéditas - sobre o funcionamento da subjetividade e do eu. A palestra terá como debatedora a professora Marion Brepohl Magalhães, do departamento de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Fonte: Unicamp

Universia Brasil - São Paulo,SP,Brazil

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