
CBJ paga salário, reforçando atitude profissional
10/04 - 12:51 - Gazeta Esportiva
10/04 - 12:51 - Gazeta Esportiva
Em ano olímpico vale todo tipo de incentivo às melhores performances dos atletas. Para motivar ainda mais os judocas brasileiros na luta por um desempenho histórico nos Jogos Olímpicos de Pequim, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) irá pagar salários aos titulares da seleção a partir deste mês (abril) e até setembro.
Cada atleta receberá o valor de R$ 3.500,00 e os recursos para assegurar os pagamentos são oriundos da Lei Agnelo-Piva, explica o presidente da Confederação, Paulo Wanderley. O judô recebe 3,5% de repasse do recurso federal. Em 2006, a porcentagem equivaleu a R$ 1.572.059,55.
'Esta é uma idéia antiga da Confederação. Já fazemos o pagamento de premiação por resultados, bônus e estamos retomando o pagamento mensal', diz o dirigente. Segundo ele, esta não é a primeira vez que a CBJ remunera regularmente seus atletas. '
Fizemos isto há 5 anos, em 2003'. Na ocasião, afirma, os valores recebidos pelos judocas variavam de acordo com seu desempenho e qualificação em competições. 'Agora, todo mundo vai receber a mesma quantia'.
Com data certa para terminar, o pagamento de salários é um projeto que a Confederação gostaria de manter permanentemente. Mas enquanto isto não for possível, ele será adotado ocasionalmente. 'Sempre que for possível e viável economicamente'.
A adoção dos salários, acredita, ajuda a modalidade a assumir uma atitude cada vez mais profissional. Mas apesar do incentivo financeiro extra ser importante, Paulo Wanderley destaca que uma boa performance em Pequim não poderá ser creditada a isto. 'Este é um complemento à preparação. Não acredito que os resultados venham por dinheiro.
Eles são fruto de uma preparação adequada com intercâmbios e treinamentos no Brasil e no exterior e de um trabalho cuidadoso na parte física e científica. E isto tudo é feito já há algum tempo'. O judô já rendeu ao Brasil 12 medalhas olímpicas - dois ouros, três pratas e sete bronzes.
A primeira foi o bronze conquistado por Chiaki Ishii em Munique-72. O primeiro ouro veio com Aurélio Miguel em Seul-88. Nos Jogos de Atenas, Leandro Guilheiro e Flávio Canto ficaram com o bronze. A meta brasileira na China é superar os melhores desempenhos quantitativos e qualitativos já registrados.
O primeiro foi obtido em Los Angeles-84 (três medalhas) e o segundo em Seul-88 e Barcelona-92 com um ouro em cada uma. No último Mundial, em 2007, no Rio, o Brasil conquistou o melhor resultado de sua história. Foram quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de bronze. Apesar da tradição da modalidade, o judô já viveu momentos de altos e baixos.
No final dos anos 90, a Confederação atravessou uma fase problemática, marcada por denúncias de irregularidades administrativas e críticas à maneira como o esporte era gerido por seus responsáveis. A atual administração assumiu no início dos anos 2000. 'Se você avalia de 2001 (quando assumiu) até hoje não tem termos de comparação', ressalta Paulo Wanderley.
FONTE: Último Segundo - São Paulo,SP,Brazil
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